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Mais que Carnaval: os números e a estratégia política por trás da festa em Itabuna
Andreyver Lima
O Carnaval Antecipado de Itabuna extrapolou a lógica do entretenimento. Tornou-se um ativo político, comunicacional e econômico em um ano decisivo para a Bahia, quando o tabuleiro da eleição começa a ser montado. A festa foi sobre posicionamento e disputa de poder.
Do ponto de vista da mídia, o impacto foi evidente. Itabuna foi assunto do noticiário, ocupando espaços que em geral ficam restritos à capital. A cobertura da imprensa, aliada à forte presença digital, ajudou a na imagem da cidade como polo de grandes eventos, reforçando uma estratégia que o prefeito Augusto Castro (PSD) vem desenhando desde o Ita Pedro, Natal de Luzes, passando pela Lavagem do Beco do Fuxico, e agora o Carnaval Antecipado. Visibilidade, em política, é moeda forte e ele soube convertê-la.
Na sociedade, o efeito é ainda mais sensível. Eventos dessa magnitude atuam diretamente na autoestima, movimentam o comércio, aquecem o setor de serviços e criam a sensação de cidade viva, pulsante e organizada. Não por acaso, a gestão fez questão de associar o Carnaval à antecipação de salários, ao pagamento em dia de servidores, médicos e repasses institucionais.
2026 é o ano do brasileiro vencer: no futebol e na política
Andreyver Lima
Quem melhor do que o brasileiro para discutir futebol e política? Somos um povo que tem o time do coração e o político de estimação. Sofremos, xingamos, defendemos, abandonamos e voltamos. Tudo com a mesma intensidade de um clássico no domingo ou de uma eleição apertada no segundo turno.
E 2026 nasce como um desses anos raros, em que o calendário parece conspirar.
O ano começa em ritmo de Carnaval, que cai em fevereiro, com segunda e terça-feira oficialmente parando o país, e uma quarta-feira meia boca. Janeiro já abre com feriado numa quinta-feira, convidando o brasileiro ao primeiro “enforcamento” do ano. Ao longo de 2026, o Brasil terá feriados estratégicos: Sexta-feira Santa (3 de abril), Dia do Trabalho (1º de maio, sexta), Corpus Christi (4 de junho, quinta), Independência do Brasil (7 de setembro, segunda), Nossa Senhora Aparecida (12 de outubro, segunda), Finados (2 de novembro, segunda) e Consciência Negra (20 de novembro, sexta). Um país que trabalha muito, mas sabe como poucos esticar o tempo.
Depois o coração acelera de novo: Copa do Mundo. Entre 11 de junho e 19 de julho, com 48 seleções, 104 jogos e três países-sede. O Brasil, claro, entra como protagonista de milhões de brasileiros
Eleições, algoritmo e a democracia no piloto automático –

Andreyver Lima
O anúncio da criação do Partido da América por Elon Musk, nos Estados Unidos, pode parecer algo distante da realidade brasileira. Mas não se engane: o modelo que Musk propõe já influencia profundamente o nosso processo eleitoral e tende a impactá-lo ainda mais em 2026.
A combinação entre inteligência artificial e algoritmos que dominam o debate público está transformando a política em um jogo de atenção, não de ideias. Vence quem ocupa mais espaço nas redes mesmo que não diga nada de relevante.
No Brasil, onde teremos eleições presidenciais e legislativas no próximo ano, os riscos são evidentes. Ferramentas de IA generativa permitirão a criação de conteúdos falsos com aparência perfeita. Vídeos forjados, áudios adulterados e ataques personalizados por robôs serão parte do novo arsenal eleitoral. A manipulação em escala industrial passará a ser rotina não exceção.
Mas o problema vai além da mentira. Está na forma como a política está sendo redesenhada para caber no tempo de um vídeo curto, na lógica da emoção, da provocação e da viralização. A IA acelera esse processo, entregando ao marqueteiro digital recursos que antes exigiam equipes inteiras: segmentação do eleitorado, ajuste de linguagem, testes de narrativa, automação de respostas.
E tudo isso com mais eficiência do que qualquer partido político tradicional.
A Inteligência Artificial já está influenciando a política — E talvez você nem tenha percebido

Andreyver Lima
O tema de hoje é urgente. E talvez você ainda não tenha se dado conta, mas a inteligência artificial (IA) já está completamente inserida na nossa rotina. Assim como foi com a internet lá atrás, que chegou devagar, depois tomou conta e hoje é indispensável, a IA está seguindo o mesmo caminho — de forma ainda mais rápida.
Pensa comigo: dá pra viver hoje sem internet? Não dá. A internet virou tão essencial quanto energia elétrica. Ela conecta, informa, educa, distrai, influencia… E a inteligência artificial tá caminhando na mesma direção. Ela já está no centro de várias atividades do nosso dia a dia — inclusive na comunicação.
O Que a IA Já Faz na Comunicação?
7 de Abril – Jornalista: o último a apagar a luz da Democracia
Andreyver Lima
A cada novo ciclo, a cada nova tecnologia, a cada novo surto de intolerância que toma conta do debate público, uma coisa permanece constante: a tentativa de deslegitimar o jornalismo.
O Dia do Jornalista nos convida a refletir sobre o papel daqueles que, mesmo diante de ataques e desconfiança, seguem como guardiões da liberdade e da verdade.
Se há alguém ainda tentando manter acesa a luz da razão, mesmo cercado pelas trevas da desinformação e pelo barulho dos tribunais paralelos das redes sociais, é o jornalista.
O jornalista, hoje, é um sobrevivente. Sobrevive aos ataques de políticos que só aceitam elogios. Sobrevive à desvalorização da profissão e à avalanche de conteúdo gerado por máquinas sem compromisso algum com a verdade.
Agora, com a inteligência artificial acelerando a produção e disseminação de conteúdos, o desafio da imprensa se torna ainda mais complexo.
E aqui está o ponto: a inteligência artificial não é jornalista. Pode até redigir frases, montar parágrafos, cuspir manchetes. Mas não investiga, não confronta o poder, não se responsabiliza por erro algum. Quem paga o preço da verdade — ou da mentira — ainda é gente de carne, osso e CPF.
Política nacionalista: as deportações de Trump e a estratégia de domínio
Andreyver Lima
Existe um ditado que diz: “Nada de novo sob o sol”, e ele se aplica perfeitamente às recentes deportações de imigrantes ilegais nos Estados Unidos. A primeira leva de deportados no atual mandato do presidente Donald Trump reacendeu debates sobre a política migratória americana e os objetivos por trás dessas medidas.
Vale lembrar que as deportações não são novidade. Essa prática ocorreu durante os governos de Barack Obama, Joe Biden e no primeiro mandato de Trump. Mais uma vez, agora em seu segundo mandato, as deportações continuam em curso, reforçando uma política migratória rigorosa que já se tornou parte do DNA político americano.
O que muda, no entanto, é a percepção da opinião pública e da imprensa. Isso ocorre porque a política migratória foi uma das principais bandeiras levantadas por Trump em sua campanha, sendo um dos pilares de sua vitória. Dessa forma, os holofotes midiáticos estão voltados para cada movimentação de seu governo nesse campo, gerando reações tanto de apoio quanto de críticas.
Os 21 Mosqueteiros e uma nova palavra de ordem em Itabuna

Andreyver Lima
Durante a instalação do primeiro período de sessões extraordinárias nesta segunda-feira (20), o novo presidente da Câmara de Itabuna, Manoel Porfírio (PT), fez um discurso contundente e estabeleceu uma nova palavra de ordem no plenário. ‘Um por todos e todos por um’, lema dos Três Mosqueteiros, no romance de Alexandre Dumas.
“Quero dizer que atuaremos juntos para que nossa cidade continue no caminho do desenvolvimento, dizer que aqui nessa Casa, bateu em um, bateu em todos. A palavra de ordem será ‘um por todos e todos por um’, ao pé da letra. Na legislatura passada, o vereador e presidente por duas vezes, Erasmo Ávila (PSD), repetia o mantra ‘Aqui temos 21 presidentes’, uma referência à busca por unidade de pensamento e igualdade entre os parlamentares.
Não por acaso, o presidente já deu exemplo de que não deixa ninguém para trás, nomeando o ex-colega Cosme Resolve para cargo especial em seu gabinete. No entanto, o lema “Um por todos e todos por um”, dá o tom de uma gestão que promete dialogar e construir pontes.
A sessão contou com a presença de 19 mosqueteiros (Erasmo Ávila e Ricardo Xavier foram os faltosos).
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Andreyver Lima é especialista em Comunicação e Marketing Político, analista político do Conexão Morena FM e editor do blog Seja Ilimitado.
Fake News e Política: o que a ‘Crise do PIX’ revela sobre comunicação e guerra de narrativas

Andreyver Lima
O anúncio de mudanças no PIX, que inicialmente seriam voltadas à fiscalização de transferências, gerou uma onda de críticas e desinformação que culminou em uma revogação por parte do governo. O episódio escancarou uma falha na comunicação e destacou os desafios enfrentados pela gestão Lula para controlar a narrativa em tempos de redes sociais e polarização política.
Desde o início, a proposta enfrentou resistência popular. O PIX, adotado por milhões de brasileiros como uma ferramenta indispensável para transações do dia a dia, tornou-se parte da cultura nacional. Mesmo aqueles que antes resistiam à tecnologia acabaram se rendendo à sua praticidade.
Quando o governo anunciou uma possível fiscalização, rapidamente surgiram especulações de que o PIX seria taxado. Apesar dos esforços em desmentir a ideia, a mensagem já havia sido absorvida de maneira negativa pelo público. O ministro da Comunicação recém nomeado, Sidônio Palmeira, que assumiu com a missão de reorganizar a comunicação do governo, viu-se diante de uma crise logo no primeiro dia no cargo.
O fim da checagem de fatos: o que isso significa para o futuro das redes sociais?
Andreyver Lima
Mark Zuckerberg, presidente da Meta, anunciou o fim do programa de checagem de fatos nos Estados Unidos. Agora, a empresa vai adotar um modelo parecido com o do X (antigo Twitter), de Elon Musk, onde a própria comunidade ajuda a moderar o conteúdo. Parece interessante, mas será que funciona? E o que isso muda no mundo das redes sociais e da política?
O que é essa “moderação da comunidade”?
Em vez de as empresas verificarem se uma informação é verdadeira ou falsa, isso fica por conta dos próprios usuários. Na teoria, dá mais poder às pessoas e torna as redes mais democráticas. Mas, na prática, é um grande desafio. Quem garante que a comunidade vai saber identificar o que é real e o que é fake?
Sem o programa de checagem de fatos, a preocupação com as fake news aumenta ainda mais. E isso acontece justo no momento em que as inteligências artificiais (IAs) estão avançando, criando vídeos, imagens e áudios tão realistas que fica difícil saber se são verdadeiros ou não.
A inteligência artificial: uma aliada ou um problema?
A Meta e outras grandes empresas, como a de Elon Musk, têm investido pesado em IAs que permitem criar imagens impressionantes. Essas ferramentas são incríveis, mas também podem causar estragos, especialmente na política. Um exemplo recente foi quando imagens falsas de Lula e Bolsonaro se abraçando no Natal viralizaram. Eram criações feitas por IA.
Conexão Morena: trio de jornalistas retorna ao rádio itabunense com novo programa matinal

O trio formado pelos jornalistas Oziel Aragão, Andreyver Lima e Lavínia Sízinio estará novamente nas manhãs do rádio itabunense. A data de estreia do novo programa diário na Morena FM está marcada para o dia 28 de julho, coincidindo com o aniversário da cidade.
Das 6h às 8h, os ouvintes poderão se informar com o trio numa cobertura completa dos principais acontecimentos regionais, do Brasil e do mundo. Com vasta experiência na área jornalística, Oziel Aragão estará no comando da bancada, trazendo noticiários e editoriais que irão manter os ouvintes atualizados sobre os fatos mais relevantes.
Além disso, Andreyver Lima assumirá a análise política do programa, oferecendo uma visão crítica dos assuntos em pauta. Sua expertise será fundamental para que os ouvintes compreendam melhor os desdobramentos políticos e suas implicações na sociedade.













