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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: ‘futebol’

Artigo de pesquisadores da Uesc analisa urbanização de Ilhéus e impacto do futebol na ´Era de Ouro` do Cacauacaueiro

Estudo publicado na revista Acervo investiga a relação entre

economia do cacau, imprensa e projetos urbanos na primeira metade do século XX

Pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), os professores Dr. Marcial Cotes e Dr. Elvis Barbosa, publicaram o artigo “Cacau, imprensa e urbanização: a inauguração do Estádio Mário Pessoa, em Ilhéus, e a repercussão nacional” na revista Acervo, periódico científico do Arquivo Nacional. O estudo examina como a economia cacaueira impulsionou transformações urbanas em Ilhéus entre 1890 e 1942, período em que obras públicas e práticas culturais contribuíram para consolidar a cidade como centro regional.

A pesquisa demonstra que, nesse contexto, o futebol passou a ser associado às ideias de progresso e civilidade, enquanto a imprensa desempenhou papel relevante na construção da imagem pública de Ilhéus. A análise revela como jornais da época difundiram a inauguração do Estádio Mário Pessoa como símbolo de modernidade urbana, integrando o esporte ao discurso de desenvolvimento da cidade.

O trabalho também destaca a importância do complexo educacional e esportivo formado pelo Ginásio Municipal — atual Instituto Municipal de Ensino Eusínio Gaston Lavigne — e pelo Estádio Mário Pessoa. Segundo os autores, o conjunto arquitetônico representou uma vitrine urbana marcada pela linguagem modernista, evidenciada em soluções voltadas à ventilação, iluminação e em elementos estéticos característicos do período.

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2026 é o ano do brasileiro vencer: no futebol e na política

Andreyver Lima

Quem melhor do que o brasileiro para discutir futebol e política? Somos um povo que tem o time do coração e o político de estimação. Sofremos, xingamos, defendemos, abandonamos e voltamos. Tudo com a mesma intensidade de um clássico no domingo ou de uma eleição apertada no segundo turno.

E 2026 nasce como um desses anos raros, em que o calendário parece conspirar.

O ano começa em ritmo de Carnaval,  que cai em fevereiro, com segunda e terça-feira oficialmente parando o país, e uma quarta-feira meia boca. Janeiro já abre com feriado numa quinta-feira, convidando o brasileiro ao primeiro “enforcamento” do ano. Ao longo de 2026, o Brasil terá feriados estratégicos: Sexta-feira Santa (3 de abril), Dia do Trabalho (1º de maio, sexta), Corpus Christi (4 de junho, quinta), Independência do Brasil (7 de setembro, segunda), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro, segunda), Finados (2 de novembro, segunda) e Consciência Negra (20 de novembro, sexta). Um país que trabalha muito, mas sabe como poucos esticar o tempo.

Depois o coração acelera de novo: Copa do Mundo. Entre 11 de junho e 19 de julho, com 48 seleções, 104 jogos e três países-sede. O Brasil, claro, entra como protagonista de milhões de brasileiros

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Ex-Vitória, Gabriel Bispo lidera estatísticas do Botafogo-SP em campanha na Série B

Com uma sequência positiva na reta final, o Botafogo-SP alcançou o objetivo da permanência na Série B. A equipe sofreu apenas uma derrota nas últimas oito rodadas e garantiu presença na próxima edição do torneio.

Quem teve papel importante na campanha foi Gabriel Bispo. Presente em sete dos últimos oito jogos do Botafogo-SP, o meio-campista baiano terminou a competição com o maior número de desarmes da equipe (56). Além disso, foi líder do Pantera em duelos ganhos — aéreos (79) e totais (158). De acordo com a plataforma Sofascore, ele ainda teve a melhor média de passes certos (27,8 por jogo) entre os atletas do seu setor no elenco.

“Foi um ano muito intenso, de muitos desafios, mas o grupo se manteve unido em todos os momentos. Essa força coletiva fez a diferença na reta final. Cada jogador entendeu seu papel, ninguém desistiu, e conseguimos alcançar o objetivo da permanência”, ressaltou o jogador, que é natural de Porto Seguro (BA).

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Após subir com o Vitória, lateral é campeão da Série D e conquista acessos em todas as divisões do futebol brasileiro

Guilherme Lazaroni alcançou um feito expressivo na carreira. Campeão da Série D com o Barra, o lateral-esquerdo agora soma acessos em todas as divisões do futebol brasileiro.
Antes de subir para a Série C com o time catarinense, Lazaroni havia conquistado promoções à Série B por Novorizontino (2021) e Vitória (2022), e para a Série A com o Sport (2019).

“Cada conquista tem um significado especial na carreira, um desafio diferente. Esse acesso com o Barra foi marcante por tudo que representou para o clube e a cidade, além de ter sido coroado com o título. Para mim, é uma honra fazer parte disso”, destacou o jogador, de 32 anos.
Guilherme Lazaroni chegou ao Barra justamente para a disputa da Série D. Contratado após defender o Água Santa no Paulistão, o lateral foi titular em 17 dos 24 jogos da campanha vencedora. Fundado em 2013, o clube de Balneário Camboriú (SC) superou o Santa Cruz na decisão do campeonato, e conquistou o primeiro título nacional da sua história.

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Show do Intervalo

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1987, Radio Clube de Itabuna. A equipe de esportes, embora modesta, vinha dando um calor na Radio Difusora e na Radio Jornal. Recém chegado de Osasco, típica voz de caipira do interior, fui acolhido como comentarista, já que as vagas de repórter estavam devidamente preenchidas.

Se não chegava a ser um  Iedo Nogueira, o banbanbã da época, também não fazia feio, porque futebol é igual em qualquer lugar do mundo e eu já vinha de uma experiência de dez anos como repórter de campo, cobrindo os campeonatos Paulista e Brasileiro.

Entre os integrantes da equipe, estava Adelson Pinheiro, ótimo repórter, mas que tinha o hábito de interromper os comentários do intervalo com informações desnecessárias, apenas para continuar no ar.

Novo no pedaço, ainda tateando o terreno, ia levando e encarando aquelas interrupções na boa.

No intervalo de um jogo entre Serrano e Itabuna, em Vitória da Conquista, pelas semifinais do 1º. turno do Campeonato Baiano, não conseguia completar uma frase sem que o Adelson me interrompesse com alguma ´informação importante´.

Até que, na falta do que dizer, ele perpetrou: “quero informar aos ouvintes que os dois times estão nos vestiários”.

Tive que ir na canela: “valeu, Adelson, pela brilhante informação. Deve ser a primeira vez na história do futebol que os dois times descem para os vestiários no intervalo do jogo”.

O intrépido companheiro entendeu a sutileza do lance e pude concluir meus comentários até que, também certamente pela primeira vez na história do esporte bretão, os dois times voltassem para o campo após o intervalo.

Santinho, o craque que atuava nas 11 posições

 

 Walmir Rosário

Desde a segunda metade da década de 1950 que os torcedores de Itabuna e do Fluminense de nossa paróquia passaram a ter um xodó especial com um jogador, considerado a revelação e que atuou até no Itabuna Esporte Clube, nos fins da década de 1970. Bom driblador, embora sua marca maior fosse o poderoso petardo em direção ao gol. O terror dos goleiros.

Durante anos construiu sua história nos campos de Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Alagoinhas, Santo Amaro, São Félix, Belmonte, e onde mais a Seleção de Itabuna (amadora) jogasse. Não pense que ele não encantou a capital baiana, a Salvador dos grandes times profissionais. Em 1957 ele bagunçou as partidas nos campos da Graça e na Fonte Nova como se estivesse no quintal de casa.

Pois é, assim era Santinho, que na vida civil levava o nome de Gilberto Silva Moura, que não se intimidava em jogar na casa do adversário, seja lá qual fosse. No dia 4 de abril de 1957 jogou a partida final do Torneio Antônio Balbino contra a Seleção de Feira de Santana, por ocasião da inauguração dos refletores do Estádio da Fonte Nova.

Jogo empatado em 1X1 e a disputa final definida nos pênaltis, que seriam batidos por apenas um jogador de cada selecionado. Imediatamente o técnico da Seleção de Itabuna escolheu Santinho para bater as cobranças. Cinco penalidades batidas pela Seleção de Feira de Santana: cinco gols. O mesmo placar foi marcado por Santinho. Na segunda série, o mesmo resultado. O árbitro apita para a terceira série e Santinho marca os cinco gols, e para alegria dos itabunenses, o goleiro Carlito defende uma penalidade. Agora era a final.

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O fim do futebol do jeito que o povo gosta

Walmir Rosário

Inacreditável! A desastrada Confederação Brasileira de Futebol, mais conhecida como CBF, tenta acabar de vez com o futebol brasileiro, mas não é deixando de realizar os jogos em todo o Brasil. Não, eles escolheram um jeitinho e pretendem tornar o futebol um jogo amorfo, sem espetáculo, sem jogadas bonitas, um jogo praticado por pernas de pau ou autômatos.

Se hoje os jogos de futebol não merecem mais serem chamados de espetáculos, com raríssimas exceções, as frequentes canetadas oficiais o tornarão uma espécie de filme mudo, mas sem a graças dos grandes artistas. E essas proibições vêm sendo implantadas há anos, sob qualquer pretexto, quem sabe até globalistas. Perdoa, Pai, pois eles não sabem o que fazem.

O buraco é mais em baixo e eles sabem, sim, o que querem, e isto está largamente comprovado. De início, foram proibidos os dribles, os olés, as embaixadinhas, eliminando em campo as habilidades individuais. Agora não podem pisar com os dois pés na bola. Isso não pega bem, pois parece histórias de antigamente, quando quem mandava no jogo era o dono da bola. Ou ele jogava ou levava a bola para casa.

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Em partida de futebol que marcou Dia Mundial da Água EMASA e EMBASA empatam em 1 a 1


O Encontro das Águas marcou as comemorações do Dia Mundial da Água, em Itabuna, na tarde de sábado, dia 11, na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) uma partida de futebol entre EMASA e EMBASA comemorou a data para os colaboradores das duas empresas. O jogo entre as equipes terminou empatado em 1 a 1.

O jogo foi muito pegado, com muitas faltas cometidas no início pelos atletas duas equipes. O time da EMBASA saiu na frente com o gol do meio campista Flávio Calleri, ainda no primeiro tempo.

Na etapa final o time da EMASA, melhorou e aumentou a pressão sobre a equipe adversária e chegou ao gol de empate, através do atacante Ricardo, que assinalou o tento com um belo toque de calcanhar.

Com o empate, o troféu Encontro das Águas ficará, provisoriamente, com a EMASA até que uma nova partida seja marcada para que a taça fique com uma das equipes em definitivo.

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1952- a maior vitória do futebol tricolor

Walmir Rosário

Um livro para ficar na história dos torcedores do Fluminense carioca, ou das Laranjeiras, como queiram, estará à disposição dos tricolores de todo o Brasil, contando a história da 2ª Copa Rio, conquistada pelo Fluminense, em 1952, data do seu cinquentenário. E a obra do escritor Tasso Castro – 1952, A maior conquista do futebol tricolor – será lançada nesta segunda-feira (10 de fevereiro), às 18h30min, no Shopping Jequitibá, em Itabuna.

De pronto, vale avisar aos tricolores mais moços, que a Copa Rio foi o primeiro Campeonato Mundial de Clubes, realizado pela então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), a CBF da época, com licença da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Os jogos eram realizados no Rio de Janeiro e São Paulo, por equipes da Europa e da América Latina, duas delas brasileiras.

E o texto cirúrgico e preciso é o resultado de pesquisa realizada por Tasso Castro, que conta em detalhes o futebol da época, ressaltando o grande feito do Fluminense, desde a participação do Campeonato Carioca de 1951, considerado um timinho pela mídia. Além de faturar o Carioca de 51, os dirigentes ainda convenceram a CBD e a Fifa a realizarem a Copa Rio um ano antes, já que seria realizada de dois em dois anos, portanto, em 1953.

No livro, o Autor também mostra que o Fluminense foi o primeiro time brasileiro a vingar a nossa derrota de 1950 para a Seleção do Uruguai, que ficou conhecida como o “Maracanazo”. Isto porque o Fluminense jogou contra o Peñarol e aplicou um “chocolate” de 3X0, e nem tomou conhecimento dos carrascos Ghiggia, Schiaffino, dentre outros. Obdúlio Varela não jogou por estar contundido.

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Rádio Clube, o comentarista, o repórter e a reencarnação de Garrincha

Daniel Thame

Início de 1987. Recém chegado a Itabuna e já trabalhando no jornal A Região, contratado após uma frase típica da Manuel Leal ao saber de onde eu vinha (“se é  de São Paulo começa amanhã”, sem me pedir pra rabiscar um papel de embrulhar pão; como se vê sou de um tempo em que se embrulhava pão com papel).

 

Dito isto, e posto que em Osasco (SP) eu trabalhava como jornalista e radialista, bati às portas da Rádio Clube (depois Nacional) onde me apresentei e, ao contrário de Manuel Leal, fui recebido com desconfiança  por Son Gomes, filho do lendário Daniel Gomes, dono da emissora:

 

-Quem garante que você não vai usar o nome da rádio, dar uns golpes no comércio e se mandar?

 

Hoje parece grosseria, mas na época era quase praxe. O sujeito vinha atraído pela fama de cidade rica por conta do  cacau, conseguia emprego nas rádios e dava golpe mesmo.

 

Respondi com todo jeito possível:

 

-Son eu não vim  pra aventurar, vim pra fincar raízes aqui (como de fato finquei, grapiúna que me tornei)

Consegui o emprego na briosa equipe de esportes, que mesmo enfrentando a concorrência da estrelada Rádio Jornal, vinha dando conta do recado e conquistando audiência. Se em Osasco  eu era repórter de campo, em Itabuna fui contratado como comentarista.

 

Apesar do sotaque do interior paulista, carregado de erres que  mantenho até hoje,  ainda que falando um autêntico baianês, acabei escalado para os cobrir os jogos do Itabuna, que então tinha um time capaz de encarar Bahia e Vitória.

 

E chegamos aos finalmente, os motivos dessa croniqueta.

 

Num  dos primeiros jogos em que trabalhei, Itabuna x Leônico, se não me engano, com dez minutos de jogo o repórter tasca a pergunta:

 

-Daniel, o técnico não deveria ter escalado o Adailton  na ponta direita?

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