:: ‘Marco Lessa’
Encontro discute turismo pós-pandemia na Costa do Cacau

No “novo normal”, será tendência a busca por destinos e segmentos que ofereçam segurança sanitária, sem aglomerações de pessoas, proporcione experiências autênticas e contato com a natureza ao turista. Neste cenário, o Turismo Rural surge como estratégia de desenvolvimento do turismo na recuperação após a pandemia.
Para a Costa do Cacau, assim como para outros destinos turísticos do Estado da Bahia que possuem ofertas de recursos naturais, o momento traz uma oportunidade de melhor trabalhar o potencial desses atrativos, através da simplicidade, belezas, riqueza cultural e tranquilidade da vida no campo.
Para enriquecer o debate, a Eixo 4 – Soluções Inteligentes convidou quatro profissionais renomados, Claudiana Figueredo, Marita Moura, Gerson Marques e Marco Lessa, que irão abordar pontos fundamentais relacionados ao tema, enfatizando os desafios e oportunidades do Turismo Rural, que surgem com a atual crise mundial.
A Webinar será nesta terça-feira, dia 26 às 17h00, e acontecerá na Plataforma Zoom.
Colecionador de prêmios, cacauicultor João Tavares participa de live do Chocolat Festival

O melhor chocolate que a Rainha Elizabeth II declarou já ter provado foi o brasileiro Aquim Q0, feito com cacau do baiano João Tavares. O produtor, que tem fazenda em Uruçuca, no Sul da Bahia, acumula diversos prêmios, entre eles dois como melhores amêndoas de cacau do mundo, o International Cocoa Awards, concedido no Salon du Chocolat de Paris.
Tavares fornece suas cobiçadas amêndoas para grandes nomes internacionais da gastronomia, a exemplo do francês Alain Ducasse, chef com o maior número de estrelas Michelin acumuladas. Ducasse utiliza as amêndoas produzidas pelo baiano na sua Le Chocolat, considerada a meca do chocolate na França..
É com João Tavares que conversa o empresário Marco Lessa na live promovida pelo Chocolat Festival nesta quinta-feira (21). O encontro virtual traz as raízes e a trajetória de sucesso do produtor e acontece às 17h no perfil @chocolat.festival.
Chocolat Festival traz lições inspiradoras para motivar o setor

Do zero ao maior evento de chocolate do Brasil: trajetória, desafios, superações e perspectivas para o futuro pós pandemia do Covid-19. Esse será o tema da primeira live promovida pelo Chocolat Festival e conduzida pelo idealizador do evento, o empresário Marco Lessa.
A live acontece na próxima quinta-feira (7), às 15h, no perfil @chocolat.festival do Instagram e oferece um panorama atual para quem trabalha ou deseja trabalhar no segmento de chocolate e cacau. Entre Bahia, Pará e São Paulo, o Chocolat Festival soma 19 edições promovendo toda a cadeia produtiva, desde o pequeno produtor de cacau até as marcas industriais e artesanais de chocolate bean to bar (feito da amêndoa à barra).
Na apresentação ao vivo, Marco Lessa, conhecido por alguns como Mr Chocolate, anunciará o lançamento de uma plataforma de vendas que reunirá marcas de chocolate de origem e bean to bar de diversas regiões do País, além de outros projetos inéditos para beneficiar o setor.
Marco Lessa, o chocolate de origem, do Sul da Bahia para o mundo

Criador do Chocolat Bahia, em Ilhéus, maior evento do gênero no país, que deu origem ao Chocolat Amazônia e ao Chocolat São Paulo, transformando o Sul da Bahia de produtor de amêndoas em produtor de chocolates finos, o empreendedor Marco Lessa encara um novo desafio.
Ele acaba de implantar uma base operacional em Braga, Portugal. O objetivo é abrir novos mercados para o cacau e chocolate de origem na Europa e Ásia, onde o consumo de produtos de qualidade não para de crescer. Para este ano, já está prevista a versão portuguesa do Chocolat Festival, com a presença de marcas da Bahia e do Pará.
Numa entrevista ao site Cacau&Chocolate, Marco Lessa revela como foram os primeiros passos na implantação de um projeto que, 11 anos depois, contribuiria para que o Sul da Bahia atingisse 70 marcas de chocolates de origem, comercializadas no Brasil e no Exterior.
“O polo chocolateiro é um caminho sem volta, que abre um novo modelo socioeconômico para a região. Não vamos perder a capacidade de sonhar, realizar, pensar grande”, afirma.
Veja a entrevista completa em www.cacauechocolate.com.br
Chocolat Bahia 2019 consolida polo chocolateiro e impulsiona economia

O maior evento de cacau e chocolate da América Latina. Assim pode ser definido o Chocolat Festival 2019, encerrado neste domingo (21), em Ilhéus. Realizado com o apoio do Governo do Estado, o festival reuniu cerca de 60 mil pessoas e movimentou aproximadamente R$ 15 milhões em negócios, reunindo 170 expositores e mais de 70 marcas de chocolate.
O festival possui características únicas como produção de chocolate, mel de cacau, nibs, cauchaça, creme de, cacau caramelizado, sabonetes de cacau, etc; e uma estrada temática, a Estrada do Chocolate, com fazendas centenárias, fábricas de chocolate, natureza exuberante.
O coordenador do Chocolat Festival 2019, Marco Lessa, destacou que “os resultados superaram todas as expectativas, numa demonstração de que os consumidores passam a valorizar o chocolate de origem. Tivemos muitos lançamentos de produtos, com diversidade e inovação, que atraíram pessoas da região e de outros estados”. Ainda para Marcos, “é importante conscientizar os cerca de 30 mil produtores de cacau, que sustentaram a economia sulbaiana durante décadas, de que eles podem se restabelecer dentro de um novo conceito, que é o chocolate de origem. Dessa maneira, iremos retomar, em bases sólidas e sustentáveis, o caminho do desenvolvimento”.
O Governo do Estado também marcou presença no festival com os estandes do Centro Público de Economia Solidária (Cesol) Litoral Sul,com produtos de empreendimentos solidários e destaque para o lançamento do creme de cacau Cacauela; a Bahia Cacau, uma cooperativa que já que comercializa chocolate e derivados no mercado paulista, a fábrica-escola do Chocolate do Centro Estadual de Educação Profissional Nelson Schau, com a instalação de uma planta industrial em que os alunos produziram chocolates e derivados de cacau, além da retomada as atividades da Câmara Setorial do Cacau, que define de ações conjuntas para o desenvolvimento da cadeia produtiva do cacau.

Chocolate e retomada do desenvolvimento

Marly Brito
A empreendedora Marly Brito destacou que “a cada ano, o festival abre a possibilidade de novos negócios e incentiva a criação de novos produtos derivados de cacau”. Gerson Marques, que produz chocolates e também atua na área de turismo rural, ressaltou que “as vendas diretas aumentaram e também os acordos comerciais com parceiros da Bahia e de outros estados, consolidando a qualidade e o potencial do chocolate, além de criar um novo atrativo para o setor turístico”.
Para Leo Maia, que aproveitou o evento para lançar o chocolate branco com nibs de cacau, “esse é um mercado que exige sempre inovações capazes de cativar e atrair novos consumidores. As vendas foram ótimas”. Fernando Modaka, um dos pioneiros na produção de chocolate de origem, disse que “esse movimento que estamos vivendo no Sul da Bahia é fantástico, agrega valor o nosso principal produto, o cacau, tornando a região conhecida pelo chocolate de qualidade”.

Cristiano Vilela
A difusão de novas tecnologias também tem sido uma das tônicas do festival. O diretor executivo do Centro de Inovação do Cacau, da Universidade Estadual de Santa Cruz, Cristiano Vilela destacou que “o Sul da Bahia passa por um processo de modernização e valorização do cacau e na qualidade do chocolate”. O vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado da Bahia-FAEB, Guilherme Moura, avaliou que “o Festival do Chocolate já se tornou uma referência no Brasil com sua característica única de unir produção de cacau e de chocolate, além de impulsionar toda a revitalização cadeia produtiva e movimentar a economia”.
Além da comercialização de chocolate e outros produtos o festival contou com eventos como Cozinha Show, ChocoDay, Ateliê do Chocolate, Cozinha Kids, Espaço Cutural do Cacau, com apresentação de artistas regionais, exposição História do Cacau, palestras, workshops e o Fórum Brasileiro do Cacau, com foco na sustentabilidade e avanços tecnológicos.

O Chocolat Bahia – 11 ° Festival Internacional do Chocolate e Cacau contou com a parceria do Governo da Bahia, através das secretarias do Turismo, do Desenvolvimento Econômico, da Agricultura, do Desenvolvimento Rural, CAR, e apoio financeiro do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura, assim como da Prefeitura Municipal de Ilhéus, Sebrae, Governo do Pará, Banco do Nordeste, Bahiagás, Sicredi e Chocolates Harald. O evento também tem apoio institucional da CEPLAC, Instituto Biofábrica, UESC, GAP, entre outras instituições. O Chocolat Bahia é uma realização da MVU Eventos.
Bahia se reinventa com produção de Chocolate de Origem

“Tivemos de demitir todos os 120 funcionários e fazer financiamentos na tentativa frustrada de recuperar totalmente a lavoura. Perdi alguns imóveis e uma fazenda. Jamais vivemos algo como a vassoura-de-bruxa, foi uma coisa altamente desastrosa”. Exatos 30 anos depois do surgimento do fungo que dizimou as plantações de cacau no Sul da Bahia, o cacauicultor Fernando Botelho, 77, celebra o crescimento da sua marca de chocolate e outros derivados do cacau orgânico, a Modaka, e se prepara para participar da 11ª edição do Chocolat Bahia Festival, que acontece em Ilhéus, de 18 a 21 de julho. O evento, hoje considerado o maior do setor no Brasil, teve um início modesto, com apenas quatro marcas nacionais. Este ano, 70 produtores de chocolate de origem, de um total de 170 expositores, ocuparão o pavilhão de feiras do Centro de Convenções da cidade.

Patrícia e o pai, Fernando Botelho, da Modaka: da crise à reinvenção || Foto Caixa Colonial
A crise que abateu a cacauicultura na região em 1989 levou os produtores a buscar alternativas. “Começamos a fazer polpa e geleia de cacau na cozinha da minha mãe”, conta a engenheira Patrícia Viana Lima, 50 anos, filha de Botelho e Chocolate Maker da Modaka. O nome faz referência ao doce do deus hindu Ganesha, símbolo de prosperidade e força no rompimento de obstáculos. Desde 2012, é na única fazenda que restou à família Viana Lima, no município de Barro Preto, Sul da Bahia, onde se produz o cacau 100% orgânico que dá origem aos nibs, amêndoas crocantes e chocolates certificados nacional e internacionalmente.

Lessa idealizou o Chocolat Bahia e produz chocolate || Foto Valter Pontes/Coperphoto-Fieb
O beneficiamento da amêndoa foi a saída encontrada para a derrocada da produtividade. “O Chocolat Festival surgiu justamente para fomentar a profissionalização desse novo mercado que, em 2008, surgia ainda timidamente na região e hoje está em plena expansão. Há 11 anos reunimos consumidores, especialistas e produtores nesse evento, uma grande oportunidade para discutir a industrialização, a verticalização da produção e, consequentemente, a melhoria da qualidade das amêndoas de cacau selecionado e produto final elaborado”, pontua o empresário Marco Lessa, idealizador do festival, eleito em 2016 e 2018 uma das 100 personalidades mais influentes do agronegócio no Brasil.
Produção de cacau para chocolate fino aumenta no Brasil

(Valor Econômico)- Todos os alimentos têm histórias e sabores particulares, e, exceto por uma lista restrita de produtos como vinho, cachaça e alguns queijos, raramente os consumidores conectam as duas pontas. Essa distância existe no mundo do chocolate, mas, no Brasil, uma nova leva de empreendedores quer trocar esse disco e “reconectar” a produção nacional de cacau com a capacidade de produção de chocolates finos e de qualidade.
“Hoje você não sabe qual a origem do cacau, se é brasileiro, baiano, africano. Mas é possível ter um chocolate de origem se tiver rastreabilidade, quando você pode identificar de onde vem a amêndoa, e, principalmente, se tiver um percentual elevado de cacau na sua composição”, diz o empresário Marco Lessa.
Fundador da ChOr, que fabrica chocolates com alto teor de cacau produzido na Bahia, Lessa também é um dos principais expoentes da nova “cena chocolateira” brasileira. Já organizou festivais com empresas como a sua em Ilhéus, Belém e, no último mês, também em São Paulo.
Olhares mais atentos e bolsos mais cheios já notaram que as prateleiras de lojas em grandes centros urbanos como São Paulo estão começando a ser ocupadas por esses chocolates, que muitas vezes não têm só mais cacau, mas também a identificação da região de produção e até do agricultor responsável.
Trata-se, como reconhecem os próprios empreendedores, de um mercado de nicho. Mas eles acreditam que essa pode ser a solução para uma nova fase de crescimento da cacauicultura no Brasil, que perdeu o posto de maior produtor do mundo na década de 1990 ante os estragos causados pela vassoura-de-bruxa.
Festival em São Paulo amplia visibilidade do cacau e chocolate do Sul da Bahia
O Chocolat Festival de São Paulo, com a participação de expositores de todo o país, apresentou, no último final de semana, a expertise da produção de amêndoa de cacau e chocolate de qualidade, alinhada às inovações do segmento que mais cresce devido ao grande valor agregado aos produtos. Do Sul da Bahia, 17 produtores de cacau e chocolate contaram com o apoio do Sebrae em Ilhéus para participar do evento, que antecipa o Festival Internacional do Chocolate, em Ilhéus, previsto para o período de 18 à 21 de julho.
O coordenador do evento, Marco Lessa destacou que o festival foi o primeiro a acontecer no ano, com uma grande estrutura e a presença de cerca de 120 expositores da Bahia. “Foi uma prévia do que vai acontecer em Ilhéus, quando estão previstos novos chefs de cozinha internacionais, a visita de chocolateiros de São Paulo, que vai refletir no aumento do turismo regional”, afirmou.
Da região Sul da Bahia, mais de 40 marcas de chocolate de origem foram expostas no Festival, marcando um grande momento de expansão e consolidação do cacau e chocolate de qualidade no Sul do Brasil. O resultado é fruto de parcerias institucionais, a exemplo do Sebrae, que a através do projeto Derivados de Cacau e Chocolate, tem contribuído com a promoção de pesquisas de análise setorial, que comprovam demanda de mercado para amêndoa premium, com a perspectiva para a produção e comercialização do entre os produtores da região.
Chocolate de origem do Sul da Bahia conquista consumidores de São Paulo

Na semana que antecede a Páscoa, com a tradição dos ovos de chocolate, São Paulo recebeu o Chocolat Festival, realizado de sexta a domingo na Bienal do Ibirapuera. O evento que teve o apoio do Governo da Bahia, recebeu cerca de 20 mil pessoas e gerou R$ 5 milhões em negócios, abrindo um novo e importante mercado para o chocolate de origem produzido no Sul do Estado. O setor cresce 30% ao ano, com uma enorme demanda, em função da qualidade e com teores de amêndoas que variam de 50% até 100% de cacau, num produto de grande valor agregado.

“A avaliação é altamente positiva. Passamos três anos planejando o festival e como o cacaueiro também frutifica em três anos, chegou o momento de expandir e consolidar o chocolate de origem afirmou o coordenador do evento Marco Lessa”. “As marcas chegam a São Paulo de forma madura, com qualidade, embalagens atraentes”. “O resultado disso é que muitos consumidores disseram que não precisam mais comprar produtos premium da Europa, o que demostra a potencialidade dos nossos produtos como negócio sustentável”, disse.
Durante três dias, além da Feira do Chocolate, com mais de 40 marcas de origem do Sul da Bahia, o festival teve atividades como o Fórum do Cacau, Biofábrica de Cacau, Cozinha Show, Bean to Bar (da amendoa ao chocolate), ChocoDay, Ateliê do Chocolate e Cozinha Kids, um espaço especial para degustação e elaboração de chocolates, que fez a alegria das crianças.
ATRAÇÃO DE NOVOS MERCADOS



Gerson Marques, que produz o Chocolate Yrerê e também atua no setor de turismo rural, destaca que” Como primeiro festival em São Paulo do chocolate de origem da Bahia, ele cria condições para futuros eventos. Os produtores estão muito satisfeitos com a exposição e as vendas realizadas e as perspectivas de novos negócios”. “Um sucesso de público e de negócios. Estamos chegando com força onde sonhamos e trabalhamos pra isso, que é o mercado paulista, que também pode ser a porta de acesso ao mercado internacional”, disse Henrique Almeida, do Chocolate Sagarana.


Marly Brito, que produz um mix de café, cacau e chocolate, destacou “recebemos muita visitação durante os três dias e comercializamos a totalidade dos produtos, além de garantir vendas futuras”. “Essa é uma oportunidade de aproximar o chocolate de qualidade do público paulista, que passa a perceber de um produto de origem com alto teor de cacau para o chocolate comum”. Helen Schaly, da Conschá Chocolate, que é produzido numa unidade na própria fazenda, em Itacaré. Já Leo Maia, do Chocolate Maia, afirmou que “foi muito proveitoso, com um ótima aceitação para nossos produtos, especialmente o mel de cacau, que é o nosso carro chefe”.

Em junho, acontece em Ilhéus, o Festival Internacional do Cacau e Chocolat, o Chocolat Bahia, considerado o maior evento do gênero no país, que movimenta os setores de agroindústria, comércio, lazer, serviços e turismo.













