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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘cacau’

Pesquisa identifica ponto vulnerável da vassoura-de-bruxa

Se depender de uma equipe de cientistas da Unicamp, encabeçado pelo pesquisador Gonçalo Pereira,  a bruxa não estará mais solta nos cacaueiros da Bahia. Ou melhor, a vassoura-de-bruxa -fungo que é a principal pedra no sapato da produção de cacau no país.

Em artigo científico recém-publicado, os pesquisadores elucidaram o que parece ser um mecanismo-chave do metabolismo da vassoura-de-bruxa e mostraram que, se ele for desligado, o parasita deixa de crescer no cacaueiro.

Os resultados, por enquanto, foram conseguidos em laboratório, mas a equipe coordenada por Gonçalo Pereira tem como objetivo transformar a descoberta num fungicida que possa ser aplicado nas plantações do país. (da Folha de São Paulo)

LEIA MAIS:

http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1068353-pesquisa-identifica-ponto-vulneravel-de-doenca-do-cacau.shtml

AFRICANOS CLANDESTINOS SÃO TORTURADOS EM NAVIO DE CACAU ANCORADO EM ILHÉUS

Um funcionário do Porto Internacional do Malhado, em Ilhéus, filmou parte da tripulação de um navio cargueiro praticando o que aparenta ser tortura contra um dos três cidadãos de Gana que viajaram clandestinamente até o Brasil. O navio partiu da Costa do Marfim com carga de cacau. A tortura ocorre enquanto os ganeses aguardam procedimentos para serem deportados. O caso está sendo investigado pela Polícia Federal. A carta de cacau é destinada aos parques de moagem da Cargill, ADM e Barry Calebaut, em Ilhéus, e Delfi Cacau, em Itabuna, segundo o presidente do sindicato dos trabalhadores das indústrias moageiras, o Sindicacau, Luiz Fernandes. De acordo com o Pimenta na Muqueca, Fernandes solicitou apuração rigorosa das denúncias de tortura e maus-tratos. O navio está atracada desde o dia 20 em Ilhéus, mas somente na sexta, 23, a polícia foi comunicada da presença de clandestinos africanos no navio. Confira o vídeo gravado na sexta, 23, no Porto de Ilhéus.

PRODUÇÃO DE CACAU: O PARÁ AVANÇA

O Pará faz festa

Segundo dados do IBGE, a produção brasileira estimada de cacau para o ano de 2011 será de 248.165 toneladas. Os principais produtores são a Bahia com 154.634t (62,3%), o Pará com 63.739t (25,7%); Rondônia com 17.486t (7,1%), Espírito Santo com 8.099t (3,3%); Amazonas com 3.520t  (1,4%) e Mato Grosso com 687t (0,3%). Como ainda se trata de uma estimativa, pois os dados anualizados ainda não foram fechados pela CEPLAC e IBGE, os ajustes quantitativos, certamente, ocorrerão (para mais ou para menos).

No que diz respeito ao estado do Pará, os números que estão sendo coletados no campo, indicam que a produção poderá superar a barreira das 70 mil toneladas. O  Estado saiu da secular produção de 1,7 mil t/ano para chegar  70 mil t/ano (estimativa para a safra 2011/2012),

A cacauicultura paraense é explorada basicamente por pequenos produtores, destacando-se como uma das mais competitivas do mundo, principalmente quando se considera a produtividade média (850 kg/ha) e o baixo custo de produção da lavoura (US$ 800,00/t), observados no Território da Transamazônica, zona que concentra 77% da produção estadual (dados: IBGE/CEPLAC)

E NÓS AQUI, PRODUZINDO APENAS MATÉRIA PRIMA…

A indústria de chocolates no Brasil vendeu 390 mil toneladas no ano passado, o que representa um crescimento de 11% sobre 2010. O índice, no entanto, é inferior à alta verificada em 2010, de 16%, o que demonstra a desaceleração do consumo no país. 

 Segundo Ubiracy Fonseca, vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim e Derivados (Abicab), apesar da retração, a expectativa é que a venda dos fabricantes continue crescendo dois dígitos este ano. “Tivemos o aumento do salário mínimo e a indústria, a julgar pelos próprios lançamentos da Páscoa, está disposta a oferecer produtos mais acessíveis ao consumidor final”, afirmou o executivo.

 As empresas projetam aumento de vendas entre 5% e 20% em volume e até 20% em valor. Na Páscoa do ano passado, foram vendidas 18 mil toneladas de chocolate, com alta de 7% sobre a mesma data de 2010.  

 Este ano, a Garoto incrementou de quatro para 10 o número de itens de Páscoa que custam menos de R$ 10. O Serenatinha de Amor, de 130 gramas, chega a R$ 9,90. Também a Cacau Show decidiu manter o mesmo preço do ovo tradicional de 400 gramas, a R$ 29,90. “É um dos nossos principais produtos”, afirmou o presidente da Cacau Show, Alexandre Costa. (do Valor Econômico)

TREM DAS ONZE

Oxi, painho, um desses só pra mim?

Nos tempos áureos do cacau, um grande produtor, novo rico sacramentado e juramentado, mandou o filho estudar numas das melhores universidades de Paris.

Um mês depois, recebe uma carta que dizia “pai estou adorando Paris, o curso é ótimo, as pessoas são legais, mas eu estou me sentindo meio envergonhado. É que enquanto eu chego na universidade de Ferrari meus colegas e até os professores mais graduados chegam de trem”.

O pai, imediatamente envia um telegrama:

-Filho, não quero que  passe vergonha aí. Transferi  dez milhões de dólares pra sua conta. Compre um trem pra você também…

LÁ VEM TIMÓTEO. OU, A VOLTA DOS MORTOS VIVOS

“Quem me chamam?”

Alguns produtores, na eterna busca de culpados pela crise na lavoura cacaueira, estão “ressuscitando” Luiz Henrique Franco Timóteo, a pretexto de dar divulgação internacional a uma denuncia sobre a suposta introdução criminosa da vassoura-de-bruxa, envolvendo figuras importantes do PT, com os atuais deputados federais Geraldo Simões e Josias Gomes.

Para quem não se lembra, às vésperas das eleições de 2006, Timóteo surgiu do nada com sua denuncia a tiracolo e conseguiu ser destaque em duas edições da  Veja (o que não é lá grande coisa, dada à notória falta de credibilidade da revista), apesar da completa inconsistência de suas acusações, tecnicamente impossíveis de serem verdadeiras, como comprovou o respeitado cientista Gonçalo Pereira, da Unicamp.

Frustradas as intenções claramente eleitoreiras (e também as intenções caloteiras) da denuncia, Timóteo voltou para o limbo.

De onde pretendem retira-lo de novo.

E de novo num ano eleitoral. Mais criatividade, gente!

Ceplac integra política de meio ambiente da Bahia

cacau conserva o meio ambiente

 A Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), assumirá papel relevante na Política Estadual de Meio Ambiente e de Proteção à Biodiversidade e Política de Recursos Hídricos da Bahia a partir da vigência da Lei nº 12.377, de 28 de dezembro de 2011, sancionada pelo vice-governador Otto Alencar, no exercício do cargo de Governador. Também assinam a sanção os secretários estaduais da Casa Civil em exercício, Carlos Mello, e do Meio Ambiente, Eugênio Spengler.

  O superintendente de Desenvolvimento da Região Cacaueira da Ceplac no Estado da Bahia, Juvenal Maynart Cunha, classificou como histórica a inclusão da instituição e  aproveitou para agradecer a participação dos deputados estaduais Rosemberg Pinto (PT) e Leur Lomanto Júnior e Pedro Tavares (PMDB).

  A nova lei define que a Política Estadual de Meio Ambiente e de Proteção à Biodiversidade e a Política Estadual de Recursos Hídricos deverão ser implementadas de forma harmônica, integrada e participativa, inclusive com a compatibilização de seus instrumentos e planos, observada a legislação federal e estadual aplicável.

  A lei foi publicada na edição de 29 de dezembro passado no Diário Oficial do Estado e acrescenta diversos artigos, parágrafos e incisos à Lei nº 10.431, de 20 de dezembro de 2006. No artigo 117-A diz: “O cacau cabruca é um sistema agroflorestal (agrossilvicultural) que proporciona benefícios ambientais, econômicos e sociais, manejo, plantio, condução e interferências silviculturais nos elementos arbóreos, serão disciplinados em disposições regulamentares, ouvindo o Órgão Agronômico responsável pela Política Cacaueira da Bahia, a CEPLAC – SUEBA”.

 

“A crise da lavoura  cacaueira se equivale a uma guerra. E nós somos o lado que perdeu a guerra”

 

Juvenal Maynart, superintendente da Ceplac, que ainda assim é um otimista, adepto da filosofia de que pesquisa, educação, união e muito, muito trabalho, podem gerar um novo ciclo de desenvolvimento no Sul da Bahia.

 

 

Ceplac, Nestlé e Biofábrica fazem cooperação técnica no cacau

Cooperação técnica beneficia produção de cacau na Bahia

Um projeto de cooperação foi debatido na Superintendência de Desenvolvimento da Região Cacaueira da Ceplac no Estado da Bahia com a Nestlé, Secretaria de Agricultura da Bahia e Instituto Biofábrica de Cacau. O projeto prevê implantação de até cinco mil hectares de sistemas agroflorestais (cacau e seringueira), com foco na agricultura familiar; recuperação de 300 hectares de cacau para demonstrar a sustentabilidade do cacau-cabruca; outros 300 hectares de cacau irrigado no Extremo-Sul baiano ou regiões de expansão; custeio de insumos dos experimentos e transferência de protocolo científico à Ceplac pela empresa mundial de chocolate.
       O projeto de sustentabilidade, que deve ser assinado em fevereiro de 2012, reuniu o gerente do Departamento Agrícola da Nestlé, Terence Spencer Blaines, o gerente da Nestlé Itabuna, Luis Pereira da Silva Junior; e o representante da Seagri Antonio Almeida Junior, que foram recebidos pelo superintendente da Ceplac Juvenal Maynart Cunha. Na Superintendência, na rodovia Ilhéus-Itabuna, estavam o chefe do Centro de Pesquisas do Cacau da Ceplac (Cepec), Adonias de Castro Virgens Filho, e pesquisadores Uilson Lopes e Antonio Zugaib; o coordenador-adjunto do Centro de Extensão da Ceplac (Cenex), Milton Conceição, e os técnicos Geraldo Dantas Landim e João Manuel de Afonso e Henrique de Almeida, do Instituto Biofábrica de Cacau.
       Pelo projeto, caberá à Ceplac, órgão da administração direta do Ministério da Agricultura, a coordenação e formulação de documento de cooperação dentro do conceito da conservação produtiva. À Nestlé, enquanto empresa mundial comprometida com a sustentabilidade, compete a transferência da tecnologia de embriogênese somática para produção em laboratório de mudas resistentes à doenças em processo simplificado, além de dar suporte ao melhoramento genético com vistas à resistência do cacaueiro à vassoura-de-bruxa e a monília, cujo fungo se constitui em ameaça à cacauicultura nacional.
       A segunda maior processadora de cacau e chocolate do mundo também se comprometeu em liberar protocolos científicos que, adicionados ao material genético de qualidade que a Ceplac possui, permita a produção em larga escala de materiais que sejam utilizados pelos produtores de cacau. A Nestlé desenvolve projetos de pesquisa na Costa do Marfim e Indonésia e a transferência da tecnologia ao Brasil, através da Ceplac, alimenta a expectativa de bons frutos para a cacauicultura brasileira e, particularmente, à cacauicultura baiana na opinião do chefe do Cepec, Adonias de Castro Virgens Filho.

E AINDA ACHAM QUE PODEMOS ABRIR MÃO DO PORTO E DA FERROVIA…

Não podemos depender apenas desse fruto

A oferta excedente e uma perspectiva baixista para a demanda mundial devem derrubar ainda mais os preços do cacau nos próximos meses, previu o Ecobank.  Segundo analistas, a safra abundante de países da África Ocidental, como Costa do Marfim e Gana, que fornecem metade da oferta mundial,  deve limitar as cotações da amêndoa.

Os preços do cacau, que já acumulam queda de mais de 35% em relação às máximas de março e oscilam perto dos menores níveis em três anos, podem recuar ainda mais nos próximos meses, como parte da desconfiança generalizada nos ativos mais arriscados, disseram analistas. “A erosão dos preços do cacau reflete tanto as ofertas globais abundantes, depois de um forte início da colheita na África Ocidental, como as preocupações sobre a fraqueza da demanda mundial”, informou o Ecobank.

A temporada 2011/12 do cacau na Costa do Marfim teve um bom início, com relatos de bons volumes de chuvas intercalados com períodos de sol na maior parte das regiões produtoras do grão, revelou o banco. Entretanto, o Ecobank alertou que uma disputa sobre o preço referencial fixado pelo Comitê de Gestão de Café e Cacau (CGFCC, na sigla em inglês) interrompeu a comercialização da safra. “Exigindo preços maiores, os produtores seguraram os grãos, provocando uma queda acentuada das entregas para os portos de Abidjã e San Pedro”, acrescentou o banco. As informações são da Dow Jones.





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