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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘cacau’

Cacau previne câncer

O cacau é rico em polifenóis, que age no organismo protegendo contra o câncer de cólon. Um estudo afirmou que a substância encontrada na fruta protege o intestino contra o estresse oxidativo e contra a sobrecarga de substâncias que causam problemas para a estrutura de componentes celulares.

A fruta que dá origem ao chocolate também é capaz de evitar o surgimento de células cancerígenas. Os cientistas usaram ratos para o estudo e concluíram que, aqueles que ingeriram o cacau apresentaram uma melhora em suas defesas antioxidantes.

 

Cacau e pá de cal, a rima que não é uma solução

ele pode voltar a brilhar

Daniel Thame

O Governo Federal  e o Governo da Bahia tem realizado grandes investimentos e empreendendo ações no Sul da Bahia  que, consolidadas nos próximos anos, darão um grande impulso à economia regional.

O Porto Sul, a Ferrovia Oeste Leste, a distribuição de gás natural do Gasoduto da Petrobrás através da Bahiagás, o novo aeroporto regional, a construção da Barragem do Rio Colônia e a implantação da Universidade Federal do Sul da Bahia demonstram claramente o compromisso da presidenta Dilma Rousseff e do governador Jaques Wagner em promover o resgate de uma região que deu imensa contribuição à Bahia e ao Brasil e que, há duas décadas, mergulhou numa grave crise, provocada pela decadência de um produto  que por quase um século foi a base de sua economia, o cacau.

É inegável que estão criadas as bases para que o Sul da Bahia possa se reerguer, gerando empregos e qualidade de vida para a população.

Mas, é inegável também que o cacau pode e deve dar sua contribuição nesse processo de desenvolvimento. Trata-se de uma cultura que, pelos recursos que tem potencial para voltar a movimentar e pelos empregos que gera em sua plenitude produtiva, não pode ser deixado de lado.

É nesse contexto que se faz necessária uma urgente tomada de posição dos órgãos governamentais, para que não sejam ainda mais penalizados os produtores endividados e sem condições de investir na retomada da produção. É preciso agilizar o andamento do PAC do Cacau, que passa pela renegociação das dívidas e a liberação de novos créditos.

O PAC trouxe avanços, mas é preciso desatar o nó que o tire do papel e torna realidade as propostas nele embutidas.

Além da falta de crédito, das questões climáticas e da difícil convivência com a vassoura-de-bruxa, o produtor ainda sobre com preços perversos, impostos pela indústria chocolateira, que força o preço da tonelada de amêndoas de cacau em inviáveis 800 dólares por tonelada, algo em torno de 65 reais a arroba.

As mesmas empresas que se recusam a adquirir o cacau produzido no Sul da Bahia, alegando falta de espaço para estocagem, mantém a importação de cacau da África e Ásia, afetando de forma danosa o produtor nacional, sem contar o risco de inserção de pragas desconhecidas, como se já não bastasse a vassoura-de-bruxa, a podridão parda e a ameaça assustadora da monilíase.

A retomada da produção de cacau no Brasil, a despeito de tantas dificuldades, está a exigir do Governo Federal uma ação no sentido de conter  a importação desenfreada de cacau, fazendo com que as empresas moageiras priorizem a produção nacional e elevando os preços a patamares que sejam um incentivo ao produtor, o que não ocorre atualmente.

O cacau não apenas faz parte da história do Sul da Bahia, como continuará sendo um fruto capaz de gerar riquezas, desde que não seja jogada a pá de cal em milhares de produtores, levando junto uma legião de trabalhadores rurais.

Chuva renova ânimo dos produtores baianos de cacau

A forte chuva que caiu nos últimos três dias em todo Estado, principalmente, no sul da Bahia, renovou a esperança dos agricultores e animou os produtores de cacau, já que a região vinha sofrendo com uma longa estiagem. A falta de chuvas estava causando a perda progressiva de floração, em algumas áreas de transição mais afastadas do litoral, o cacaueiro já estava começando a secar devido à falta de umidade no solo.

Para a safra intermediária, que começa oficialmente em maio, ainda não foram divulgadas previsões, em virtude da estiagem que estava impossibilitando qualquer avaliação de resultado. Grande parte do litoral baiano, onde se concentra a maior área com a produção de cacau, é também a região onde se espera o maior volume de chuvas. São esperados ao longo da semana, um índice de 125 mm de chuva, e isto deve melhorar a qualidade das plantações e aumentar o volume de colheita.

De acordo com o clima tempo, a máxima em Ilhéus, chega a 28º e mínima a 23º. O mesmo deve acontecer em Itabuna, que terá chuvas durante o dia e a noite e são esperados só para esta segunda-feira, 21, 23 mm de chuva. Fonte: Mercado do Cacau.

Chocolate em 2030: raro e caro como caviar

cá prá nós, o chocolate é bem melhor

As mudanças no solo da África, que responde por 72% da produção mundial de cacau, ameaçam o chocolate de extinção. A notícia foi publicada pela revista Superinteressante. “Em 20 anos, o chocolate vai ser como o caviar: tão raro e caro que as pessoas não vão poder comprar”, diz John Mason, diretor do Centro de Pesquisas sobre Conservação da Natureza (NCRC), sediado em Gana, segundo produtor mundial de cacau.

O problema é que hoje os produtores estão derrubando outras espécies para plantar apenas cacaueiro, que cresce melhor em florestas, à sombra de árvores mais altas. Dessa forma, a colheita de cacau aumenta a curto prazo, mas o solo acaba empobrecido com a ação do sol e a produção futura é comprometida.

 

O Sul da Bahia e a corda de caranguejo

 

Durante a abertura do III Congresso Brasileiro do Chocolate, que está sendo realizado em  Ilhéus, o secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles, fez um chamamento pela união de esforços em defesa da recuperação da lavoura cacaueira.

Com a experiência de quem preside a Confederação dos Secretários Estaduais de Agricultura e percorre o Brasil rural de ponta a ponta, ele afirmou que “essa é a região que tem a agricultura mais desunida do país, onde impera a picuinha. Chega de tanta lamentação e vamos trabalhar juntos para virar a página da crise”.

Salles ainda comparou a lavoura de cacau a uma corda de caranguejos, que quando desamarrada ninguém consegue se libertar, porque um quer passar por cima do outro.

Arrancou aplausos. Melhor definição, impossível.

Sul da Bahia: produtor de cacau propõe criação da ´Bunda Moles Fest´

Onde foi parar o cacau que estava aqui?

Cansado de ver a passividade de boa parte dos produtores de cacau diante da crise que se abateu sobre o Sul da Bahia, o produtor Dorcas Guimarães está fazendo uma proposta no mínimo inusitada: a criação de um evento nos moldes da Oktober Fest, em Santa Catarina. Para Dorcas, o nome da festa deve ser Bunda Moles Fest, referência nada sutil ao conformismo de seus colegas.

clique e leia o texto de Dorcas Guimarães:

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PRODUÇÃO DE CACAU: PARÁ QUER PASSAR O SUL DA BAHIA EM DEZ ANOS

Matéria veiculada na revista Dinheiro.

Não é nada, não é nada, e a Ceplac hoje é comandada pelo grande paraense Jay Wallace.

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A TERRA DA CASTANHA QUER SER DO CACAU

Por: Darlene Santiago

Como o Pará está se preparando para ser o maior produtor de amêndoas do País, dentro de dez anos

 

A castanha é um símbolo cativo do Pará, mas o Estado tem vocação para se tornar também a terra do cacau. O cultivo da amêndoa no Brasil passa por uma fase delicada e de incertezas principalmente na Bahia, o maior produtor do País, que enfrenta problemas sanitários por causa de pragas e doenças na lavoura. Com produção estagnada, importações de amêndoas e seus derivados em alta, e consumo crescente de chocolate, a indústria nacional tem ficado numa sinuca de bico para se abastecer de matéria-prima. É nesse cenário que desponta o Pará, acelerando o plano ambicioso de se tornar uma grande fronteira agrícola no cultivo do cacau. “A meta é dobrar a produção nos próximos oito anos”, afirma Hildegardo Nunes, secretário de Estado de Agricultura do Pará.

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Chocolates finos do Sul da Bahia estarão em Rodada Internacional de Negócios

Os chocolates finos produzidos no Sul da Bahia serão algumas das opções de compra para as mais de 100 empresas importadoras de 29 países que vão participar da Rodada de Negócios do XVI Encontro Internacional de Negócios (EINNE), que acontece de 23 a 25 de outubro, no Hotel Bahia Othon Palace, em Salvador. O EINNE integra as comemorações dos 40 anos do Sebrae e vai reunir em Salvador 223 empresas ofertantes dos nove estados do Nordeste.

O presidente da APC Cooperativa Agroindustrial de Cacau e Chocolate de Ilhéus, José Carlos Maltez, explica que o objetivo da participação no EINNE é apresentar o produto e possibilitar negócios a partir de 2014, quando a produção estará em uma escala propícia para exportar.

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GLOBO RURAL MOSTRA CRESCIMENTO DA LAVOURA DE CACAU NO PARÁ

Reportagem da revista Globo Rural revela expansão da lavoura cacaueira no Pará. Sul da Bahia pode ficar para trás.

 

Cacau volta à Amazônia

O Pará, Estado onde o cultivo cresce mais rápido no país, registra o triplo da produtividade da Bahia

por Luciana Franco | Fotos Ernesto de Souza

 

O Brasil, que nas últimas décadas viu a produção interna de cacau despencar, por conta principalmente da alta incidência do fungo que causa a vassoura de bruxa, ensaia um movimento de recuperação que já na safra atual pode somar 200.000 toneladas, uma alta de 17% em comparação ao período anterior. Além da retomada da safra na Bahia, que responde por 70% da colheita nacional, o Pará, que hoje se destaca como segundo maior produtor do país, tem grande potencial de expansão para a cultura. “É no Pará onde a produção mais cresce no Brasil”, avalia Thomas Hartmann, analista da TH Consultoria. Segundo ele, a Bahia tem grande importância histórica para o cacau, mas é no Pará que está o futuro da amêndoa. A importância da cultura é tão grande que o Estado já tem sua própria “capital do cacau”: o município de Medicilândia, situado às margens da Rodovia Transamazônica, onde 70% da população, estimada em 27 mil habitantes, reside na área rural.

Medicilândia conta hoje com 27 milhões de pés de cacau, ou 1.000 pés por habitante, e há mais de três décadas é o destino certo para quem quer se aventurar na produção da amêndoa. Com infraestrutura precária, economia em desenvolvimento e PIB per capita de R$ 4.300, o pequeno município, fundado em maio de 1989, parece ter as mesmas características da Ilhéus do início do século passado: terra boa e agricultores ávidos por riqueza. “Na década de 1970, desenvolvemos um programa para que o cacau retornasse à sua origem, que é a região amazônica, e foi elaborado um material híbrido altamente produtivo para ser cultivado no Pará”, diz Paulo Henrique Fernandes Santos, coordenador da área de pesquisa de cacau da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) de Altamira (PA).

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Arataca, minas e frutos de ouro

Conta a lenda, que o tempo e a falta de esperança estão tratando de manter viva apenas na memória dos moradores mais antigos, que em Arataca, pequena cidade da Região Cacaueira da Bahia, existe um veio de ouro que começa no pé da serra, corta uma parte da área urbana e termina exatamente no subsolo da Igreja Matriz.

A lenda conta ainda que tamanha riqueza permanecerá eternamente nas profundezas enquanto a igreja não for demolida, coisa que os padres que cuidam do templo nem cogitam fazer.

As sagradas paredes da Igreja Matriz e tudo de mais sagrado que ela abriga em seu interior não correm o risco de serem postos abaixo para que caçadores de fortunas arranquem do ventre do solo o ouro que, a julgar pela indiferença com que o assunto é tratado na cidade, só existe mesmo na imaginação.

Ou no desejo contido -e impossível de realizar- de que o tempo ande para trás.

E que a cidade reviva um tempo em que existia ouro e ele não estava sob o solo, mas brotava do solo.

Mais precisamente um “fruto de ouro” que atendia pelo nome de cacau.

Arataca, a exemplo de outras tantas cidades do Sul da Bahia, como Jussari, Santa Luzia, Camacan, Buerarema, Uruçuca, Coaraci, Itajuipe, Una e Ubaitaba viveu, sim, o seu ciclo de ouro.

Eram tempos, que hoje igualmente parecem lenda, em mesmo que a maior parte dos ganhos fizesse a riqueza nababesca dos produtores de cacau, o dinheiro circulava e, de uma forma ou de outra, todos se beneficiavam com aquele fruto fantástico, que exigia poucos cuidados e dava duas safras por ano.

Um ciclo de riqueza que parecia interminável e que uma doença fulminante chamada vassoura-de-bruxa tratou de encerrar com tons apocalípticos.

Em menos de uma década, o que era riqueza se transformou em pobreza.

Cidades cheias de gente e de vida, a exemplo de Arataca, viram a população diminuir, com o êxodo rural e a migração dos moradores para bolsões de miséria de Itabuna e Ilhéus, ou para o inexistente paraíso paulista, onde os potes de ouro das oportunidades de trabalho se tornaram cada vez mais escassos.

Nas fazendas semi-abandonadas, cacaueiros antes carregados de frutos valiosos, hoje exibem as cicatrizes da vassoura-de-bruxa, com seus galhos mortos e seus frutos podres.

A mata virou pasto e onde havia cacau, hoje há predominantemente gado. No quesito emprego, a conta é perversa: numa fazenda onde 30 trabalhadores cuidavam das roças de cacau, e ali viviam com a família, hoje trabalham apenas dois vaqueiros.

Numa situação dessas, não há mesmo como acreditar em potes de ouro no final do arco-íris e nem em minas de ouro sob o chão da Igreja Matriz.

Talvez dê para acreditar que exista, não apenas no papel mas também na prática, uma política de recuperação que, se não tenha o dom de transformar novamente o fruto em ouro, que pelo menos ofereça condições para que esse fruto, aliado a outros cultivos, à agroindústria e ao turismo sustentável, alavanque um novo ciclo, em que não dependamos de veios de ouro descendo das serras, nem nos atemorizemos com as bruxas e suas vassouras devastadoras.

 





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