:: 13/abr/2024 . 9:31
Um exemplo para Ilhéus

Cléber Isaac Filho
O Parque Marinho da Cidade Baixa, em Salvador, é um projeto que precisa ser exaltado e tenho divulgado em todos espaços que posso.
Em especial aqui no site Cacau e Chocolate coloco como exemplo para ser seguido por Ilhéus; cidade que não explora todo seu potencial de ser a cidade com a maior faixa litorânea (maior que do as de alguns Estados).
E em especial porque vai valorizar as comunidades tradicionais da região e não só o meio ambiente.
Segue transcrição de partes do projeto escrito pelo seu coordenador, o Professor José Rodrigues :
“Salvador possui aproximadamente 50 km de litoral, sendo boa parte desta extensão voltada para a Baía de Todos os Santos.
Trata-se aqui da área costeira situada no arco praial da Boa Viagem,cobrindo parte da sua bancada de recifes de coral e englobando o sítio do Naufrágio Blackadder (1905)….os feitos ambientais, sociais e econômicos serão de extrema importância para revitalização desta área da Cidade Baixa, como também, ofertando mais um equipamento público para o município como um todo.
… A necessidade de proteção de espécies ameaçadas (cavalos marinhos, corais, etc), sítio arqueológico e atenuação da degradação ambiental (poluição, pesca predatória, etc), nos conduzem a propor que a nova unidade de conservação também esteja na classe de proteção integral, o Parque Marinho da Cidade Baixa.
Juca Alfaiate, um craque que jamais será esquecido
Walmir Rosário
Durante um jogo no Maracanã estreava na arquibancada do maior estádio do mundo um
itabunense. Acostumado a assistir aos jogos no acanhado campo da Desportiva, a todo o
ataque dos times cariocas, levantava, fazia muitos gestos, o que perturbava os torcedores
localizados logo atrás. E eis que num determinado momento, ouve os torcedores gritando
“Fica quieto, Juca Alfaiate”. Olha ele pra trás e pergunta: “Você também é de Itabuna?”, e
o carioca responde: “Não sei onde é isso, mas é o nome que está estampado na sua
bunda”.
Alfaiate de mão cheia, José Correia da Silva, ou melhor Juca, ainda é considerado o maior
craque de Itabuna. E durante toda a minha vida nunca vi ou ouvi ninguém discordar, o
que nos faz crer que seja verdade firmada. Magro, educado, bem falante em tom médio,
foi quem vestiu os elegantes da cidade por muitos anos. E o seu marketing era estampado
por uma fina etiqueta em todas calças, paletós e camisas por ele confeccionadas.
Mas nessa crônica não nos vale muito a refinada profissão de Juca Alfaiate, e sim o seu
desempenho no futebol. Se na alfaiataria deixava os clientes elegantes, nas quatro linhas
do campo da Desportiva ou estádios alheios, o elegante era ele. Nos anos 1940/50 era
quem mandava nos jogos pelos clubes em que jogou, a exemplo do São José, São
Cristóvão, Grêmio, Associação e Flamengo, todos de Itabuna.
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