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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

janeiro 2026
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:: ‘Daniel Thame’

Manoel Leal, 28 anos de um crime sem castigo


A capa histórica de A Região: a mais triste das capas

Daniel Thame

Neste 14 de janeiro de 2026, completaram-se 28 anos da morte do jornalista e diretor do jornal A Região, Manoel Leal, brutalmente assassinado com cinco tiros à queima roupa num início de noite,  típico crime de mando.

 

A exceção da condenação do ex-policial Mozart  Brasil, até hoje impera a impunidade, já que as investigações, propositalmente capengas, nunca chegaram nem perto dos mandantes. Foi uma investigação claramente feita para não investigar nada ou pelo menos garantir que quem deu a ordem de atirar nunca fosse sequer chamado a depor.

 

A data passa quase despercebida, mas não deveria. Leal deve ser sempre lembrado como símbolo de um tempo em que o jornalismo independente e sem medo de enfrentar os poderosos de plantão poderia  e não raro era, calado à bala.

 

É verdade que a Bahia daqueles tempos trágicos em que a imprensa era silenciada a tiros não existe mais.

 

Não é menos verdade, entretanto, que enquanto a impunidade permanecer e não houver justiça, Manoel Leal será uma amarga lembrança para os que, como este blogueiro, tiveram a oportunidade de conviver com alguém demasiadamente humano, nas virtudes e nos defeitos.

 

Leal, o maior jornalista, no sentido literal na palavra, que essa terra (adubada com sangue, by Jorge Amado), já produziu.

 

De Manoel Leal, meu velho capo, com quem compartilhei alguns de meus melhores anos nessa trajetória sul-baiana que chega aos 40 anos de caminhada, só se pode dizer o que igualmente tanto já foi dito: permanece um imenso vazio, uma incontornável saudade de alguém que com sua alma grapiúna,  fez do jornal A Região, um símbolo da imprensa grapiúna..

 

Manoel Leal, Eterno!

 

A Mulher Caridosa

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Os dois amigos chegaram à pensão modesta na cidade do interior paulista no domingo à noite.

Radialistas em início de carreira e, portanto,  escalados para as piores coberturas, iriam fazer reportagens sobre um encontro de prefeitos e vereadores.

Tanta atenção para uma baboseira daquelas, que desde todo o sempre serviu de fachada para que os políticos tivessem diversão garantida bancada pelos cofres públicos, só se justificava porque o prefeito era também o dono da rádio onde eles trabalhavam.

O dinheiro contado mal dava para as despesas. “Luxos”, só mesmo algumas doses de “fogo paulista”, uma mistura horrenda de pinga vagabunda com groselha, e uma visitinha ao puteiro local, ainda assim  contando com a generosidade de uma moçoila mais em conta, mais rodada e em, digamos, fim de carreira.

Porque as putas que valiam a pena, preferiam prefeitos, vereadores, assessores mais graduados e mesmo os caipiras com aqueles “errrrrrrrrrrrrrrrrrres” intermináveis, mas com dinheiro  no bolso.

Daí que, a dona de pensão, uma velhota lá pelos seus 65 anos, viúva contrita, que era um trombolho repugnante na noite de domingo, passou a ser uma pessoa legal na segunda-feira, simpática na terça-feira, agradável na quarta-feira e atraente na quinta-feira.

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Henenilson Chaves, Manuel Leal e o franguinho de Ano Novo

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Dezembro de 1987. Ao lado de Manuel Leal, capo de A Região,  faço uma reportagem com Helenilson Chaves, em vias de receber o bastão do Grupo Chaves de seu pai, Manoel Chaves.

Matéria típica de final de ano, para intercalar com as dezenas de páginas de anuncios da edição especial de Natal, em tempos pré-vassoura de bruxa e pré-internet, dois golpes num só na então pujante imprensa grapiuna.

Conversa amena, Helenilson exibindo o otimismo que o caracterizava e que se materializaria tempos depois (já em pleno apocalipse  da bruxa vassourenta) no Shopping Jequitibá, e Leal estranhamente quieto.

Lá pelas tantas, rompe o silêncio e pergunta, como se não soubesse o que era:

franguinho-Helenilson, que cestas bonitas são essas?, referindo-se às bem fornidas Cestas de Natal e Ano Novo que ocupavam parte da sala e da sede do grupo,  no Edifício Módulo Center.

-São para nossos funcionários, respondeu Helenilson, sem se dar conta do que viria.

E veio.  Leal vira pra mim e diz:

-É Daniel, e lá no jornal vocês não terão nem um franguinho de Natal e Ano Novo.

A vontade que me deu era entrar embaixo da mesa (inútil, porque a mesa era de vidro), ou pular pela janela, o que me renderia alguns arranhões, posto que a sala ficava no 10º. andar.

Naquele longuinquo Natal e Ano Novo de 1987, recebemos cestas  dignas de barão, como se dizia na época, um gentil oferecimento do Grupo Chaves.

E,  Justiça seja feita: nos anos seguintes, com crise ou sem crise, Manuel Leal nunca deixou de nos regalar, não com o tal franguinho raquítico, mas com um peru, um panetone e um vinho no Natal e Ano Novo.

 

Desta feita, desta vez um gentil oferecimento de A Região.

 

 

Deus vai ao motel

Daniel Thame

Mulher casada, já na maturidade dos 60 anos, apaixonou-se por um homem trinta anos mais novo. O que para ela era paixão, para ele era apenas tesão, porque ela compensava as rugas com um fogo inacreditável na cama.

Quando aquelas trepadas começam a ficar sem graça para ele, já que depois do gozo ela voltava ser apenas uma mulher cheia de rugas, começou a buscar uma saída para cair fora.

Até que numa tarde, enquanto estavam no motel, pareceu que alguém tentava forçar a porta do quarto. Ela se apavorou, pensou que era um assalto e se escondeu no banheiro.

Ele ligou para a portaria e em poucos minutos a secretária esclareceu que era apenas um funcionário levando um champanhe, mas que bateu no quarto errado. Uma chance de ouro que não poderia ser desperdiçada.

Os olhos dela saltavam de pavor:

-Era um assalto mesmo, mas pegaram o ladrão, quando ele estava forçando a porta do nosso quarto.

Para completa a cena, ainda arrematou:

-Isso é um aviso de Deus, porque a gente está fazendo uma coisa errada. Seu marido é um cara legal e não merece isso.

Meio canalha, mas funcionou. Tornaram-se apenas bons amigos e pouco tempo depois, nem isso.

(Conto extraido do livro A Mulher do Lobisomem, Daniel Thame, Editora Via Litterarum)

Thiago Dias é o mais novo imortal e comendador da ALAMBIQUE

De passagem por Itabuna, onde prestou com a competência que lhe é peculiar a assessoria de imprensa da Flicacau, o editor do site Pimenta, Thiago Dias, cumpriu o roteiro sagrado: conheceu o ABC da Noite no Beco do Fuxico e pediu a devida benção ao Caboclo Alencar.

Para coroar o momento inolvidável,  Thiago foi devidamente imortaalcoolizado  pela  Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., ALAMBIQUE, além de receber  a Comenda Caboclo Alencar das mãos do pelo presidente vitalício, imortalício e ditatorialício da ALAMBIQUE, Daniel Thame, com o testemunho do jornalista Luiz Conceição, exímio escriba e exímio bebedor, nem sempre nessa ordem.

O ágape foi concluído com generosas  doses de batida de pitanga, a jóia do ABC, dando um considerável baque no combalido  caixa da ALAMBIQUE, já que 99% dos 13131313313131313 imortais e  dos 13131313313  comendadores simplesmente dão calote  na mensalidade.

 

Alvíssaras ao novo imortal e comendador  Thiago Dias!!!!

Primeiro dia da Flicacau aponta literatura como caminho para outros mundos

A Festa Literária da Região Cacaueira estreou em grande estilo, nesta quinta-feira (27), no Centro de Cultura Adonias Filho, em Itabuna. Coube aos estudantes o primeiro ato da Flicacau, com o lançamento do livro Pequenos Autores Grapiúnas: Quem Conta um Conto, Aumenta Encontros, coletânea de textos de alunos da rede municipal de ensino.

O protagonismo estudantil continuou com a apresentação da Banda Marcial Território, Educação e Cultura, do Complexo Integrado de Educação Básica, Profissional e Tecnológico (Ciebtec). Depois, o espetáculo Cabruca levou o público em cortejo até o palco principal da Festa, o Espaço Jorge Amado, que abrigou a abertura oficial do evento.

No pronunciamento, o prefeito Augusto Castro (PSD) agradeceu ao Governo do Estado e à organização da Flicacau pela parceria que devolveu Itabuna ao circuito das festas literárias, após um hiato de nove anos sem eventos desse tipo na cidade.

Chefe de Gabinete da Fundação Pedro Calmon, vinculada à Secretaria da Cultura do Estado, Caruso Costa ressaltou o impacto do Edital Bahia Literária como política de fomento cultural. “Hoje, a Bahia é o estado que mais investe em feiras literárias no País”, afirmou, acrescentando que, nesta edição do edital, o estado investiu R$ 22 milhões em 81 festas literárias em todos os 27 territórios de identidade baianos. “Isso torna a Bahia o estado literário do Brasil”.

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Arnaldo Antunes é o mais novo imortal da ALAMBIQUE e recebe Comenda Caboclo Alencar

Mordam os cotovelos distintas co-irmãs, com o devido cuidado de não rasgar os caríssimos fardões. A Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., ALAMBIQUE  atingiu os píncaros da glória. A modesta academia de bebedores e literatos (mais bebedores do que literatos) acaba de receber em seus quadros Arnaldo Antunes, ex-Titãs, ex-Tribalistas, carreira solo de sucesso, poeta e escritor com ´apenas` três prêmios Jabuti nas costas.

 

Arnaldo Antunes  foi imortalizado  pelo presidente vitalício, imortalício e ditatorialício da ALAMBIQUE, Daniel Thame, após a mesa de abertura da Festa Literária do Cacau, a Flicacau em Itabuna, mesa esta mediada pelo próprio Daniel, mais pela generosidade dos organizadores do que pelos seus discutíveis talentos literários.

Além da imortalidade  grapiúna, Arnado Antunes também recebeu a Comenda Caboclo Alencar, a mais elevada  honraria da ALAMBIQUE, justíssimo tributo ao Rei do Beco do Fuxico.

 

Emocionados com o tamanho do homenageado, alguns dos 1313131313313 exclusivos membros da ALAMBIQUE pensaram em arrombar o ABC da Noite (afinal já eram 22 horas e o Caboclo dormia o sono dos justos) e se apropriar (o termo correto é ´roubar` mesmo, mas estamos tratando de imortais) algumas garrafas de batida de pitanga para comemorar.

Como a polícia anda muito ativa por esses dias, contentaram-se com uma dúzia de Haineken (pqp, justo a mais cara!) o que significou mais da metade do modesto cachê do mediador.

 

Alvíssaras a Arnaldo Antunes!!!!

 

O pulso ainda pulsa!

Rafael Gama é o mais novo Imortal e Comendador da ALAMBIQUE

Mais um final de semana de gáudio para Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., ALAMBIQUE. Em solenidade na porta do ABC da Noite, sede provisória há 15 anos da  nobre instituição beberística e  literalícia, o poeta, escritor, professor e agitador cultural Rafael Gama, se tornou imortal e  também foi laureado com a Comenda Caboclo Alencar, que homenageia o Rei do Beco do Fuxico.

 

As honrarias foram concedidas  pelo presidente vitalício, imortalício e ditatorialício da ALAMBIQUE, Daniel Thame, sob os eflúvios de uma divina batida de pitanga, uma das jóias do ABC da Noite.

 

Aviso às más línguas (e as boas também): não é verdade que a homenagem se deu em troca de quatro batidas. Fo apenas uma, porque o presidente  anda numa fase quase abstêmia.

 

Só quase…

 

Com essa justa homenagem, Rafael Gama se tornou um dos exclusivos 131313131313 imortais e 13131313 Comendador da ALAMBIQUE.

 

Alvíssaras ao novo confrade!!!

Nestor Amazonas, o cinegrafista e o pitú

 

Daniel Thame

dt chapeuComeço da TV Cabrália. 1988. Tempo em que as equipes de reportagem corriam atrás da notícia sem preocupação em economizar na gasolina ou na diária do repórter, do cinegrafista, do auxiliar e do motorista.

Hoje, a equipe se limita ao repórter e ao cara que acumula as funções de motorista/cinegrafista. Em alguns casos é a  “equipe de um só”.

Voltando à Cabrália. A equipe saiu para fazer uma matéria em Ubaitaba e aproveitou para fazer outra reportagem sobre a situação precária da rodovia Ubatã-Ipiaú. Duas boas reportagens, veiculadas nos telejornais da emissora.

Até aí, nada demais. Boas reportagens eram marca da Cabrália, uma espécie de pré-faculdade de Comunicação no Sul da Bahia, tamanho o número de profissionais que formou. O problema foi a conta do almoço, que incluiu até pitú.

nestorNestor Amazonas,  o mentor da TV Cabrália,  um dos mais completos profissionais de tevê do país, era um cara legal, mas não era dado a exageros, porque a emissora tinha dono e dono não costuma rasgar dinheiro.

Quando Nestor foi questionar a despesa, o cinegrafista esperneou:

-Ô Nestor, qualé? Eu tô acostumado a comer bem na minha casa!

Nestor encerrou o assunto:

-Vou almoçar hoje na sua casa. Se tiver pitú, a tevê paga essa conta. Se não tiver, você paga.

Desnecessário dizer quem teve o salário desfalcado no final do mês.

 

 

 

Vitória da Conquista, TV Cabrália e os ´riconheiros´ intocáveis. Ou nem tanto…

Daniel Thame

Vitória da Conquista, final dos anos 80. A sucursal da TV Cabrália no Sudoeste Baiano dava os primeiros passos e lá estava eu, então gerente de jornalismo da emissora em Itabuna, na fase de ajustes da equipe local.

Tempos tão ´dinossauricos´ que as  “cabeças” gravadas pelo apresentador matérias eram enviadas de ônibus para Itabuna em fitas U Matic e editadas para entrarem nos telejornais.

Pré-histórico, mas ainda assim era inovador, porque a gente editava como se fosse ao vivo no Jornal do Meio Dia e no Repórter Regional.

Eis que num desses dias que em Conquista parece a Europa por causa do frio de congelar,  o repórter Junior Patente chega da rua com a reportagem da prisão de quatro jovens, com uma senhora quantidade de maconha.

Fita pronta pra ser enviada para Itabuna, o então editor de jornalismo, cujo nome não vem ao caso (gracias Moro!), me diz:

-Essa matéria não pode sair, porque é tudo filho de gente conhecida.

Por “conhecida”, entenda-se, gente com grana ou com poder político.

Fui na jugular:

-E se fosse gente pobre, poderia sair?

O silêncio ensurdecedor do editor foi a resposta que eu esperava.

A matéria saiu e o editor demitiu-se logo depois, embora os jovens nem chegaram a sentir o gostinho da cadeia.

Afinal, em qualquer tempo, certas coisas definitivamente ´não vem ao caso`…

 

 





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