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Ex-Vitória, Gabriel Bispo lidera estatísticas do Botafogo-SP em campanha na Série B
Com uma sequência positiva na reta final, o Botafogo-SP alcançou o objetivo da permanência na Série B. A equipe sofreu apenas uma derrota nas últimas oito rodadas e garantiu presença na próxima edição do torneio.
Quem teve papel importante na campanha foi Gabriel Bispo. Presente em sete dos últimos oito jogos do Botafogo-SP, o meio-campista baiano terminou a competição com o maior número de desarmes da equipe (56). Além disso, foi líder do Pantera em duelos ganhos — aéreos (79) e totais (158). De acordo com a plataforma Sofascore, ele ainda teve a melhor média de passes certos (27,8 por jogo) entre os atletas do seu setor no elenco.
“Foi um ano muito intenso, de muitos desafios, mas o grupo se manteve unido em todos os momentos. Essa força coletiva fez a diferença na reta final. Cada jogador entendeu seu papel, ninguém desistiu, e conseguimos alcançar o objetivo da permanência”, ressaltou o jogador, que é natural de Porto Seguro (BA).
Após subir com o Vitória, lateral é campeão da Série D e conquista acessos em todas as divisões do futebol brasileiro
Guilherme Lazaroni alcançou um feito expressivo na carreira. Campeão da Série D com o Barra, o lateral-esquerdo agora soma acessos em todas as divisões do futebol brasileiro.
Antes de subir para a Série C com o time catarinense, Lazaroni havia conquistado promoções à Série B por Novorizontino (2021) e Vitória (2022), e para a Série A com o Sport (2019).
“Cada conquista tem um significado especial na carreira, um desafio diferente. Esse acesso com o Barra foi marcante por tudo que representou para o clube e a cidade, além de ter sido coroado com o título. Para mim, é uma honra fazer parte disso”, destacou o jogador, de 32 anos.
Guilherme Lazaroni chegou ao Barra justamente para a disputa da Série D. Contratado após defender o Água Santa no Paulistão, o lateral foi titular em 17 dos 24 jogos da campanha vencedora. Fundado em 2013, o clube de Balneário Camboriú (SC) superou o Santa Cruz na decisão do campeonato, e conquistou o primeiro título nacional da sua história.
Show do Intervalo

1987, Radio Clube de Itabuna. A equipe de esportes, embora modesta, vinha dando um calor na Radio Difusora e na Radio Jornal. Recém chegado de Osasco, típica voz de caipira do interior, fui acolhido como comentarista, já que as vagas de repórter estavam devidamente preenchidas.
Se não chegava a ser um Iedo Nogueira, o banbanbã da época, também não fazia feio, porque futebol é igual em qualquer lugar do mundo e eu já vinha de uma experiência de dez anos como repórter de campo, cobrindo os campeonatos Paulista e Brasileiro.
Entre os integrantes da equipe, estava Adelson Pinheiro, ótimo repórter, mas que tinha o hábito de interromper os comentários do intervalo com informações desnecessárias, apenas para continuar no ar.
Novo no pedaço, ainda tateando o terreno, ia levando e encarando aquelas interrupções na boa.
No intervalo de um jogo entre Serrano e Itabuna, em Vitória da Conquista, pelas semifinais do 1º. turno do Campeonato Baiano, não conseguia completar uma frase sem que o Adelson me interrompesse com alguma ´informação importante´.
Até que, na falta do que dizer, ele perpetrou: “quero informar aos ouvintes que os dois times estão nos vestiários”.
Tive que ir na canela: “valeu, Adelson, pela brilhante informação. Deve ser a primeira vez na história do futebol que os dois times descem para os vestiários no intervalo do jogo”.
O intrépido companheiro entendeu a sutileza do lance e pude concluir meus comentários até que, também certamente pela primeira vez na história do esporte bretão, os dois times voltassem para o campo após o intervalo.
Santinho, o craque que atuava nas 11 posições

Walmir Rosário
Desde a segunda metade da década de 1950 que os torcedores de Itabuna e do Fluminense de nossa paróquia passaram a ter um xodó especial com um jogador, considerado a revelação e que atuou até no Itabuna Esporte Clube, nos fins da década de 1970. Bom driblador, embora sua marca maior fosse o poderoso petardo em direção ao gol. O terror dos goleiros.
Durante anos construiu sua história nos campos de Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Alagoinhas, Santo Amaro, São Félix, Belmonte, e onde mais a Seleção de Itabuna (amadora) jogasse. Não pense que ele não encantou a capital baiana, a Salvador dos grandes times profissionais. Em 1957 ele bagunçou as partidas nos campos da Graça e na Fonte Nova como se estivesse no quintal de casa.
Pois é, assim era Santinho, que na vida civil levava o nome de Gilberto Silva Moura, que não se intimidava em jogar na casa do adversário, seja lá qual fosse. No dia 4 de abril de 1957 jogou a partida final do Torneio Antônio Balbino contra a Seleção de Feira de Santana, por ocasião da inauguração dos refletores do Estádio da Fonte Nova.

Jogo empatado em 1X1 e a disputa final definida nos pênaltis, que seriam batidos por apenas um jogador de cada selecionado. Imediatamente o técnico da Seleção de Itabuna escolheu Santinho para bater as cobranças. Cinco penalidades batidas pela Seleção de Feira de Santana: cinco gols. O mesmo placar foi marcado por Santinho. Na segunda série, o mesmo resultado. O árbitro apita para a terceira série e Santinho marca os cinco gols, e para alegria dos itabunenses, o goleiro Carlito defende uma penalidade. Agora era a final.
O fim do futebol do jeito que o povo gosta

Walmir Rosário
Inacreditável! A desastrada Confederação Brasileira de Futebol, mais conhecida como CBF, tenta acabar de vez com o futebol brasileiro, mas não é deixando de realizar os jogos em todo o Brasil. Não, eles escolheram um jeitinho e pretendem tornar o futebol um jogo amorfo, sem espetáculo, sem jogadas bonitas, um jogo praticado por pernas de pau ou autômatos.
Se hoje os jogos de futebol não merecem mais serem chamados de espetáculos, com raríssimas exceções, as frequentes canetadas oficiais o tornarão uma espécie de filme mudo, mas sem a graças dos grandes artistas. E essas proibições vêm sendo implantadas há anos, sob qualquer pretexto, quem sabe até globalistas. Perdoa, Pai, pois eles não sabem o que fazem.
O buraco é mais em baixo e eles sabem, sim, o que querem, e isto está largamente comprovado. De início, foram proibidos os dribles, os olés, as embaixadinhas, eliminando em campo as habilidades individuais. Agora não podem pisar com os dois pés na bola. Isso não pega bem, pois parece histórias de antigamente, quando quem mandava no jogo era o dono da bola. Ou ele jogava ou levava a bola para casa.
Em partida de futebol que marcou Dia Mundial da Água EMASA e EMBASA empatam em 1 a 1

O Encontro das Águas marcou as comemorações do Dia Mundial da Água, em Itabuna, na tarde de sábado, dia 11, na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) uma partida de futebol entre EMASA e EMBASA comemorou a data para os colaboradores das duas empresas. O jogo entre as equipes terminou empatado em 1 a 1.
O jogo foi muito pegado, com muitas faltas cometidas no início pelos atletas duas equipes. O time da EMBASA saiu na frente com o gol do meio campista Flávio Calleri, ainda no primeiro tempo.
Na etapa final o time da EMASA, melhorou e aumentou a pressão sobre a equipe adversária e chegou ao gol de empate, através do atacante Ricardo, que assinalou o tento com um belo toque de calcanhar.
Com o empate, o troféu Encontro das Águas ficará, provisoriamente, com a EMASA até que uma nova partida seja marcada para que a taça fique com uma das equipes em definitivo.
1952- a maior vitória do futebol tricolor

Walmir Rosário
Um livro para ficar na história dos torcedores do Fluminense carioca, ou das Laranjeiras, como queiram, estará à disposição dos tricolores de todo o Brasil, contando a história da 2ª Copa Rio, conquistada pelo Fluminense, em 1952, data do seu cinquentenário. E a obra do escritor Tasso Castro – 1952, A maior conquista do futebol tricolor – será lançada nesta segunda-feira (10 de fevereiro), às 18h30min, no Shopping Jequitibá, em Itabuna.
De pronto, vale avisar aos tricolores mais moços, que a Copa Rio foi o primeiro Campeonato Mundial de Clubes, realizado pela então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), a CBF da época, com licença da Federação Internacional de Futebol (Fifa). Os jogos eram realizados no Rio de Janeiro e São Paulo, por equipes da Europa e da América Latina, duas delas brasileiras.
E o texto cirúrgico e preciso é o resultado de pesquisa realizada por Tasso Castro, que conta em detalhes o futebol da época, ressaltando o grande feito do Fluminense, desde a participação do Campeonato Carioca de 1951, considerado um timinho pela mídia. Além de faturar o Carioca de 51, os dirigentes ainda convenceram a CBD e a Fifa a realizarem a Copa Rio um ano antes, já que seria realizada de dois em dois anos, portanto, em 1953.
No livro, o Autor também mostra que o Fluminense foi o primeiro time brasileiro a vingar a nossa derrota de 1950 para a Seleção do Uruguai, que ficou conhecida como o “Maracanazo”. Isto porque o Fluminense jogou contra o Peñarol e aplicou um “chocolate” de 3X0, e nem tomou conhecimento dos carrascos Ghiggia, Schiaffino, dentre outros. Obdúlio Varela não jogou por estar contundido.
Rádio Clube, o comentarista, o repórter e a reencarnação de Garrincha

Daniel Thame
Início de 1987. Recém chegado a Itabuna e já trabalhando no jornal A Região, contratado após uma frase típica da Manuel Leal ao saber de onde eu vinha (“se é de São Paulo começa amanhã”, sem me pedir pra rabiscar um papel de embrulhar pão; como se vê sou de um tempo em que se embrulhava pão com papel).
Dito isto, e posto que em Osasco (SP) eu trabalhava como jornalista e radialista, bati às portas da Rádio Clube (depois Nacional) onde me apresentei e, ao contrário de Manuel Leal, fui recebido com desconfiança por Son Gomes, filho do lendário Daniel Gomes, dono da emissora:
-Quem garante que você não vai usar o nome da rádio, dar uns golpes no comércio e se mandar?
Hoje parece grosseria, mas na época era quase praxe. O sujeito vinha atraído pela fama de cidade rica por conta do cacau, conseguia emprego nas rádios e dava golpe mesmo.
Respondi com todo jeito possível:
-Son eu não vim pra aventurar, vim pra fincar raízes aqui (como de fato finquei, grapiúna que me tornei)
Consegui o emprego na briosa equipe de esportes, que mesmo enfrentando a concorrência da estrelada Rádio Jornal, vinha dando conta do recado e conquistando audiência. Se em Osasco eu era repórter de campo, em Itabuna fui contratado como comentarista.
Apesar do sotaque do interior paulista, carregado de erres que mantenho até hoje, ainda que falando um autêntico baianês, acabei escalado para os cobrir os jogos do Itabuna, que então tinha um time capaz de encarar Bahia e Vitória.
E chegamos aos finalmente, os motivos dessa croniqueta.
Num dos primeiros jogos em que trabalhei, Itabuna x Leônico, se não me engano, com dez minutos de jogo o repórter tasca a pergunta:
-Daniel, o técnico não deveria ter escalado o Adailton na ponta direita?
A formação de craques na Itabuna do passado

Walmir Rosário
Mas qual eram os segredos para Itabuna formar tantos craques? De cara posso garantir que para um atleta atuar no Campo da Desportiva Itabunense era preciso passar por um verdadeiro vestibular, nos “babas” disputados em campinhos dos bairros ou escolinhas de futebol. Aprovado, a partir daí poderia tentar uma vaga nos times amadores.
Tínhamos, por exemplo, a Academia de Futebol Grapiúna, dirigida pelo cirurgião-dentista Demóstenes Carvalho, e os times de Adonias da Mangabinha, de Tim do bairro da Conceição, dentre outros. E os que mais se destacavam eram convidados a jogar nas diversas equipes aspirantes até chegar ao time de cima das agremiações amadoras.
E os campinhos de bairro não eram raridades, como hoje! Bastava um terreno baldio mais ou menos plano, sem muitas pedras, e duas traves. Era assim na Borboleta (hoje rodoviária); banca do peixe, Escola de Celina Braga Bacelar, Maravalha, (centro); São Judas Tadeu; campo do Tênis, torre da Rádio Difusora, Malícia, Brasilgás, Vila Zara, Eucaliptos (bairro da Conceição); Cortume (Banco Raso) para se submeterem aos olheiros e indicarem futuros craques.
O América da Vila Zara, comandado por Adonias, em 1963, era um dos times de camisa que forneceu jogadores para várias equipes. Em 1972, o mesmo América mantinha praticamente a mesma formação, mesclado com jogadores mais novos. João Garrincha, Dema, Betinho Contador, Zé Nito, Luiz Fotógrafo, e tantos outros.
TVE Bahia decide não aceitar propagandas de bets durante as transmissões dos campeonatos de futebol
A TVE da Bahia decidiu que não exibirá mais anúncios publicitários de empresas de jogos eletrônicos – conhecidas como “bets” – durante as transmissões dos campeonatos de futebol que a emissora exibe no estado. Primeira emissora de TV do país a anunciar essa decisão, a TVE Bahia transmite com exclusividade mais de 80 jogos de todos os campeonatos de futebol da Bahia e chega a ser líder de audiência. A decisão foi tomada em função das recentes informações que circularam no país sobre os impactos sociais, econômicos e psicológicos causados por esse tipo de atividade, especialmente entre trabalhadores, jovens e beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família.
“Como uma emissora pública, a TVE reafirma seu compromisso com o bem-estar da população baiana e a diminuição das desigualdades sociais e econômicas. Não faz sentido estimular que as pessoas percam dinheiro e acumulem ainda mais dívidas; pelo contrário, nosso papel é alertar sobre os perigos, impactos perversos e educar a população”, afirmou o diretor geral, Flávio Gonçalves.












