WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

maio 2026
D S T Q Q S S
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31  


:: ‘importação’

Governador Jerônimo Rodrigues discute impactos da queda no preço do cacau com produtores e prefeitos em Gandu

O governador Jerônimo Rodrigues se reuniu, nesta sexta-feira (30), em Gandu, com prefeitos, lideranças políticas e representantes de produtores rurais para discutir os impactos da queda no preço do cacau. Na ocasião, o grupo ainda articulou encaminhamentos voltados ao fortalecimento da cadeia produtiva e ao desenvolvimento regional.

O encontro contou com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de representantes do Governo Federal, que receberam um documento elaborado por produtores e gestores locais, com reivindicações relacionadas ao apoio à cadeia produtiva do cacau, além de investimentos em infraestrutura.


“Vivemos um momento de queda no preço do cacau que afeta diretamente a renda do produtor. Ouvimos as demandas, recebemos um documento com pontos importantes e já definimos encaminhamentos. Vamos nos reunir novamente até o fim da próxima semana, no meu gabinete, para aprofundar essas decisões com o governo federal, o Estado e os municípios”, afirmou o governador.

Durante a reunião, Jerônimo Rodrigues também autorizou ações na área de infraestrutura viária, incluindo a pavimentação de uma estrada pelo consórcio regional, voltada ao escoamento da produção e ao transporte de insumos. O governador destacou ainda a importância do diálogo institucional entre gestores públicos e representantes dos produtores para a construção de soluções conjuntas.

Fotos Amanda Ercilia GovBA

Quebra na safra da Bahia faz disparar a importação de cacau

cacau estioagenm 1(do Valor Econômico) – A falta de chuvas que se prolonga há nove meses no Nordeste já compromete mais uma safra de cacau na Bahia e tem levado a indústria processadora a aumentar as aquisições da matéria-prima no mercado internacional. Desde o início de 2016 até maio, as indústrias compraram no exterior – sobretudo de Gana, na África – mais de três vezes a quantidade de cacau importada em todo o ano passado, depois da quebra da safra principal de 2015/16 e do atraso na colheita do cacau temporão (do ciclo 2016/17) no Estado.

As processadoras receberam, até maio, 37 mil toneladas de cacau de fora do país, 3,5 vezes mais que todo o volume importado em 2015, de 11 mil toneladas, conforme levantamento feito pelo Valor no Agrostat, sistema de estatísticas do Ministério da Agricultura. Essas importações custaram US$ 116,9 milhões, 3,3 vezes mais que no mesmo período de 2015. No ano passado, as importações ocorreram apenas entre janeiro e maio, já que a safra abasteceu a demanda industrial no restante do ano.

O mesmo não deve se repetir neste ano. O estresse hídrico provocado pela seca na Bahia não apenas tem comprometido a produtividade das plantações como já matou uma parcela das árvores no Estado. Nos cálculos de Thomas Hartmann, diretor da TH Consultoria, de Salvador, os produtores baianos devem colher 42 mil toneladas de cacau temporão. Isso representa uma queda de 56% ante a última safra temporã no Estado, que somou 96 mil toneladas.

E essa produção escassa, cuja colheita já deveria ter começado em maio, só deve começar a chegar às portas das indústrias entre julho e agosto. Desde o início oficial da safra 2016/17, em maio, até 12 de junho, o volume de cacau da Bahia entregue às indústrias foi de 12,3 mil toneladas, 60% a menos que em igual período da safra passada.

Como se não bastasse a quantidade menor, a qualidade do cacau baiano também está pior. “O tamanho das amêndoas diminui na seca porque os frutos não se desenvolvem sem a umidade suficiente”, afirma Hartmann.

Vice-líder na produção nacional de cacau, o Pará não deve sofrer uma quebra de safra na mesma proporção, já que a região produtora do Estado começou a receber chuvas mais cedo que na Bahia. Porém, a TH Consultoria levantou que os “outros Estados” – categoria que exclui a Bahia e inclui o Pará — entregaram 78% menos cacau às indústrias desde o início nas seis primeiras semanas desta safra, totalizando 2,9 mil toneladas.

Para agravar o aperto entre oferta e demanda, a indústria estima que vai consumir um volume maior de cacau neste ano, mais uma vez apostando na demanda do mercado externo.

Eduardo Bastos, diretor executivo da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), acredita que serão moídas neste ano 230 mil toneladas da amêndoa no país, 4,8% mais do que no ano passado, quando foram processadas 219,332 mil toneladas de cacau. Com uma capacidade instalada de 250 mil toneladas, as indústrias operaram no ano passado com uma utilização de 88%.

Segundo Bastos, o aumento só será possível por causa da demanda internacional, que no ano passado absorveu cerca de 20% dos cerca de US$ 1 bilhão que a indústria gerou de derivados, como manteiga de cacau, além de líquor, pó e torta de cacau. “Este ano tende a crescer a fatia do mercado externo pela demanda em volume e pelo preço [dos derivados de cacau] em dólar, que está muito bom”, afirmou o diretor da AIPC.

De fato, as exportações de derivados de cacau já têm crescido neste ano. De janeiro a maio, os embarques de cacau em pó, manteiga e pasta de cacau já renderam US$ 150,4 milhões. Esse faturamento já supera o relativo aos embarques do mesmo período do ano passado e a receita necessária para as importações da matéria-prima, gerando um saldo de US$ 33 milhões da balança comercial do setor até o momento.

Para aumentar as importações de cacau, porém, a indústria está buscando outras origens além de Gana, que hoje é principal fornecedora da amêndoa do país. Segundo Bastos, a AIPC tem negociado com o governo a possibilidade de retirada do embargo criado há quatro anos que proibiu a importação do produto da Costa do Marfim. “Estamos trabalhando para reabrir este ano. Estamos conversando com o Ministério da Agricultura, a embaixada, o Itamaraty e os próprios produtores”, atestou.

 

12 mil toneladas de cacau de Gana desembarcam no Porto de Ilhéus

cacau desembarque

A primeira carga de cacau importado em 2014 está sendo desembarcada no Porto de Ilhéus, no Sul da Bahia.

São 12 mil toneladas de amêndoas procedentes de Gana, na África, e trazidas pelo navio  Sound Future.

Seis mil toneladas destinam-se à Nestlé, 3 mil à Barry Chalebaut e 3 mil à Cargill, que mantem fábricas processadoras em Ilhéus e Itabuna.

Criticada pelos produtores sul-baianos, a importação é considerada fundamental para manter o parque moageiro em atividade e evitar demissões de trabalhadores.

Porto de Ilhéus receberá mais 7 mil toneladas de cacau importadas de Gana

Nos próximos dias devem ser desembarcadas no Poro de Ilhéus mais 7000 toneladas de cacau importadas de Gana para as empresas Cargill e Nestlé.

A importação de cacau tem sido duramente criticada por produtores rurais do Sul da Bahia, que alegam concorrência desleal e afirmam que a produção nacional já atende as demandas das indústrias.

Além disso, existe o risco do cacau importado conter pragas que, liberadas no meio ambiente, podem afetar o cacau sulbaiano.

“Vamos mobilizar a região para evitar que as importações continuem, trazendo mais prejuizos aos produtores”, diz o presidente do Instituto Pensar Cacau, Águido Muniz.

Produtores rurais e trabalhadores se unem em defesa do cacau do Sul da Bahia

o cacau baiana no chão: chega de concorrência desleal

O protesto contra as importações de cacau, realizado na manhã de hoje no Porto de Ilhéus, conseguiu unir produtores e trabalhadores rurais, incluindo integrantes do Movimento Sem Terras (MST). Todos em defesa do fortalecimento do cacau produzido do Sul da Bahia, que hoje sofre a concorrência de amêndoas de má qualidade, oriundas da África e da Ásia.

Se a quantidade de pessoas foi menor do que a esperada pelos organizadores, em torno de 500 pessoas, o movimento pode ser o primeiro passo para uma ampla mobilização da sociedade organizada, que precisa deixar a omissão e a passividade de lado e mostrar capacidade de reivindicação e organização para que o cacau supere essa crise que ultrapassa a barreira de duas décadas.

assentado rural do MST protege o nosso cacau

produtor questina preço baixo

o grito em defesa do cacau

Isidoro Gesteira, do Sindicato dos Produtores, e José Higino, do Sindicato dos Trabalhadores: o diálogo é o melhor caminho

Fotos: Mauricio Maron

Protesto de produtores de cacau tenta impedir importação de amêndoas no Porto de Ilhéus

é preciso dar um basta às importações de cacau

Começa daqui a pouco a manifestação promovida por produtores de cacau do Sul da Bahia contra a importação de amêndoas da Africa e da Ásia. O protesto acontece no Porto do Malhado, onde estará sendo desembarcada uma carga com cinco mil toneladas de cacau provenientes de Gana.

Além da manifestação na região do sul da Bahia, os produtores residentes em Salvador que não puderem se deslocar até Ilhéus, estarão reunidos em solidariedade ao protesto, na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb), em Salvador.

O preço pago ao produtor de cacau no mercado interno está muito baixo, girando em torno de R$ 58,00 a R$60,00 a arroba no eixo Ilhéus – Itabuna. De acordo com os produtores, o valor está abaixo do custo de produção e isso está inviabilizando a permanência da cultura. Além disso, as indústrias não estão comprando amêndoas no mercado interno, deixando os produtores baianos com a carga estocada.

Produtores de cidades como Itajuípe, Santa Luiza, Itabuna, Ibicaraí, Camacan, Ibirataia e Ilhéus chegam ao porto de Ilhéus em caravanas que incluem ônibus cedidos por prefeituras municipais.

 

Produtores baianos realizam protesto contra importação de cacau

importação de cacau prejudica produtores baianos

Os produtores de cacau do Sul da Bahia vão realizar  no próximo dia 5 uma manifestação com o objetivo de barrar as importações de cacau. Está prevista para a próxima semana a chegada  de uma nova carga com 5.000 toneladas de cacau, originaria de Gana, na África.

A intenção é unir as instituições representativas da cacauicultura, todos os produtores de cacau e a sociedade civil organizada, no Porto do Malhado , para convencer as autoridades medidas emergenciais para controlar as importações de cacau.

A Bahia, nesta última safra 2012/2013 fechou com aproximadamente 137 mil toneladas, um recorde de produtividade. No entanto, grande parte da produção ainda está armazenada em depósitos, porque as indústrias não estão comprando as amêndoas, gerando assim, deságio sobre o preço na Bolsa e preço baixo no mercado interno. Esta semana a arroba do produto tem sido comercializada no eixo Ilhéus-Itabuna a R$58,00–60,00.





WebtivaHOSTING // webtiva.com.br . Webdesign da Bahia