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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2024
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:: ‘Daniel Thame’

O dia em que Che virou dono de uma loja de motos

Daniel Thame

 

No início dos anos 80, jornalista militante que sempre fui e sempre serei, decidi  que era hora de dar uma lustrada ideológica nos alunos do Colégio Eraldo Tinoco, em Itabuna,  onde cursavam o ensino médio adolescentes de bairros como São Caetano, Jardim Primavera, Daniel Gomes e Pedro Jerónimo.

Pedi a minha companheira e professora Marilucia Bandeira para me convidar para exibir para os alunos o filme ‘Diários de Motocicleta’, que mostra as aventuras e desventuras de Ernesto Guevara pela América do Sul antes de se tornar o Che.

Sala lotada, coloco a fita (VHS, pra terem idéia de como sou um dinossauro), falo do filme e pergunto se alguém sabe do que se trata.

E não é que um menino responde: “ é sobre o dono de uma loja de motos”.

Isso porque naquele tempo não havia a nobre profissão de motoboy.

O fato e que com vinte minutos de projeção o desinteresse da turma era tão evidente que uma providencial travada na fita foi a senha para encerrar a exibição (ou seria a doutrinação?) antes que o imenso Che Guevara que tenho tatuado no braço rompesse a minha pele e fosse se abrigar em Sierra Maestra.

Hay que endurecer, pero neste dia a ternura foi a ‘la puta madre’ como dizem meus irmãos cubanos.

A Mãe, o Filho e o Carrasco

Daniel Thame

 

dthameOs olhos tristes e cansados da mãe contemplam o vazio. Um imenso e interminável vazio,  formado por rios, florestas, animais selvagens e décadas de espera.

Os olhos tristes e cansados da mãe se enternecem e adquirem um brilho efêmero ao lembrar do menino carinhoso, do adolescente sonhador e do jovem idealista que,  recém-formado em Medicina, em vez de salvar vidas, se engajou na luta para ajudar a salvar a nação do câncer de uma ditadura brutal.

Os olhos tristes e cansados da mãe se perdem naquela busca que parece interminável, naquela espera que é meramente esperança, do retorno do filho que para alguns se transformou em mártir de uma batalha perdida e herói de  uma causa justa, mas que para ela é apenas um filho cuja ausência rasga o coração.

Os olhos tristes e cansados da mãe, olhos de tantas e infrutíferas buscas no Araguaia, sepultura invisível de seu filho, miram os céus, décadas e décadas de saudade, de uma ferida que insiste em não cicatrizar, como que a procura de um sinal.

Mas até a infinitude dos céus é engolida por aquela mata fechada, com seus fantasmas e mistérios, que devorou filhos, filhas, pais, mães, amigos numa guerrilha ainda não devidamente absorvida pela memória coletiva, travada que foi nos confins do Brasil profundo.

Dos  céus, não vêm sinal algum.

Os olhos tristes e cansados da mãe só não perderam a esperança, porque esperança de mãe é como a chama eterna, que nem a dor da perda do filho querido consegue apagar.

Os olhos tristes e cansados da mãe esperam por um fiapo de corpo que seja, um punhado de ossos, que reconstruídos numa história de vida, resgatem a memória de quem foi para nunca mais voltar.

O que a mãe deseja, com seus olhos tristes e cansados, é poder sepultar o que restou do filho.

Para então, descansar em paz, e talvez, se reencontrar com ele numa dimensão que os olhos não alcançam,  mas que o amor e a fé de mãe tem certeza de que existe.

(Conto publicado no livro ´A Mulher do Lobisomem`, inspirado e João Carlos Haas Sobrinho, uma das vítimas do massacre à Guerrilha do Araguaia, uma das páginas mais brutais da Ditadura Militar no Brasil)  

 

 

Radio Difusora Oeste, plantão de polícia e a hora de sair do ar

Daniel Thame

 

Rádio Difusora Oeste, Osasco, anos 1980. O rádio sempre foi a verdadeira escola de jornalismo e para os novatos na área  a porta de entrada era o noticiário esportivo ou a cobertura policial.

 

Ou no meu caso, as duas coisas juntas.

 

Recém saído do seminário (recém saído é eufemismo para recém-expulso, mas isso é outra história), já militando no Diário de Osasco, aventurei me pelas ondas da Rádio Difusora Oeste.

 

Fazia o plantão na Delegacia de Polícia de Osasco pela manhã e participava do programa de esportes ao meio-dia.

 

Isso quando não colocava uma mochila nas costas, uma única calça velha azul e desbotada, uma camisa branca igualmente velha e saia sem destino pelas quebradas de Nuestra América, mas isso também é outra história…

 

Voltemos às ondas do rádio.

 

Se no esporte, era duro cobrir times mulambentos que disputavam a 3466513ª. Divisão do Futebol Paulista e ter que encher espaço até com torneios de cuspe a distância, bocha e palitinho, na cobertura policial era, digamos, um banquete…

 

Afinal, Osasco era conhecida à época como a Capital do Crime, fonte inesgotável para o antológico jornal Noticias Populares, o que dispensa maiores apresentações.

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Vitória da Conquista, TV Cabrália e os ´riconheiros´ intocáveis. Ou nem tanto

 

 

Daniel Thame

Vitória da Conquista, final dos anos 80. A sucursal da TV Cabrália no Sudoeste Baiano dando os primeiros passos e lá estava eu, então gerente de jornalismo da emissora em Itabuna, na fase de ajustes da equipe local.

Tempos tão ´dinossauricos´ que as matérias eram enviadas de ônibus para Itabuna em fitas U Matic e editadas para entrarem nos telejornais.

Pré-histórico, mas ainda assim era inovador, porque a gente editava como se fosse ao vivo no Jornal do Meio Dia e no Repórter Regional.

Eis que o repórter Junior Patente chega da rua com a reportagem da prisão de quatro jovens, com uma senhora quantidade de maconha.

Fita pronta pra ser enviada, o então editor de jornalismo, cujo nome não vem ao caso (gracias Moro!), me diz:

-Essa matéria não pode sair, porque é tudo filho de gente conhecida.

Por “conhecida”, entenda-se, gente com grana ou com poder político.

Fui na jugular:

-E se fosse gente pobre, poderia sair?

O silêncio ensurdecedor do editor foi a resposta que eu esperava.

A matéria saiu e o editor demitiu-se logo depois, embora os jovens nem chegaram a sentir o gostinho da cadeia.

Afinal, em qualquer tempo, certas coisas definitivamente ´não vem ao caso`…

 

PS-O que vem ao caso é essa PEC  que criminaliza o porte de maconha  de forma genérica.

Ficamos assim, branco, rico e de bairro nobre com ´trocentos´ quilos é usuário; preto, pobre e da periferia com dez gramas é traficante e cadeia nele.

E viva o Congresso Irracional!

Rádio Clube, o comentarista, o repórter e a reencarnação de Garrincha

Daniel Thame

Início de 1987. Recém chegado a Itabuna e já trabalhando no jornal A Região, contratado após uma frase típica da Manuel Leal ao saber de onde eu vinha (“se é  de São Paulo começa amanhã”, sem me pedir pra rabiscar um papel de embrulhar pão; como se vê sou de um tempo em que se embrulhava pão com papel).

 

Dito isto, e posto que em Osasco (SP) eu trabalhava como jornalista e radialista, bati às portas da Rádio Clube (depois Nacional) onde me apresentei e, ao contrário de Manuel Leal, fui recebido com desconfiança  por Son Gomes, filho do lendário Daniel Gomes, dono da emissora:

 

-Quem garante que você não vai usar o nome da rádio, dar uns golpes no comércio e se mandar?

 

Hoje parece grosseira, mas era quase praxe. O sujeito vinha atraído pela fama de cidade rica por conta do  cacau, conseguia emprego nas rádios e dava golpe mesmo.

 

Respondi com todo jeito possível:

 

 

-Son eu não vim  pra aventurar, vim pra fincar raízes aqui (como de fato finquei, grapiúna que me tornei)

 

Consegui o emprego na briosa equipe de esportes, que mesmo enfrentando a concorrência da estrelada Rádio Jornal, vinha dando conta do recado e conquistando audiência. Se em Osasco  eu era repórter de campo, em Itabuna fui contratado como comentarista.

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Canto da Reconstrução pela AACRRI emociona com música, poesia e solidariedade

Uma noite de música, poesia e emoção. O Canto da Reconstrução, show beneficente que arrecadou recursos para reconstrução da Central de Triagem da Associação dos Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis de Itabuna -AACRRI, encantou as pessoas que lotaram o Centro Cultural Adonias Filho e puderam acompanhar um desfile de artistas grapiúnas movidos pelo amor à arte e a solidariedade.

Idealizado pelo jornalista Daniel Thame e produzido por Rafael Gama, o ´Canto da Reconstrução´ intercalou música e poesia, com as participações de Marcelo Ganem, Jaffet Ornellas, Zenon Moreira, Aldo Bastos, Walmir do Carmo, Carmem Camuso, Leila Oliveira, Gabriel Xavier e a rapper Natigrê.

Os momentos finais do show foram marcados pela emoção, com os três cantores entoando a música “Amigos”, uma homenagem ao inesquecível Kocó do Lordão, falecido na semana passada, e o encerramento com o Hino Grapiúna, Serra do Jequitibá, que além de Marcelo, Jaffet e Zenon teve a participação especial de Jackson Costa, que fez questão de prestigiar o evento e manifestou seu desejo de se integrar na mobilização pela AACRRI.

A presidente da AACRRI, Carissa Araújo afirmou que “além da arrecadação de recursos para a reconstrução da nossa central de triagem, esse show mostra que não estamos sozinhos nessa luta, que podemos contar com o apoio da comunidade e isso nos dá forças para continuar trabalhando com reciclagem de forma digna e garantindo o sustento dezenas de famílias”. O ´Canto da Reconstrução` arrecadou cerca de dez mil reais, que serão destinados à recuperação do telhado, destruído pelo incêndio.

 

Apoiadores

A realização ´Canto da Reconstrução´, em que todos os artistas se apresentaram sem cachê, se tornou possível graças ao apoio do Governo da Bahia, Prefeitura Municipal/Projeto Recicla Itabuna, Defensoria Pública da Bahia/Projeto Mãos que Reciclam; e empresas como CVR Costa do Cacau, Shopping Jequitibá, Rota Transportes, Biosanear, Grupo Velanes, o Boticário, Mirasul, Conlar, Soluz, JPJ Engenharia, Val Construções, Los Pampas, Art 3, Grelhados & Cia, Condomínio Claude Monet e BA Serviços Técnicos.

Também foi importante o apoio da mídia regional na divulgação do evento: TV Santa Cruz, rádios Boa FM, Interativa FM, Morena FM e Difusora e sites Ipolítica, Pimenta, Diário Bahia, O Trombone, Blog do Thame, Políticos do Sul da Bahia, Blog do Gusmão, Agravo, Ilhéus 24hs e Verdinho.

 

 

Cuba, Vily Modesto e ´las chicas`

Daniel Thame

Sul da Bahia, 1995. Acabo de voltar de Cuba, onde produzi para os jornais A Região (Itabuna) e Diário de Osasco (SP), uma série de reportagens que estão as melhores coisas que já realizei em quase cinquenta anos de jornalismo.

 

Para ser honesto a viagem à Cuba foi bancada inteiramente pelo jornal A Região, o que só se explica pela generosidade do inesquecível Manoel Leal (um dos anjos que o destino colocou na minha vida guache).

 

Afinal naquela época,  mandar um repórter de um jornal do interior fazer uma cobertura em Cuba equivalia a mandar um tabaréu a Marte.

 

A publicação no Diário de Osasco, onde trabalhei por 10 anos antes de emigrar para as terras do cacau,  foi muito mais, reconheço, pela vaidade de mostrar que o menino que o Vrejhi Sanazar (outro anjo na minha vida) achava talentoso mas demasiado aventureiro pro gosta dele, estava se dando bem na vida.

 

Mas voltemos à Cuba, onde aliás retornei outras três vezes, apaixonado que sou por aquela que considero minha segunda pátria.

 

Ou melhor voltemos à Itabuna e a Bahia, minha verdadeira pátria.

 

A série de reportagens repercutiu tanto que mereci a honra de ser chamado para uma entrevista no programa Vily Modesto, na Rádio Jornal de Itabuna, patrocinado pelo Grupo Chaves (a citação é só pra lembrar de outro anjo, Helenilson Chaves) e que tinha como slogan “Durma com Jô e acorde com Vily”, referência mais do que justa ao “Jô Onze e Meia”, então no auge com Jô Soares.

Não dormi com Jô, mas acordei com Vily, feliz por poder falar para todo o Sul da Bahia.

 

Vily Modesto parecia estar inspirado por uma noite de sonhos calientes. Ou tinha lido Jorge Amado demais.

 

Após o meu tradicional bom dia aos queridos ouvintes e falar sobre minhas impressões iniciais sobre Cuba, Vily solta o vozeirão:

 

-Daniel Thame, e ´las chicas´? (as moçoilas, em bom português)

 

Fiz que não entendi e tasquei:

 

-Vily, a saúde em Cuba funciona bem, com atendimento de qualidade nos lugares mais distantes e nas capitais e blá blá blá blá blá blá…

 

Vily engrossa mais a voz:

 

-E ´las chicas` Daniel?

 

E eu me finjo de surdo:

 

-A Educação é prioridade, com ensino gratuito do maternal à universidade e blá blá blá blá blá blá…

 

Vily parecia um disco travado:

 

-Eu quero saber com são ´las chicas`…

 

Eu parecia um surdo empedernido:

 

-Cuba tem praias maravilhosas, um patrimônio histórico-arquitetônico fantástico, o turismo tem sido a alternativa para minimizar o impacto causado pela queda do Muro de Berlim e blá blá blá blá blá blá…

 

Vily não queria saber nem de muro, nem de Berlim:

 

-Eu quero saber como são ´las chicas`, Daniel.

 

Aí baixou um Che Guevera em mim.

Vily era uma figura maravilhosa, um ser humano espetacular e afinal eu era o convidado dele. Fui duro, sem perder a ternura, jamás!

 

-Vily meu amigo, se era pra ir atrás de ´las chicas` não precisava ir a Cuba, bastava ir ao Brega de Sônia.

 

Onde por sinal ´las chicas´ são (ou eram) muito mais ´hermosas`.

 

E vamos aos nossos comerciais, porque a entrevista acabou ali.

 

 

Em tempo: Vily  Modesto é umas dessas personalidades extraordinárias que ainda está a merecer o devido reconhecimento numa região que não é dada a reconhecer suas personalidades extraordinárias.

 

Mas isso já é assunto para outra crônica.

“Essa Gente Grapiúna”, com Daniel Thame

O jornalista e escritor Daniel Thame é o entrevistado desta semana do “Essa Gente Grapiúna”, apresentado por Rafael Gama e exibido na TVI e no Youtube.

 

Um bate papo descontraído sobre jornalismo, literatura, cacau, chocolate e paixão pelo Sul da Bahia.

 

Assista:

 

 

 

Nossa Senhora e o Diabo nas Terras do Sem Fim

Daniel Thame

 

“Tenho muito respeito por todas as religiões, mas a Rede Globo colocar um padre de nome Padre Santo fazendo um casamento dentro de um prostíbulo é demais para a religião católica”.

 

“Esses diretores e atores da novela são todos comunistas”.

 

“Temos que chegar até a direção da Globo pra que eles mostrem que foi o PT quem trouxe a vassoura-de-bruxa. Essa novela está muito de esquerda, não defende os produtores”.  

 

“É muita falta de vergonha colocar um diabinho no mesmo altar de Nossa Senhora. A gente que respeita a família deveria boicotar essa novela”.

Ao contrário do que possa parecer, as frases acima não são obra de ficção. Elas foram extraídas das redes sociais  e conversas em grupos de wathsapp.

E dão exatamente o tom de como um pequeno grupo de produtores de cacau do Sul da Bahia, felizmente uma minoria, mas uma minoria ruidosa, encarou o remake de Renascer que teve sua primeira fase encerrada no início desta semana.

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Filosofando no Brega de Sônia

 

Daniel Thame

 

O Brega de Sônia é um desses patrimônios imateriais (ou seria imeteriais?) de Itabuna.

 

Célebre nos tempos  áureos do cacau, em que reunia damas dadivosas vindas do Rio, São Paulo e até das Oropas, para deleite dos milionários do cacau, o mítico local já enfrentava tempos de decadência,  muito por conta da vassoura de bruxa,  quando comecei a frequentá-lo.

 

Academicamente é bom que se explique.

 

Explico:  no meu trabalho de  conclusão do curso de Filosofia da Universidade Estadual de Santa Cruz, mui pretensiosamente intitulado “Karl Marx quem diria acabou em Arataca”, com a genialidade literária que me é peculiar (pqp, que modéstia!) fundi (eu escrevi fundi) marxismo, sem terras e prostituição.

 

O fato é que mesmo com as damas de outrora já substituídas por escassas operárias regionais, Sonia (que inclusive mereceu destaque num Globo Repórter em que a primeira versão de Renascer era o tema principal) não perdia a pose nem o humor ferino, este cultivado com cálices diários de veneno.

 

Numa dessas noites em que o movimento era escasso e o capítulo final da nobre instituição grapiúna estava sendo inevitavelmente escrito, Sonia parece ter lido meus pensamentos.

 

Perpetrou, ferina:

 

-Menino, você acha que a vassoura de bruxa está acabando com meu negócio não é? Está e não está…

 

E concluiu, de forma definitiva:

 

-Com essas meninas aí dando  de graça quem é que vai pagar pra f…

 

Rimos e bebemos uma cervejinha bem gelada, não a preço de cliente, mas de amigos que nos tornamos.

 

Pouco tempo,  depois Sonia montou num cavalo alado (não resisti à licença  poética) e se tornou uma bem sucedida empresária do ramo de pousadas  no litoral sulbaiano, onde vez ou outra pude revê-la, desta vez em torno de uma cachacinha de alambique, vício que até hoje cultivo com muita pompa e pouco zelo.

 

E vida a vida enquanto vivos estamos!





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