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Deputados do MST propõem Cadastro Nacional de Grileiros
Os deputados Valmir Assunção (PT-BA), João Daniel (PT-SE) e Marcon (PT-RS) protocolaram o Projeto de Lei 5373/2025 que cria o Cadastro Nacional de Grileiros. Os deputados, que são assentados da reforma agrária e militantes do MST, querem instituir uma ferramenta de combate à falsificação de títulos de terras públicas e privadas em todo território nacional.
“A proposta é que o Cadastro Nacional de Grileiros seja integrado ao Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) e ao Cadastro Nacional de Imóveis Rurais. Os dados do cadastro deverão ser públicos. A punição aumenta se esse tipo de prática prejudicar populações tradicionais e povos originários com o uso de violência, sendo os fatos praticados por grileiros comunicados imediatamente ao Ministério Público Federal ou Estadual.”, explica o deputado baiano, Valmir Assunção.
De acordo com o projeto, é vedada às pessoas físicas e jurídicas inscritas no Cadastro Nacional de Grileiros a concessão de crédito rural em todas as suas modalidades, e a nomeação, designação ou diplomação, em qualquer cargo, função pública ou mandato eletivo.
Cantora lança single “Madeira” em parceria com o MST
A cantora mineira Titane está lançando o single “Madeira”, que integra seu novo álbum. A faixa marca uma colaboração com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e traz a participação especial do Bloco Pisa Ligeiro, grupo criado na Escola de Arte João das Neves, em Minas Gerais, iniciativa cultural do próprio movimento.
Composta por Sérgio Pererê, a canção conta com a presença do músico Paulo Santos, do grupo Uakti. O lançamento será acompanhado de um videoclipe dirigido por Papoula Bicalho, que estreia no canal oficial da artista no YouTube (@titaneoficial). O vídeo destaca a força e a resistência de trabalhadores do campo, da cidade e das agroflorestas, celebrando a cultura popular ligada à luta pela terra.
A parceria entre Titane e o MST é fruto de uma relação construída desde 2016, durante a ocupação da Funarte em Belo Horizonte. Esse diálogo resultou na criação da Escola de Arte João das Neves, em 2017, e do Bloco Pisa Ligeiro, lançado no carnaval de 2020. O grupo utiliza enxadas como instrumentos de percussão e se consolidou como espaço de formação artística e de expressão cultural do movimento.
Estado, Incra e lideranças do MST na Bahia alinham políticas para fortalecer assentamentos rurais até 2026
Moradores de assentamentos rurais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) estiveram no gabinete oficial do governador Jerônimo Rodrigues, em Salvador, nesta quarta-feira (16), para dialogar sobre políticas públicas para comunidades rurais do MST. Durante a reunião foram apresentadas parte das tratativas do movimento social com as secretarias estaduais e com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), também representado no encontro.
Secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Osni Cardoso disse que a reunião representou uma articulação do Governo do Estado com o Governo Federal para atender as demandas mais importantes para o bem-estar das famílias que vivem da agricultura nos assentamentos.

“Eles trouxeram uma pauta diversa: de saúde, educação, acesso à água. Já temos atendido a algumas dessas demandas. Pela SDR, já entregamos equipamentos, estamos no diálogo com o Incra, destravando, inclusive, terras, que são do Estado, que podem ir para a reforma agrária, para tirar as pessoas de acampamentos e dar dignidade a elas. A gente sai dessa reunião com um grande saldo”, concluiu.
Governo da Bahia promove reunião de escuta com MST

O secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, o chefe de gabinete do governador, Maurício Weidgenant, o chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Adriano Cerqueira e o diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro se reuniram, nesta segunda-feira (14), com representantes estaduais do Movimento Sem Terra (MST).
Na agenda de escuta, demandas dos assentamentos nas áreas de infraestrutura, Educação e escoamento da produção agrícola. O encontro institucional contou também com a participação do deputado federal Valmir Assunção.
Jornalista sempre e para sempre

Daniel Thame
Do adolescente de 17 anos, recém expulso do seminário por questionar privilégios de alguns padres, que um dia adentrou a redação do jornal A Região de Osasco- SP com um texto escrito a mão e foi imediatamente contratado por um anjo chamado João Macedo de Oliveira, ao rebelde com causa que aos 27 anos aportou em Itabuna, após passagens pelo Diário de Osasco, Cidade Revista e rádios Iguatemi e Difusora Oeste, aqui recebido por outro anjo chamado Manoel Leal, lá se vão quase 50 anos de jornalismo.
Se A Região e a TV Cabrália, onde labutei por 13 anos em Itabuna (13!), foram as experiências mais fantásticas de uma vida em que o jornalismo está no DNA, não menos fantástica tem sido a experiência de mais de 20 anos na assessoria de imprensa de governos ligados ao PT.
Um jornalista com lado. E coloque ao lado também os sem terra, os indígenas, os catadores de recicláveis…
Ex-paulista, grapiúna de coração, Cidadão de Itabuna, Cidadão de Ilhéus, Papa Jaca e Papa Caranguejo.
Três coberturas internacionais, Cuba, Itália e França.
Ver o cacau quase morrer e ver o cacau renascer com o chocolate.
Reportagens de antologia no jornal A Região e na TV Cabrália.
Cinco livros publicados.
Histórias que vivi pra viver, histórias que vivi pra contar.
Jornalista sempre. E para sempre!
MST promete ações no Abril Vermelho: ‘movimento popular que não faz luta é pelego’, diz Gilmar Mauro

Gilmar Mauro ingressou no MST em 1985 e hoje é uma das principais lideranças do maior movimento popular da América Latina. – José Eduardo Bernardes
Às vésperas do Abril Vermelho, tradicional período de luta pela terra, o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) prepara uma série de ações em todo o país. O mês foi escolhido por conta do dia 17 de abril, o Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, que relembra as vítimas do massacre de Eldorado do Carajás, em 1996.
A data está no calendário oficial do país e, para o coordenador nacional do MST, Gilmar Mauro, “quem não fizer luta está fora da lei”. “Nós vamos fazer luta, vamos fazer mobilizações. É isso que a nossa base quer, precisa, porque não recebeu absolutamente nada ainda nesse governo”, explica Mauro.
O dirigente sem-terra é o convidado desta semana do BdF Entrevista e explica que são as ocupações e as mobilizações constantes na luta pela terra que movimentam a base do MST, um dos maiores movimentos populares da América Latina.
MST lança carta compromisso com a luta e o povo brasileiro no marco de seus 40 anos

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) lançou a Carta Compromisso do MST com a Luta e o Povo Brasileiro. Divulgada ao final da reunião da Coordenação Nacional do Movimento, a carta foi apresentada durante o Ato Político em Comemoração aos 40 anos da organização.
“Reafirmamos o compromisso que assumimos há quarenta anos atrás: lutaremos até que os males do latifúndio sejam extintos de nossa sociedade e com ele toda opressão, miséria, destruição ambiental e fome”, destacou trecho da carta.
O material aponta ainda os desafios do Movimento na defesa dos bens da natureza e na organização para o 7º Congresso Nacional do MST, que será realizado em julho.
Confira a carta na íntegra:
CARTA ABERTA DO COMPROMISSO DO MST COM A LUTA E O POVO BRASILEIRO
MST completa 40 anos na luta pela Reforma Agrária

Movimento social é o mais combativo e longevo do Brasil || Foto MST
A luta pela terra sempre esteve presente na história do Brasil, fruto da concentração de terras desde o período colonial. Revoltas, guerras e repressão marcaram a disputa pela sobrevivência no país, como as lutas camponesa, indígenas e quilombolas.
No final da década de 1970, ressurgiram as ocupações de terra por camponeses, principalmente na região sul, em meio à forte repressão da ditadura. E a sociedade brasileira se organizava pela redemocratização.

Em 22 de janeiro de 1984, em Cascavel, no Paraná, camponeses, pequenos agricultores, posseiros e excluídos rurais se juntaram no 1º Encontro Nacional dos Sem Terra. Esse evento marcou a fundação do maior movimento social pela distribuição de terras do país, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST).
Estudantes de Potiraguá visitam Assentamento Terra Vista em Arataca

Estudantes do curso técnico em Agroecologia Módulo II do Colégio Democrático Estadual Anisío Teixeira-Cdeat, da rede estadual de ensino em Potiraguá, realizaram uma visita ao Assentamento Terra Vista, em Arataca, com o objetivo de conhecer a organização e funcionamento de um assentamento coordenado pelo MST.
A visita foi organizada pelo professor Ricardo Silva que é responsável pela disciplina História e atualidades dos movimentos sociais no Campo.

A visita começou com uma exposição sobre a história do assentamento e como houve uma transformação nos espaços físico e ambientais, ficando bem nítido como foi favorável para o meio ambiente, pois a recuperação da mata ciliar e da biodiversidade.

Os estudantes do Cdeat fizeram questionamentos para a palestrante Kiune Ribeiro que atendeu à todos mostrando e explicando como é o funcionamento do assentamento, suas diretrizes e os projetos que foram desenvolvidos ao longo dos mais de 25 anos do Assentamento Terra a Vista.
Após esse momento, os estudantes foram visitar a área de cacau cultivado dentro da comunidade sob a responsabilidade do Agrônomo Tarcísio Matos , que mostrou de forma clara as bases do produção orgânica e como a Agroecologia é importante para a recuperação de áreas.

Também foi realizada uma caminhada e aula de campo que teve o final com a visita ao viveiro de mudas, onde houve uma melhor compreensão de como é importante a variabilidade de culturas e como essas para a sustentabilidade das famílias e do próprio assentamento.
No período vespertino houve um momento de distração com um refrescante banho no rio Aliança e depois a visita a fábrica-escola de chocolate do CEEP da Floresta Milton Santos, gerida pelos filhos dos assentados. Os estudante puderam conhecer como a escolha dos frutos de cacau, cuidados com a fermentação, secagem, seleção de amêndoas, uso de técnicas para a produção são fatores determinantes para uma boa qualidade no produto chocolate, que já foi elogiado por personalidades como o cantor Chico Buarque.

Ao final do encontro foram feitos agradecimentos ao gestor do Cdeat Levi Nascimento, Igor Ribeiro secretário de transporte do município de Potiraguá, Adelson Teles Pinto professor de História e Sociologia do Cdeat, estudantes do curso técnico em Agroecologia Módulo II do Cdeat Potiraguá, Vitor Uallas, Kiune Ribeiro, Tarcísio Matos pelas excelentes intervenções e por estarem sempre disponíveis para elucidar as dúvidas dos visitantes, aos moradores do assentamento que acolhem a todos com muito carinho.
“Foi uma ótima fonte de informação, pois saímos da teoria e vivenciamos como é um assentamento do MST e quais projetos são desenvolvidos dentro da comunidade”, afirma o professor Ricardo Silva.
Alimentos doados pelo MST seguem para a Faixa de Gaza em avião da FAB

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) doou duas toneladas de alimentos para os palestinos vítimas da crise humanitária na Faixa de Gaza. O carregamento com arroz, derivados de milho e leite em pó será levado por avião da Força Aérea Brasileira (FAB) em voo marcado para esta segunda-feira (30).
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, “o governo federal e a sociedade civil farão nova contribuição para os esforços internacionais de assistência humanitária aos afetados pelo conflito na Faixa de Gaza, com a doação de 2 toneladas de alimentos oferecida pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)”.
Os cerca de 2,2 milhões de pessoas que vivem na Faixa de Gaza sofrem uma grave crise humanitária causada pelos bombardeiros de Israel e pelo cerco imposto ao enclave palestino. Há escassez de água, gás de cozinha e alimentos.
Desde o dia 21 de outubro, começou a entrar ajuda humanitária pela fronteira com o Egito, mas as organizações que atuam em Gaza defendem que o volume é insuficiente para atender a população local.
Antes das hostilidades, entravam em Gaza uma média 500 caminhões por dia. Agora, a ajuda humanitária que entra na região é de cerca de 12 caminhões por dia, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). A ONU classifica a ajuda como “uma gota no oceano de necessidades”.












