:: ‘cacau’
É O FIM DO MUNDO? NÃO, MAS PODE SER O FIM DO CACAU
espanhol), na Colômbia, sugere que o cacau corre o risco de se tornar escasso em função do aquecimento global. Em quatro décadas, se não for “extinto”, pode se transformar em artigo de luxo, custando caro.
A elevação de 2 a 3 graus Celsius na temperatura do planeta – o que segundo os cientistas, deve acontecer até 2050, se não forem mitigadas as emissões globais de CO2 – pode causar danos irreversíveis nas principais regiões de cultivo de cacau (a matéria prima do chocolate), Gana e Costa do Marfim, que juntos respondem por 2/3 da produção mundial do fruto.
Encomendada pela fundação Bill & Melinda Gates, a pesquisa mostra que o aumento da temperatura nessas regiões vem obrigando os fazendeiros a cultivar cacau em maiores altitudes, mais frias, o que exige tecnologias de plantio novas para garantir a adaptação. O problema é que essas áreas altas também são limitadas, o que pode contribui para a queda da produção de chocolate.
De acordo com o estudo, outros fatores também estão levando a produção de cacau a um limite preocupante, como o uso insustentável da terra, com técnicas degradantes e o aumento do consumo de chocolate em todo o mundo. (da Revista Exame).
Cabruca será apresentada ao público na Fenagro
O Instituto Cabruca, em parceria com a Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (CEPLAC) e a Empresa Brasileira de Bebidas e Alimentos (Ebba), vai participar da Fenagro (Feira Nacional da Agropecuária) com o stand Cadeia Produtiva do Cacau. Os visitantes poderão contemplar a exposição de árvores da cabruca em miniatura, como pau-ferro, vinhático e jequitibá e ter a possibilidade de entrar em uma representação da agroindústria de chocolate e conhecer como é o processo de produção da guloseima. O stand também concorrerá ao Prêmio Cadeia Produtiva, que vai eleger, por meio do voto do público, os cinco setores produtivos mais sustentáveis da Bahia.
O presidente do Instituto Cabruca, também presidente da Câmara Setorial do Cacau, Durval Libânio, afirma que a proposta é mostrar ao público, de forma detalhada, como funciona o sistema de produção “Cabruca”, caracterizado por ser uma alternativa de produção sustentável, uma vez que as grandes árvores da Mata Atlântica, que dão sombra aos cacaueiros, são mantidas – ao contrário da produção do cacau a pleno sol, quando a mata nativa é desmatada para que o fruto receba maior incidência de sol para colheita em menor tempo. “Com o Stand Cadeia Produtiva do Cacau nós vamos mostrar aos visitantes porque o “Cabruca” merece ganhar o título de setor produtivo mais sustentável da Bahia”, afirma.
O sistema agroflorestal Cacau-Cabruca é considerado conservacionista por manter as árvores nativas da Mata Atlântica, contribuir para a conservação da água e do solo, da biodiversidade, para o sequestro de carbono e para a conservação de importantes espécies do bioma. De acordo com informações da Câmara Setorial do Cacau, a Bahia tem 32 mil produtores, responsáveis por 70% da produção de cacau do Brasil. Apesar de ser nativo da Amazônia, foi com a sombra das árvores da Mata Atlântica na Bahia, que ele prosperou e se desenvolveu.
Lideranças do cacau discutem com diretoria do BNB soluções para o Pesa
As lideranças da cacauicultura baiana reúnem-se nesta sexta-feira, (7), em Fortaleza, com a diretoria do Banco do Nordeste do Brasil, BNB, com o objetivo de discutir soluções para as dívidas dos produtores com o Pesa. Da reunião com o diretor do BNB, Paulo Ferraro, e com o superintendente do banco na Bahia, Nilo Meira, vão participar o secretário Eduardo Salles; o assessor especial do Mapa, Gerardo Fontelles; e os produtores representados pela Câmara Setorial Nacional do Cacau; Associação de Produtores de Cacau, APC; Ceplac e Federação da Agricultura do Estado da Bahia, Faeb.
“A recuperação da cultura do cacau é uma das prioridades do governo”, afirma o secretário Eduardo Salles, destacando que além de buscar soluções para as dívidas do setor, a Seagri estimula a diversificação de culturas, a exemplo da seringueira. A reunião desta sexta-feira é resultado da reivindicação apresentada em Brasília, no mês passado, ao assessor especial do ministro da Agricultura, Gerardo Fontelles, no sentido de que o BNB assuma as dívidas do Pesa, que hoje estão no Banco do Brasil. Naquela oportunidade, Fontelles orientou que o grupo preparasse simulações e propostas, que serão apresentadas nesta sexta-feira à diretoria do BNB.
Malásia propõe cooperação de pesquisas agrícolas com o Brasil
O ministro de Plantações, Indústrias e Commodities da Malásia, Dr. Dato’ Hamza Bin Zainudin, reafirmou o interesse de seu País na cooperação e intercâmbio científico com o Brasil para o desenvolvimento de projetos referentes ao cacau, seringueira e dendê. Ele foi recebido em audiência, em Brasília, pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e depois participou da 74ª Assembleia da Aliança dos Países Produtores de Cacau (Copal) presidida pelo diretor da Ceplac Jay Wallace Mota, no Royal Tulip Brasília Alvorada.
O ministro Bin Zainudin esteve acompanhado da embaixadora Sudha Devi quando recebeu uma carta de intenções do Brasil e declarou a disposição da Malásia em promover o intercâmbio com instituições brasileiras, incluindo o intercâmbio de germoplasma do cacau, seringueira e dendê e parceria na pesquisa cientifica. A autoridade de um dos mais importantes países do sudeste asiático disse haver projetos comuns entre os dois países e mostrou-se a favor quanto ao aprofundamento da interação entre pesquisadores e institutos de pesquisas e aberto a discutir detalhes de uma nova cooperação com o Brasil, através do Ministério da Agricultura, envolvendo a Ceplac.
No que se refere ao cacau, o ministro Hamza Bin Zainudin declarou que deve haver solidariedade entre os países produtores no âmbito da Copal em busca de melhores preços no mercado internacional. A Malásia propôs a formação de um consórcio para processamento de amêndoas de cacau entre os membros da Aliança dos Países Produtores de Cacau para explorar a possibilidade de que cada país seja responsável pelo seu próprio processamento para agregar valor à cadeia produtiva do cacau e se beneficiar com preços equilibrados e justos.
Brasil dá ênfase na sustentabilidade do cacau
“O Governo Brasileiro deposita as maiores expectativas em fóruns de discussão como a Copal, para construção de medidas capazes de garantir a tão desejada sustentabilidade da economia cacaueira mundial”. A declaração foi feita hoje, 14, em Brasília, pelo ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, ao presidir a Reunião de Conselho de Ministros da 74ª Assembleia Geral da Aliança dos Países Produtores de Cacau (Copal), no Hotel Royal Tulip.
O ministro brasileiro destacou que o País aposta no fortalecimento da organização multilateral “como forma de consolidar o consenso e ampliar a influência dos países produtores de cacau, respeitando a diversidade que nos distingue e a soberania que nos fortalece”. A Copal representa 75% da produção mundial de cacau, é composta por 10 países membros: Brasil, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Gana, Malásia, Nigéria, República Dominicana, São Tomé e Príncipe e Togo, tendo sido convidados a participar do evento, como observadores, a Indonésia e a Venezuela.
O renascer do cacau
Os recém-lançados roteiros do chocolate – com visitas, hospedagem e almoços – incluem fazendas que produziram ou ainda produzem cacau. Uma delas, a Provisão, com350 hectares, existe há 180 anos, às margens do Rio Almada, na zona rural de Ilhéus. Depois da grande crise de 1989, ela chegou a parar a produção por quase 18 anos. “Ficou quase abandonada”, conta o dono, o médico Albino Eduardo Novaes, de 74 anos. Antes da vassoura-de-bruxa, a propriedade empregava 50 funcionários, número que hoje chega a10. Asaída para a penúria foi o turismo rural, que valoriza a bela construção da sede e o visual caprichado de toda a fazenda, rodeada por reserva de Mata Atlântica. Curiosamente, a Provisão sempre pertenceu à mesma família, como conta Maria Adelina, esposa de Novaes.
Outra fazenda, a Riachuelo, ainda não está nos roteiros de visitas, mas deve entrar em 2012. Ela oferecerá tour para apresentar a produção de cacau e chocolate fino, visto que tem uma unidade industrial. O visitante poderá conhecer o processo que vai da colheita da amêndoa à fabricação do chocolate, passando pela secagem, seleção e fermentação da matéria-prima. Para entrar na unidade industrial, o turista é obrigado a vestir roupas descartáveis fornecidas pelo fabricante. E também faz uma pequena degustação no fim, em que experimenta chocolates com diversos teores de cacau (o mais forte, com 70%).
“Ouro” de Ilhéus
O funcionário Ricardo Oliveira Santos, de 26 anos, assim como o colega Paulo Santos Sarmento, de 18, trabalham na extração da amêndoa do fruto, um trabalho cansativo, repetitivo, que exige habilidade no manuseio do facão. Ambos estão há cerca de um ano na Riachuelo, vindos de São Paulo. Na verdade, regressando, já que são de Ilhéus. Segundo Ricardo, há alguns anos houve momentos em que não se encontrava emprego na região, o que o fez migrar para a capital paulista, atrás de oportunidades na construção civil. “Agora que o cacau está voltando, tenho condições de ficar por aqui. Mesmo que o salário seja menor, viver na nossa terra é muito melhor”, contou Ricardo.
Os dois encarnam o pensamento de milhares de trabalhadores da região, que têm esperança de ver renascer a força do cacau. Eles vieram de famílias que trabalharam décadas com o fruto e sabem: dificilmente a atividade terá, em curto espaço de tempo, a importância de antes. Ainda assim, acreditam no ressurgimento do ouro de Ilhéus. (matéria publicada no Correio Braziliense/DF)
PAÍSES PRODUTOTES DEFENDEM PADRONIZAÇÃO DO CACAU
O Workshop de Certificação Internacional do Cacau foi encerrado hoje, 13, em Brasília, com Declaração assinada pelos delegados dos países produtores de cacau onde explicitam os principais objetivos e defendem a adoção de sistema de padronização para certificação do cacau nos diferentes países com o desenvolvimento de uma plataforma de padrões de certificação, através da Copal. A medida, se efetivada, deve levar em consideração os diferentes padrões nacionais e internacionais na comercialização do cacau, na segurança alimentar bem como outros princípios de mercado.
Ao avaliar os dois dias do evento, o presidente do Workshop e chefe do Centro de Pesquisas do Cacau da Ceplac, Adonias de Castro Virgens Filho, disse que ficou claro que a certificação é processo em andamento em alguns países produtores, principalmente em Gana e na Malásia, onde existem processosem curso. Nocaso ganês, abrange 77 mil produtores que têm preços diferenciados e passaram a adotar práticas sustentáveis de produção, com melhor critério no uso de agroquímicos, manuseio de embalagens, disponibilidade de oportunidades, inclusive para mulher com microcrédito, organização em cooperativas com bônus de certificação, o que melhorou a imagem do cacau ali produzido, com vantagens ambientais, econômicas e sociais.
Certificação do cacau debatida na Aliança dos Países Produtores
O secretario de relações internacionais do Ministério da Agricultura, Célio Porto, representou o ministro da agricultura, Mendes Ribeiro Filho, na abertura do Workshop Internacional sobre Certificação de Cacau na 74ª assembléia da Aliança dos Países Produtores de Cacau (Copal, sigla em inglês).
O workshop pretende encontrar um modelo comum de certificação do cacau entre os países membros da Copal. Para isso, cada país apresentará, até a tarde de amanhã, os passos que estão utilizando para certificar o fruto em seu país. Para Célio Porto, processos de certificação, padronização e indicação geográfica privilegiam a rentabilidade do produtor. “Com o produto certificado, a remuneração ao produtor melhora e a qualidade do produto aumenta”, acredita Porto.
O diretor da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa), Jay Wallace da Silva e Mota, saudou as delegações dos países participantes, tendo realçado que as propostas à mesa do Workshop estão sendo debatidas desde a reunião da Malásia. A Ceplac é responsável pelo desenvolvimento da pesquisa, extensão rural e discussão de temas relativos à cacauicultura brasileira junto a organizações internacionais.
O presidente do comitê dos peritos de mercado, Edem Amegashie, citou a importância deste workshop de certificação para o mercado de países produtores. Segundo ele, a Europa e o Japão pretendem, até 2020, ter apenas chocolates certificados nas gôndolas e esta tende a se tornar uma estratégia global. O secretário-geral em exercício da Copal, Anuar Khabar, representante da Malásia, diz que pretende dividir o modelo já aplicado em seu país e acredita que a certificação do cacau é importante tanto pelo valor agregado ao produtor quanto pela qualidade que terá o produto final.
Atualmente a Copal é composta por 10 países membros: Brasil, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Gana, Malásia, Nigéria, República Dominicana, São Tomé e Príncipe e Togo. Os países membros representam 75% da produção mundial de cacau.
Consumo de chocolate reduz em até 30% os riscos de doenças cardíacas
Comer chocolatre evita o desenvolvimento de certas doenças cardíacas, segundo um estudo britânico.
O estudo, publicado na revista científica British Medical Journal, confirma resultados de investigações anteriores sobre o assunto que, de maneira geral, encontraram evidências de um possível vínculo entre o consumo de chocolate e a saúde do coração.
Os autores enfatizam, no entanto, que é preciso fazer mais testes para saber se o chocolate realmente causa essa redução ou se ela poderia ser explicada por algum outro fator.
A equipe da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, apresentou seu trabalho no congresso da European Society of Cardiology, nesta segunda-feira, em Paris. (informações do Portal UOL)
FAZ BEM PRO CORAÇÃO E PRO BOLSO DE QUEM PRODUZ CHOCOLATE. E NÓS AQUI, VAMOS CONTINUAR MEROS FORNECEDORES DE AMENDOAS?






















