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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2024
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:: ‘cacau’

Cacau por chegar a 12 mil dólares

Pela primeira vez na história, o contrato de cacau com vencimento em maio terminou o pregão cotado US$ 9.649 a tonelada, com alta diária de 7,94%, na bolsa de Nova York. Agora, analistas que antes enxergavam nos US$ 10 mil o pico de preços começam a vislumbrar valor ainda maior, diz Ale Delara, sócio da Pine Agronegócios.

“A colheita da safra principal na Costa do Marfim será a menor dos últimos 23 anos. A escassez de produto já leva analistas a enxergarem uma alta que pode levar o cacau a atingir os US$ 12 mil a tonelada em Nova York”, afirma.

Cacau bate recorde de preço (e isso não é motivo para euforia)

Cleber Isaac Filho

 

Essa coluna será a primeira a explicar  com realismo o que está acontecendo com o mercado de cacau e sua histórica alta de preços.

 

E vou explicar porque o Brasil não tem muito a celebrar.

 

Primeiro os fatos :

 

1.  70% do cacau do mundo é produzido por dois países : Gana e Costa do Marfim;

 

2. Cerca de 80% do cacau do mundo é comprado por 4 empresas;

 

3. Desde os anos 90 existem denúncias sobre as péssimas condições dos produtores da África; que recebem valores ínfimos por seu produto.

 

Pesquise no Google: cacau; África; escravidão e vai entender a gravidade do item 3.

 

Após décadas recebendo o valor mínimo para a sobrevivência, os agricultores da África não tiveram condições de fazer o básico para sustentabilidade da lavoura :

 

– Renovar as plantações

– Prevenção de pragas

– Irrigação

 

Esse cenário resultou na quebra da safra 2024;  causada pelo tripé :

 

Pragas + seca + baixa produtividade das plantações antigas

 

Quebra de safra causa escassez de produtos; e com isso alta de preços.

 

– A alta de preços não tem a ver com melhor qualidade de nosso Cacau (embora ele seja superior);

 

–  A alta  não é sustentável no médio prazo; em 3 anos a África se recupera;

 

– Os preços não aumentaram devido ao aumento de demanda do consumo de chocolate;

 

–  Sequer veio de um acordo com a indústria.

 

Conclusão :  não é sustentável ; porque a alta de preços vem da opressão de multinacionais aos agricultores.

 

Na Bahia; o produtor que preserva florestas e combate a “Vassoura de Bruxa” ; é oprimido há anos por esse mesmo cartel.

 

O cacau da África é importado sem imposto e com isso o preço fica baixo.

 

A prova é que Deputados Federais criaram no congresso a “Frente Parlamentar de Revitalização da Lavoura Cacaueira” e  vem a  anos denunciando esse modelo que não motiva investimentos na lavoura.

 

Em função desse preço baixo, a Bahia hoje produz 30% do que  produzia em 1990.

 

Não existe motivo para euforia;  o foco deve ser em um novo arranjo da cadeia produtiva com :

 

– Crédito para pequenos/médios produtores

– Tributar a importação

– Assessoria técnica

 

Isso é o básico para começarmos a celebrar.

O que está acontecendo com o mercado de cacau

 Fernando Antonio Teixeira Mendes

 

Todos que trabalham no mercado de cacau sabem o quanto especulativo ele é.  O pesquisador da Ceplac Mário Amim Garcia Herreros, publicou um trabalho muito importante com essa temática, revelando que, proporcionalmente, 66% dos preços cotados na Bolsa de New York eram decorrentes do sistema especulativo.  Portanto, considero muito arriscado “cravar” que vai acontecer isso ou aquilo com o preço em tanto tempo (pior fica se esse tempo é longo; mais de três anos), essa é uma das commodities mais sensíveis aos palpites.

Então o que sobra? Pouca coisa, mas muito importante: o clima, os tratos culturais aplicados na lavoura a cada ano, os estoques internacionais nas mãos das moageiras, a oferta e a demanda.

Numa análise, recentíssima, feita pelo líder de commodities da ING Think, Warrem Patterson, informa que os preços atuais, extremamente elevados, só permanecerão assim, caso os déficits de oferta continuem (esse ano será registrado o terceiro ano seguido de déficit), ou seja: quanto maiores forem as incertezas sobre a produção de cacau, maiores são as chances dos preços continuarem com esse movimento.  É claro que os olhos do mundo estão sobre as informações vindas da Costa do Marfim e Gana (juntos ofertam 58% da produção mundial)

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Produtor do Sul da Bahia tem carga de cacau roubada e veículo incendiado

ANPC solicita mais segurança nas áreas rurais

Com a disparada dos preços do cacau, que na semana passada ultrapassou a barreira dos 5 mil dólares a tonelada, uma preocupação começa a tomar conta dos produtores, especialmente das áreas mais isoladas: o roubo de cargas de amêndoas.

 

No final de semana, um produtor do Sul da Bahia teve sua caminhonete com 40 sacas de cacau, avaliadas em cerca de 70  mil reais,  interceptada por bandidos fortemente armados na estrada entre os municípios de Wenceslau Guimarães e Teolândia.

Após roubarem as amêndoas, os marginais ainda atearam fogo no veículo, que ficou completamente destruído.

 

O temor dos produtores e que é, com tendência de alta, a prática se torne rotineira, justamente num momento em que e eles começam a se recuperar das perdas causadas pela queda na produção e baixa nos preços.

 

A presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau, Vanuza Barroso, pretende encaminhar já nesta  semana um documento ao Governo do Estado, solicitando que a Secretaria de Segurança Pública intensifique o policiamento nas zonas rurais e que também haja uma fiscalização sobre empresas que possam estar adquirindo as cargas de cacau roubadas.

ATUALIZACAO:  A  carga de cacau foi recuperada, mas os bandidos conseguiram fugir.

 

 

 

Nossa Senhora e o Diabo nas Terras do Sem Fim

Daniel Thame

 

“Tenho muito respeito por todas as religiões, mas a Rede Globo colocar um padre de nome Padre Santo fazendo um casamento dentro de um prostíbulo é demais para a religião católica”.

 

“Esses diretores e atores da novela são todos comunistas”.

 

“Temos que chegar até a direção da Globo pra que eles mostrem que foi o PT quem trouxe a vassoura-de-bruxa. Essa novela está muito de esquerda, não defende os produtores”.  

 

“É muita falta de vergonha colocar um diabinho no mesmo altar de Nossa Senhora. A gente que respeita a família deveria boicotar essa novela”.

Ao contrário do que possa parecer, as frases acima não são obra de ficção. Elas foram extraídas das redes sociais  e conversas em grupos de wathsapp.

E dão exatamente o tom de como um pequeno grupo de produtores de cacau do Sul da Bahia, felizmente uma minoria, mas uma minoria ruidosa, encarou o remake de Renascer que teve sua primeira fase encerrada no início desta semana.

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As três irmãs moageiras e o malvado drawback do cacau

Antônio Carlos Magnavita Maia

 

 

Vivemos um momento auspicioso no cenário da cacauicultora. A Rede Globo com a novela renascer, vem demonstrando para todo o país a importância dessa planta, matéria prima que origina o apetitoso chocolate e mostra como as fazendas da região praticam um diferenciado modelo de agricultura em simbiose com proteção da biodiversidade ambiental, ecológica e sustentável. Essa forma de cultivo, como se sabe, foi legada por nossos antepassados pioneiros, e continua sendo preservada por todos nós. Vale ressaltar que, ainda hoje com aquecimento global, continuamos prestando um grande serviço ao clima do planeta, ao efetuarmos diuturnamente a descarbonização atmosférica promovida por esta lavoura e suas matas e grotas.

Após um hiato de 40 anos, temos sim um momento favorável no cenário econômico, com aumento do consumo mundial, enquanto a oferta não tem acompanhado o crescimento da demanda.

 

Considerando-se esse cenário, vale salientar que, mais do que nunca é fundamental fortalecermos nossa entidade de classe, que é a Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC). Somente com a nossa coesão e organização, teremos legitimidade e soberania necessária para podermos interagir, a fim de enfrentar o perverso monopólio do cartel oligopsônico, poderosíssimo instrumento que controla todo mercado internacional nos dias atuais.

 

 

Esse verdadeiro cartel age como uma gulosa máquina de acumulação de riqueza e poder, auferindo lucros exponenciais, deixando para os protagonistas que trabalham e produzem, menos de 7%de todo resultado dos recursos gerados pelo negócio.

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Cacau produzido na Bahia disputa título de melhor amêndoa do mundo

Luciano Ramos de Lima é um produtor de cacau de Ilhéus, cidade ao sul da Bahia que se moldou em torno da cacauicultura. Ele é um dos três brasileiros que disputam o Cacao of Excellence, o Oscar do chocolate, em Amsterdã, no dia 8 de fevereiro. Além de enfrentar concorrentes de fora do País, o ilheense disputa com Miriam Aparecida Federrici e Robson Brogni, do Pará, o título de melhor cacau do mundo.

Luciano tem grandes chances de vencer, pois sua amêndoa, classificada como varietal BN 34 (considerada uma boa variedade para a produção de chocolate), já foi reconhecida como a segunda melhor do Brasil, na 4ª edição do Concurso Nacional de Qualidade de Cacau, em 2022. Esse prêmio lhe abriu as portas para a competição internacional. Ele é o único representante da Bahia, o estado que é sinônimo de cacau no Brasil.

O baiano cultiva o fruto na Fazenda São Sebastião, seguindo os padrões de excelência que fazem de Ilhéus um polo de produção de cacau de alta qualidade. “Estou muito feliz em participar da competição Cacao of Excellence, pois é o reconhecimento de todo o meu trabalho e dedicação ao cacau. É uma honra representar a Bahia e Ilhéus, a cidade que me ensinou a amar o fruto de ouro. Espero trazer o título de melhor cacau do mundo para o Brasil, e mostrar ao mundo a qualidade e a paixão do nosso fruto”, destaca o cacauicultor.

Veja o texto completo em

 

www.cacauechocolate.com.br

O Renascer do Sul da Bahia

Marco Lessa

 

Marco Lessa

O meu coração transborda de felicidade ao ver o nosso trabalho e de tantos outros sonhadores darem tantos frutos.

 

Em 92/93 participei da primeira novela Renascer como responsável por centenas de figurantes e apoiando a produção local da novela.

Conheci uma região tão rica e tão pobre.

Isso permaneceu por quase duas décadas quando fizemos o primeiro Festival do #Cacau e #Chocolate , em 2009.

À época só se falava em dívidas, vassoura de bruxa e o fim do destino que fora o maior produtor de cacau do mundo.

Começamos ali, naquele momento, de fato a verticalizar, agregar mais valor ao fruto de ouro, começar a pensar em fazer #turismo profissional nas fazendas, ampliar as ofertas, criar produtos como a Estrada do Chocolate, trazer grandes nomes nacionais e internacionais do chocolate e cacau, aproximar entidades, instituições e governos, estimular a criação de marcas e fábricas de chocolate, além da produção de cacau de qualidade, mostrar ao #Brasil e ao mundo através dos incontáveis veículos de comunicação do país e exterior trazidos pelos Festivais, a força do cacau, a sua história, a #cultura sustentável, o potencial turístico e gerador de negócios.

E em 2024, 15 anos depois, são mais de 350 marcas de chocolate pelo país e o turismo rural, do cacau e do chocolate, torna-se uma realidade, de norte a sul do Brasil nas regiões produtoras.

Viva o Cacau do Brasil.

Viva o #turismo do Brasil!

A corrida entre o cacau da Bahia e a Amazônia

 

Walmir Rosário

Por muitos e longos anos o cacau produzido na Amazônia era visto como de qualidade inferior. E realmente foi. Mas essa realidade faz parte do passado e a cada dia a lavoura cacaueira amazonense nos surpreende, principalmente nos estados do Pará e Rondônia. E o chocolate produzido lá pelas bandas do norte brasileiro vem ganhando prêmios e mais prêmios nos eventos internacionais.

E essa mudança não surpreende os que veem a cacauicultura brasileira com um olho no padre e outro na missa, como se diz. É verdade que ainda existe aquele cacau nativo e de qualidade inferior, cercado de vassoura de bruxa por todos os lados, mas estamos falando das novas plantações, incentivadas pela Ceplac e tão combatida pelos cacauicultores do Sul da Bahia.

Pra começo de conversa, o pé de cacau plantado na ponta do facão hoje só pode ser visto nos livros do conterrâneo Jorge Amado e essa nova cultura é cercada de conhecimento científico. A genética foi revirada pelo avesso, a clonagem é o assunto do momento, a produtividade é a marca a ser batida. Porém, a qualidade do produto final, o chocolate, é a galinha dos ovos de ouro dos bons produtores.

Quem é do negócio chocolate não se surpreendeu quando a revista Forbes estampou que Rondônia produz o melhor e mais espetacular cacau especial do Brasil. E o anúncio foi feito justamente em Ilhéus, por ocasião do Concurso Nacional de Cacau Especial do Brasil – Sustentabilidade e Qualidade, nesta sexta-feira (24). Na terra do maior concorrente.

Um dos prêmios foi concedido ao produtor Robson Tomaz de Castro Calandrelli, do sítio Três Irmãos, no município de Nova União, em Rondônia, vencedor na categoria mistura. Já na categoria varietal (única variedade genética de cacau), o vencedor foi Deoclides Pires da Silva, da Chácara Tiengo, em Jaru, em Rondônia, cuja lavoura foi implantada pelos seus pais em 1970.

Outros produtores de Rondônia e do Pará também foram premiados. Da Bahia, especificamente, Ilhéus, subiu ao pódio, como disse a Forbes, a produtora Marina Paraíso. Ao que parece, na cacauicultura, o sol já nasce para todos, desde que o produtor busque o seu lugar com os conhecimentos científicos disponíveis e os que ainda estão por vir.

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Governos federal e estadual e CocoaAction Brasil investem em ações para promover a produção de cacau especial

A Bahia, um dos principais polos produtores de cacau do Brasil, reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e a excelência na produção de cacau especial para manter-se competitivo no mercado internacional. Em uma série de eventos realizados nesta sexta-feira (24) em Ilhéus, no sul do estado, o secretário da Agricultura da Bahia, Wallison Tum, participou do lançamento de iniciativas inovadoras para o fortalecimento do setor produtivo. O destaque ficou por conta do lançamento do Plano Inova Cacau 2030, uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), da CocoaAction Brasil, iniciativa da Fundação Mundial do Cacau (WCF), que converge com a elaboração do Plano de Desenvolvimento Agropecuário da Bahia, conduzido pela SEAGRI.

O Plano Inova Cacau 2030 traça metas estratégicas que visam não apenas aumentar a eficiência produtiva da cacauicultura brasileira, mas também aumentar a renda dos produtores. Com a ambição de superar a marca de 400 mil toneladas de amêndoas ao ano até 2030, o plano prioriza a promoção do uso sustentável dos recursos naturais nas regiões produtoras, utilizando tecnologias eficientes e de baixo impacto ambiental.

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