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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Daniel Thame’

A TV Cabrália, o ´comunista´ e os santos bairros

Daniel Thame

Itabuna, anos 80. A IURD ainda estava engatinhando no negócio de televisão e a TV Cabrália, no Sul da Bahia, foi uma das primeiras aquisições.

 

Como numa espécie de ´laboratório`, diretores da emissora, geralmente pastores, começaram a conviver com um veículo que, a partir da compra da Rede Record, impulsionou a expansão da Igreja, hoje uma das maiores do Brasil e que se espalhou pelo mundo.

 

Mas, pulando os bolodórios,  os diretores/pastores eram gente boa, bem intencionados,  mas já influenciados por uma ojeriza a tudo o que fosse de esquerda, essa coisa de comunista que não acredita em Deus e faz churrasquinho de crianças.

 

Imagina então ter na direção do jornalismo alguém que mesmo não sendo comunista e acreditando em Deus, era filiado ao PT, defensor do MST e dos indígenas e para completar diretor do Sindicato dos Jornalistas, com imunidade que impedia a demissão.

 

Não pode demitir, vigia, porque  (só pra dourar o texto), o diabo mora nos detalhes.

 

Em sendo assim, toda manhã eu tinha que passar a pauta do dia para o pastor e também o script dos telejornais.

 

Um dia, por falta de assunto, uma das matérias era sobre a precariedade no  bairro São Lourenço (matéria de bairro é, sempre foi, é e sempre será a salvação dos dias em que nada de interessante acontece).

 

Quando pega o roteiro, o diretor, cujo nome não me lembro e não vem ao caso, perpetra:

-Nome de santo não pode! Coloca só bairro Lourenço.

Disfarço o espanto e explico:

-Mas pastor, não é o nome do santo, é o nome do bairro.

 

Ele deve ter pensado:  ´esse moloque pensa quer me  enrolar?` e foi taxativo:

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De Helenilson Chaves para Daniel Thame

Daniel Thame

Buscando algo para reler na minha modesta biblioteca caseira  eis que, ao abrir um livro por acaso, me deparo com uma mensagem enviada para mim por Helenilson Chaves, amigo de uma vida e irmão de alma.

O ano era 2001 e Helenilson, empreendedor nato e um apaixonado pelo Sul da Bahia, me agradecia pela defesa que eu fazia, à época como gerente jornalismo da TV Cabrália e editor do jornal A Região, da manutenção  e modernização do Porto do Malhado, em Ilhéus, que estava sendo sucateado, num dos impactos terríveis da vassoura-de-bruxa, com suas tragédias de proporções apocalípticas.

Além dos já citados espírito empreendedor e do amor pela região, Helenilson Chaves tinha visão de futuro e sempre acreditou que superada a crise que já durava mais de uma década, o Sul da Bahia encontraria novos caminhos, dessa vez em bases sustentáveis. E apostava na Educação como porta de entrada para o presente e o futuro.

Para não ficar só na retórica, ele próprio implantou o Shopping Jequitibá, no momento mais feroz do ataque da VB. De certa forma, o shopping, feito de  concreto e simbolismo ao mesmo tempo, nos devolveu a autoestima e mostrou que sim, era possível dar a volta por cima.

Helenilson Chaves hoje habita um lugar chamado Eternidade e eu, que me tornei um legitimo grapiúna das terras do cacau, continuo labutando e peleando, mesmo que às vezes tenha a impressão de estar lutando contra moinhos de vento. Reais ou imaginários.

 

(Helenilson Chaves, dos longos papos de final de tarde, regados a puros habanos, generosas taças de Veuve Clicquot  e de sonhos. Até que esses papos se renovem, num outro plano espiritual, outra dimensão)

Ah, o nome do livro aberto ao acaso, com a carta de Helenilson dentro é “Ensaio sobre a lucidez”, de José Saramago.

De Osasco para ninguém

 Daniel Thame

Rádio Iguatemi, Osasco (SP), 1980. A emissora operava em Ondas Tropicais, podia ser ouvida na Amazônia, nos rincões da América do Sul, mas em Osasco mesmo só era captada em aparelhos de rádio especiais. Ou seja, era “falando para o mundo e cochichando para ninguém”.

Ainda assim, eu, Cláudio Cruz (um dos amigos que preservei por  quase 30 anos depois de ter trocado São Paulo pela Bahia e que faleceu prematuramente) e Chico Motta (que depois se elegeria vereador) fazíamos com galhardia um programa esportivo diário.

Acho que só o operador de áudio  da emissora  ou algum visitante eventual que estivesse no estúdio (ou então algum índio amazônico, um cocalero boliviano, um peruano perdido lá pelos altos de Machu Pichu) ouvia aquele programa; mas era como se falássemos para Osasco inteira e para boa parte de Carapicuíba, Barueri, Jandira, Itapevi e outras cidades da Região Oeste da Grande São Paulo.

Para nós não bastava apresentar um programa esportivo na única emissora de rádio de Osasco. O pioneirismo nos convocava, atiçava.

Pois eu, Chico e Cláudio decidimos que seríamos os primeiros a transmitir ao vivo um jogo entre dois times de futebol profissional de Osasco.

“Profissional” é um pouco de exagero. Rochdale e Montenegro disputavam o equivalente à 5ª. Divisão do futebol de São Paulo e teriam certa dificuldade em vencer o Itabuna e o Colo Colo, times do Sul da Bahia cujos jogadores tinham  sérios problemas  de relacionamento com uma dama chamada bola de futebol.

“Transmissão ao vivo” também é um pouco de exagero. O que a gente iria fazer era gravar o jogo, com narração, comentários e reportagens e depois correr pra rádio e colocar no ar. Um gravador pré-histórico foi colocado à beira do campo e fizemos o nosso trabalho, cobrindo aquela partida mulambenta como se fosse uma final de Copa do Mundo. Chico se esgoelava na narração, Cláudio caprichava nos comentários e eu fazia as reportagens de campo. Sintonia total e perfeita.

 

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Marina Silva. Porto Seguro, 2000. Brasília 2025. Mulher!

Pau Brasil celebra 63 anos com homenagens, Feira de Agricultura familiar e Micareta.

O município de Pau Brasil, localizado no Sul da Bahia, celebra neste sábado(19), 63 anos de Emancipação Política. A data foi marcada pela realização de uma feira Agricultura familiar e homenagens a personalidades que prestaram ou vem desenvolvendo serviços em benefício do município.

Também até o dia 21 de abril acontecerá a tradicional Micareta de Pau Brasil, com atrações locais e regionais. A feira de Agricultura familiar e Economia Solidária reúne pequenos produtores que vão apresentam produtos da agricultura familiar, principal matriz econômica do município.

O município tem no seu nome a árvore que dá nome ao Brasil e uma grande população de povos tradicionais. Durante o evento o município prestou homenagens a figuras que vem contribuindo para o seu de denvolvimento, com a entrega da Comenda Nega Pataxó e títulos de cidadão de Pau Brasil a pessoas ligadas às artes, à cultura , a saúde, defesa da causa indígena  e ao desenvolvimento sustentável e local.

Entre as personalidades, foi outogarda Comenda Nega Pataxó ao escritor e jornalista Daniel Thame, radicado há décadas na região e que vem contribuindo com o desenvolvimento regional , de autoria do vereador Elder Almeida(PT), conhecido como Nego Elder.

Foram concedidos Títulos de Cidadão de Pau Brasil, ao médico Fernando Alves Pereira Júnior, diretor do hospital de Base de Itabuna, Rowena Brito, secretária estadual da Educação Roberta Santana, secretária de Saúde da Bahia.

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Câmara Municipal de Pau Brasil realiza sessão especial de entrega da Comenda Nega Pataxó

Nega Pataxó, liderança indígena

A Câmara Municipal de Pau Brasil realiza no próximo sábado, dia 19, às 9 horas, uma sessão especial em comemoração aos 63 anos de emancipação da cidade. Durante a sessão, será feita a entrega da “Comenda  Nega Pataxó”,  a personalidades que tem se destacado na defesa da causa indígena.

Vereador Nego Elder

A entrega da Comenda  foi proposta pelo vereador Nego Elder e entre os homenageados estão Sarah Gabriela, Mercês Lázaro, Rowena dos Santos, Roberta Silva Santana e Daniel Thame, editor do Blog do Thame.

 

Maria de Fátima Muniz de Andrade, a Nega Pataxó,  indígena da etnia Pataxó Hã Hã Hãe foi brutalmente assassinada em janeiro de 2024, na região de Potiraguá, no Sudoeste da Bahia. Ela foi atingida por integrantes de um grupo de extrema-direita conhecido como “Movimento Invasão Zero”, durante ocupação de uma área reivindicada pelos pataxós.

TV Cabrália, ´Faculdade de Comunicação` e a moça do posto de gasolina

Daniel Thame

 

Quando a  TV Cabrália,  primeira televisão do interior do Norte-Nordeste foi implantada em 1987 em Itabuna,  no Sul da Bahia, não havia faculdade de comunicação fora de Salvador.

 

E como gestor que deu vida a essa aventura épica,  Nestor Amazonas, a quem essa região desmemoriada  ainda deve o merecido reconhecimento,  queria trabalhar profissionais de fora,  a opção foi contar com mão de obra local.

 

Que mão de obra local, cara pálida, se a emissora, como se disse, era pioneira.

A primeira loucura-sana de Nestor foi me colocar como Gerente de Jornalismo, responsável entre outras coisas para montar a equipe de repórteres e apresentadores.

 

Jornalista com boa formação em mídia impressa e rádio,  expertise de vida moldada por uma década de mochileiro nas quebradas de nuestra América, mas conhecimento de televisão, zero, zero, zero!

O fato que é, na base da intuição (e também fazendo muita merda, até que um dia Nestor decretou que a cota de merda estava encerrada),  ao longo de uns sete a oito anos, acabei formando uma geração talentosa de profissionais de tevê, que se espalharam por Salvador, Feira de Santana, Conquista, Juazeiro, Santa Catarina, Rio de Janeiro e  São Paulo.

As tevês baianas Aratu, Itapoan e Rede Bahia se fartaram de contratar repórteres e apresentadores da Cabrália, sem que a gente pudesse desfrutar esses talentos por mais tempo.

Por esses acasos do destino e porque (como diria de novo el viejo Nestor, o que me faltava de talento sobrava de capacidade de trabalho, algo do tipo ´burrito, pero cumplidor`), acabei me tornando o que hoje a idade permite dizer sem  ser cabotino, a primeira ´faculdade de comunicação´  destas Terras do Sem Fim.

 

Citei Jorge Amado, mas o fato que levou a esse bolodório todo é digno do realismo mágico de Gabriel Garcia Marquez.

 

Põe no ar:

 

Estava eu numa das ilhas de edição (um trambolho pré-histórico comparado à tecnologia de hoje) preparando as matérias do Jornal do Meio Dia, quando minha atenção é desviada para a ilha de edição ao lado, em que aparecia a imagem de uma moça gravando o sorteio de vales-gasolina, devidamente paramentada com o uniforme do Posto Universal.

 

(Antes que me acusem de um merchan descaradinho, eu nem dirijo e o  isqueiro pra acender meus Cohibas é a gás).

 

Volta pra ilha de edição. Esqueci as matérias, fui pra outra ilha, a da moça do posto, e me bastaram três minutos.

Me dirigi ao estúdio com uma única folha do script do jornal, e diante de uma equipe que não entendeu nada, mandei parar a gravação do sorteio, coloquei a folha no teleprompter (uma máquina com umas letras imensas, onde os apresentadores leem as noticias), pedi pra moça (essa sem entender menos ainda) sentar na mesa de apresentação do telejornal  e assim que eu desse o comando lá da ilha de edição, lesse a nota.

 

Leu uma, leu duas e nem precisou ler três vezes.

 

Voltei ao estúdio e  ainda sem saber o nome dela, decretei:

 

-Moça, avisa o dono do posto pra ele arrumar outra pessoa pra fazer o sorteio de gasolina. Você começa a trabalhar com a gente amanhã.

 

A Nestor Amazonas eu disse apenas: “acabo de descobrir uma daquelas apresentadoras que vão fazer história”.

Nestor foi menos retórico:

-Contrata.

Com uma semana, a agora ex-moça do posto já estava apresentando o jornal do Meio Dia, depois dividiu comigo e com Eduardo Lins (esse é outra história ´gaboniana´) uma experiência fantástica chamada Jornal da Semana, espécie de precursor e primo pobre do Mosaico Baiano, passou pela TV Santa Cruz e foi brilhar na Rede Globo e na Rede Manchete, depois Rede TV, Jovem Pan , onde, nas idas de uma de minhas filhas, Hannah Thame, para especializações em Medicina Veterinária, não apenas a recebia em sua casa (eu a chamo de Mãe de Adotiva de Hannah em Sunpolo), como quando a apresentava ao pessoal das tevês sempre repetia a mesma história: “essa menina é filha do rapaz que me tirou do sorteio do posto e me transformou em profissional de televisão…

 

O nome dessa moça, hoje dedicada a viagens esotéricas mundo afora mas sem se afastar   das comunicações, atende pelo nome de Cláudia Barthel.

 

Dona de um talento que não cabe nem na maior das telas e uma virtude rara nessa máquina de egos chamada televisão: gratidão.

 

No caso aqui, o grato sou eu!

 

E vamos aos nossos comerciais…

 

Jornalista sempre e para sempre

Daniel Thame

 

Do adolescente de 17 anos, recém expulso do seminário por questionar privilégios de alguns padres, que um dia adentrou a redação do jornal A Região de Osasco- SP com um texto escrito a mão e foi imediatamente contratado por um anjo chamado João Macedo de Oliveira, ao rebelde com causa que aos 27 anos aportou em Itabuna, após passagens pelo Diário de Osasco, Cidade Revista e rádios Iguatemi e Difusora Oeste, aqui recebido por outro anjo  chamado Manoel Leal, lá se vão quase 50 anos de jornalismo.

 

Se A Região e a TV Cabrália, onde labutei por 13 anos em Itabuna (13!), foram as experiências mais fantásticas de uma vida em que o jornalismo está no DNA, não menos fantástica tem sido a experiência de mais de 20 anos na  assessoria de imprensa de governos ligados ao PT.

Um jornalista com lado. E coloque ao lado também os sem terra, os indígenas, os catadores de recicláveis…

 

Ex-paulista, grapiúna de coração, Cidadão de Itabuna, Cidadão de Ilhéus, Papa Jaca e Papa Caranguejo.

Três coberturas internacionais, Cuba, Itália e França.

Ver o cacau quase morrer e ver o cacau renascer com o chocolate.

Reportagens de antologia no jornal A Região e na TV Cabrália.

 

Cinco livros publicados.

 

Histórias que vivi pra viver, histórias que vivi pra contar.

Jornalista sempre. E para sempre!

Feira Literária Pequenos Leitores, Grandes Autores ´desperta´ crianças para mundo mágico da literatura em Itabuna

A cultura tomou conta da Praça dos Eucaliptos, no bairro da Conceição, em Itabuna, nesta quarta-feira (2), durante a Feira Literária Pequenos Leitores, Grandes Autores. O evento reuniu alunos, escritores e a comunidade em um dia repleto de atividades culturais, incluindo apresentações de dança, declamação de poesias, teatro, performances inspiradas nas obras de Monteiro Lobato, sorteios de livros infantis e rodas de conversa entre escritores e estudantes.

A Feira Literária marcou a culminância do projeto Pequenos Leitores, Grandes Autores, uma iniciativa do Centro Cultural Teosópolis e da Editora Via Litterarum com o apoio do CEDOC/ UESC e da Prefeitura de Itabuna, por meio das secretarias de Educação, Planejamento, Desenvolvimento Urbano e FICC.

Realizado ar livre, mesmo a chuva, não impediu o público de prestigiar as produções de alunos de escolas públicas e privadas, além da participação de escritores regionais. A editora Via Litterarum, Editus e escritores doaram livros para sorteio.

Para o jornalista e escritor Daniel Thame, autor do livro infantil O Gato que Tinha Três Nomes, o evento tem um papel fundamental na formação de novos leitores e escritores. “Esse projeto é muito importante para despertar nas crianças o gosto pela leitura e incentivar, no futuro, o surgimento de novos autores, mantendo viva a chama de uma literatura sul-baiana que conquistou o mundo.”, afirmou.

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Radio Kardec

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alanRádio Difusora Oeste, Osasco (SP), início da década de 80. Nossa briosa equipe estava fazendo a cobertura da festa “Destaques do Esporte”, dessas que acontecem até hoje e que têm troféus pra todo mundo, do “Craque do Ano”, do futebol ao ´cuspe à distância`, até aquele empresário amigo que, coincidência é claro, patrocina o evento ou a equipe de esportes. Ou as duas coisas.

O fato é que naquele dia tinha troféu demais e, pra todo mundo que era anunciado, eu dizia “daqui a pouco vamos ouvir o homenageado”.

E lá ia eu ouvir o homenageado, que invariavelmente dizia chavões do tipo “estou feliz por essa homenagem”, “vou guardar o troféu com carinho”, “não esperava esse prêmio” (se não esperava, aquele cheque de ontem foi o que? Contribuição para alguma obra social?) e outras frases feitas.

 

Eu estava achando aquilo tudo uma baboseira interminável, ainda mais que como o sujeito da antológica música Trem das Onze (“não posso ficar nem mais um minuto com você…”), tinha que pegar o ônibus das 11, ou encarar a pé o caminho para onde morava, num bairro distante da periferia. Pobre, pero feliz e cumpridor.

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