:: ‘Governo Federal’
MINHA CASA, MINHA VIDA. MAS, CADÊ MINHA LUZ?
Os 368 moradores que no dia 8 de dezembro de 2011 receberam as chaves dos apartamentos do Conjunto Residencial Nova Vida, em Itabuna, vivem um problema inusitado.
Mais de um mês depois de receberem os imóveis, poucos de atrevem a mudar, já que até agora a Caixa Econômica Federal não assinou o contrato com a Coelba para o fornecimento de energia elétrica.
Quem mudou para os novos apartamentos, é obrigado a viver a luz de velas, o que, convenhamos, não tem nada de romântico.
GOVERNO FEDERAL LIBERA MAIS R$ 3 MILHÕES PARA AS OBRAS DO CANAL DA AMELIA AMADO
O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, revelou ao deputado federal Geraldo Simões que nos próximos dias serão liberados mais 3 milhões de reais para a obra do canal da avenida Amélia Amado, em Itabuna.
Como já foram liberados R$ 7 milhões e 331 mil reais, a Prefeitura de Itabuna já recebeu R$ 10 milhões e 331 mil, de um total de 12 milhões e 364 mil reais. Simões manifestou ao ministro a importância da obra para Itabuna e ao mesmo tempo preocupação com a qualidade do serviço que vem sendo executado.
OBRAS DA FERROVIA OESTE-LESTE MUDAM A ECONOMIA EM 20 MUNICÍPIOS
O vai e vem dos caminhões e dos mais de dois mil trabalhadores fazem parte da construção do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste- Leste (FIOL). Desde o início deste ano, estão sendo feitas obras entre Caetité, no sudoeste, e Ilhéus, no sul do estado, distantes aproximadamente 537 km. Os quatro eixos de trabalho cortam 20 municípios.
De acordo com o vice-governador e secretário de Infraestrutura da Bahia, Otto Alencar, com a expectativa da chegada da ferrovia muitas mineradoras estão se instalando em Brumado. “Os investidores estão adquirindo áreas e fazendo prospecções de minérios de ferro no oeste. E claro, se vem economia, vem desenvolvimento social, capacitação, treinamento de mão de obra e emprego”, comemora.
Para o coordenador de Infraestrutura da Casa Civil do Governo do Estado, Eracy Lafuente, a FIOL é um vetor de transporte de cargas, que promove a oportunidade de desenvolver parques ligados aos grãos, minérios e etanol, três grandes cadeias que favorecem a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) e a descentralização da economia.
Aproximadamente 70 milhões de toneladas devem ser transportadas por ano pela FIOL – pelo menos 50 milhões corresponderão a minérios. “Hoje, o escoamento se faz por rodovias e cria um custo operacional em termos de transporte muito elevado. À medida que o custo diminui, a exportação é favorecida e é possível potencializar a produção”, conclui Eracy Lafuente.
Com investimentos estimados em R$ 6 bilhões, quando estiver em pleno funcionamento a estrada de ferro, com 1.500 quilômetros de extensão, vai interligar o Porto Sul, em Ilhéus, à ferrovia Norte-Sul, em Figueirópolis, no Tocantins.
Geração de emprego e renda
Atualmente, a atividade nas frentes de trabalho envolve a compactação de pedras, detonação dos espaços rochosos e nivelamento da área. Em diversos galpões, montados ao longo do trecho Caetité-Ilhéus, são fabricadas as aduelas – bueiros para escoamento de água – e os dormentes, suporte transversal do trilho.
Carpinteiro há onze anos, Noel Joaquim dos Santos Filho, 34, agora tem emprego fixo. “Desde que entrei na obra, há oito meses, já consegui reformar e ampliar minha casa. Aqui temos muitas oportunidades, inclusive com a possibilidade de trabalhar nas novas empresas que estão chegando”, afirma.
Edilson Ramos da Silva, de 30 anos, colocava o último concreto de uma das muitas galerias, que vão servir de base para o escoamento de água, instalada abaixo dos trilhos. O ajudante de pedreiro deixou para trás os trabalhos temporários de servente para ser um profissional da construção, com carteira assinada. “A ferrovia mudou minha vida e a dos meus colegas também, é aqui que estou construindo meu futuro” acredita.
As empresas de minério movimentam a economia em Brumado. Maria Dantas Porto, 45, recepcionista da Pousada Renascer, percebeu a mudança quando as vagas nos estabelecimentos da cidade ficaram escassas. “Não temos mais vaga até o mês de abril. Uma mineradora fechou um pacote com a gente para instalar seus funcionários. Em mais dois outros hotéis de médio porte, o mesmo aconteceu. Se continuar assim, ano que vem vai precisar de mais pousadas pra dar conta da demanda”, disse.
As obras são acompanhadas de perto pelos moradores. Genir Batista dos Santos, 69 anos, há mais de 50 mora em Barra do Rocha. Ele afirma que seu conhecimento da região ajudou na elaboração do projeto. “Eu falei para os engenheiros que o nível da água ia subir dois metros no trecho onde o trem iria passar, eles reavaliaram o projeto e mudaram”, garante.
Uma nova vida para famílias de Itabuna
O caseiro Fernando Pedroso Santos, 51, casado, um filho, morava num barraco às margens de um córrego no bairro Banco Raso, na periferia de Itabuna. Solange de Jesus Santas, 31 anos, garçonete, morava num único cômodo com os dois filhos, no bairro Califórnia. Aldeni Santana, doméstica, um filho, pagava 150 reais de aluguel numa casa de dois cômodos. A vida de Fernando, Solange e Aldeni está mudando graças ao programa Minha Casa Minha Vida, parceria do Governo Federal com o Governo da Bahia.
“Depois de tanto tempo, eu agora posso dizer que tenho a minha própria casa”, disse Fernando Pedroso. “Eu pagava aluguel e agora vou pagar 80 reais por mês numa casa que é minha”, afirmou Aldeni Santana. Solange de Jesus percorreu cada espaço do apartamento como se estivesse vivendo um sonho. “E é um sonho mesmo, mas um sonho que hoje se tornou realidade graças à presidenta Dilma e ao governador Jaques Wagner”, ressaltou.
Eles são três dos 368 moradores que nesta quinta-feira (8) receberam as chaves dos apartamentos do Conjunto Residencial Nova Vida, em solenidade realizada hoje em Itabuna, Sul da Bahia. O chefe de gabinete Edmon Lucas, que representou o governador Jaques Wagner, lembrou que a Bahia é o Estado brasileiro com maior numero de residências do Minha Casa Minha Vida, com 101 mil unidades entregues e 160 mil contratadas. “Com isso, estamos dando uma vida digna às pessoas, aliando a construção moradias a programas como Água para Todos, Topa, qualificação profissional e atração de empreendimentos que geram emprego e renda”, disse.
GERAÇÃO DE EMPREGOS
O deputado federal Geraldo Simões disse que “hoje é um dia histórico para centenas de famílias que passam a ter acesso à casa própria” e citou o empenho do governador Jaques Wagner em trazer uma Universidade Federal para o Sul da Bahia, com sede em Itabuna, e a construção de uma barragem que vai solucionar o abastecimento de água em Itabuna pelos próximos 100 anos.
De acordo com o superintendente regional da Caixa Econômica Federal, em Itabuna estão sendo construídas 3.900 unidadades do MCMV, com investimentos de R$ 180 milhões. Em todo o Sul da Bahia, são 25 mil imóveis, 8 mil deles já entregues, com recursos de R$ 1 bilhão e 130 milhões de reais. As obras de construção de moradias geram 25 mil empregos diretos.
Incra lança campanha nacional contra venda de lotes da reforma agrária
O Incra lança, nesta sexta-feira (25), a primeira campanha de mídia em nível nacional desenvolvida para coibir a prática ilegal de venda de lotes em assentamentos da reforma agrária. A apresentação do material será feita pelo presidente da autarquia, Celso Lisboa de Lacerda, durante entrevista coletiva que ocorrerá na sede do Incra, em Brasília (DF), às 15h.
A campanha, que será veiculada no período de 27 de novembro a 26 de dezembro de 2011, tem como protagonista o ator Osmar Prado. Além de um vídeo que será transmitido em TVs abertas e por assinatura, a ação de publicidade pública contará com inserções de peças publicitárias em revistas semanais, rádios regionais e portais da internet.
A ação de marketing do Incra produziu ainda material informativo para assentados e acampados. Com o mote: “Reforma Agrária: esta conquista não está à venda”, a campanha produziu cartazes e folders para serem distribuídos entre os beneficiários do programa de Reforma Agrária do Governo Federal. Outro objetivo da iniciativa é trabalhar a nova imagem institucional do órgão, enfatizando a seu papel na democratização do acesso à terra contribuindo par aa erradicação da miséria no Brasil.
Em todo o Brasil quase um milhão de famílias vive em 8,7 mil assentamentos atendidos pelo Incra. De janeiro a outubro deste ano o Incra vistoriou 21.287 lotes situados em 13 estados e no Distrito Federal.
FINANCIAMENTO DE 100% NA MENSALIDADE DAS FACULDADES PARTICULARES
O novo Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (Fies) passa a financiar até 100% das mensalidades nas faculdades particulares do curso escolhido e os universitários terão um período de até 18 meses para começar a pagar o Fies. Os juros também foram reduzidos para 3,4%, ao ano. Para ter direito ao financiamento, torna-se obrigatório a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e pagar trimestralmente R$ 50, para manutenção do contrato.
O financiamento permite ainda que os discentes dos cursos de Medicina e Pedagogia possam efetuar o pagamento mediante prestação de serviços ao governo. Para a graduação estar autorizada a oferecer o benefício, é necessário ter aprovação no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes), conduzido pelo Ministério da Educação (MEC).
Geraldo Simões “agricultura familiar combate miséria”
O deputado federal Geraldo Simões fez um pronunciamento em que destacou importância da Agricultura Familiar para o desenvolvimento do mercado interno, melhoria da condição de vida da população do interior, particularmente a rural e combate á fome em todo o mundo.Levantamentos recentes apontam que cerca de um bilhão de pessoas passam fome cotidianamente, praticamente o mesmo número dos que passam fome crônica, ou seja, nunca consomem o suficiente para suprir suas necessidades e quase 280 milhões de crianças até 5 anos estão desnutridas.
No entanto, mais da metade dos alimentos consumidos no mundo são produzidos pelos pequenos agricultores, basicamente através da agricultura familiar. Com relativamente pequeno investimento, a produção da agricultura familiar será suficiente para atender a demanda de alimentos, gerando mais renda ao agricultor e incluindo-o no mercado.
De acordo com Simões, “o estímulo à agricultura familiar é benéfico em diversos aspectos. Em primeiro lugar, permite a melhoria das condições alimentares dos pequenos agricultores, que destinam parte de sua produção para o consumo próprio. Em segundo lugar, permitem a permanência das famílias rurais no campo, evitando a emigração em busca de alternativas de vida”.
BRASIL LIDERA RANKING DE COMBATE À FOME
O Brasil lidera pela terceira vez o levantamento da organização não governamental (ONG) ActionAid, divulgado hoje (10), que lista os países que mais combatem a fome. Desta vez, o anúncio de mais investimentos para a agricultura familiar levou o Brasil ao topo do ranking. Malauí, Ruanda, Etiópia e Tanzânia completam as cinco primeiras posições.
O relatório lista resultados do Programa Fome Zero, que levou à redução da desnutrição infantil em 73% entre 2002 e 2008, e elogia a inclusão do direito à alimentação na Constituição Federal em fevereiro de 2010.
A iniciativa mais recente do país no combate à insegurança alimentar, segundo a ONG, foi o anúncio de R$ 16 bilhões para o Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012, para investimentos na produção de alimentos, geração de renda no campo e organização econômica de agricultores familiares, assentados da reforma agrária e povos e comunidades tradicionais.
Ceplac lança Projeto Renorbio
Projeto de pesquisa da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), inserido na Rede Nordeste de Biotecnologia (Renorbio) – Rede de Cacau do Renorbio – Vassoura-de-Bruxa –, será lançado, oficialmente, às 9 horas desta sexta-feira (9) no auditório Hélio Reis de Oliveira, do Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec). O projeto abrange os principais aspectos genéticos para controle da doença vassoura-de-bruxa.
A pesquisa foi estruturada para contemplar abordagem de combate à doença – causada pelo fungo “Moniliophtora perniciosa” –, que reduziu a produção brasileira de cacau de 400 mil toneladas, ao final da década de 80, para menos de 100 mil toneladas em uma década. O projeto obteve recursos de R$ 6 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), e do próprio Ministério da Agricultura.
O fundo tem R$ 4 milhões do MCT e contrapartida de R$ 2 milhões do Mapa, através da Ceplac. Além da Ceplac, o projeto envolve a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Recursos Genéticos e Biotecnologia (Embrapa/Cenargen). O evento terá a presença do secretário de Agricultura da Bahia, Eduardo Salles.
























