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Equipes do SESI Bahia ajustam os robôs antes do embarque para competição nacional em SP

Delegação da Escola SESI Bahia que participará do Festival SESI Nacional Foto: Antônio Cavalcante/Coperphoto/Sistema FIEB
Em contagem regressiva para representar a Bahia no Festival SESI de Educação, as oito equipes de robótica da Escola SESI tiveram um último encontro preparatório, o Engaja SESI. Foi o último compromisso das equipes com seus técnicos, que correu neste final de semana, antes do embarque para São Paulo, no dia 4.3, em busca de uma vaga para o mundial de robótica educacional.
Experiência mão na massa, no Engaja SESI os estudantes experimentaram quase à vera o ambiente de competição que eles vão encontrar em São Paulo, encarando juízes e bancas de avaliação. Em jogo, treinar e aperfeiçoar o desempenho para garantir uma boa performance.
Ação da Liga SESI de Robótica, o Engaja SESI tem também o objetivo de conectar os estudantes de forma a usarem também a cooperação e o aprendizado coletivo, no espírito dos Core Values, que são os valores do torneio que vão além da competição. A ideia é promover um espaço de interação entre as equipes e permitir que os estudantes ampliem repertórios, compartilhem estratégias, estabeleçam redes de relacionamento e vivenciem, na prática, a cooperação como caminho para a inovação e para o aprendizado significativo.
Bahia é líder em investimentos no país em 2025, somando R$ 4,12 bilhões e superando São Paulo
A Bahia é líder em investimentos entre os estados brasileiros em 2025, com um total de R$ 4,12 bilhões desembolsados nas áreas social e de infraestrutura no período de janeiro a agosto, em valores liquidados. Em segundo lugar ficou São Paulo, com R$ 3,66 bilhões investidos. O ranking com os cinco estados que mais investiram nos dois primeiros quadrimestres do ano traz ainda Pará, que somou R$ 3,57 bilhões, Minas Gerais, com R$ 3,06 bilhões, e Goiás, com R$ 2,88 bilhões.
Os dados estão disponíveis no Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro – Siconfi, da Secretaria do Tesouro Nacional, que reúne informações oficiais fornecidas a cada quatro meses por todas as administrações fazendárias estaduais.
Trata-se da primeira vez em mais de uma década que a Bahia ultrapassa São Paulo, o mais rico estado brasileiro, no ranking dos maiores volumes de investimentos do país. Com um orçamento cinco vezes menor que o paulista, o governo baiano havia se consolidado na vice-liderança em valores absolutos investidos, sempre com São Paulo à frente.

Somando-se os R$ 16,08 bilhões investidos nos dois primeiros anos da administração do governador Jerônimo Rodrigues, maior volume já registrado nas últimas décadas por um governo baiano em sua etapa inicial de gestão, a Bahia já soma R$ 20,2 bilhões em investimentos desde 2023, de acordo com levantamento da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-BA).
Em Hortolândia, Jerônimo Rodrigues acompanha últimos ajustes nos trens do VLT do Subúrbio
O primeiro trem chegará a Salvador no início de dezembro

Mais uma etapa estratégica do cronograma de implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Salvador e Região Metropolitana teve início nesta quarta-feira (10): estão sendo realizados os últimos ajustes técnicos e operacionais, além da pintura e plotagem de um dos trens do novo modal. A atividade foi acompanhada de perto, na fábrica da Construcciones y Auxiliar de Ferrocarriles (CAF), localizada em Hortolândia (SP), pelo governador Jerônimo Rodrigues e uma comitiva de lideranças comunitárias do Subúrbio de Salvador.

“A CAF nos deu como garantia que, no dia 5 de dezembro, esse trem chegará em Salvador totalmente pintado, com um design em homenagem ao subúrbio e à Bahia. No dia 10 de dezembro, já começam os testes estáticos, móveis. Depois disso, por exigência dos padrões técnicos, a CAF precisa de seis meses para fazer os últimos testes, enquanto isso, a CTB conduz a montagem dos trilhos finais para que a gente possa transportar gente já no segundo semestre de 2026”, explicou Jerônimo Rodrigues.

Na unidade da CAF — empresa espanhola especializada na fabricação e manutenção de trens, VLTs e metrôs — os veículos passaram por intervenções específicas, incluindo restabelecimento técnico-operacional, modernização e substituição de componentes desgastados, renovação da pintura, plotagem e testes de performance. As modificações atenderam às exigências do projeto baiano desenvolvido pela Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), assegurando eficiência, segurança e plena compatibilidade com o sistema metroferroviário local.
Fotógrafo baiano lança livro-documentário sobre o povo em situação de rua
O fotodocumentarista Heitor Rodrigues, lança na próxima quarta-feira, dia 13, no Centro de Cultura João Gilberto, às 19 horas, em Juazeiro, norte da Bahia, seu terceiro livro documentário.
Com o título [às] Margens do Olhar, a obra traz imagens da realidade das pessoas em situação de rua dos municípios de Juazeiro (Bahia), Petrolina (Pernambuco) e São Paulo (capital).
O prefácio do livro é de autoria do agente social, o padre Júlio Lancelotti, pároco episcopal da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo. O trabalho teve concepção e captação de imagens há mais de dois anos.

“Venho acompanhando essas pessoas desde 2022; pessoas que estão à margem da sociedade e todos com grandes histórias. Vivenciar isso, foi muito impactante. Toda parte textual do livro são as histórias dessas pessoas”, revela o fotógrafo Heitor Rodrigues.
Em um trecho do prefácio, o religioso destaca a relação da fotografia com o afeto, o amor e a dor. “Que a foto seja o afeto, que o afeto seja fotografado, que a vida seja perpetuada no momento do amor, no momento da dedicação, no momento em que eles estão documentando a dor e o amor”, cita o padre Lancelotti em seu texto.
Waldomiro de Deus. De Itagibá para o mundo. Do mundo para Itagibá

Há cerca de 80 anos, um menino saiu no interior do Nordeste, subiu num pau de arara com a família e foi buscar uma vida melhor em São Paulo. Passou fome e frio, lutou muito, venceu e hoje é conhecido mundialmente.
Apesar das incríveis semelhanças, não é quem o leitor certamente está pensando.
O menino em questão é Waldomiro de Deus, nascido em Itagibá, cidadezinha acolhedora encravada nas bordas da região cacaueira da Bahia, num tempo em que o cacau gerava riqueza, mas não a dividia, como acontece hoje e acontecerá para todo o sempre. Sua família perambulou por Ipiaú, Gandu e Prado, no sul-baiano, até decidir embarcar para São Paulo.
Considerado pela crítica um dos três maiores pintores primitivistas do Brasil ao lado de Djanira e José Antonio da Silva, ele acaba de fazer uma exposição com 54 obras no recém-inaugurado Museu Brasileiro de Escultura (Mube) em São Paulo. A exposição, calorosamente saudada pela crítica, comemora os 60 anos de vida e os 44 anos da arte de Waldomiro.
Uma arte descoberta de maneira quase inverossímel (tudo em Waldomiro parece inverossímel, a começar pela sua autêntica ingenuidade). Trabalhando como jardineiro, aproveitava as frias noites paulistanas para pintar em pedaços de papel. Como pintava na hora em que deveria estar dormindo e dormia na hora em que deveria estar trabalhando, foi mandado embora.
Sem alternativa, resolveu expor seus trabalhos no Viaduto do Chá, um dos símbolos da Capital Paulista, já naquela época o Eldorado de milhões de nordestinos. A mão do destino pintou a tela de sua vida.
O marquês italiano Terry Della Stuffa passou pelo local, se apaixonou por aquela pintura ingênua e adotou Waldomiro, que ganhou casa, comida e, melhor, tempo de sobra e material a vontade para exercer sua arte.
O pintor de paredes que lia livros…
Daniel Thame
Recém saído do seminário (recém saído é um puta eufemismo para “expulso do seminário”), em 1977, vivia eu sem eira nem beira lá pelas quebradas de Osasco. Tempos difíceis, até que um anjo chamado João Macedo de Oliveira me abrisse as portas, não do céu, mas do jornalismo.
Num período de três meses, trabalhei como feirante e pintor de paredes. Serviço duro mas fodido como eu estava (dispensemos o eufemismo), era pegar ou largar, numa fase em que pão com mortadela com tubaína era equivalente a caviar, que a bem da verdade, até hoje nunca vi nem comi só ouço falar.
Deixemos o bolodório de lado e vamos ao ponto: trabalhando como pintor numa fábrica chamada Brown Boveri (puta que pariu, e não é que a memória as vezes funciona!) vivi uma situação digna do realismo mágico (ou seria realismo trágico?) digna de um certo Gabo.
Num momento de folga, lia eu um livro quando o chefe chega e pergunta:
-Rapaz você gosta de ler?
E eu, bobalhão que era, pensando numa promoção, respondi:
-Gosto sim, não abro mão de um bom livro. Leio muito.
A tréplica foi uma pincelada de ignorância:
-Quem lê livros é muito perigoso, pode colocar coisas na cabeça dos outros trabalhadores.
Uma semana depois eu fui promovido a desempregado!
O que por linhas (olha Gabo aí de novo!) me fez cruzar com João Macedo e fazer do jornalismo minha profissão de fé, de luta e de vida.
Quase 50 anos depois, continuo um leitor compulsivo e me tornei autor de cinco livros.
Continuo sendo um sujeito muito perigoso…
Primeiro lançamento público do livro Brasil: Nunca Mais acontece no Memorial da Resistência
Obra lançada em 1985 que denunciou as torturas do regime militar, lançará sua 43ª edição com programação e presença de parte dos heróis que driblaram a repressão

O Memorial da Resistência de São Paulo, museu da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, junto a Editora Vozes, realiza no dia 12 de julho, sábado, a partir das 14h, o evento “Brasil: Nunca Mais — 40 Anos”, em celebração às quatro décadas da publicação da obra que se tornou referência na luta pelos direitos humanos no Brasil.
Empreendido entre 1979 e 1985, o projeto Brasil: Nunca Mais é a mais ampla pesquisa já realizada pela sociedade civil sobre a tortura no Brasil durante a Ditadura Civil-Militar (1964–1985), partindo da análise de mais de 700 processos de presos políticos julgados pelo Superior Tribunal Militar.
Conduzido sob sigilo por advogados, jornalistas e defensores de direitos humanos, o trabalho resultou na publicação do livro homônimo em 1985, reunindo provas documentais irrefutáveis sobre as práticas de repressão e violência institucionalizadas pelo regime.

Quarenta anos depois, o primeiro lançamento público do livro acontece no Memorial da Resistência, que atualmente abriga a exposição temporária Uma Vertigem Visionária — Brasil: Nunca Mais, em cartaz até março de 2026.
A programação do evento inicia-se com uma visita mediada pelo curador da exposição, Diego Matos, seguida de uma mesa com convidados que participaram da redação e coordenação editorial do livro, com mediação do jornalista Camilo Vannuchi, que também apresentará seu novo podcast sobre a memória do projeto Brasil: Nunca Mais. O encerramento terá venda da edição comemorativa da obra (43ª edição) pela Editora Vozes, coquetel de confraternização e sessão de autógrafos do livro.
Fotógrafo Flávio Alvarenga expõe álbum na ExpoImage, maior feira de fotografia da América Latina
A fotografia baiana brilhou na ExpoImage 2025, maior feira da América Latina para fotógrafos e cineastas, realizada nos dias 25 e 26 de março, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. O evento, que reúne mais de 30 expositores e os principais nomes do setor, contou com a presença do fotógrafo Flávio Alvarenga, natural de Guanambi e radicado em Itabuna, um dos profissionais mais premiados da região.
Reconhecido por sua sensibilidade ao capturar momentos e narrar histórias por meio das imagens, Flávio Alvarenga teve um de seus álbuns expostos a convite da DreambooksPro, uma das maiores empresas de álbuns fotográficos do mundo, com sede em Portugal e filial no Brasil.
“Que alegria ver meu álbum exposto pela melhor empresa de álbuns do Brasil na ExpoImage! Obrigado pelo carinho, @dreambookspro “, comemorou Flávio em suas redes sociais.
Com um currículo de peso, Flávio Alvarenga soma mais de 300 prêmios nacionais e internacionais, sendo reconhecido por associações renomadas como Fearless, Inspiration e FineArt. Ele já foi indicado como fotógrafo revelação pela Inspiration Photographers (2016) e melhor fotógrafo do ano em 2020 e 2021. Além disso, conquistou o prêmio Photosíntese por dois anos consecutivos (2017 e 2018) e palestrou no Wedding Brasil, maior congresso de fotografia da América Latina.
Professoras da UESC lideram formação para equidade racial em Rio Claro-SP
A atuação das professoras Rachel de Oliveira e Flávia Alessandra de Souza, da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc),tem sido fundamental para fortalecer a educação antirracista no Brasil. No dia 24 de fevereiro de 2025, ambas protagonizaram uma formação essencial para docentes da rede municipal de Rio Claro-SP, abordando o papel da escola na promoção das relações raciais e na implementação da Lei 10.639/2003.

A iniciativa fez parte do projeto de extensão “Educação e Multiculturalismo: Formação para a Diversidade”, idealizado e coordenado pela Profa. Dra. Rachel de Oliveira (Departamento de Ciências da Educação- DCIE/Uesc), referência na área de educação e diversidade. Sua proposta visa capacitar educadores para desenvolverem práticas pedagógicas comprometidas com a equidade racial. Para esta formação em específico, a professora Flávia Alessandra de Souza, do (Departamento de Filosofia e Ciências Humanas –(DFCH/Uesc), conduziu as atividades de forma presencial, compartilhando seu vasto conhecimento sobre negritude e educação.
O evento reuniu professoras da Escola Municipal Isolina Huppert Cassavia (educação infantil), da Escola Municipal Jardim das Palmeiras – CAIC (ensino fundamental e Educação de Jovens e Adultos) e representantes da Secretaria Municipal de Educação de Rio Claro. A formação foi solicitada pela professora Luciana Arruda Luiz, coordenadora pedagógica do CAIC, com o apoio da diretora em exercício Georgina Aparecida de Oliveira Camargo e da coordenadora pedagógica Aryane Silva.
Compromisso com a Educação Antirracista
O pastor, as ovelhas e ´el Mensajero del Diablo´…

Daniel Thame
1981, Radio Difusora Oeste, Osasco. Nas emissoras do interior, a Equipe de Esportes é uma espécie de faz tudo. Cobre de eleição a velório. Carnaval, então, é quase uma obrigação.
E lá estávamos nós cobrindo o Carnaval, que em São Paulo é (ou era) nos clubes e não ao ar livre, como na Bahia.
-Pastor, se nós somos mensageiros do diabo o senhor é o que, devorador de ovelhas?












