:: ‘Festival Internacional do Chocolate e Cacau’
Sul da Bahia, do cacau ao chocolate

Do cacau ao chocolate. Essa é a nova realidade do Sul da Bahia, após décadas como região produtora de amêndoas. A cada dia, novos empreendedores passam a investir na produção de chocolates finos, apostando num mercado consumidor em expansão no Brasil e no Exterior. O Chocolat Bahia 2017, Festival Internacional do Chocolate e Cacau, que está sendo realizado em Ilhéus, com o apoio do Governo da Bahia, é uma oportunidade de apresentar novos produtos, adquirir e trocar conhecimentos e ampliar os negócios. São cerca de 40 marcas de chocolates regionais em exibição, cada uma com sua característica, mas com a marca do cacau de qualidade, fruto de investimentos na modernização da lavoura.

Hans Schaeppi é um pioneiro. Há 32 anos ele implantou a primeira fábrica de chocolate caseiro do Nordeste. “Foi um grande desafio, porque havia uma cultura de produzir amêndoas e percebi que era preciso investir no produto final. Hoje vejo com alegria a Região partindo para a verticalizado e se tornando a terra do Cacau e do Chocolate”, afirma. Atualmente, Hans produz cerca de duas mil toneladas/ano, comercializa os produtos em todo o país e busca atingir o mercado chinês.

O setor de chocolates premium cresce cerca de 10% ao ano no Brasil, enquanto o mercado tradicional cresce apenas 2%. Henrique Almeida é outro exemplo de produtor de cacau que apostou no chocolate. Da terceira geração de uma família de produtores de cacau, há 5 anos, ele começou a produzir chocolate. Investiu em amêndoas de qualidade, cursos de capacitação e hoje comercializa o chocolate premium em grandes redes da Bahia e do Sul/Sudeste do país. O próximo passo é o mercado árabe e os Estados Unidos. “Cacau e alimento e também e prazer. Nosso foco é a qualidade é esse é o caminho da região. O negócio Cacau só é viável se atrelado ao chocolate”,destaca

O mercado de chocolate também atrai jovens empreendedores como Leonardo Maia. Com pós graduação em Gestão de Negócios em Cacau e Chocolate ele está produzindo chocolates finos com 50% e 70% de cacau. “Na infância sempre tive muito contato com fazendas de cacau e sempre que podia acompanhava os trabalhadores nos tratos e colheita do cacau. E em minhas viagens para outros países tive a oportunidade de experimentar diversos tipos de chocolates e percebi que o nosso cacau do Sul da Bahia tem um potencial grande a ser explorado”, afirma.
AGRICULTURA FAMILIAR

A produção de chocolate também é incentivada na agricultura familiar, que responde por 90% da produção de cacau no Sul da Bahia. A Cooperativa de Serviços Sustentáveis da Bahia conta com 300 associados e produz chocolates caseiros e achocolatado com 30% de cacau. Beneficiados com recursos do Programa Bahia Produtiva, do Governo do Estado, os agricultores familiares pretendem investir na produção de cacau organico, que agrega valor ao chocolate e derivados. “Nossos produtos já são consumidos na merenda escolar e com o chocolate de origem vamos buscar novos mercados, gerando mais renda no setor rural”, destaca Carine Assunção, coordenadora da cooperativa.

Com 420 associados, a Cooperativa de Agricultores Familiares do Sul da Bahia, também atendida pelo Bahia Produtiva, produz chocolates finos e achocolatados e está criando uma linha exclusiva para os supermercados. “Com assistência técnica e capacitação vamos melhorar cada vez mais a qualidade e criar novos canais de comercialização” , diz o diretor da Coopesulba, Gildeon Farias.

Gerson Marques, presidente da Chocosul destaca que “a produção de chocolate é uma alternativa viável, num processo que está se consolidando. Dos 40 produtores, 38 produzem o próprio cacau. São empreendedores que foram para as fazendas, reorganizaram a produção, com uma nova mentalidade, investindo em amêndoas de qualidade superior”. “Essa é uma estratégia que terá impactos positivos na economia regional, com a melhoria da produtividade e consequentemente do preço final. O modelo antigo, de mero fornecedor de matéria prima, está superado. Hoje o caminho é a verticalização, valorizando principalmente a produção de chocolates fino, de cacau orgânico que tem alto valor agregado”.
SDE participa da abertura da 9ª edição do Chocolat Bahia
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) participa do Chocolat Bahia 2017 – 9ª edição do
, em Ilhéus. O sul da Bahia é uma importante região cacaueira que vive um novo ciclo de desenvolvimento com a produção de chocolates gourmet. Os produtos têm percentuais concentrados de cacau orgânico e agradam o olhar e os exigentes paladares dos consumidores nacionais e internacionais.
“Estamos voltando à origem em diversos produtos e o chocolate é um deles, resultado da verticalização da cadeia do cacau, um segmento importante na geração de renda e emprego. O empreendedor está se reinventando e Ilhéus que antes era chamada da terra do cacau, hoje é conhecida também como a terra do chocolate”, afirma o secretário Jaques Wagner, que participa da abertura oficial do festival nesta quinta-feira (20/07).
Uma equipe técnica da SDE estará no festival, que acontece entre 20 e 23 de julho, para observar, atender, prospectar e atrair novos investimentos e ampliações. O objetivo do governo é promover a visibilidade do chocolate de origem e fomentar os negócios da cacauicultura no estado.
Durante quatro dias, o evento reunirá mais de 30 marcas de chocolate e cerca de 80 expositores no pavilhão de feiras do Centro de Convenções de Ilhéus, além de promover cursos de capacitação, debates sobre temas do setor, rodadas de negócios e palestras ministradas por especialistas internacionais.
Fundador da maior comunidade sobre chocolate do mundo estará no Festival em Ilhéus
Durante a nona edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau – Chocolat Bahia, que acontece de 20 a 23 de julho em Ilhéus, especialistas internacionais ministrarão palestras gratuitas sobre diversos aspectos do setor.
O passado, presente e futuro do chocolate artesanal será o tema abordado pelo escritor norte americano Clay Gordon, autor do livro Descubra o chocolate: o guia final de compra, degustação e aproveitamento de chocolate fino (em livre tradução). Gordon também é fundador da TheChocolateLife.com, maior comunidade focada exclusivamente no chocolate no mundo.
Os indianos radicados nos Estados Unidos Andal Balu e Mannarsamy Balasubramanian apresentarão tecnologias para processamento do cacau e produção de chocolate artesanal a partir da amêndoa. O casal é proprietário da indústria CocoaTown, em Atlanta, que projeta, fabrica e distribui uma linha de equipamentos compactos para ajudar pequenos produtores a fazer chocolate gourmet bean to bar (do grão à barra). Já a portuguesa Goretti Silva, professora de Turismo e proprietária da empresa Na Rota do Chocolate, na região de Viana do Castelo, em Portugal, trará o tema Turismo associado ao chocolate.
Todas as palestras serão realizadas no Centro de Convenções de Ilhéus, a partir das 16h do dia 22, durante o Chocoday, parte da programação do Chocolat Bahia – 9º Festival Internacional do Chocolate e Cacau. A entrada é gratuita.
Maior evento de chocolate do Brasil chega à sua 9ª edição na Bahia

Com alto teor de cacau selecionado de fazendas do Sul da Bahia, o chocolate de origem é celebrado no maior evento do segmento no Brasil. Entre 20 e 23 de julho será realizado, em Ilhéus, o Chocolat Bahia, nona edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau. Voltado para consumidores e profissionais da área, o Chocolat atrai anualmente milhares de visitantes, marcando o calendário turístico da cidade e firmando o Sul da Bahia como principal região produtora de chocolate de origem do Brasil.
Durante quatro dias, o Festival reunirá mais de 30 marcas de chocolate e cerca de 80 expositores no pavilhão de feiras Centro de Convenções de Ilhéus, além de promover cursos de capacitação, debates sobre temas do setor, rodadas de negócios e palestras ministradas por especialistas internacionais.
A programação do Chocolat Bahia inclui workshops gratuitos de receitas à base de chocolate com renomados chefs do país. Um deles é Lucas Corazza, aclamado confeiteiro e jurado do reality show Que Seja Doce, do canal GNT. Visitas a fazendas produtoras de cacau, exposição de esculturas de chocolate e uma vasta programação cultural também integram o Chocolat Bahia.
Para Marco Lessa, idealizador do projeto e organizador do evento, o Festival é também uma forma de promover Ilhéus como polo chocolateiro e difundir a cadeia produtiva do cacau. “Temos, durante quatro dias, o maior evento profissional dessa área reunindo consumidores, especialistas e produtores, uma oportunidade para discutir a industrialização, a verticalização da produção e, consequentemente, a melhoria da qualidade das amêndoas de cacau selecionado e produto final elaborado”, pontua.
Com o objetivo de promover a visibilidade do chocolate de origem e fomentar os negócios da cacauicultura no país, o CHOCOLAT BAHIA – 9º Festival Internacional do Chocolate e Cacau é uma iniciativa do Costa do Cacau Convention Bureau e Associação de Turismo de Ilhéus em parceria com o Governo do Estado da Bahia através das secretarias da Cultura, do Turismo, do Desenvolvimento Rural, de Agricultura, de Ciências Tecnologia e Informação, Prefeitura Municipal de Ilhéus, Banco do Nordeste, Sebrae, Caixa Econômica Federal, entre outras instituições e conta com a realização da MVU Eventos.
Festival do Cacau e Chocolate em Ilhéus impulsiona economia regional
Quando for aberta oficialmente a oitava edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau, que acontece de 21 a 24 de julho, no Centro de Convenções, em Ilhéus, produtores que integram o Projeto Indústria Setorial Ilhéus – Derivados de Cacau e Chocolate do Sebrae prometem levar ao público as novidades para o mercado de chocolates gourmet do sul da Bahia. As marcas integradas ao projeto, com participação garantida no evento são: Amado Cacau, Chor, Grupo dos Derivados (DECACHI), Maltez, Mestiço, República do Cacau e Sagarana.
Para a gestora do projeto no Sebrae, Carolina Menezes, o evento terá um grande público ansioso por novidades. “É excelente a oportunidade para divulgar a empresa, conhecer novos clientes e fechar negócios. Os empresários estão preparados, porque são acompanhados pelo Sebrae com consultorias técnicas, missões relacionados ao segmento, cursos de aperfeiçoamento da produção e direcionamento para estratégias de mercado”, explica.
Idealizador e organizador do festival, o empresário Marco Lessa (foto), também sócio da marca de chocolates finos Chor ao lado da esposa Luana, destaca que desde 2009, ano da primeira edição, houve um grande crescimento do evento: saltou de três para 25 marcas participantes, de 13 para 65 estandes e de 6 mil para 30 mil visitantes. O festival passou a atrair a atenção de grandes marcas, especialistas do mundo inteiro e, somente na última edição, mobilizou R$ 10 milhões em negócios.
Empresário do Sul da Bahia entre as 100 personalidades mais influentes do agronegócio no Brasil

O empresário de Ilhéus Marco Lessa, de 45 anos, figura entre as 100 personalidades mais influentes do agronegócio no País, conforme ranking publicado pela Istoé Dinheiro Rural, na edição de aniversário da revista neste mês de outubro. Citado por ser o idealizador do Festival Internacional do Chocolate e Cacau, Lessa promove, desde 2009, o evento que agrega toda a cadeia produtiva desse setor na Bahia e também no Estado do Pará.
Em sete anos, o festival promoveu o resgate da cultura de cacau no Sul da Bahia, com a produção de amêndoas selecionadas e ainda incentivou a criação de 25 novas marcas de chocolate gourmet na Bahia e no Pará. Proprietário da ChOr – Chocolate de Origem, o empreendedor também preside a Associação de Turismo de Ilhéus (Atil).
Belém realiza Festival Internacional do Chocolate e Cacau e Flor Pará
Dois eventos unem gastronomia, flores, joias, turismo e agronegócios na capital paraense entre os dias 17 e 20 de setembro. Realizadas simultaneamente no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, a terceira edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau Amazônia e a 13ª edição do Festival Flor Pará apresentarão a Trilogia da Sedução, aliando os prazeres e encantos do chocolate, flores e joias. Durante os quatro dias, o evento promove programação variada, que inclui feira com exposição de marcas de chocolate gourmet, expositores de flores tropicais cultivadas na Amazônia, ciclo de palestras, rodadas de negócios, workshops, concursos, desfile de joias fabricadas no polo joalheiro do Pará, atrações culturais, atividades para crianças e ainda um circuito gastronômico que reúne alguns dos melhores restaurantes de Belém.
O Festival Internacional do Chocolate e Cacau Amazônia e Flor Pará é uma realização do Governo do Estado do Pará através da Secretaria de de Desenvolvimento Agropecuário e de Pesca (Sedap), SEBRAE, FAEPA, CEPLAC e Instituto Biofábrica de Cacau. E é organizado pela MVU Empreendimentos, empresa do Grupo M21, idealizadora do projeto. A entrada custará de R$ 10 inteira e R$ 5 a meia e os ingressos podem ser adquiridos no local.
Secretários de Estado abrem Festival do Chocolate em Ilhéus
Sob o tema “Declare seu Amor ao Chocolate”, começa em Ilhéus nesta quinta-feira (11), e segue até 14 de junho, a sétima edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau (FICC). A solenidade de abertura será hoje às 19 horas, no Centro de Convenções, com as presenças confirmadas dos secretários de Desenvolvimento Rural, Jeronimo Rodrigues e do Turismo, Nelson Pelegrino. Na ocasião, haverá uma palestra sobre Economia Criativa proferida pela ex-secretária da Economia Criativa do Ministério da Cultura e consultora em Políticas Públicas para a Economia Criativa da Organização Mundial do Comércio (OMC), Cláudia Leitão.
O evento contará com grandes especialistas internacionais discutindo as principais tendências do mundo do chocolate, além de soluções para empreender no setor, novas marcas em exposição, tecnologia e gastronomia. Estima-se que o Festival irá gerar negócios na ordem de R$ 5 milhões, entre vendas diretas ao consumidos e negócios fechados.
Festival Internacional do Chocolate movimenta Ilhéus
A partir desta quinta-feira, dia 24, Ilhéus revive a magia do Festival Internacional do Chocolate e Cacau (FIC), que chega à sexta edição como um dos eventos mais importantes do calendário turístico do município. Até domingo (27), o Centro de Convenções será palco de atrações culturais, gastronomia, cursos, concursos, diversão e muito chocolate, com programações (disponível no site www.festivaldochocolate.com) gratuitas para públicos diversos.
Para o idealizador e organizador do evento, Marco Lessa, que também é presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (Atil), o FIC é um evento completo, que além de agitar a cidade durante a realização, repercute positivamente todo ano para os setores de turismo e negócios. Este ano, os organizadores esperam multiplicar o número de participantes (mais de 30 mil em 2013) e expositores, e também ampliar a discussão sobre cacau e chocolate.
O evento tem a participação de alguns dos maiores especialistas do mundo no II Fórum do Cacau e Chocolate, que começa na sexta-feira, dia 25, das 17 às 19h30. No sábado (26), as palestras serão apresentadas por três referências internacionais – Klever Carvalho, sócio-chocolatier da Cunnani Fine Cacao Amazon (Brasil), Maria Fernanda Di Giacobbe, embaixadora do cacau e chocolate da Venezuela e Chloé Doutre-Roussel, agrônoma francesa perita em chocolate.
1 em cada 3 chocolates vendidos no Brasil não é chocolate real
Um em cada três chocolates comuns vendidos no Brasil, produzidos pelas grandes indústrias, não pode ter esse nome de chocolate porque não é feito com o percentual mínimo de cacau exigido pela legislação. Segundo as regras, para ser considerado chocolate, é preciso que o produto tenha pelo menos 25% de cacau, mas muitos não chegariam nem a 5%.
A denúncia é de Marco Lessa, 43, presidente da Associação de Turismo de Ilhéus (BA) e organizador do Festival Internacional do Chocolate e Cacau. “O que o brasileiro encontra nas prateleiras de supermercados, vendido como chocolate, é apenas doce, não chocolate”, afirma. “Estimo que um terço dos chocolates estejam nessa situação. Esses não devem ter nem 5% de cacau.”
Lessa também diz que muitos chocolates amargos, com suposto alto teor de cacau (de 50% a 70%), produzidos pelas grandes indústrias e vendidos no mercado nacional por preço maior não têm esse percentual declarado. “Dizem que têm 70%, mas não têm. Não existe fiscalização para confirmar esse percentual”, declara. Ele não apresentou nenhuma pesquisa ou teste que comprovem essa avaliação, mas diz que o problema se manifesta no próprio sabor dos produtos.
“Basta comer algumas vezes um bom chocolate para saber que muitos dos vendidos por aí não têm o teor de cacau prometido.” Além do sabor considerado melhor e menos doce pelos especialistas, os chocolates com maior teor de cacau também são tidos como benéficos à saúde. Por terem porcentagem reduzida de gordura, açúcar e leite, fazem bem bem para o coração.
A Abicab (Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados) emitiu uma nota, dizendo que os produtos feitos com menos de 25% de cacau são considerados doces com “sabor de chocolate”. “A Abicab reforça que, de acordo com portaria da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], somente é chocolate o produto que possua pelo menos 25% de cacau. Abaixo disso, o produto é considerado com sabor de chocolate”, registra o documento. (do UOL)















