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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

maio 2026
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:: ‘chocolate’

Assim Caminha a Cacauicultura (parte 2)

Gerson Marques

gerson marquesPosta então a nova realidade e constatado o cenário de inovações que a introdução da chocolataria vem trazer, nos cabe agora a construção  das estratégias de desenvolvimento e consolidação do novo modelo de negócio do velho e bom cacau.

A principal característica deste novo momento será a diversidade de oportunidades de negócios, existem agora inúmeras formas de agregar valor ao cacau, sempre é bom lembrar que o mercado tradicional de comódite ainda será a principal parte do negocio por um bom tempo, a transição para o novo não significa o abandono do velho, mesmo neste segmento, no entanto, a inovação já se impõe, a grande indústria de moagem acusada de práticas sociais injustas em suas atividades na África,  começa a ver no Brasil o futuro de seus negócios, a introdução de mecanismos de certificação de qualidade e novas tecnologias de produção já são testadas em várias fazendas da região.

É neste cenário que está surgindo a adoção da indicação geográfica “IG Cacau Sul Bahia” a partir de uma articulação iniciada há seis anos envolvendo uma dúzia de entidades de produtores de cacau, muitas delas da agricultura familiar, agregadas na Associação Cacau Sul Bahia, que agora chegou a reta final no INPI – Instituto Nacional de  Propriedade Industrial, se confirmada as expectativas, até o fim deste ano o cacau do Sul da Bahia será o segundo produto do estado a ter este selo, depois da Cachaça de Abaíra.

cacau frutoEm outra frente assistimos um incipiente mercado de cacau “of road” não comódite, que vem crescendo de forma significativa, o chamado Mercado de Cacau Fino, em que o produtor consegue bonificações de até trezentos por cento sobre o preço de seus produtos, neste mercado os concursos da Icco, Prêmio Internacional de Cacau (ICA) e Prêmio Cacau de Excelência (CoE), são uma excelente referência, produtores premiados como João Tavares, Pedro Magalhães, M Líbano e Vale da Juliana já estão bem posicionados neste mercado, que no entanto, é dominado por países de pequenas más tradicionais produções, como Equador, Colômbia, Guatemala e outros  inclusive da Ásia,

A desorganização institucional do setor cacaueiro n Brasil, no entanto, não permite uma dimensão real do tamanho deste seguimento, ainda não é passível seu real tamanho em relação ao total da cadeia, apesar de sua importância e crescimento evidentes nos últimos anos.

Ainda antes de chegar no chocolate, outra inovação observada está no negócio do nibs de cacau, que simplesmente não existia há alguns anos e que hoje já se impõe como um produto de prestígio e valor, consumido por um público havido por saúde e alimentos funcionais, tenho acompanhado diversos negócios de nibs, alguns já na casa da centenas de quilos por valores bastante significativos.

Ainda dentro da cadeia, outro seguimento que começa a esquentar são os de derivados de cacau, que não chocolates, pessoas inovadoras e muito criativas tem feitos produtos de excelente qualidade e bela apresentação, amêndoas caramelizadas, rapadura de cacau, geleias e nibs com açúcar, sal e ervas finas, já são produtos consolidados em embalagens elaboradas com boa recepção no mercado.

Por fim temos o chocolate, este produto universal, amado e desejado em todo planeta, conhecido como alimento dos deuses e reconhecidamente saudável, historicamente  importante para a humanidade.

(na terceira parte deste artigo, avançaremos sobre os chocolates…)

Gerson Marques é produtor de Cacau e Chocolate, proprietário da Fazenda Yrerê, onde trabalha com turismo rural, e atual presidente da Associação dos Produtores de Chocolate do Sul da Bahia. 

Assim caminha a cacauicultura (parte 1)

Gerson Marques

gerson marquesPerde tempo quem busca uma saída para a cacauicultura olhando para trás, jamais retornaremos ao que já fomos um dia, não só porque o tempo não volta, mas principalmente porque a realidade é uma força  imperativa.

Deixo o debate sobre causas para os que querem olhar pra trás, faço coro com os que trabalham sobre os efeitos e encontram  nestes as oportunidades de futuro.

Passado o passado,  nos deparamos com um cenário, até então pouco conhecido por nós, e ainda incipiente no mundo, neste cenário o cacau é mais que comódite, é a engrenagem de uma máquina poderosa geradora de negócios na indústria de alimentos especializados de alto valor agregado como os chocolates intensos, de origem e nibs de cacau por exemplo, estrelas de destaque, apontando para um perfil inovador desta indústria.

Estas inovações refletem mudanças de comportamento e hábitos que estão acontecendo há algum tempo na sociedade, e vem acentuando ultimamente, apontam na consolidação de uma poderosa nova classe de consumo, formada por pessoas que valorizam a qualidade orgânica e a funcionalidade física dos alimentos, a segmentação entre categorías como orgânicos, fitness, veganos, slow food, oferecem oportunidades para o cacau que jamais imaginamos.

cacau (6)Nossa tradição de vendedores de mercadoria primária em forma de amêndoas, nos distanciou da compreensão de que o cacau, se situa entre os três mais importantes alimentos da humanidade, que sua composição organoléptica e suas qualidades nutricional, fazem dele uma estrela em ascensão neste novo mundo de consumo consciente.

Exatamente aí, que se situa as novas fronteiras para a nossa cacauicultura,  são nestas fronteiras que se coloca nossos novos desafios e nestes, estão o desafios de fazermos os melhores chocolates do mundo,  ainda mais que isso, de vendermos cacau e nibs de alta qualidade e funcionalidade para indústrias de transformação ou mesmo para o consumidor final.

chocolateExiste uma cena regional formada por uma centena ou mais de produtores que já buscam se posicionar nesta perspectiva, são a vanguarda desta nova era, nos últimos anos temos acumulado uma significativa experiência neste tema, a consolidação da cena chocolateira, por exemplo, é uma prova de nossa competência, hoje temos cadastrado mais de quarenta marcas de chocolates de origem regional, alguns já alcançando qualidades excepcionais e reconhecimento do consumidor, assistimos a institucionalização deste seguimento, via a criação da Associação dos Produtores de Chocolates de Origem, em paralelo o forte e organizado movimento da Associação Cacau Sul Bahia que avança para consolidar o selo de denominação de origem – IG Cacau Sul Bahia, existem também ações vitoriosas como as Cooperativas  Cabruca em Ilhéus e Coopag em Gandu, que vendem cacau de valor agregado fora do mercado de comódite.

Estamos no início deste processo, e o tema exige um aprofundamento deste olhar que continuarei fazendo nos próximos artigos.

Gerson Marques é produtor de Cacau e Chocolate, proprietário da Fazenda Yrerê, onde trabalha com turismo rural, e atual presidente da Associação dos Produtores de Chocolate do Sul da Bahia. 

 

 

Cacau, chocolate, turismo e negócios. Gerson Marques estréia no Blog do Thame

gerson marquesNeste final de semana  tem estréia no Blog do Thame. O  presidente da  Associação dos Produtores de Chocolates do Sul da Bahia, produtor rural e empresário   Gerson Marques passa a assinar uma coluna sobre cacau, chocolate, turismo e negócios.

Em sua primeira coluna, que será publicada no sábado, ele aborda os novos rumos da região cacaueira, com a produção de chocolates finos, criando  oportunidades para quem trabalha com os olhos voltados para o futuro.

Gerson soma-se ao quadro de colunistas do Blog, que já conta com com colunas sobre Direito, com Débora Spagnol, Nutrição, com Andrea Spier, e Medicina Veterinária, com Hannah Thame e Esportes, com Daniel Thame.

Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia fortalece cacau e chocolate

parque tecAcontecerá no próximo dia 10 de março de 2017, no Auditório Paulo Souto, no Campus da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), às 14 horas, o lançamento do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia – PCTSul e a inauguração do Centro de Inovação do Cacau, primeira iniciativa do empreendimento, que surge para corroborar com o fortalecimento da região cacaueira.

O PCTSul é uma iniciativa do Comitê de Instituições Públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado da Bahia, formado em 2013, por cinco instituições: UFSB, UESC, CEPLAC, IFBA e IFBaiano. Seu objetivo principal consiste na concepção, estruturação e gestão sustentável de um ambiente de negócios capaz de integrar o mercado empresarial com o poder público e a comunidade científica, de forma a estimular o desenvolvimento de produtos, processos e serviços tecnológicos e inovadores que proponham ideias e soluções criativas para o mercado nacional e internacional, de forma a estimular o desenvolvimento regional e a valorização da matriz produtiva do Sul da Bahia.

cacau ouroAs primeiras operações do PCTSul terão como foco a cadeia produtiva do cacau, através de um Centro Integrado de Inteligência e Inovação que se dedicará a realização de análises físico-químicas, com foco na melhora da produtividade, qualidade e rastreabilidade das amêndoas, viabilizando o fortalecimento da inserção do cacau baiano nos circuitos produtores de chocolates finos e de origem. Segundo Cristiano Villela, Secretário Executivo do PCTSul, está previsto um volume de investimento inicial de R$ 2,6 milhões de reais, que serão distribuídos em três fases de implementação das ações.

chocA UESC além de sócia-fundadora, colabora com o desenvolvimento organizacional do PCTSul através do Programa de Incubação da Broto Incubadora de Biotecnologia – BROTO, iniciativa bi-institucional da UESC e UEFS, que fornece suporte gerencial, orientação tecnológica e consultoria econômico-financeira a empreendimentos de base tecnológica. A UESC também apoia a iniciativa através do fornecimento da infraestrutura que abrigará o Centro de Inovação do Cacau, que funcionará no Instituto de Análises Físico-Químicas (IPAF) no Campus da Universidade, a ser apresentado à comunidade após o evento de lançamento.

O evento reunirá autoridades políticas, empresários, representantes da comunidade científica e cacauicultores. A programação prevê uma palestra de abertura com Dr. Guilherme Ary Plonki, que abordará “O papel de um parque científico e tecnológico para o desenvolvimento regional”. Na sequência, está prevista a realização de uma mesa redonda com representantes das instituições fundadoras do PCTSul e produtores de cacau, que vão apresentar à comunidade a iniciativa do empreendimento e os seus desafios.

Governo apresenta parque para desenvolvimento do cacau e chocolate no Sul da Bahia

ceplac 10A apresentação do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia, que vai funcionar dentro da Universidade Estadual Santa Cruz (Uesc), na rodovia Ilhéus-Itabuna, marcou as comemorações dos 60 anos da implantação da Comissão Executiva da Lavoura Cacaueira (Ceplac). O evento foi realizado da manhã desta segunda-feira (20), na sede regional da instituição, e contou com as presenças dos secretários estaduais de Agricultura, Vitor Bonfim; Ciência e Tecnologia, José Vivaldo Mendonça; Meio Ambiente, Geraldo Reis; e Desenvolvimento Rural, Jerônimo Rodrigues.

ceplac 11Articulado pela secretaria estadual de Ciência e Tecnologia e a Uesc, o Parque vai funcionar dentro da Uesc com foco na criação e inovação da cadeia produtiva do cacau e chocolate no Sul da Bahia. Foram três anos de estudos para o desenvolvimento do projeto do Parque que irá auxiliar, ainda, na qualificação dos ensinos Técnico e Superior da região. O Parque tem previsão de investimentos de R$ 6,5 milhões até 2019 e possui ainda como metas o desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental, produtividade e competitividade do cacau e do chocolate, fomento à produção agroindustrial, agroecologia e agricultura familiar e manejo e conservação dos recursos florestais.

A primeira estrutura do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia será inaugurada no mês de março. Trata-se do Centro de Inovação do Cacau, instalado em uma área dentro do Instituto Nacional de Pesquisa e Análises Físico-quimicas da Uesc.

ceplac 13De acordo com José Vivaldo Mendonça, “a Ceplac é uma referência mundial em pesquisa de cacau. Com o apoio do Governo do Estado, atuando em parceria com a Ceplac, a Universidade Estadual de Santa Cruz, e a Universidade Federal do Sul da Bahia, vamos ampliar o processo de geração de tecnologia voltada para o desenvolvimento regional, que passa pelo fortalecimento da cadeia produtiva do cacau”.

O superintendente regional da Ceplac, Antonio Zugaib, destacou que “a parceria com o Governo do Estado é importante porque envolve não apenas recursos, mas difusão do conhecimento entre as instituições, tendo o Parque Científico e Tecnológico como agente catalizador para o desenvolvimento regional”.

Para o secretário Jerônimo Rodrigues, “o grande desafio é adotar um modelo que garanta a retomada econômica do cacau e, para isso, o Governo do Estado tem estabelecido parcerias que fortaleçam a cadeia produtiva do chocolate e programas de diversificação como agroindústria e fruticultura”.

O secretário Geraldo Reis afirmou que haverá investimentos em técnicas de produção que permitam a conservação ambiental, já que o cacau, por suas características de cultivo, contribui para a preservação da Mata Atlântica.

Ampliação da produção

ceplac 12Já o secretário Vitor Bonfim disse que o Governo está trabalhando em conjunto com a Ceplac para ampliar a produção de cacau e reduzir a dependência da importação de amêndoas da África e da Ásia, que oferecem riscos de introdução de pragas.

Para o presidente da Associação dos Municípios da Região Cacaueira e do Consórcio Intermunicipal Litoral Sul, Antônio de Anízio, “a Ceplac e o Governo do Estado são fundamentais nesse processo em que se busca agregar valor ao  cacau, através da produção de amêndoas de  qualidade e da fabricação de chocolate gourmet, ampliando a geração de emprego e renda”.

cacau e chocolate 2A comemoração dos 60 anos da Ceplac foi encerrada com a entrega de placas homenagens a funcionários e de uma palestra sobre a história da instituição, criada por Juscelino Kubitschek e que nas décadas de 1970 e 1980 elevou a produção de cacau na Bahia para 400 mil toneladas/ano. Atualmente, em processo de retomada, a produção é de cerca de 130 mil toneladas/ano e, além das amêndoas, estão sendo feitos investimentos na produção de chocolate, com a criação de cerca de 20 marcas, que já atingem os mercados nacional e internacional de chocolates finos.

Painel na parede externa do Edifício  Cidade de Ilhéus, na Avenida Estados Unidos, Cidade Baixa, Salvador, mostra os Maias tratando o cacau e o chocolate como divindades gastronômicas. O tempo veio comprovar que eles estavam certos em sua adoração pelos frutos de ouro e pelo chocolate, atualmente duas das principais delícias do Sul da Bahia.
Painel na parede externa do Edifício Cidade de Ilhéus, na Avenida Estados Unidos, Cidade Baixa, Salvador, mostra
os Maias tratando o cacau e o chocolate como divindades gastronômicas.
O tempo veio comprovar que eles estavam certos em sua adoração pelos frutos de ouro e pelo chocolate, atualmente duas das principais delícias do Sul da Bahia.

Chocolate do Assentamento Terra Vista no Salon du Chocolat de Paris

Joelson e o chocolate do Terra Vista

Joelson e o chocolate do Terra Vista

A ONG Teia dos Povos, o  Assentamento Terra Vista e Instituto Biofábrica participaram do encontro sobre  Cacau e Chocolate,  na Embaixada do Brasil na França. O evento contou com a presença  do governador Rui Costa e de 36 empresas do trade de turismo de  Paris, além de produtores brasileiros.

O chocolate produzido pelo Assentamento Terra Vista, em Arataca, no Sul da Bahia, fez parte da mesa principal dos produtos em exposição, e foi muito elogiado pelos participantes. Para Joelson Ferreira, um dos coordenadores da Teia dos Povos e fundador do MST da Bahia, “estamos iniciando uma grande jornada do cacau e do chocolate na região cacaueira com a nossa proposta de recuperar 200 mil hectares de cacau cabruca e implantar 200 hectares de sistemas agroflorestais”.

O chocolate gourmet Terra Vista, em embalagens com 60% e 70% de teor de cacau, já é comercializado em várias partes do Brasil e, a partir do Salon du Chocolate de Paris, pode ganhar mercado no exterior.

 

Na França, Rui diz que Bahia quer ser referência no Brasil para produção de chocolates finos

franca-2O governador Rui Costa chegou nesta quarta-feira (26), em Paris. Seu primeiro compromisso foi um almoço com empresários da cadeia do cacau e do chocolate do Brasil que estão na capital francesa para participar do 22º Salon du Chocolat, maior evento do mundial do setor. Durante a reunião foram discutidas ações relacionadas ao desenvolvimento da cadeia. Em seguida, o governador Rui Costa participou de um encontro com representantes dos trades turísticos baiano e francês, na Embaixada do Brasil na França.

No encontro com os empresários da cadeia do cacau e do chocolate, Rui reforçou que é preciso agregar mais valor ao produto feito tanto por grandes cacauicultores como por agricultores familiares.

Presente ao evento, o coordenador do Stand da Bahia no Salon du Chocolat, o produtor de cacau e chocolate Marco Lessa, classificou o encontro como muito produtivo. “Foram discutidos pontos que consideramos estratégicos e fundamentais para atingirmos metas importantes até 2020. Entre esses pontos estão o investimento em tecnologia e a divulgação do nosso produto que vão contribuir para o desenvolvimento do cacau e chocolate de origem da Bahia conquistar o mundo”, afirmou Lessa.

Turismo e chocolate

franca-3Na Embaixada brasileira, que vem dando suporte às ações do Governo da Bahia na França, o enfoque foi a divulgação do Destino Bahia, com destaque para a Costa do Cacau. Durante o evento, o governador concedeu uma entrevista à Rádio França Internacional (RFI). Os temas abordados foram os setores cacau e turismo, principais destaques da viagem de Rui.

Ele ressaltou que na Bahia, turismo e chocolate formam um casamento perfeito. “Falar de cacau na Bahia é falar da história, do processo de desenvolvimento e urbanização da região sul do nosso estado. Estamos aqui para apoiar esse produto tão importante para a economia baiana que já sustentou o estado e hoje se recupera. Nossa meta é verticalizar a cadeia produtiva do cacau, com produção de chocolate fino”, disse à emissora francesa.

franca-4Antes do encontro de Rui com o trade, o Governo do Estado promoveu, na Embaixada, uma capacitação para cerca de 40 operadoras francesas sobre as atrações do turismo na Bahia, em especial da Costa do Cacau. O objetivo é atrair um público cada vez maior de franceses que já formam um dos principais grupos turistas a visitar todos os anos o estado.

Na rota do cacau

O secretário estadual de Turismo, José Alves, que faz parte da comitiva do governador, disse que um evento voltado à cadeia do chocolate é uma grande oportunidade para divulgar o estado e atrair visitantes franceses.

“O Salon du Chocolat é uma porta de entrada para nós divulgarmos a Costa do Cacau. Temos famílias que produzem amêndoas selecionadas, de alta qualidade. A cada colheita o produto vem ganhando mais qualidade. Isso é importante porque vai gerar um chocolate melhor ainda”, disse o secretário.

Ele destacou que, além do chocolate, a Costa do Cacau dispõe de belas praias e da cultura divulgada na França pelo escritor Jorge Amado. “Na rota do cacau que passa por diversos municípios o turista pode visitar antigas fazendas, degustar e comprar o chocolate. Estamos divulgando esse roteiro e todo o estado, que é pródigo em belezas naturais”.

 

Ouça a entrevista de Rui à Radio França Internacional

Rui viaja à França em busca de novos investimentos para setores do cacau e do turismo no Sul da Bahia

Buscando atrair novos projetos e investimentos para o Estado, o governador Rui Costa viaja nesta semana para a França, onde vai se reunir com empresários da indústria do chocolate e da área do turismo. Um dos compromissos de Rui será uma visita ao Salon du Chocolat Paris, principal evento mundial do setor, que vai reunir 500 expositores da França e de outros países.

ruio-cacau-2O governador chegará à capital francesa na quarta-feira (26) quando se reunirá com empresários do chocolate da Bahia e do exterior para discutir ações voltadas para o setor. Ainda neste mesmo dia, Rui Costa estará na Embaixada do Brasil para participar do evento Divulgação Bahia Destino – Rota do Cacau.

Na quinta-feira (27), o governador se encontra com dirigentes da Egis Group, um grupo internacional de consultoria, engenharia, estruturação de projetos e serviços de operação. Na pauta, está a viabilidade técnico-econômico e ambiental de linhas de teleféricos que funcionarão como ligação entre as estações de Metrô de Salvador e bairros situados nas suas proximidades.

Fazem parte da comitiva do governador o secretário de Turismo, José Alves, o diretor de Promoção Nacional e Internacional da Bahiatursa, Celso Cotrim, e o chefe de gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Jeandro Ribeiro.

Salão do Chocolate
1O Salon du Chocolat Paris está na programação de sexta-feira (28), último dia da agenda do governador na França. O Salon du Chocolat está na sua 22ª edição e será realizado entre os dias 28 de outubro e 1º de novembro, em uma área de 20 mil metros quadrados do centro de exposições de Porte de Varsailles. Entre os expositores franceses e estrangeiros estão chocolatiers, chefes pasticeiros e países produtores de cacau, junto com os maiores cozinheiros, confeiteiros, designers e especialistas.

Rui participa do evento a convite dos expositores brasileiros. Trata-se de uma oportunidade para que a Bahia, principal referência para a produção de cacau do Brasil, possa apresentar todo seu potencial para fabricação de produtos da cadeia do chocolate e outros derivados da planta. Em 2012, Salvador sediou uma edição do evento que é promovido em diferentes países e continentes.

Salon du Chocolat Paris é o mais importante entre as demais edições do evento realizadas em outros países, pela tradição francesa em relação à fabricação e consumo de chocolate e por ter sido o local inicial de criação do salão. O evento procura estabelecer a ligação entre as diferentes partes que compõem a cadeia produtiva do cacau ao chocolate.

Revitalização do cacau

rui-cacau-1Depois de anos de crise e incertezas, a cultura do cacau na Bahia vem encontrando novos caminhos, com destaque para o cultivo orgânico e a produção de chocolates finos.  A recuperação do setor é resultado de anos de trabalho dos produtores que contaram com apoio do Governo do Estado, através de ações como a busca por mudas mais resistentes a pragas, desenvolvidas pelo Instituto Biofábrica, gerido pelo Estado e instalado na região sul.

Atualmente, a Bahia é o mais importante produtor nacional de cacau, com grande potencial para exportação. O estado vive momento de retomada da produção e investe cada vez mais em qualidade das amêndoas, matéria-prima que tem atraído chocolateiros da Europa. No segundo semestre de 2015, a Bahia quebrou jejum de 20 anos sem exportar, com envio de 6,4 mil toneladas de amêndoas de cacau, avaliadas em R$ 19,4 milhões, para a Europa, o que deu novo ânimo aos cacauicultores do estado. O Brasil possui 490 mil hectares cultivados com cacaueiros em diferentes regiões, e três principais zonas distintas de produção dos biomas Amazônia e Mata Atlântica, sendo um deles o sul da Bahia.

 

A Bahia, além de ser o maior produtor nacional, dispõe de condições para o fornecimento de cacau de alta qualidade, inclusive para o mercado voltado a produção de chocolates gourmet. A região produtora, Ilhéus e Itabuna, possui três empresas:  Olam, Cargill e Barry Callebault, com capacidade de 250.000 toneladas, produzindo Liquor, Torta e Manteiga, operando em sua plenitude. Já existem mais de 40 empresas produtoras de chocolate que dão ênfase a um mercado de chocolate com maior teor de cacau, segmento que vem crescendo gradativamente.

O Brasil já vende cacau fino para Europa, Estados Unidos, Japão e no mercado interno. Fazendeiros chegam a vender 97% da sua produção como cacau fino a preços especiais. Destaca-se também que indústrias de chocolates renomadas no Brasil e do Japão lançaram marcas de chocolates exclusivas com cacau brasileiro. No caso do Japão, que prioriza o apelo ambiental, uma grande empresa lançou uma linha de chocolate exclusiva com o cacau do Brasil, chamada “ecochoco”.

No mercado brasileiro, indústrias que importavam “cacau de origem” para confecção de chocolates finos, criaram uma linha de produção exclusiva com cacau brasileiro, chamada “chocolate pratigi” e “chocolate serra do conduru”. Na Europa, o cacau brasileiro já entrou na linha de produção de empresas renomadas.

Rota turística do cacau

No sul do estado, principalmente em Ilhéus, estão concentradas as maiores plantações de cacau do país. Muitas das grandes fazendas permitem visitas guiadas, nas quais todo o ciclo do fruto é apresentado ao turista. Conhecido como Rota do Cacau, o tour mostra todo o processo de plantação, coleta e transformação do fruto. No final, é claro, o turista pode degustar os mais variados alimentos derivados do cacau, desde sucos até chocolates caseiros.

Cidades históricas, como Ilhéus, pontuam este roteiro e oferecem, além de ótimos serviços, atrativos que contam a saga da capitania, do cacau, da religiosidade popular, de seu rico folclore e os recantos descritos pelo seu mais ilustre escritor, Jorge Amado, criador de Gabriela.

O fruto que já foi de ouro, agora brilha em forma de chocolate do Sul da Bahia.  A eterna magia do cacau.

O fruto que já foi de ouro, agora brilha em forma de chocolate do Sul da Bahia.
A eterna magia do cacau.





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