:: ‘Daniel Thame’
Filosofando no Brega de Sônia
Daniel Thame
O Brega de Sônia é um desses patrimônios imateriais (ou seria imeteriais?) de Itabuna.
Célebre nos tempos áureos do cacau, em que reunia damas dadivosas vindas do Rio, São Paulo e até das Oropas, para deleite dos milionários do cacau, o mítico local já enfrentava tempos de decadência, muito por conta da vassoura de bruxa, quando comecei a frequentá-lo.
Academicamente é bom que se explique.
Explico: no meu trabalho de conclusão do curso de Filosofia da Universidade Estadual de Santa Cruz, mui pretensiosamente intitulado “Karl Marx quem diria acabou em Arataca”, com a genialidade literária que me é peculiar (pqp, que modéstia!) fundi (eu escrevi fundi) marxismo, sem terras e prostituição.
O fato é que mesmo com as damas de outrora já substituídas por escassas operárias regionais, Sonia (que inclusive mereceu destaque num Globo Repórter em que a primeira versão de Renascer era o tema principal) não perdia a pose nem o humor ferino, este cultivado com cálices diários de veneno.
Numa dessas noites em que o movimento era escasso e o capítulo final da nobre instituição grapiúna estava sendo inevitavelmente escrito, Sonia parece ter lido meus pensamentos.
Perpetrou, ferina:
-Menino, você acha que a vassoura de bruxa está acabando com meu negócio não é? Está e não está…
E concluiu, de forma definitiva:
-Com essas meninas aí dando de graça quem é que vai pagar pra f…
Rimos e bebemos uma cervejinha bem gelada, não a preço de cliente, mas de amigos que nos tornamos.
Pouco tempo, depois Sonia montou num cavalo alado (não resisti à licença poética) e se tornou uma bem sucedida empresária do ramo de pousadas no litoral sulbaiano, onde vez ou outra pude revê-la, desta vez em torno de uma cachacinha de alambique, vício que até hoje cultivo com muita pompa e pouco zelo.
E vida a vida enquanto vivos estamos!
Encontro de autores regionais com leitores privados de liberdade no Conjunto Penal de Itabuna

Acontece na manhã dessa quinta-feira (14), a partir das 8h30min, no Conjunto Penal de Itabuna, um encontro de escritores regionais com leitores privados de liberdade. O objetivo é apresentar a Literatura Grapiúna a um público pouco discutido e acessado pelos autores, quebrando, de forma simbólica, uma barreira entre os que se encontram em situação de cárcere e aqueles que os fazem viajar para longe das grades ao sabor das histórias, prosas e versos.
Daniel Thame, Carmen Camuso, Rafael Gama, Leila Oliveira e Gabriel Xavier participarão do bate-papo, quando também apresentarão e discutirão suas obras com os leitores da Unidade Prisional. Atualmente são 504 leitores no Conjunto Penal de Itabuna cadastrados e produzindo resenhas mensalmente nos três projetos de leitura que estão em andamento na unidade prisional.
Para o encontro com os escritores será selecionada uma parte desse contingente, de forma a representar a todos eles. Os participantes fazem parte dos programas “Asas da Imaginação”, do Governo do Estado, com livros físicos; “Relere”, do Ministério Público Estadual, com livros digitais; e “Asas da Imaginação em livros digitais” (Kindle), também do Governo do Estado.
Em tempo: por questões internas no CPI e futura incompatibilidade de agenda dos autores o evento foi cancelado.
No ar, a TV Cabrália
No ar, a TV Cabrália
Daniel Thame

O mês era dezembro e o ano era 1987.
Em Itabuna, todas as cores no ar anunciavam a chegada de uma nova estação. Não era o verão.
Quem chegava -e lá se vão 36 anos- era a TV Cabrália, primeira emissora de televisão do interior do Norte/Nordeste, não apenas uma repetidora da programação da Rede Manchete, a quem era afiliada.
Mas uma emissora com programação própria, vida própria e, principalmente, com a alma do Sul da Bahia.
A chegada de TV Cabrália, como era de se esperar, gerou expectativa e euforia, numa civilização orgulhosa de seu fruto de ouro e de ter forjado o próprio desenvolvimento.
O fruto de ouro, dois anos depois, perderia seu brilho, esplendor e pujança por conta de uma doença com poderes de bruxa malvada.
A TV Cabrália, símbolo daquele tempo, atravessou sobressaltos, mas resistiu ao apocalipse econômico e social que as bruxarias provocaram, fez história. E que história.
Começou como afiliada da Rede Manchete, depois SBT e, adquirida pela Igreja Universal do Reino de Deus, passou pela fugaz Rede Familia, teve uma incipiente fase na Rede Mulher e hoje integra a Rede Record.
É possível dizer que mudou sem mudar, porque ao longo destas quase quatro décadas, continua sendo o que sempre se propôs a ser: uma televisão com a cara e as cores do Sul da Bahia, com uma profunda identidade regional.

Gestada pelo espírito empreendedor do Dr. Luiz Viana Neto e que ganhou forma nas mãos do visionário Nestor Amazonas, a TV Cabrália, além de acompanhar os principais acontecimentos e se envolver nas grandes causas sulbaianas nestes 36 anos, foi uma espécie de escola de profissionais de televisão, profissão até então inexistente por essas plagas amadianas e/ou pragas vassorianas, com o perdão do trocadilho irresistível.
Vilma Medina, Mauricio Maron, Claudia Barthel, Selma Aguiar, Paula Maciel, Eduardo Lins, Roger Sarmento, Napoleão Fernandez, Madalena Braga, Andrea Silva, Adriana Quadros, Valdenor Ferreira, Renata Smith, Delza Schaun, Iruman Contreiras, Junior Patente, Ramiro Aquino, Paulo Lavinsky, Cícero Dantas, Jota Borges, Roger Sarmento, Barbosa Filho, Adriana Dantas, Tom Ribeiro, Carlos Barbosa, Auriana Bacelar.
Uma seleção do melhor jornalismo, em qualidade e comprometimento com a profissão.
No comercial, Rui Carvalho , os saudosos Rogélio Duran e Carlos Hellstrom; Cristine Ribeiro.
Gente que fez história neste que é um momento histórico para as telecomunicações baianas.
36 anos neste dezembro de 2023. E que venham os 50, os 75, os 100 anos dessa TV Cabrália que é e sempre será o nosso primeiro amor.
(*) Daniel Thame, paulista de Osasco, radicado há 30 anos em Itabuna, foi gerente de jornalismo da TV Cabrália desde a sua fundação em 1987 até o ano 2000. É também o primeiro funcionário registrado da emissora, o que não é muita coisa, mas também é muita coisa.
Guilhermo Brau é o novo imortal da ALAMBIQUE

Livro “Minha Vida em branco e preto”.
Dia de gáudio para a Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., ALAMBIQUE. O grande literato grapiúna Guilhermo Brau foi laureado no ABC da Noite, sede provisória da instituição (há 456 anos!) como o mais novo imortal alambicano.
Mo Brau, como gosta de ser chamado, é autor do portentoso livro “Minha Vida em branco e preto”, com impressionantes 265758 páginas em branco, posto que embora laureado no ABC, Mo Brau não passou do AEIOU.
(PQP, como ex-jornalista em atividade adora um trocadilho infame!).

Mo Brau fez questão de autografar sua obra, agora imortal
Ao ser comunicado por Daniel Thame, presidente vitalício, imortalício e ditatorialício da nobre Casa das Letras e das Bebidas, que também receberia a Comenda Dedé do Amendoim, Mo Brau reagiu com a fidalguia dos imortais:
-Encomenda, que porra de encomenda? Mal fui imortalizado e já querem extorquir meu suado dinheirinho, me empurrando uma encomenda que não pedi…
Dito isto tirou do bolso duas suadas notas de 5 reais e investiu em duas batidas de tamarindo, posto que a primeira dama do ABC, dona Neusa Alencar agora só aceita pagamento em dinheiro vivo e no ato de entrega da iguaria, cansada de acólitos que bebem e saem de fininho sem pagar, caloteiros desavergonhados!
Em tempo: como um pedido de desculpas pela reação intempestiva no caso da Comenda/Encomenda, Mo Brau deixou um livro autografado, já devidamente inserido no vasto acervo de meia dúzia de quatro ou cinco obras da biblioteca da ALAMBIQUE.
Em tempo 2: e nem adianta driblar Dona Neusa e pedir fiado ao Caboco Alencar, Ele pode ser o Rei do Beco do Fuxico, mas no ABC quem reina é Dona Neusa.
“O gato que tinha três nomes” é tema do Projeto Literário Arte&Cultura Regional do Colégio Jorge Amado

O livro “O gato que tinha três nomes”, do jornalista e escritor Daniel Thame, foi um dos temas da gincana do Projeto Literário Arte&Cultura Regional, promovido pelo Colégio Jorge Amado em Itabuna.
Nesta quinta-feira (19), o autor conversou com cerca de 70 alunos das sextas-séries A e B do colégio, que trabalharam o livro sob a coordenação das professoras Apoena Dandara e Laryssa Brandão. Thame falou sobre a concepção do livro, que tem ilustrações de Juraci Masiero Pozzobon, esclarecendo as curiosidades dos estudantes sobre o gato que atendia por três nomes e reforçando que a obra tem foco no amor aos animais, conservação do meio-ambiente, respeito à família e paixão pelo cacau e o chocolate do Sul da Bahia.

A inspiração veio do gato adotado pela família do próprio autor, que era chamado por três nomes diferentes e que com sua personalidade forte se tornou o verdadeiro `dono da casa`. “Procurei trabalhar valores que são importantes na formação das crianças e também fazer um livro em que elas vão se divertir, com ilustrações que destacam o universo do cacau, do chocolate e da Mata Atlântica, três marcas do Sul da Bahia”, afirma Thame.

A diretora do Colégio Jorge Amado, professora Miralva Moitinho disse que a realização da gincana, que envolve quatro autores regionais e quatro nacionais “busca, através de uma competição sadia, despertar o gosto pela leitura em crianças e adolescentes. Além de valorizar os autores do Sul da Bahia, estamos mostrando aos nossos estudantes que mesmo com o domínio da internet e as redes sociais, a leitura de livros é prazerosa e indispensável”.

No próximo dia 1º. de novembro, os livros trabalhados pelos alunos serão apresentados de forma artística (música, dança, teatro) durante o Show de Talentos no Centro de Cultura Adonias Filho.

Ensaio sobre a Insanidade

Daniel Thame
Estava este ex-jornalista em atividade na fila do caixa de uma padaria no bairro Pontalzinho, em Itabuna, o divino pão para o café da noite devidamente adquirido, quando ocorre uma cena diga do realismo magico do velho Gabo. Ou do irrealismo trágico do velho Saramago.
O sujeito a minha frente na fila, vestido como um típico burguesinho de província (seja lá o isso
signifique além de engordar o texto) ao se deparar com uma conta no valor de R$ 13,40 pegou dois bombons e disse ao caixa: “veja aí se dá mais de 14 reais porque eu não faço nada que tenha 13, porque odeio o PT”.
Pagou a conta e saiu todo feliz, ou nem tanto, porque todo mês tem um dia 13 e o Bozo nem teve tempo de mudar essa porra de calendário judaico-cristão, quem sabe incluindo o dia o dia 22 no lugar no dia 13, mesmo que os meses tivessem dois dias 22.
Petista pra quem o 13 é um número mítico/mágico, apenas me limitei a sorrir, não sem antes comentar com o caixa, igualmente petista: “tomara que ele não tenha lindo meu pensamento”…
Vá lá que o que eu pensei tem 14 letras e não 13…
Daniel Thame lança “O gato que tinha três nomes” no Festival da Primavera Ilhéus

O jornalista e escritor Daniel Thame lança neste domingo, dia 17, às 16 horas, o livro “O Gato que tinha 3 nomes”. O lançamento acontece no Centro de Convenções, durante a Feira Literária, que faz parte da programação do Festival da Primavera Ilhéus. O livro conta a história de um gato que tem três nomes e é tão apaixonado pelo chocolate do Sul da Bahia que acaba virando ou sendo confundido com uma deliciosa barra do produto de origem que, além do cacau, está se tornando uma referência de qualidade e conquistando mercados no Brasil e no mundo.
O mundo mágico do chocolate é uma das abordagens do livro de Daniel Thame, em sua primeira incursão na literatura infantil. Editado pela Via Litterarum, o livro tem ilustrações fantásticas da artista e produtora cultural Juraci Masiero Pozzobon, e é uma divertida história de um gato das terras encantadas do cacau e do chocolate do Sul da Bahia.
“O livro celebra a valorização da família, o amor aos animais e a conservação da natureza, numa linguagem típica do universo infantil e vai encantar crianças de todas as idades”, diz o autor. A inspiração veio do gato adotado pela família do próprio autor, que é chamado por três nomes diferentes e que com sua personalidade forte se tornou o verdadeiro `dono da casa`.
“Procurei trabalhar valores que são importantes na formação das crianças e também fazer um livro em que as crianças vão se divertir, com ilustrações que destacam o universo do cacau, do chocolate e da Mata Atlântica, três marcas do Sul da Bahia”, afirma Thame.
“O gato que tinha três nomes” também pode ser adquirido através do email danielthame@gmail.com ou do telefone/wathsapp (73) 99981-7482.
Daniel Thame é autor dos livros “Vassoura”, uma série de contos sobre os impactos da vassoura de bruxa, doença que devastou a lavoura cacaueira, na vida da população sul-baiana; “A Mulher do Lobisomem”, contos sobre o universo feminino, e “Jorge100anosAmado”, uma série de contos que fazem uma releitura dos romances do escritor sulbaiano, e “Manual de Baixo Ajuda, como transformar sua autoestima em anã”, contraponto bem humorado e politicamente incorreto dos manuais de autoajuda.
O óculos que é novo, mas é velho. Ou é velho, mas é novo…

Daniel Thame
Uma ótica de Itabuna, conhecida pela inovação e busca por produtos diferenciados, decidiu comercializar um óculos da marca top Atitude.
O modelo, de qualidade indiscutível, tem algumas ´falhas´ propositais na pintura, o que justamente lhe confere originalidade.
“Estão vendendo muito em várias partes do Brasil”, garantiu o representante da Atitude, o que incentivou os proprietários da ótica a adquirirem cerca de 50 unidades.
Colocados à venda por R$ 390,00 (média dos produtos da marca), os óculos simplesmente encalharam.
Motivo: os consumidores (olha aí vivíssimo o ranço elitista dos áureos tempo do Eldorado do Cacau que ficaram no passado) alegavam que não iriam gastar tanto “com um óculos que parece usado”.
Resultado: os tais óculos estão sendo comercializados por módicos R$ 70,00.
Uma pechincha.
E esse ex-jornalista em atividade que ora por escreve está de óculos novo-velho…
Ou velho-novo?














