:: ‘Daniel Thame’
Rio de Contas, Rio de Isaquias

Isaquias Queiroz (Foto: Miriam Jeske / COB)
Daniel Thame
Rio de Contas
No passado, o cacau fruto de ouro
rumo ao mar e rumo ao mundo
Rio de Contas
o menino rema, rema e rema
O espírito guerreiro de seus ancestrais
Força indomável da natureza
Rio de Janeiro, Tóquio e Paris.
O mundo
Rio de Contas, Rio de Bronze, Rio de Prata, Rio de Ouro
Rio de Isaquías Queiroz
TV Cabrália, Barbosinha e as “férias coletivas”

Daniel Thame
Gerente de Jornalismo da TV Cabrália durante 13 anos, fui responsável por oferecer oportunidade para o surgimento de grandes profissionais de comunicação, hoje espalhados pela Bahia e pelo Brasil.
Pronto, autoelogio devidamente feito, vamos ao cerne dessas bem traçadas linhas.
Apaixonado por esportes e tendo atuado como repórter nas rádios Iguatemi e Difusora Oeste de Osasco e comentarista nas rádios Clube e Difusora de Itabuna, não resisti em dar as caras na telinha, mesmo com o sotaque paulista cheios de “errrrrrrrres” que não consigo perder nem com quase quatro décadas na Bahia, atuando como comentarista no Programa Cabrália Esportiva, apresentado por Barbosa Filho, o Barbosinha, um dos mais completos profissionais surgidos no Sul da Bahia e que depois foi ser dono de sua própria emissora, a TVI Itabuna, deixando o programa por minha conta.
O fato é que com times profissionais disputando o Campeonato Baiano aos trancos e barrancos, muitas vezes brigando (e quase sempre apanhando) da bola, a gente fazia o programa com muita descontração, a ponto de ter criado um “monstrinho” que secava o Itabuna e que, após uma inesperada vitória do Itabuna sobre o Bahia, foi “assassinado” a pontapés pelos torcedores no Terminal Rodoviário, quando tentava fugir para Sunpolo.
Tudo devidamente filmado e exibido no programa, que tinha uma audiência tão grande que hoje, quase 25 anos depois de ter saído da tevê, algumas pessoas ainda me abordam na rua, lembrando do Cabrália Esportiva.
Já disse aqui que Barbosinha era um profissional completo.
E bota completo nisso.
Tanto é que numa sexta-feira, ao encerrar o programa, ele perpetrou:
-Quero comunicar que a partir de segunda-feira entrarei em férias coletivas e Daniel Thame comandará o programa.
Como eu sabia que não perderia o amigo por causa de uma brincadeira, matei a bola no peito e chutei para o gol, antes do operador encerrar o programa:
-Como Barbosinha faz reportagens, produz, edita e apresenta o programa, são férias coletivas mesmo…
E vamos aos nossos comerciais…
No São João de Potiraguá, ALAMBIQUE promove ´imortaalcolizações` e entrega de comendas

Com Adelson Teles Pinto
Potiraguá, bucólica cidade (pqp!, “bucólica cidade”, os adjetivos começaram cedo) localizada entre o Sul e o Sudoeste da Bahia viveu, nos festejos de São João, um momento ímpar de sua rica história.

Durante o ´licor tour` do grupo junino “Óia Nóis Aqui Travéiz!”, que está completando trinta anos e percorre as principais ruas da cidade, sendo recebido nas residências com deliciosos comes e bebes da época, a Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., ALAMBIQUE, com sede no ABC da Noite-Beco do Fuxico, Itabuna, promoveu exclusivíssimas imortaalcooalizações, além da entrega da Comenda Dedé do Amendoim.

Com o rigor que é peculiar à nobilíssima academia, o presidente vitalício, imortalício e ditatorialício da Alambique, Daniel Thame, nomeou seletíssimos 11.113 novos imortais e entregou igualmente seletíssimas 8.113 (ah, essa mal disfarçada predileção pelo 13) comendas.

Como a acolhedora (pqp, de novo o adjetivo!) Potiraguá possui menos de dez mil habitantes, moradores de cidades vizinhas como Itarantim, Maiquinique e Maracari, que passavam pela cidade durante as festas juninas, incrédulos e embevecidos, também se tornaram imortais e comendadores.

Com Isis Thame e Ricardo Oliveira
Entre os homenageados (impossível se torna nomear a todos), destacam-se os professores Levi Souza Nascimento e Robson Luiz de Oliveira Freitas (Robinho), os também professores Ricardo Oliveira e Isis Thame, a professora aposentada Helena Thame e o embaixador informal de Potiraguá Adelson Teles Pinto.

Com Robson Luiz de Oliveira Freitas (Robinho) e Livi Souza Nascimento
Antes que as más línguas protestem contra a profusão de Thames, sem delongas: Helena é mãe e Isis é irmã do presidente da ALAMBIQUE.
Nepotismo é a mãe! Ou a irmã!

Com Helena Thame
A caminhada comerística e beberistica foi encerrada com um memorável regabofe na residência do presidente da Câmara, Gegel, com direito a música ao vivo e uma cachacinha de se beber de joelhos.

Com Gegel e uma cachacinha divina
Se bem que depois de cinco horas caminhando e bebendo (não necessariamente nessa ordem) beber de joelhos não é mera figura de linguagem.
Alvissaras com fogos de artifício aos novos imortais e comendadores da ALAMBIQUE!!!
PS- Na Alambique, todos tem direito de ter opiniões próprias ou mesmo divergir das decisões presidenciais-ditatoriais. Com o adendo de que a estes é reservado o direito do paredón, posto que Don Ernesto, também conhecido como Che, é um dos patronos da academia.
TV Cabrália e o desabamento que construiu um repórter
Daniel Thame
Durante meus 13 anos no comando do jornalismo da TV Cabrália, de sua fundação em 1987, até o ano 2000, pude contribuir com o surgimento de grandes profissionais para a televisão baiana e- porque não?- brasileira.
Com mais sorte do que talento/juízo, algumas vezes contei com a ajuda do doutor acaso, o que na verdade apenas antecipou o que já era óbvio. O cara era bom, faltava uma oportunidade de colocar no ar.
O cara bom em questão era Eduardo Lins, então um meninote de Buerarema, sobrinho do grande apresentador Linsmar Lins, da TV Aratu.
Colocado na TV Cabrália à pedido do tio, obviamente. Pedido prontamente atendido por Nestor Amazonas, talentoso ao extremo, gênio diria eu, mas no quesito juízo, dava empate técnico comigo.
E já que era na base do QI (Quem Indicou), vai lá ficar como estagiário da produção do Cabrália Esportiva, o que era a mesma coisa que “rapaz, fica aí e não me enche o saco`.
Ah, mas esse trapaceiro chamado destino…
Uma tarde chega a informação do desabamento terrível de um prédio em Jequié, com mortos e feridos. Tragédia das grandes,
Com nenhum repórter na casa, chamei Eduardo e disse:
-Vai lá com o cinegrafista, faz umas entrevistas, pega boas imagens, informações e chegando aqui eu faço o texto pro repórter gravar.
E -aí era Daniel Thame em estado bruto (naqueles tempos, bota bruto nisso!)- falei quase por instinto:
-Já que você tá lá mesmo, grava uma passagem na frente do desabamento…
Manuel e Daniel, o Arco e a Flecha…

Daniel Thame
-Eu soube que o senhor vai lançar um jornal e está precisando de repórteres…
-Você é de onde?
-São Paulo, cheguei há um mês aqui…
-Então começa amanhã…
-Mas o senhor não vai nem me pedir pra fazer um texto pra avaliar?
-Não precisa. Se você é de São Paulo é bom, pode vir amanhã cedo e começar a trabalhar…
-0-0-0-
Contado assim, 37 anos depois, parece até uma daquelas narrações inverossímeis, feitas para dourar a pílula e transformar um ato banal em algo digno de registro.
Mas foi exatamente assim que aconteceu naqueles meados de abril de 1987, num fim de tarde em que, levado por Vilma Medina (testemunha desse diálogo surreal), meu destino se cruzou com o de Manuel Leal e me fez mergulhar na aventura de uma vida que foi, durante os 13 anos em que lá passei como repórter e depois editor, trabalhar no jornal A Região.
13 anos, dez deles convivendo com Leal. O tempo permite o que em outras situações soaria como cabotinismo: o inigualável faro para a notícia e o destemor de Leal, somados a um texto cortante como uma navalha afiada e uma compulsão por grandes reportagens deste que ora vos escreve (puta que pariu, `dourar a pílula` e ´deste que ora vos escreve` são dignos de aposentadoria compulsória), foram a essência de um jornal que mais do que papel e tinta, era impresso com alma.
O arco se encontrou com a flecha.
Antes que a banda siga e o mundo gire, um adendo necessário: gente com muito mais talento para a escrita passou por A Região, mas não citarei nomes para não despertar egos adormecidos. Estou me referindo à simbiose de duas almas que o acaso (ou não) reuniu numa redação de jornal. Nisso, a união de Manuel com Daniel produziu uma rima e uma solução.
Foram 10 anos de Malhas Finas e Malhas Grossas, de reportagens inesquecíveis, manchetes de antologia, histórias (ao menos as publicáveis) que dariam um livro.
Quem senão A Região teria coragem de dar a manchete de fraude no Vestibular da Uesc, apostando num suposto gabarito jogado por baixo da porta da sede do jornal? A edição rodando, Leal me liga de madrugada:
-E se aquilo for uma falsificação?
Respondi com a única frase possível:
-Nós dois estamos fodidos.
As denuncias de fraude, com conhecimento prévio dos gabaritos por alguns privilegiados, principalmente nos cursos mais disputados, como Direito, eram recorrentes. Comprovada, mudou para sempre a história do vestibular na Uesc.
Quem senão Leal para perceber que um romance entre um fazendeiro de 70 anos e uma estudante de 13 era notícia nacional? Foi além: a história de Ferreirinha e Yolanda foi destaque até no Japão, com direito a uma impagável entrevista a Jô Soares em que Ferreirinha, orientado por Leal, repetia que sua propalada virilidade se devia ao suco de cacau. E eram tempos pré-viagra…
Galdino, Nega Pataxó e a chama que não se apaga
Daniel Thame
“Como esquecer daquela madrugada gelada em Brasília? Eu estava numa terra estranha, cercada de gente estranha, uns homens bem vestidos, que se diziam autoridades, mas eu sabia, aqueles sorrisos todos eram falsos, porque eles prometiam demarcar terras que eram nossas e que foram invadidas por fazendeiros, mas assim que a gente voltava para o Sul da Bahia, eles até esqueciam que a gente esteve lá.
As nossas terras em Pau Brasil e Itajú do Colônia tinham sido doadas a fazendeiros em troca de apoio político e o governador da Bahia naquela época que eu fui a Brasília era dono de tudo, acho que até da Justiça. E nada de sair a demarcação.
Mas a gente era de luta, uma força que vinha dos nossos ancestrais e que eu sabia, iria ser mantida pelos nossos descendentes.
O que eu não sabia é que a maldade dos homens poderia ser tão grande, e olha que ao longo dos séculos nós sempre sofremos com a maldade daqueles que invadiram as nossas terras e tentaram matar a nossa identidade.
Como eu disse, fazia muito frio naquela madrugada em Brasília e eu estava dormindo na rua, porque a gente não tinha dinheiro nem pra pagar hotel, quando de repente, eu senti um calor no corpo, achei que alguma alma boa tinha me oferecido um cobertor.
Mas não era um cobertor, era fogo. Isso mesmo, quatro meninos ricos para se divertir haviam ateado fogo no meu corpo. Eu senti uma dor imensa, até ver a lua se tingir de vermelho e ai eu não senti mais nada.
Quando meu espírito chegou aqui no ybaca, eu sabia que a nossa luta não iria parar.
De certa forma, minhas chamas seriam o fogo da esperança de que a gente pudesse produzir e viver em paz nas terras que, por direito, eram nossas”.
Índio pataxó Galdino de Jesus, queimado vivo no dia 19 de abril de 1997.
´Eu sou guerreira, mas meu trabalho é pra combater, eu entrego meu peito à lança, nossa batalha temos que vencer´.
“Quando eu cantei essa música num encontro de povos indígenas em Brasília em 2023 não imaginei que era uma premonição.
A gente avançou muito nos últimos anos, conseguimos a demarcação de várias áreas, nosso irmãos tupinambás hoje tem suas terras ainda que vivam sofrendo ameaças, mas mesmo assim é preciso lutar, porque existem muitas áreas indígenas que são ocupadas irregularmente pelos fazendeiros.
Dizem que Brasil nasceu aqui no Sul da Bahia em 1500. As vezes penso que quando o tal de Brasil nasceu o nosso povo começou a morrer.
E que só não fomos dizimados porque somos forjados na luta, não temos medo da batalha e porque nossa causa é justa.
Quando meu irmão Cacique Nailton Pataxó me chamou pra gente retomar uma área que por direito é nossa, lá perto do imenso Rio Pardo, eu aceitei, porque nunca fugi da luta e como eu mesmo já contei aqui, não tenho medo das lanças.
Eu só não esperava, nem contava com as balas.
A brutalidade dos homens não tem mesmo limite. Em vez do diálogo, eles dispararam tiros.
Muitos tiros. E naquela explosão de violência, em meio aos gritos de medo, só lembro de uma coisa me atingindo, uma dor no corpo e o sol se tingindo de vermelho de sangue.
E me lembro que quando meu espírito chegou aqui no ybaca o companheiro Galdino veio me receber.
Lá embaixo, na terra, nesse solo que pra nós é sagrado, eu sei que nem o fogo nem as balas vão calar a nossa voz.
Porque nós somos e seremos semente e sempre vamos germinar em cada indígena e em cada pessoa que ainda consegue se indignar e combater as injustiças”.
Maria de Fátima Muniz, a Nega Pataxó, foi assassinada no dia 21 de janeiro de 2024 num conflito com fazendeiros em Potiraguá, no Sudoeste da Bahia
(Dia dos Povos Indígenas são todos os dias)
Awei!
A Mãe, o Filho e o Carrasco

Daniel Thame
Os olhos tristes e cansados da mãe contemplam o vazio. Um imenso e interminável vazio, formado por rios, florestas, animais selvagens e décadas de espera.
Os olhos tristes e cansados da mãe se enternecem e adquirem um brilho efêmero ao lembrar do menino carinhoso, do adolescente sonhador e do jovem idealista que, recém-formado em Medicina, em vez de salvar vidas, se engajou na luta para ajudar a salvar a nação do câncer de uma ditadura brutal.
Os olhos tristes e cansados da mãe se perdem naquela busca que parece interminável, naquela espera que é meramente esperança, do retorno do filho que para alguns se transformou em mártir de uma batalha perdida e herói de uma causa justa, mas que para ela é apenas um filho cuja ausência rasga o coração.
Os olhos tristes e cansados da mãe, olhos de tantas e infrutíferas buscas no Araguaia, sepultura invisível de seu filho, miram os céus, décadas e décadas de saudade, de uma ferida que insiste em não cicatrizar, como que a procura de um sinal.
Mas até a infinitude dos céus é engolida por aquela mata fechada, com seus fantasmas e mistérios, que devorou filhos, filhas, pais, mães, amigos numa guerrilha ainda não devidamente absorvida pela memória coletiva, travada que foi nos confins do Brasil profundo.
Dos céus, não vêm sinal algum.
Os olhos tristes e cansados da mãe só não perderam a esperança, porque esperança de mãe é como a chama eterna, que nem a dor da perda do filho querido consegue apagar.
Os olhos tristes e cansados da mãe esperam por um fiapo de corpo que seja, um punhado de ossos, que reconstruídos numa história de vida, resgatem a memória de quem foi para nunca mais voltar.
O que a mãe deseja, com seus olhos tristes e cansados, é poder sepultar o que restou do filho.
Para então, descansar em paz, e talvez, se reencontrar com ele numa dimensão que os olhos não alcançam, mas que o amor e a fé de mãe tem certeza de que existe.
—
(Conto publicado no livro ´A Mulher do Lobisomem`, inspirado e João Carlos Haas Sobrinho, uma das vítimas do massacre à Guerrilha do Araguaia, uma das páginas mais brutais da Ditadura Militar no Brasil)
Canto da Reconstrução pela AACRRI emociona com música, poesia e solidariedade

Uma noite de música, poesia e emoção. O Canto da Reconstrução, show beneficente que arrecadou recursos para reconstrução da Central de Triagem da Associação dos Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis de Itabuna -AACRRI, encantou as pessoas que lotaram o Centro Cultural Adonias Filho e puderam acompanhar um desfile de artistas grapiúnas movidos pelo amor à arte e a solidariedade.

Idealizado pelo jornalista Daniel Thame e produzido por Rafael Gama, o ´Canto da Reconstrução´ intercalou música e poesia, com as participações de Marcelo Ganem, Jaffet Ornellas, Zenon Moreira, Aldo Bastos, Walmir do Carmo, Carmem Camuso, Leila Oliveira, Gabriel Xavier e a rapper Natigrê.

Os momentos finais do show foram marcados pela emoção, com os três cantores entoando a música “Amigos”, uma homenagem ao inesquecível Kocó do Lordão, falecido na semana passada, e o encerramento com o Hino Grapiúna, Serra do Jequitibá, que além de Marcelo, Jaffet e Zenon teve a participação especial de Jackson Costa, que fez questão de prestigiar o evento e manifestou seu desejo de se integrar na mobilização pela AACRRI.

A presidente da AACRRI, Carissa Araújo afirmou que “além da arrecadação de recursos para a reconstrução da nossa central de triagem, esse show mostra que não estamos sozinhos nessa luta, que podemos contar com o apoio da comunidade e isso nos dá forças para continuar trabalhando com reciclagem de forma digna e garantindo o sustento dezenas de famílias”. O ´Canto da Reconstrução` arrecadou cerca de dez mil reais, que serão destinados à recuperação do telhado, destruído pelo incêndio.
Apoiadores

A realização ´Canto da Reconstrução´, em que todos os artistas se apresentaram sem cachê, se tornou possível graças ao apoio do Governo da Bahia, Prefeitura Municipal/Projeto Recicla Itabuna, Defensoria Pública da Bahia/Projeto Mãos que Reciclam; e empresas como CVR Costa do Cacau, Shopping Jequitibá, Rota Transportes, Biosanear, Grupo Velanes, o Boticário, Mirasul, Conlar, Soluz, JPJ Engenharia, Val Construções, Los Pampas, Art 3, Grelhados & Cia, Condomínio Claude Monet e BA Serviços Técnicos.

Também foi importante o apoio da mídia regional na divulgação do evento: TV Santa Cruz, rádios Boa FM, Interativa FM, Morena FM e Difusora e sites Ipolítica, Pimenta, Diário Bahia, O Trombone, Blog do Thame, Políticos do Sul da Bahia, Blog do Gusmão, Agravo, Ilhéus 24hs e Verdinho.
Nossa Senhora e o Diabo nas Terras do Sem Fim

Daniel Thame
“Tenho muito respeito por todas as religiões, mas a Rede Globo colocar um padre de nome Padre Santo fazendo um casamento dentro de um prostíbulo é demais para a religião católica”.
“Esses diretores e atores da novela são todos comunistas”.
“Temos que chegar até a direção da Globo pra que eles mostrem que foi o PT quem trouxe a vassoura-de-bruxa. Essa novela está muito de esquerda, não defende os produtores”.
“É muita falta de vergonha colocar um diabinho no mesmo altar de Nossa Senhora. A gente que respeita a família deveria boicotar essa novela”.

Ao contrário do que possa parecer, as frases acima não são obra de ficção. Elas foram extraídas das redes sociais e conversas em grupos de wathsapp.

E dão exatamente o tom de como um pequeno grupo de produtores de cacau do Sul da Bahia, felizmente uma minoria, mas uma minoria ruidosa, encarou o remake de Renascer que teve sua primeira fase encerrada no início desta semana.














