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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: ‘cacau’

Cacau na Folha

Editorial do jornal Folha de São Paulo- 09/11/2015

Cacau mais doce

cacau (2)Mundialmente conhecida graças aos romances de Jorge Amado (“Terras do Sem-Fim” e “Gabriela, Cravo e Canela”, entre outros), a cultura do cacau da Bahia esteve ameaçada de subsistir apenas como um ente de ficção. A produção da amêndoa, que chegou a representar 4,2% das exportações brasileiras na Primeira Guerra Mundial, entrou em colapso nos anos 1990.

Enfermidade originária da região amazônica, a vassoura de bruxa devastou as plantações baianas. Os números são eloquentes: as 397.362 toneladas obtidas na safra de 1986/87 reduziram-se para 96.039 toneladas em 1999/00.

De grande exportador, o Brasil regrediu à condição de importador de cacau. Muitos produtores rurais foram à falência, e os desempregados encheram as periferias de Ilhéus e Itabuna. Plantações viraram pastagens, e a população de alguns municípios encolheu.

As tentativas de combater a doença com fungicidas não tiveram sucesso. A recuperação só começou após a substituição das árvores afetadas por clones e variedades mais resistentes, num notável esforço de pesquisa aplicada. Demorou, mas em 2012/13 a Bahia colheu 180.527 toneladas.

Agora, no início deste mês, o porto de Ilhéus voltou a exportar amêndoas em larga escala: 100 mil sacas, ou 6.600 toneladas. É uma notícia animadora, pois isso não acontecia desde 1999.

Contudo, não convém reviver um passado que a doença sepultou. Antes, a Bahia produzia uma matéria-prima de baixa qualidade, vendida a preços ínfimos.

Isso tem mudado. Os produtores brasileiros perceberam a importância de investir em frutos melhores, com aromas mais intensos, e na fabricação de chocolates finos. Vale a pena: uma tonelada de cacau fino pode alcançar US$ 8.000; o comum sai por um quarto desse valor.

Os produtores, por isso, começaram a despender mais nos tratos culturais e, sobretudo, reforçaram a qualificação dos empregados.

O custo da força de trabalho no Brasil é hoje bem mais elevado do que nos países competidores da África. Em compensação, o preço médio do produto nacional também é maior. Um bom sinal.

A civilização do cacau dos romances de Jorge Amado –conhecido na Alemanha como um “Balzac da selva”– desapareceu.

Os coronéis que comandavam centenas de trabalhadores não qualificados cederam lugar a pequenos produtores, preocupados em atender as expectativas de um mercado exigente. O sul da Bahia amargou anos sombrios, mas hoje seu cacau é mais doce.

editoriais@grupofolha.com.br

 

Rui inicia série de ações para impulsionar Sul da Bahia

rui hospital do cacau 1O programa Digaí, Governador! desta semana destaca várias ações do governo estadual para impulsionar o desenvolvimento na região sul da Bahia. “… [este] é um momento importante. Hoje eu estou aqui dando ordem de serviço [para] as obras do Hospital da Costa do Cacau [em Ilhéus], um equipamento moderno do tamanho que essa cidade merece”, enfatiza o governador Rui Costa, que esteve nesta segunda-feira (11) nesse município e em Itabuna.

Esta edição do Digaí, Governador! foi gravada diretamente da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), no município de Itabuna, onde Rui participou da inauguração das novas instalações no Campus Jorge Amado da instituição.

rui hospital do cacau 2“Aqui na região sul do estado nós temos projetos estruturantes como a ferrovia [de Integração Oeste Leste e] o Porto Sul”, ressalta o governador. O programa também aborda assuntos como a retomada da produção cacaueira na região, o Metrô de Salvador e viagens, no decorrer da semana, para entrega de obras e serviços – Rui também irá a Brasília nesta terça (10).

Saúde
Ao falar do Hospital da Costa do Cacau, Rui afirma que a unidade é para atender a toda região, não só aos moradores de Ilhéus. “… é um hospital regional e, junto com o hospital, nós vamos ter outro equipamento, a nossa policlínica, que é um consórcio de saúde”.

O governador diz que “hoje [esta segunda] eu pedi pela manhã para os prefeitos acelerarem o processo de aprovação [do consórcio] na Câmara de Vereadores para que eu possa assinar… Portanto, são dois equipamentos que vão qualificar o atendimento aqui, garantindo a saúde pública de qualidade no sul da Bahia”.

Itabuna
rui ufsb 1Em Itabuna, Rui assinou ordem de serviço para o início das obras da Barragem do Rio Colônia. De acordo com ele, a obra chegou a ser iniciada no governo Jaques Wagner, porém a empresa, com poucos meses após o início da construção, abandonou as obras. “Felizmente […] uma [nova] empresa vai cumprir o contrato e hoje se inicia a obra dessa importante barragem, que vai resolver o problema de abastecimento de água em Itabuna, além, evidente, de prevenir eventuais enchentes do rio”.
Produção cacaueira

rui barragemOutro assunto abordado é a retomada da produção de cacau no sul da Bahia. “Eu estou muito orgulhoso, muito feliz, de perceber e de constatar, em ver a imprensa nacional reconhecer, o esforço de todas as pessoas aqui da região, que têm trabalhado […] para retomar a produção do cacau [… e de] toda a cadeia produtiva”.
A ideia, como ressalta Rui, “é beneficiar, é produzir chocolate de alta qualidade para ocupar os principais mercados no mundo inteiro, deixando aqui na região um valor agregado muito maior. É como hoje o prefeito Jabes (Ribeiro, prefeito de Ilhéus) falava: uma saca de amêndoa de cacau é vendida por R$ 600. Um chocolate fino, na mesma proporção, [é vendido] por R$ 10 mil”.

Como explica o governador, o beneficiamento do cacau significa “mais riqueza e mais emprego na região, e esse é o nosso trabalho, e isso se soma a todos os projetos, eu diria, estruturados, que nós estamos fazendo aqui, da ferrovia, do porto, do novo aeroporto que vamos construir”. Ainda quanto ao desenvolvimento do sul baiano, Rui cita a consolidação da segunda universidade (a UFSB) na região – a primeira é a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).

Nesta terça (10), o governador estará em Brasília, com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, para tratar de assuntos como o Polo Industrial de Camaçari, o preço da nafta e a necessidade da Petrobras chegar a um acordo com as empresas para o fornecimento da nafta “para que possamos atrair novas empresas para a Bahia e consolidar os investimentos. Tudo que nós precisamos, nesse momento, é mais investimento, mais geração de emprego e melhoria da qualidade de vida das pessoas”, afirma.

O programa Digaí, Governador! é produzido pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), veiculado pela Rádio Educadora FM 107,5 MHz e reproduzido por vários veículos de comunicação. Está disponível na internet, pelo telefone 0800-071-7328, e no blog Digaí, Governador!, na página da Secom.

 

Sartre, Simone, Jorge e a eterna magia do cacau

Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitam uma fazenda de cacau em Ilhéus, no Sul da Bahia, ao lado de Jorge Amado, em 1961. Foto acervo Hermann Rhem da Silva.

Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir visitam uma fazenda de cacau em Ilhéus, no Sul da Bahia, ao lado de Jorge Amado, em 1961. Foto acervo Hermann Rhem da Silva.

Bancadas estadual e federal da Bahia levam problemas do cacau ao Congresso Nacional

bancada 1Os deputados estaduais Eduardo Salles, Pedro Tavares, Aderbal Caldas e Vítor Bonfim se reuniram na manhã desta segunda-feira (26) com o deputado federal Félix Mendonça Júnior, presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Lavoura Cacaueira, para alinhar a agenda de assuntos do cacau que precisam ser debatidos pelas bancadas baianas no Congresso Nacional.

“Nossa ideia é que todos os deputados federais, estaduais e senadores baianos se unam, de forma suprapartidária, para colocar os problemas da lavoura cacaueira em pauta”, disse Eduardo Salles.

Na semana passada, em reunião na Assembleia Legislativa com deputados e produtores, ficou acertado que deve ser criada na Casa a Frente Parlamentar do Cacau. A ideia é que Pedro Tavares seja o presidente e Eduardo Salles o vice-presidente.

No Congresso Nacional, as duas frentes pretendem tratar do drawback (isenção de imposto concedida a quem importa e processa o produto no Brasil para exportar posteriormente), aumento para 35% no teor mínimo de cacau no chocolate nacional, a questão do endividamento, tratar das barreiras fitossanitárias para evitar a entrada de pragas no país e a falta de liquidez enfrentada pelos produtores atualmente e outros assuntos.

Os parlamentares também vão solicitar audiências com a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro.

 

Audiência debate questões do cacau na Assembléia Legislativa

cacau ALO deputados estaduais se reuniram  com o grupo Somos Todos Cacau, no Plenarinho da Assembleia Legislativa da Bahia. A audiência debateu políticas para aumento de produção e qualidade, remodelamento da CEPLAC (Comissão Executiva Plano da Lavoura Cacaueira) e importação.

“Também voltamos a alinhar que nossa luta é por preço justo”, explica o deputado Eduardo Salles, que esteve presente na reunião.

Assim como acontece na Câmara dos Deputados, em Brasília, foi sugerida a criação da Frente Parlamentar do Cacau, para tratar especificamente de questões relacionadas à sua produção. Eduardo Salles foi indicado como vice-presidente e o deputado Pedro Tavares, como presidente.

Ainda durante a reunião, a ADAB (Agência de Defesa Agrecuária da Bahia), apresentou nota técnica para mostrar riscos fitossanitários da importação do cacau.

 

Bendito é o fruto do vosso ventre, amém

Bendito é o fruto do vosso ventre, amém

Trabalho sobre cacau é premiado em congresso de engenharia agrícola

cacau 13Um trabalho sobre cacau foi premiado durante o 44º Congresso Brasileiro de Engenharia Agrícola (Conbea), realizado na cidade de São Pedro (SP.) O evento é promovido anualmente e conta com a participação de estudantes, professores e profissionais de todo o país.

O professor Roger Luiz da Silva Almeida, do Departamento de Ciências Exatas e Naturais da Universidade Estadual do Sudoeste Baiano, campus de Itapetinga, apresentou o trabalho intitulado “Modelos de regressão para as características físicas do cacau em função de água e nitrogênio”. O trabalho foi premiado, a nível nacional, em primeiro lugar, como melhor resumo expandido. Em princípio, a investigação tinha por objetivo a análise de parâmetros que proporcionasse a produção de cacau no semiárido e, desta forma, maximizar a produção do fruto nesse tipo de clima.

No decorrer das observações, foi possível construir um modelo matemático de estimativa das características do cacau, como o peso do fruto, produção da quantidade de amêndoas, entre outras particularidades, por meio da dosagem de certa quantidade de água e nitrogênio.

Produtores de cacau participam de audiência na Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa

salles cacau 1A sessão desta terça-feira (1º) da Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia recebeu produtores de cacau de diversos municípios baianos para debater os problemas enfrentados pela cultura e elaborar pauta de reivindicação para ser entregue em audiência em Brasília. “Estou desde a última sexta-feira debatendo as questões da lavoura cacaueira e da cadeia produtiva do chocolate”, disse Eduardo Salles, que participou da apresentação da Passarela do Cacau, em Ilhéus, e da audiência pública ocorrida nesta segunda-feira (31), em Itabuna.

Eduardo Salles alega que não é contra o drawback, mas defende modificações. “Acho que precisa ser ajustado. Hoje prejudica os produtores. Não podemos abrir mão da indústria de moagem, que gera milhares de empregos em Ilhéus. É preciso que haja equilíbrio. Nossa bandeira é fazer o cacau voltar a ter liquidez”, declarou o deputado estadual.

salles cacau 2Proposta há 15 dias, a sessão teve como tema central o drawback, incentivo que permite às empresas importação de cacau sem o pagamento de tributos e taxas, mas também serviu para deputados, representantes da ADAB (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia), FAEB (Federação da Agricultura do Estado da Bahia) e CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) elaborarem pauta de reivindicações que devem ser encaminhadas aos ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Catarina Matos Sobrinho, da ADAB, mostrou preocupação em relação à importação de cacau. “É preciso o uso de novas tecnologias para incorporar o sistema de defesa e vigilância sanitária”, disse.

Juvenal Maynart, diretor regional da CEPLAC, enxerga avanços. “Conseguimos reestabelecer a esperança, mas precisamos reestruturar a cadeia produtiva”, comentou, alertando que seria necessário aumentar de 25% para 35% a quantidade de cacau no chocolate nacional.

“Esse índice (35%) é mundial, e poderia aumentar em até 100 mil toneladas a demanda interna”, acrescentou Maynart. A Bahia é o maior produtor de cacau e o Estado tem 110 municípios produtores.

Representante da FAEB, Guilherme Moura defende “critérios técnicos” para modificar o drawback. “O Brasil é signatário da OIT (Organização Internacional do Trabalho) e pode deixar de importar cacau de países africanos, acusados de utilizar mão de obra infantil”, explicou.

Na última sexta-feira (28), Eduardo Salles apresentou na ALBA Projeto de Lei que institui a política estadual de incentivo à produção de cacau de qualidade.

Audiência pública em Itabuna discute projetos para cacau e chocolate

cacau 13A Frente Parlamentar Mista em Defesa da Lavoura Cacaueira, da Ceplac e do Cacau Cabruca realiza audiência pública na Câmara de Vereadores de Itabuna, no próximo dia 31, segunda-feira, às 8 horas, para debater um tema que mobiliza toda a região: “Política de importação e exportação de cacau e seus derivados”. Em debate, como o governo vai ampliar o controle sobre o cacau importado para dar mais oportunidades de desenvolvimento ao produtor nacional e regional. E também como incrementará a produção nacional do chocolate.

“Esta nova política vai ajudar a transformar a realidade do mercado do cacau e a indústria de chocolate na região sul da Bahia”, observa o deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB-Ba), integrante da Frente e idealizador da audiência pública em Itabuna. A principal mudança, informa Davidson Magalhães, está em rever a forma como vem sendo praticado o drawback, para possibilitar harmonizar o mercado interno com as necessidades da indústria nacional. E formular novos caminhos e oportunidades para o desenvolvimento do mercado do cacau e derivados.

O deputado federal afirma que “é a primeira oportunidade de reunir todos os universos interessados, depois do governo nos garantir as mudanças na política de importação e exportação do produto”. Participam do encontro na Câmara de Vereadores de Itabuna representantes dos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura e Ceplac.

Cacau volta às verdadeiras terras do sem fim

cacau 13O investidor tcheco Dennis Melka, uma espécie de barão do cacau do século XXI, quer se lambuzar de Brasil. Dono de plantações que não têm mais fim na África e na América Central, Melka costura uma parceria entre sua empresa, a United Cocoa, e a suíça Barry Callebaut – maior processadora de chocolate do mundo, com faturamento na casa dos US$ 5 bilhões. Em pauta, a criação de uma joint venture para o cultivo de cacau na Região Amazônica – além do Brasil, o projeto se estenderia também por áreas do Peru e da Colômbia.

Melka já mapeou cerca de 500 mil hectares de terras com grande potencial para a plantação do produto nos estados do Pará, Amazonas e Acre. O investimento tem algo de épico. Além de sua extensão, o negócio representaria o retorno da indústria cacaueira nacional às suas origens.

Jorge Amado enraizou as plantações do sul da Bahia no imaginário coletivo do brasileiro, mas foi na Amazônia que tudo começou. Vêm de lá, mais precisamente das margens do Rio Amazonas, os primeiros registros de cacau em terras brasileiras.

Dennis Melka e a própria Barry Callebaut esperam colher no Brasil o cacau que está faltando no resto do mundo. Há uma crescente escassez da matéria-prima. Para este ano, o gap entre produção e demanda deverá bater na casa das 100 mil toneladas. O pior ainda está por vir: a projeção é que este déficit chegará a um milhão de toneladas em cinco anos. (do Relatório Reservado/Negócios & Finaças)

 

Responsável por dois terços da produção mundial, a África Ocidental sofre seguidamente com secas e pragas agrícolas. A própria Barry Callebaut está entrando no projeto com o objetivo de

garantir o suprimento de matéria-prima para as suas unidades de produção, incluindo duas processadoras de cacau na Bahia e uma fábrica de chocolate em Extrema/MG. . (do Relatório Reservado/Negócios & Finanças)





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