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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

maio 2026
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Um erro urbano anunciado: a escolha equivocada da Avenida Soares Lopes para a Polícia Federal

Por Anna Lívia Ribeiro

 

É preciso tratar o tema com objetividade: a proposta de construir uma unidade da Polícia Federal na Avenida Soares Lopes é um erro técnico, urbanístico e estratégico.

E que não se distorça o argumento: não há aqui qualquer oposição à Polícia Federal. Trata-se de uma instituição essencial ao funcionamento do Estado Democrático, com atribuições que exigem estrutura, segurança e eficiência. Justamente por isso, sua instalação precisa obedecer a critérios rigorosos de localização o que, claramente, não é o caso.

A Avenida Soares Lopes é um dos principais cartões-postais de Ilhéus e, sobretudo, um espaço de convivência coletiva. Ali acontecem caminhadas, eventos culturais, encontros familiares e manifestações que fazem parte da identidade da cidade. É um ambiente aberto, democrático e simbólico, que conecta a população com o mar e com a própria história local.

Destinar um dos espaços mais valorizados e sensíveis para um equipamento público de natureza administrativa e operacional levanta uma questão básica: onde está o planejamento urbano?

A Avenida Soares Lopes é uma área de alta exposição, circulação intensa, vocação turística e uso coletivo. Inserir ali uma edificação institucional, com necessidade de controle de acesso, segurança reforçada e possível restrição de uso do entorno, não dialoga com as características do espaço. Ao contrário: entra em conflito direto com elas.

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SEC convoca 111 novos professores e reforça Educação Profissional e Indígena na rede estadual

A Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) publicou, no Diário Oficial do Estado de sábado (11), a convocação de 111 candidatos aprovados em processos seletivos simplificados para contratação sob o Regime Especial de Direito Administrativo (REDA). Ao todo, foram chamados 97 professores da Educação Profissional, por meio do Edital SEC/SUDEPE nº 03/2025, e 14 professores da Educação Indígena, que irão atuar nas unidades escolares da rede estadual.

O prazo para o envio da documentação necessária ao ingresso começa nesta segunda-feira (13) e prossegue até 27 de abril, correspondendo a dez dias úteis, conforme estabelecido nas portarias. Os candidatos convocados devem apresentar a documentação exigida dentro do período estipulado, condição obrigatória para a efetivação da contratação.

Os profissionais selecionados terão vínculo contratual com duração de até 36 meses, podendo ser prorrogado por igual período, com carga horária de 20 horas semanais. A remuneração varia de acordo com a classe e o nível, conforme os critérios definidos nos editais dos processos seletivos.

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Em três anos, crescimento contínuo do turismo baiano supera média nacional e registra marcas históricas

Bahia é destaque no turismo nacional (foto Tatiana Azeviche-Ascom Seturr)

Destino diversificado, a Bahia consolida sua posição de líder do turismo brasileiro, com crescimento acima da média nacional, por três anos consecutivos. Em 2025, as atividades turísticas na Bahia tiveram um aumento de 6,6%, enquanto no Brasil o índice foi de 4,6%. Em 2024, o estado cresceu 8,4%, frente a 3,6% do país. No ano de 2023, o turismo baiano registrou crescimento de 11,4%, superando a média nacional de 7%. O desempenho histórico é atestado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outro indicador em que a Bahia alcançou marca histórica foi na atração de turistas internacionais, com 2025 sendo o ano que registrou o desembarque de mais de 211 mil estrangeiros nos aeroportos baianos, resultado 47,3% superior ao verificado em 2024 e a melhor marca desde 2019. Os dados são do Ministério do Turismo (Mtur) e da Polícia Federal.

A crescente chegada de visitantes nacionais e estrangeiros aqueceu a economia baiana. A receita gerada pelos turistas no estado, que em 2024 foi de R$ 41,9 bilhões, aumentou para R$ 47,1 bilhões em 2025. Já o ICMS recolhido passou de R$ 4 bilhões em 2023 para R$ 6,5 bilhões em 2025. Há reflexos ainda na geração de empregos em atividades turísticas: a criação de 43,2 mil novos postos de trabalho com carteira assinada, entre 2021 e 2025, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

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O Príncipe Encantado nunca existiu! Ilusão ou desilusão?

Mônica Ralile

 

Desde cedo, muitas mulheres crescem embaladas por histórias de contos de fadas, onde o príncipe encantado surge como a solução mágica para todos os problemas. Ele chega no cavalo branco, resgata, salva e garante um final feliz eterno. Mas será que esse personagem idealizado realmente existe fora das páginas da fantasia?

A verdade é que o “príncipe encantado” nunca passou de uma construção simbólica, fruto da ilusão coletiva de que a felicidade depende de alguém perfeito que virá completar nossas faltas, e preencher o vazio que só pode ser preenchido pelo nosso amor próprio.

Reconhecer que o príncipe não existe é compreender que a vida real é feita de pessoas imperfeitas, que amam, erram, aprendem e se transformam. E que nós mulheres podemos construir nosso próprio castelo sem precisar de príncipe encantado para nos salvar. Somos donas de nós, somos protagonistas da nossa própria história. Podemos escolher ficarmos sozinhas, mas podemos escolher termos um amor companheiro, real e imperfeito. Porque também somos imperfeitas.

A construção da nossa história pode ser libertadora. Mas primeiro devemos buscar o nosso amor próprio para depois amar o outro. Nossas buscas e encontros estão dentro de nós.

Não é desilusão, mas revelação: não precisamos de um príncipe encantado para viver o amor. A vida real não se faz de coroas douradas, mas de mãos dadas no caminho incerto. Amar não é encontrar o ser perfeito, mas construir a perfeição possível no encontro das imperfeições, o olhar cúmplice, a palavra sincera, o abraço que acolhe sem precisar salvar.

A ilusão cria expectativas irreais. A desilusão rompe essas expectativas, mas também abre espaço para o real: relações reais, sustentadas pela cumplicidade. Não existem príncipes encantados, mas há seres humanos que, sem coroas ou cavalos brancos, podem oferecer algo ainda mais valioso, a possibilidade de viver um amor real, imperfeito, humano e possível.

Mônica Ralile é educadora e escritora

Teatro Popular de Ilhéus leva “Borépete?. Uno” em mini turnê em unidades do SESC Bahia

O Teatro Popular de Ilhéus (TPI) inicia, no dia 17 deste mês, uma mini turnê do espetáculo Borépete?. Uno pelas cidades de Jacobina e Santo Antônio de Jesus. O projeto criado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), tem como objetivo fortalecer a cadeia produtiva do teatro e ampliar o acesso do público às artes cênicas. O Circula Cena conta com a parceria do Serviço Social do Comércio (Sesc-Bahia). A Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) fortalece a parceria, mediando ações de formação com o público estudantil.

Com linguagem contemporânea e forte experimentação estética, Borépete?. Uno convida o público a uma imersão sensorial e reflexiva, abordando temas como identidade, coletividade e os atravessamentos culturais que moldam o Brasil profundo.

Em Jacobina, as apresentações acontecem nos dias 17 e 18 de abril, e em Santo Antônio de Jesus, nos dias 21 e 22 de abril, sempre às 19h. A obra combina elementos físicos, sonoros e visuais, criando uma experiência cênica que rompe com narrativas tradicionais e propõe um diálogo direto com o espectador.

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Eu, André Rosa, Jorge Amado e o Cú do Mundo

Daniel Thame

André Rosa foi um dos grandes escritores desse chão grapiuna, tão pródigo na literatura. Um grande ser humano, que hoje dá nome a um espaço público em que livros podem ser apreciados gratuitamente, num belo projeto de incentivo à leitura..

Minha convivência com ele foi esparsa, um ou dois encontros ocasionais em Ilhéus e Itabuna, sempre em eventos literários em que eu, mero jornalista que se atreve a escrever livros, quase nunca participo, por timidez e porque esse não é meu mundo.

 

Mas, vivemos juntos, ainda que de forma involuntária, um momento marcante, pelo inesperado e inusitado.

 

Em 2018 participamos juntos de uma  mesa na Festa Literária de Itabuna, a Felita, para falar sobre a obra de Jorge Amado.

Ele por seu vasto conhecimento acadêmico.

Eu, ex-jornalista em atividade e escritor extemporâneo,  por ter me atrevido a escrever um livro, Jorge100anosAmado-Tributo a um eterno Menino Grapiuna, homenagem ao centenário do escritor.

Cerca de 100 pessoas na platéia, boa parte delas composta de estudantes, levados quase à força por professores, para evitar que  os escritores não falassem para ninguém.

André esbanjando conhecimento.

Eu, cultura que não enche um pires, usando o empirismo que me permite estar beirando os 50 anos de jornalismo e já r com cinco livros publicados.

 

André falava com a bagagem de um estudioso  sobre a obra de Jorge e eu indo pelo lado sarcástico do escritor, com seus personagens que são a cara do povo. Tipo ´toca a bola e se livra logo dela´.

 

Tudo ia bem, até que alguém na platéia pergunta porque o povo de Ferradas rejeitava Jorge.

 

André Rosa, do alto de sua sabedoria, craque que era, mata a bola no peito e responde:

 

-Um dos motivos é que em algumas de suas obras Jorge Amado se refere a Ferradas como o cú do mundo.

 

E eu, sutileza de zagueiro de time de roça, vou na canela:

 

-E cá pra nós, ele tinha razão. Ferradas é o cú do mundo mesmo.

 

O que eu não sabia e nem tinha como saber é que a maior parte daquele grupo de estudantes no Centro de Cultura veio de uma escola de… adivinhem, Ferradas!

 

Se tivesse algum jagunço na platéia, e felizmente não tinha, era tocaia, e das grandes.

 

Avisado pelo organizador da Felita, Gustavo Felicíssimo,  tentei consertar, mas não havia o que consertar.

 

Lesse eu pensamentos e certamente captaria nada amadianas homenagens a senhora minha mãe.

 

Fecha o livro.

 

 

7 mentiras que você ainda acredita sobre a saúde do seu Pet

Dra. Hannah Thame

A Dra. Hannah Thame é diretora da HERA-Hannah Espaço de Reabilitação Animal em Vitória da Conquista.

Fone (73) 99199-3208

Como seria nosso Museu do Amanhã?

Kiko de Assis

 

O traço de Oscar Niemeyer ajudou a consolidar uma ideia de arquitetura brasileira associada ao gesto grandioso, ao concreto moldado como escultura e à paisagem monumental. Obras como a Catedral de Brasília não são apenas edifícios, são afirmações de poder técnico, estético e político. Mas, à luz das urgências ambientais do nosso tempo, é inevitável revisitar esse legado sob uma nova lente: a do impacto ecológico e da responsabilidade climática.

O monumentalismo, por sua própria natureza, tende ao excesso. Grandes vãos, volumetrias generosas, superfícies extensas de concreto e vidro. Tudo isso cobra um preço ambiental alto, desde a extração de matéria-prima até o consumo energético para manter essas estruturas funcionando. O concreto armado, material-símbolo dessa arquitetura, é também um dos maiores emissores de CO? do planeta.

Enquanto isso, a maior parte das cidades brasileiras, de Itabuna/Ilhéus a tantas outras fora do eixo monumental, enfrentam desafios muito mais urgentes: ilhas de calor, drenagem precária, ocupações em áreas de risco, moradias sem ventilação adequada. Nessas realidades, repetir a lógica do espetáculo arquitetônico não é apenas inviável, é ambientalmente irresponsável.
Surge então uma pergunta incômoda: que arquitetura faz sentido em um planeta em crise climática?

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E Santinho bagunçou o Flamengo de Itabuna

Walmir Rosário

Bons tempos aqueles em que o futebol amador de Itabuna encantava os torcedores. Para o bem da verdade, nossos jogadores, depois de investidos no “hall da fama”, passavam a outra condição, a de craques remunerados, presenteados, soa melhor. Sempre que assinavam um contrato levavam um regalo que poderia ser uma bicicleta ou até mesmo um carro.

E um desses bem acolhidos pela sorte era Santinho, batizado e registrado Gilberto Silva Moura, liderança consagrada em todos os times em que jogou, inclusive na famosa Seleção de Itabuna, a Hexacampeã Baiana. Nas quatro linhas um craque daqueles que intimidava o adversário pelo futebol que apresentava. Era ele e mais 10.

Na concentração, recebiam todas as instruções dos técnicos até o adversário engrossar o jogo, quando ele e mais uns dois ou três decidiam como o time iria jogar daí pra frente. Fora de campo – na concentração ou fora dela –, tomava conta dos jogadores mais novos e sempre era o chefão na hora de uma boa farra, evocando os resultados para si.

Santinho sentou praça e ficou famoso no Fluminense de Itabuna, ao qual indicava jogadores daqui e região. No início do ano de 1958 o craque aceitou uma rica proposta do Flamengo de Itabuna e resolve deixar o Tricolor. No time Rubro-negro não se deu bem como acreditaria, apesar do rico contrato, com luvas e salários de fazer inveja aos colegas amadores.

Ao revelar para os dirigentes do Flamengo que não se sentia à vontade no clube, foi um reboliço sem tamanho no novo time, que fez grande festa na sua contratação e esperava a retumbante estreia no Campeonato de 1958. A notícia provocou o estrondo de uma bomba na cidade! Os dirigentes do Flamengo que tinham sido contra sua contração soltavam fogo pelo nariz.

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Entre rimas e histórias: Oficina de Literatura de Cordel encanta crianças em Ilhéus

A Casa da Cultura Popular de Ilhéus realizou uma oficina de Literatura de Cordel voltada para os alunos da Educação Infantil das 10 turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Innova, no bairro Teotônio Vilela. A atividade aconteceu das 10h às 11h30 e integrou as ações do projeto “Cultura Viva em Movimento: Formação, Tradição e Oportunidade na Casa da Cultura Popular”, que busca promover a formação cultural da juventude e fortalecer os vínculos entre educação e tradição.

A oficina foi conduzida por Janete Lainha, fundadora da Casa da Cultura Popular e uma das principais referências na preservação e difusão da cultura popular no sul da Bahia. Conhecida como “Mestra Lainha, a Colecionadora de Palavras”, é psicopedagoga com especialização em Cultura Afro-Brasileira e Cultura Popular, além de detentora do título de Doutora Honoris Causa por sua relevante contribuição à cultura nacional. Com mais de mil obras publicadas na literatura de cordel — muitas delas premiadas —, Mestra Lainha também se destaca na xilogravura, na confecção de estandartes, no teatro e em diversas outras linguagens artísticas.

Seu trabalho articula palavra, imagem e ancestralidade, mantendo vivas as tradições dos griôs e fortalecendo a literatura afrocêntrica, com ênfase em temas como protagonismo negro, mulheres, terreiros e a luta por justiça social. Para José Guilherme Santos, presidente da instituição e idealizador do projeto, o cordel é uma ferramenta potente no processo de aprendizagem infantil. “O cordel dialoga diretamente com o universo das crianças, estimulando a imaginação, a escuta e a criatividade.

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