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Fake News e Política: o que a ‘Crise do PIX’ revela sobre comunicação e guerra de narrativas

Andreyver Lima
O anúncio de mudanças no PIX, que inicialmente seriam voltadas à fiscalização de transferências, gerou uma onda de críticas e desinformação que culminou em uma revogação por parte do governo. O episódio escancarou uma falha na comunicação e destacou os desafios enfrentados pela gestão Lula para controlar a narrativa em tempos de redes sociais e polarização política.
Desde o início, a proposta enfrentou resistência popular. O PIX, adotado por milhões de brasileiros como uma ferramenta indispensável para transações do dia a dia, tornou-se parte da cultura nacional. Mesmo aqueles que antes resistiam à tecnologia acabaram se rendendo à sua praticidade.
Quando o governo anunciou uma possível fiscalização, rapidamente surgiram especulações de que o PIX seria taxado. Apesar dos esforços em desmentir a ideia, a mensagem já havia sido absorvida de maneira negativa pelo público. O ministro da Comunicação recém nomeado, Sidônio Palmeira, que assumiu com a missão de reorganizar a comunicação do governo, viu-se diante de uma crise logo no primeiro dia no cargo.
Sebrae alerta empreendedores: entenda a “regra do PIX” e não caia em golpe
Levantamento do Sebrae mostra que essa modalidade de pagamento é aceita em 97% dos pequenos negócios, sendo a preferida por 48% dos microempreendedores individuais

Por André Luiz Gomes
Informações falsas — como taxações no PIX, quebra de sigilo fiscal e até boletos fraudulentos sobre débitos que não existem — estão circulando nos últimos dias, após uma nova regra da Receita Federal entrar em vigor. O que muda, a partir de janeiro de 2025, é que as instituições financeiras (como bancos digitais e operadoras de pagamentos, a exemplo das “maquininhas”) irão repassar à Receita informações de movimentações que excederem R$ 15 mil mensais no caso de pessoa jurídica (como o MEI, a Microempresa e a Empresa de Pequeno Porte) e R$ 5 mil mensais se for pessoa física. “Mas nada muda no dia a dia do empreendedor”, tranquiliza o analista de Políticas Públicas do Sebrae, Pedro Pessoa. O PIX é aceito, hoje, por 97% dos pequenos negócios, sendo o meio de pagamento preferido de 48% dos microempreendedores individuais, segundo pesquisa do Sebrae. Por isso, é importante que os empreendedores tirem suas dúvidas e não caiam em fake news! Confira abaixo:
Vai ter cobrança de taxa para usar o PIX?
Não haverá nenhuma cobrança sobre o PIX. É importante estar atento, pois criminosos estão gerando boletos falsos sobre supostas taxas referentes ao uso do Pix para aplicar golpe. Eles se passam pela Receita e enviam para as pessoas dizendo que se trata da taxa cobrada em valores acima de R$ 5 mil movimentados via PIX. Alegam que, se o boleto não for pago, o CPF do contribuinte será bloqueado. “Não existe tributação sobre PIX, e nunca vai existir, até porque a Constituição não autoriza imposto sobre movimentação financeira”, assegura o comunicado da Receita Federal.
Pix interliga Banco Central aos botecos

Walmir Rosário
Se tem uns serviços prestados aos brasileiros que temos que tirar o chapéu são os bancários, mas somente em termos de avanço tecnológicos, que fiquem bem claro, para que eu não tenha problemas no futuro com bate-bocas inexplicáveis. Longe de mim perder tempo e gastar meus nervos com altercações que não levam a nada a não ser no desgaste físico e emocional com bobagens.
Dadas as devidas explicações, leio sempre que o Brasil – ou melhor, os bancos brasileiros – estão na vanguarda internacional quando o assunto é informática e segurança bancária na prestação de serviços aos clientes. Não poderia deixar de esclarecer, de pronto, que custam os olhos da cara – do cliente, é claro – para o gáudio dos riquíssimos banqueiros, sempre ávidos pelo nosso escasso dinheiro.
E aí, de forma desavisada, vem o Banco Central e cria o PIX, meio de transferência rápida, imediata, na mudança de titularidade dos nossos reais, desde que se encontrem dormitando nas contas bancárias. Melhor de tudo, de graça, sem as pesadas taxas e prazos decretados pelos bancos, sob a complacência do Banco Central, um aliado de todas as horas do sistema bancário, antes de sua autonomia.
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