:: ‘Festival Internacional do Chocolate e Cacau’
Rui Costa participa do Festival Internacional do Chocolate em Ilhéus

A abertura da 11ª edição do Chocolat Bahia – Festival Internacional do Chocolate e Cacau, em Ilhéus, contou com a presença do governador Rui Costa na tarde desta quinta-feira (18). Realizado no Centro de Convenções do município, o festival tem a participação de 170 expositores e reúne 70 marcas de chocolate de origem.

“Cada vez que venho ao evento, eu fico mais entusiasmado e otimista. Ele representa o ressurgimento da economia do cacau. Estamos saindo daquela lógica de exportar o cacau in natura para agregar valor. É impressionante a qualidade e a diversidade de produtos. Também já temos garantida a presença do estado na feira do chocolate de Paris”, afirmou Rui.

Considerado o maior evento de chocolate de origem do Brasil, o festival segue até o próximo domingo (21). “A expectativa é de mais de 60 mil pessoas em quatro dias de evento. É um público de todo Brasil e do exterior. O primeiro dia já é um sucesso absoluto. Estamos felizes com o resultado alcançado e, principalmente, porque conseguimos agregar valor na produção de cacau e colocar essa região no patamar que ela sempre esteve: de referência mundial na produção de cacau, chocolate e turismo”, explicou o organizador do Chocolat Bahia, Marco Lessa.

O festival recebe apoio do Governo do Estado, por meio de diversas secretarias. Durante o evento, especialistas nacionais e internacionais discutem as tendências do setor no mundo. Palestras, workshops e cursos também fazem parte da programação.
CACAU E CHOCOLATE
Empreendedores solidários no Festival Internacional do Chocolate e Cacau
O Centro Público de Economia Solidária (Cesol) do Litoral Sul, equipamento ligado à Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), vai participar da 11ª edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau, que começa hoje (18) e segue até domingo (21), no Centro de Convenções de Ilhéus.
Produtos de 13 empreendimentos solidários de diversas cidades da região sul da Bahia, que trabalham com a cadeia do cacau, estarão à venda durante o evento no estande do Cesol. Entre os destaques, o lançamento do Cacauela, um creme de cacau produzido por um grupo de empreendedoras da zona rural de Camacan, que é atendido pelo Cesol desde 2014. A novidade será apresentada no primeiro dia do festival, às 19h.
Para o coordenador do Cesol Litoral Sul, Thiago Fernandes, a expectativa é estabelecer relações e redes de contato para ampliar as vendas dos grupos solidários do segmento cacaueiro. “O festival é uma vitrine importante para apresentar o trabalho que vem sendo feito ao longo dos anos no apoio aos empreendimentos de economia solidária e para potencializar a comercialização dos grupos que produzem chocolates e artigos derivados do cacau”, destaca o coordenador.
Chocolat Bahia atrai 65 mil visitantes e movimenta R$ 15 milhões em negócios

O Festival Internacional do Chocolate e Cacau, que na sua primeira edição teve dez estandes e três marcas de chocolates locais, chegou à sua 10ª edição com 120 expositores e 40 marcas regionais de chocolate de origem. Encerrado neste domingo (22) em Ilhéus, recebeu cerca de 65 mil visitantes e movimentou R$ 15 milhões em negócios, incluindo, além do próprio evento, a ocupação da rede hoteleira, com 85% de ocupação durante e festival comércio, lazer e serviços.

“Decidimos apostar na produção de amêndoas de cacau de qualidade e de o chocolate de origem, com alto valor agregado. O festival é uma espécie de vitrine, que está dando um novo impulso à economia regional”, destaca Marco Lessa, o coordenador do Chocolat Bahia. Para ele, ”é necessário investir na educação, com inovação, modernização, empreendedorismo, economia criativa. Estamos rompendo um paradigma de décadas, deixando de ser apenas geradores de commodities e chegando ao produto final, muito mais rentável, como o chocolate”.

Chocolates de origem

O produtor Henrique Almeida, que já comercializa a produção no Brasil e no exterior, afirma que “com a consolidação do pólo chocolateiro, os desafios são a manutenção e aprimoramento da qualidade e convencer as pessoas a consumirem o chocolate premium, que não é apenas mais saboroso, mas também mais saudável”, afirma.
Chocolate e turismo

Durante o festival, foi lançada oficialmente a Rota do Chocolate. A primeira estrada temática da Bahia compreende fazendas de cacau, fábricas de chocolate, áreas preservadas de Mata Atlântica, casarões históricos e gastronomia, às margens das rodovia Ilhéus-Uruçuca e Jorge Amado, que liga Ilhéus a Itabuna. Os segmentos envolvidos estão passando por processos de capacitação e captação de negócios, através de parceria com o Sebrae. Entre as fazendas abertas à visitação estão Provisão, Riachuelo, Capela Velha, Yrerê e o pioneiro Chocolate Caseiro de Ilhéus.

O operador de turismo José Humberto Sá Nery vê uma ampliação no mercado do turismo. “Os turistas já estão optando por passeios que incluam a gastronomia e fazendas onde se fábrica o chocolate de origem. É um novo mercado que surge graças ao festival”, afirma.

“Curtimos praias belíssimas, conhecemos o Bataclan, o Vesúvio, a Casa Jorge Amado e pudemos saborear o verdadeiro chocolate. Vamos voltar outras vezes”, disse a advogada paulista Vanessa Souza Campos, que foi a Ilhéus acompanhada do marido e dos dois filhos.

O presidente da Associação dos Produtores de Chocolate do Sul da Bahia, Gerson Marques, apostou na produção de chocolates e no turismo rural. Ele recebe cerca de 2.500 turistas por ano na Fazenda Yrerê, às margens da Rodovia Jorge Amado. “As pessoas começam a se identificar com as nossas marcas de chocolate e ainda há muito que avançar, porque somos cerca de 50 produtores de chocolate num universo de 30 mil produtores de cacau”, diz.
Agricultura familiar é destaque no Festival Internacional do Chocolate e Cacau
A agricultura familiar, que juntamente com os pequenos produtores, responde por cerca de 80% da produção de cacau no Sul da Bahia, é um dos destaques do Chocolat Bahia 2018, o Festival Internacional do Chocolate e Cacau, que acontece até domingo (22) no Centro de Convenções de Ilhéus.
A Bahia Cacau, da Cooperativa da Agricultura Familiar da Bacia do Rio Salgado, já comercializa os chocolates premium na Bahia e em outros estados brasileiros, com uma produção de 800 quilos por mês, com 35%, 50%, 60% e 70% de cacau, além de nibs – pedaços de amêndoas de cacau torrados e triturados – e trufas. São cerca de 200 cooperados, que cultivam amêndoas selecionadas.
Através de um convênio com o projeto de apoio à agricultura familiar Bahia Produtiva, foi aberta uma loja de fábrica em Itabuna, onde parte da produção é comercializada. “Nosso desafio é investir cada vez mais em qualidade, buscando a conquista de novos mercados e o Festival do Chocolate é uma excelente oportunidade para divulgação da marca e conhecimentos sobre novas tecnologias”, afirma Ozana Crisóstomo do Nascimento, diretor da cooperativa.
Com 1200 associados, a Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia (Coopesba), aproveita o potencial do Litoral Sul e Baixo Sul na produção de cacau para a fabricação de chocolates finos, achocolatados, nibs e amêndoas caramelizadas. A cooperativa investiu na implantação de uma fábrica de chocolate, com uma produção atual de 6 toneladas por mês, parte dela comercializada através do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). “A produção de chocolates e outros derivados de cacau tem permitido a melhoria na renda das famílias e estamos trabalhando no sentido de ampliar a capacidade de comercialização, já que existe uma demanda crescente por chocolates finos”, destaca o diretor da Coopesba, Rogério Assunção.
Armazém da Agricultura Familiar
No Armazém da Agricultura Familiar e Economia Solidária, um espaço que reúne cooperativas e associações das regiões Sul, Baixo Sul e Sudoeste e são comercializados produtos como chocolates, amêndoas, nibs, doces, cachaça, frutas, licor e peças de artesanato.
“Estamos divulgando o potencial da agricultura familiar e importância da economia solidária como fonte de geração de empreso e renda”, diz Gilcélia de Souza Santos, do Centro de Economia Solidária/Litoral Sul.
Fábrica-Escola de Chocolate
A Fábrica Escola do Chocolate do Colégio Estadual de Ilhéus, que atende cerca de 300 alunos de cursos técnicos de Educação Profissional, está presente no festival com um estande com apresentação de técnicas de produção e demonstração dos chocolates finos e bombons. A produção da unidade ilheense é destinada à merenda escolar da rede pública e também à comercialização por microempreendedores e cooperativas que também podem utilizar a estrutura como incubadora de novos negócios. A estudante do curso profissionalizante de nível médio em Agroindústria, Cleidiane Alves, afirma que “a fábrica de chocolate permite que a gente coloque em prática os conhecimentos em sala de aula, criando uma ótima perspectiva de futuro profissional”.
O superintendente de Educação Profissional e Tecnológica da SEC, Durval Libânio, ressalta que “as fábricas-escola de chocolate integram a comunidade escolar com a região e incentivam o empreendedorismo entre os estudantes, para atuarem num mercado em expansão. No caso de Ilhéus é simbólico que e escola esteja localizada no bairro onde opera o Porto do Malhado, que sempre foi exportador de matéria prima e hoje vivenciamos uma nova realidade, formando uma geração de produtores de chocolate”.
Festival Internacional do Chocolate e Cacau impulsiona negócios e turismo em Ilhéus
Foi aberto na noite desta quarta-feira (18) o 10º Festival do Chocolate e Cacau de Ilhéus, que acontece até domingo (22) no Centro de Convenções da cidade. O Chocolat Bahia 2018 reúne cerca de 120 expositores e apresenta mais de 40 marcas de chocolate do Sul da Bahia, incluindo produtos da agricultura familiar.
O evento inclui também o VI Fórum Brasileiro do Cacau, que conta com painéis de palestrantes nacionais e internacionais discutindo as tendências do mundo do chocolate. A Feira do Chocolate acontece durante todo o festival e promove Workshops e cursos de gastronomia com receitas à base de chocolate. Entre os palestrantes estão Zilma Helena, Olívia Fernandes, Alessandra Marino, Abner Ivan e Lucas Corazza.
Um curso de como fazer chocolate, da amêndoa do cacau à barra, será ministrado por especialistas, como a francesa Chloé Doutre, a venezuelana Maria Fernanda Di Giacobbe e a paulista Luisa Abram. Para as crianças, foi montado o espaço Cozinha Kids, com recreações e minicursos com duração média de 30 minutos.
O secretário estadual de Planejamento, Antonio Henrique de Souza destaca que “os investimentos na produção de amêndoas de qualidade e no fortalecimento de toda a cadeia produtiva, permitem que o Sul do Estado possa gerar emprego e renda”. Para a secretária de Agricultura, Andréa Mendonça, “o evento permite a troca de experiências, a divulgação de novas tecnologias que consolidam a região não apenas como produtora de cacau, mas também de chocolates de origem, com alto valor agregado”.
Cooperativas de agricultura familiar também estão presentes no evento, além de associações e assentamentos que produzem chocolate. “O Festival do Chocolate permite essa interação entre os produtores e consumidores, oportunizando que a agricultura familiar, que tem forte presença na região, demonstre todo o seu potencial e possa ampliar a produção de cacau e chocolate”, destaca o secretário de Desenvolvimento Rural, Jeandro Ribeiro.
ROTA DO CHOCOLATE
Durante a abertura do evento, foi inaugurada oficialmente a Rota do Chocolate, estrada temática da Bahia, que inclui fazendas centenárias, recantos naturais, fábricas de chocolates de origem, etc. O secretário de Turismo, José Alves, ressalta que “a criação de um pólo chocolateiro tem impactos positivos no turismo e a Rota de Chocolate vai ampliar as opções para turistas de todo o Brasil e do Mundo, atraídos pela obra de Jorge Amado e a magia do cacau”. A Secretaria de Turismo assinou um convênio com o Sebrae, para promover a capacitação de todos os segmentos envolvidos na Rota do Chocolate.
Marco Lessa, idealizador do projeto e organizador do evento, afirma que “o festival é uma forma de difundir a cadeia produtiva do cacau, reunindo consumidores, especialistas e produtores. É uma oportunidade para discutir a industrialização, a verticalização da produção e, consequentemente, a melhoria da qualidade das amêndoas de cacau selecionado e um produto final de excelência, além de promover a conservação ambiental e o turismo de experiência”, diz.

Chocolat Bahia reune 120 expositores e apresenta 40 marcas em Ilhéus
Grandes nomes nacionais e internacionais marcarão presença na 10ª edição do Chocolat Bahia – Festival Internacional do Chocolate e Cacau, o maior evento do segmento no Brasil, que acontece entre 18 e 22 de julho, no Centro de Convenções de Ilhéus, na Bahia. Voltado para consumidores e profissionais da área, o Chocolat Bahia Festival atrai anualmente milhares de visitantes, marcando o calendário turístico do estado e firmando o Sul da Bahia como principal região produtora de chocolate de origem do Brasil. Durante cinco dias, o Festival reunirá mais de 40 marcas de chocolate e derivados de cacau e cerca de 120 expositores na Feira do Centro de Convenções de Ilhéus, além de promover cursos de capacitação, debates sobre temas do setor, rodadas de negócios e palestras ministradas por especialistas internacionais.
Entre os destaques deste décimo ano estão o VI Fórum Brasileiro do Cacau, que conta com painéis de palestrantes nacionais e internacionais discutindo as tendências do mundo do chocolate. O fórum acontece no dia 20 de julho e o ChocoDay no dia 21, e as inscrições poderão ser feitas através do site www.chocolatfestival.com/bahia/2018. No mesmo segmento, marcas de chocolate de origem e derivados do Cacau poderão ser visitadas na Feira do Chocolate, que acontece durante todo o evento. No dia 18, das 19h às 22h; e de 19 a 22 de julho, das 15h às 22h.
Workshops e cursos de gastronomia com receitas à base de chocolate também estão na programação. Entre os cursos gratuitos, o público poderá aprender com Zilma Helena (atua na confeitaria artística desde 1997), Olívia Fernandes (especialista em gastronomia funcional), Alessandra Marino (sócia-fundadora do Restaurante Maróstica), dentre outros. Já os workshops, que custam R$ 20/R$ 10, serão ministrados por nomes como Abner Ivan (premiado chef confeiteiro especialista em chocolateria) e Lucas Corazza (jurado no programa Que Seja Doce (GNT), especialista em chocolate e formado na França. Um curso de como fazer chocolate bean to bar – da amêndoa à barra também será ministrado por algumas das maiores autoridades no mundo: a francesa Chloé Doutre – a ´madam chocolat´, a Venezuela Maria Fernanda Di Giacobbe e Luisa Abram, premiada chocolateira paulista.

Biofábrica de Cacau produz clones de cacaueiros com alta produtividade e resistentes a doenças
O Festival Internacional do Chocolate e Cacau chega à 10ª edição entre os dias 18 e 22 de julho, em Ilhéus, no sul da Bahia. No município, um importante instrumento para a melhoria da qualidade e da produtividade do cacau é a Biofábrica de Cacau. A unidade é a primeira no mundo destinada à produção em escala industrial de clones de cacaueiros.
São 40 mil metros quadrados de extensão, com capacidade de armazenar 4,8 milhões de plantas, em 20 viveiros, e onde está instalado um dos maiores laboratórios de micropropagação do pais, além de um banco de dados e conhecimentos em protocolos técnicos e científicos certificados por órgãos renomados.
Também estão sendo desenvolvidos na Biofábrica, que é vinculada ao Governo do Estado, experimentos de melhoramento genético e certificação. “Estamos produzindo material de alto valor agronômico agregado, com certificação do Ministério da Agricultura, qualidade e acessibilidade aos produtores”, explica o diretor da Biofábrica, Lanns Almeida.

“Isso tem um impacto positivo na base produtiva, especialmente na agricultura familiar e também na conservação dos ativos florestais, já que atuamos na produção de mudas para restauração da mata nativa”, acrescenta.
Centro de Inovação do Cacau
Para ampliar as novas tecnologias de produção na região, foi criado o Centro de Inovação do Cacau, que funciona na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc). Ele é parte do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul), uma parceria do Governo do Estado com a Comissão Executiva Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Instituto Federal da Bahia (Ifba), Instituto Federal Baiano (IFBaiano) e Uesc.
O CIC tem foco na criação e inovação da cadeia produtiva do cacau e chocolate. O cento realiza serviços como análises físico-químicas e análise sensorial, em busca da melhora da produtividade, qualidade e rastreabilidade das amêndoas, viabilizando o fortalecimento da inserção do cacau baiano nos circuitos produtores de chocolates finos e de origem. Oferece ainda equipamentos com tecnologia de última geração e vai instalar uma planta industrial que permitirá aos produtores a fabricação de marcas regionais de chocolates finos.
“Esse trabalho permite o mapeamento de agricultores e a abertura de novos mercados. Estamos atuando no sentido de que o Brasil seja reconhecido como um país que produz cacau de qualidade, especialmente na Bahia, valorizando o chamado cacau com certificado de origem”, afirma o diretor do Centro de Inovação do Cacau, Cristiano Vilela.
Sul da Bahia implanta Rota do Chocolate

Uma rota com 20 fazendas que produzem de cacau a chocolate será inaugurada, no próximo dia 18, data de abertura do Chocolat Bahia, o Festival Internacional do Chocolate e Cacau, em Ilhéus. O marco inicial da rota será um totem, em forma de chocolate, no início da rodovia estadual que liga Ilhéus e Uruçuca, a BA-262.
Dela também fará parte a mais emblemática e movimentada rodovia sul-baiana, a Ilhéus-Itabuna (BR-415), onde estão empreendimentos como a Fazenda Yrerê, aberta a visitação de turistas e produtora de cacau e chocolate.
Para a Rota do Chocolate na BA-262, o governo baiano investiu R$ 400 mil. Marco Lessa, publicitário da M21 e organizador do Chocolat Bahia, diz que este dinheiro foi aplicado em sinalização da BA-262 e criação de site e aplicativo.
Nesta quinta (12), a Rota do Chocolate foi tema de reportagem da Folha de São Paulo, que mostra algumas das propriedades ao longo da rodovia estadual (veja aqui).
Chocolat Bahia 2017 reúne 60 mil pessoas e gera R$ 10 milhões em negócios na cidade de Ilhéus

Iniciado há nove anos com 13 expositores e apenas uma marca de chocolate regional, o Festival Internacional do Chocolate e Cacau, encerrado no domingo (23) em Ilhéus, possui, atualmente, números expressivos: 80 expositores e 40 marcas de chocolates premium do sul da Bahia. O Chocolat Bahia 2017, que teve o apoio do Governo do Estado, também bateu recordes de público e de negócios. Cerca de 60 mil pessoas visitaram o Centro de Convenções, gerando um movimento de R$ 10 milhões.
Um dos destaques do festival foi o lançamento, pelo Governo da Bahia, da Estrada do Chocolate, a primeira estrada temática do estado, que irá abranger os municípios de Ilhéus e Uruçuca. No roteiro, os turistas poderão conhecer a cultura do cacau e produção do chocolate, através de visitas a fazendas/fábricas de chocolate gourmet existentes ao longo da rodovia BA-262, com sítios históricos, rios, cachoeiras e áreas de preservação ambiental.

“O resultado é totalmente positivo, com a rede hoteleira ocupada, milhares de pessoas visitando os estandes, ampliação dos espaços do pavilhão de feiras, o que impulsiona a economia. Estamos consolidando Ilhéus como a capital brasileira do Cacau e do Chocolate de Origem”, destacou o secretário estadual de Turismo da Bahia, José Alves.

Além dos estandes para lançamento e comercialização de chocolates produzidos no sul da Bahia, o festival abriga eventos como o Fórum Brasileiro do Cacau e Chocolate, Cozinha Show, Cozinha Kids, Ateliê do Chocolate, Pavilhão da Economia Criativa e o Espaço Cultural do Cacau, com shows de artistas regionais, além de visitas a fazendas de cacau que fabricam chocolate.
Novos negócios

O produtor de cacau, Fernando Botelho, que investiu na elaboração de chocolates premium, disse que a cada ano, o festival ganha uma nova dimensão, com o surgimento de novas marcas e a expansão dos negócios, mostrando que o caminho é a verticalização da lavoura cacaueira. “Nosso chocolate foi lançado há três anos no festival e, além das vendas diretas durante o evento, captamos nossos negócios e nos consolidamos no mercado”, afirmou Cecília Gomes.

O idealizador e coordenador do Festival Internacional do Cacau e do Chocolate, Marco Lessa, ressaltou que o apoio do Governo da Bahia tem sido fundamental, não apenas na realização do evento, mas na transformação de uma região que só produzia amêndoas e hoje produz chocolates finos, com alto valor agregado. “O festival não se limita aos quatro dias do evento, ele tem desdobramentos durante todo o ano, nos negócios, no surgimento e crescimento de marcas, no estímulo ao empreendedorismo e na divulgação da região cacaueira no Brasil e no exterior. Essa é uma plataforma de fomento, de geração de emprego e renda, de estímulo à produção, de esperança na retomada do desenvolvimento em bases sustentáveis”, finalizou.
Governo do Estado lança em Ilhéus a Estrada do Chocolate
O Governo do Estado lançou o projeto de implantação da Estrada do Chocolate em Ilhéus, no sul da Bahia, durante o Festival Internacional do Chocolate e Cacau – Chocolat Bahia 2017. No roteiro, os turistas conhecerão a cultura do cacau e a produção do chocolate, por meio de visitas a fazendas existentes ao longo da BA-262, com sítios históricos, rios, cachoeiras e áreas de preservação ambiental.
Este será o primeiro roteiro turístico temático da Bahia e, inicialmente, vai abranger os municípios de Ilhéus e Uruçuca. O projeto foi lançado pelo secretário do Planejamento e vice-governador, João Leão, neste sábado (22), com as presenças dos secretários de Turismo, José Alves, e Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues, além do coordenador do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Jonas Paulo.
Na apresentação do projeto, João Leão destacou que “existem cidades no Brasil e no mundo que não produzem uma única amêndoa de cacau e vivem exclusivamente do chocolate. O Governo da Bahia está somando esforços com os empresários e outras instituições, como prefeituras e universidades, no sentido de impulsionar a produção de chocolate e fazer com que essa região de torne um polo de atração de investimentos, impulsionando o turismo e a economia como um todo”.
O roteiro começa a operar a partir de agosto. Ele inclui ainda as fábricas do parque moageiro de cacau, no Distrito Industrial de Ilhéus, fazendas/fábrica de chocolate gourmet, fazendas de cacau com acervo histórico-arquitetônico, Estação Rio do Braço, arquitetônico da sede do antigo distrito de Ilhéus e a Biofábrica do Cacau.
A Estrada do Chocolate também lembra os cenários da obra imortal do escritor Jorge Amado, conhecida em todo o mundo. “Essa é uma região única, com uma cultura e história que giram em torno do cacau e que vamos transformar também na região do chocolate de origem”, acrescentou Leão.
Desenvolvimento regional
O secretário de Turismo explicou que “as pessoas que visitarem o sul da Bahia poderão conhecer todo o processo, de cultivo, colheita, preparação das amêndoas e produção do chocolate, adquirindo marcas de qualidade”. Jonas Paulo lembrou que “a meta do Governo da Bahia é a retomada do desenvolvimento regional, e a Estrada do Chocolate é estratégica porque atua como polo difusor da produção verticalizada, além do forte atrativo turístico”, destacando o casamento entre as belezas naturais da região e o sabor do chocolate premium.
Já Jerônimo Rodrigues ressaltou que “a Estrada do Chocolate abrange várias propriedades da agricultura familiar, que vem recebendo recursos do Governo do Estado para capacitação e ampliação de toda a cadeia produtiva. O nosso diferencial será a amêndoa de qualidade, o chocolate de origem e o respeito ao meio ambiente com a conservação da Mata Atlântica.”
Com apoio do Governo da Bahia, o Festival Internacional do Chocolate e Cacau reúne cerca de 80 expositores e apresenta 40 marcas de chocolates finos. O evento acontece até este domingo (23), no Centro de Convenções de Ilhéus.













