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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: 11/abr/2026 . 17:30

Teatro Popular de Ilhéus leva “Borépete?. Uno” em mini turnê em unidades do SESC Bahia

O Teatro Popular de Ilhéus (TPI) inicia, no dia 17 deste mês, uma mini turnê do espetáculo Borépete?. Uno pelas cidades de Jacobina e Santo Antônio de Jesus. O projeto criado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), tem como objetivo fortalecer a cadeia produtiva do teatro e ampliar o acesso do público às artes cênicas. O Circula Cena conta com a parceria do Serviço Social do Comércio (Sesc-Bahia). A Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) fortalece a parceria, mediando ações de formação com o público estudantil.

Com linguagem contemporânea e forte experimentação estética, Borépete?. Uno convida o público a uma imersão sensorial e reflexiva, abordando temas como identidade, coletividade e os atravessamentos culturais que moldam o Brasil profundo.

Em Jacobina, as apresentações acontecem nos dias 17 e 18 de abril, e em Santo Antônio de Jesus, nos dias 21 e 22 de abril, sempre às 19h. A obra combina elementos físicos, sonoros e visuais, criando uma experiência cênica que rompe com narrativas tradicionais e propõe um diálogo direto com o espectador.

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Eu, André Rosa, Jorge Amado e o Cú do Mundo

Daniel Thame

André Rosa foi um dos grandes escritores desse chão grapiuna, tão pródigo na literatura. Um grande ser humano, que hoje dá nome a um espaço público em que livros podem ser apreciados gratuitamente, num belo projeto de incentivo à leitura..

Minha convivência com ele foi esparsa, um ou dois encontros ocasionais em Ilhéus e Itabuna, sempre em eventos literários em que eu, mero jornalista que se atreve a escrever livros, quase nunca participo, por timidez e porque esse não é meu mundo.

 

Mas, vivemos juntos, ainda que de forma involuntária, um momento marcante, pelo inesperado e inusitado.

 

Em 2018 participamos juntos de uma  mesa na Festa Literária de Itabuna, a Felita, para falar sobre a obra de Jorge Amado.

Ele por seu vasto conhecimento acadêmico.

Eu, ex-jornalista em atividade e escritor extemporâneo,  por ter me atrevido a escrever um livro, Jorge100anosAmado-Tributo a um eterno Menino Grapiuna, homenagem ao centenário do escritor.

Cerca de 100 pessoas na platéia, boa parte delas composta de estudantes, levados quase à força por professores, para evitar que  os escritores não falassem para ninguém.

André esbanjando conhecimento.

Eu, cultura que não enche um pires, usando o empirismo que me permite estar beirando os 50 anos de jornalismo e já r com cinco livros publicados.

 

André falava com a bagagem de um estudioso  sobre a obra de Jorge e eu indo pelo lado sarcástico do escritor, com seus personagens que são a cara do povo. Tipo ´toca a bola e se livra logo dela´.

 

Tudo ia bem, até que alguém na platéia pergunta porque o povo de Ferradas rejeitava Jorge.

 

André Rosa, do alto de sua sabedoria, craque que era, mata a bola no peito e responde:

 

-Um dos motivos é que em algumas de suas obras Jorge Amado se refere a Ferradas como o cú do mundo.

 

E eu, sutileza de zagueiro de time de roça, vou na canela:

 

-E cá pra nós, ele tinha razão. Ferradas é o cú do mundo mesmo.

 

O que eu não sabia e nem tinha como saber é que a maior parte daquele grupo de estudantes no Centro de Cultura veio de uma escola de… adivinhem, Ferradas!

 

Se tivesse algum jagunço na platéia, e felizmente não tinha, era tocaia, e das grandes.

 

Avisado pelo organizador da Felita, Gustavo Felicíssimo,  tentei consertar, mas não havia o que consertar.

 

Lesse eu pensamentos e certamente captaria nada amadianas homenagens a senhora minha mãe.

 

Fecha o livro.

 

 

7 mentiras que você ainda acredita sobre a saúde do seu Pet

Dra. Hannah Thame

A Dra. Hannah Thame é diretora da HERA-Hannah Espaço de Reabilitação Animal em Vitória da Conquista.

Fone (73) 99199-3208

Como seria nosso Museu do Amanhã?

Kiko de Assis

 

O traço de Oscar Niemeyer ajudou a consolidar uma ideia de arquitetura brasileira associada ao gesto grandioso, ao concreto moldado como escultura e à paisagem monumental. Obras como a Catedral de Brasília não são apenas edifícios, são afirmações de poder técnico, estético e político. Mas, à luz das urgências ambientais do nosso tempo, é inevitável revisitar esse legado sob uma nova lente: a do impacto ecológico e da responsabilidade climática.

O monumentalismo, por sua própria natureza, tende ao excesso. Grandes vãos, volumetrias generosas, superfícies extensas de concreto e vidro. Tudo isso cobra um preço ambiental alto, desde a extração de matéria-prima até o consumo energético para manter essas estruturas funcionando. O concreto armado, material-símbolo dessa arquitetura, é também um dos maiores emissores de CO? do planeta.

Enquanto isso, a maior parte das cidades brasileiras, de Itabuna/Ilhéus a tantas outras fora do eixo monumental, enfrentam desafios muito mais urgentes: ilhas de calor, drenagem precária, ocupações em áreas de risco, moradias sem ventilação adequada. Nessas realidades, repetir a lógica do espetáculo arquitetônico não é apenas inviável, é ambientalmente irresponsável.
Surge então uma pergunta incômoda: que arquitetura faz sentido em um planeta em crise climática?

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E Santinho bagunçou o Flamengo de Itabuna

Walmir Rosário

Bons tempos aqueles em que o futebol amador de Itabuna encantava os torcedores. Para o bem da verdade, nossos jogadores, depois de investidos no “hall da fama”, passavam a outra condição, a de craques remunerados, presenteados, soa melhor. Sempre que assinavam um contrato levavam um regalo que poderia ser uma bicicleta ou até mesmo um carro.

E um desses bem acolhidos pela sorte era Santinho, batizado e registrado Gilberto Silva Moura, liderança consagrada em todos os times em que jogou, inclusive na famosa Seleção de Itabuna, a Hexacampeã Baiana. Nas quatro linhas um craque daqueles que intimidava o adversário pelo futebol que apresentava. Era ele e mais 10.

Na concentração, recebiam todas as instruções dos técnicos até o adversário engrossar o jogo, quando ele e mais uns dois ou três decidiam como o time iria jogar daí pra frente. Fora de campo – na concentração ou fora dela –, tomava conta dos jogadores mais novos e sempre era o chefão na hora de uma boa farra, evocando os resultados para si.

Santinho sentou praça e ficou famoso no Fluminense de Itabuna, ao qual indicava jogadores daqui e região. No início do ano de 1958 o craque aceitou uma rica proposta do Flamengo de Itabuna e resolve deixar o Tricolor. No time Rubro-negro não se deu bem como acreditaria, apesar do rico contrato, com luvas e salários de fazer inveja aos colegas amadores.

Ao revelar para os dirigentes do Flamengo que não se sentia à vontade no clube, foi um reboliço sem tamanho no novo time, que fez grande festa na sua contratação e esperava a retumbante estreia no Campeonato de 1958. A notícia provocou o estrondo de uma bomba na cidade! Os dirigentes do Flamengo que tinham sido contra sua contração soltavam fogo pelo nariz.

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