Cuidar de Quem Cuida garante acolhimento e dignidade a trabalhadoras do Carnaval
Em meio à folia do Carnaval de Salvador, onde a música e a multidão tomam conta dos circuitos, o Espaço Cuidar de Quem Cuida garante acolhimento, dignidade e valorização às mulheres que trabalham na festa. Voltado a catadoras de materiais recicláveis, ambulantes e cordeiras, o equipamento oferece suporte físico e emocional durante os dias intensos de trabalho. Nesta segunda-feira (16), a primeira-dama do Estado e presidente das Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA), Tatiana Velloso, acompanhada da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, visitou o espaço, iniciativa do Governo do Estado dedicada ao cuidado integral dessas profissionais.

Nas primeiras horas da manhã, depois de longas jornadas nos circuitos, muitas trabalhadoras encontram no espaço uma pausa necessária. Café da manhã, banho, descanso e atendimento psicossocial ajudam a renovar as energias.
“A gente passa horas em pé, no sol, na chuva, muitas vezes sem ter onde parar. Aqui conseguimos respirar, cuidar da saúde e conversar. Isso faz a gente voltar para o trabalho mais forte e mais confiante”, relatou Leiliane Reis, cordeira atendida pelo projeto.

A primeira-dama Tatiana Velloso destacou o caráter humanizado da ação. “Quando pensamos o Carnaval, precisamos olhar para todas as pessoas que fazem essa festa acontecer. Esse espaço é um gesto de respeito. É cuidado com o corpo, com a mente e com a autoestima dessas mulheres que trabalham incansavelmente.”
Velha Guarda do Afoxé Filhos de Ogum reafirma tradição e resistência cultural em Ilhéus

O Afoxé Filhos de Ogum desfilou neste domingo (15), às 18h, saindo do Alto do Coqueiro em direção à Avenida Soares Lopes, em Ilhéus. Com mais de 27 anos de resistência, o grupo reafirmou seu papel como guardião das tradições afro-brasileiras e da cultura dos Povos Tradicionais de Terreiro.

Comandado por Mãe Gessy, o afoxé levou para a avenida cerca de 200 foliões, entre integrantes da velha-guarda, jovens e simpatizantes. Ao som dos atabaques e dos cânticos dedicados a Ogum, orixá da força e da luta, o cortejo transformou a Soares Lopes em um espaço de celebração da ancestralidade, da fé e da identidade cultural.
Carta Aberta ao Mundo
DE CUBA, UMA MULHER DO POVO DENUNCIA O CRIME QUE NÃO QUEREM VER

À humanidade inteira, às mães do mundo, aos médicos sem fronteiras, aos jornalistas com dignidade, aos governos que ainda acreditam na justiça:
Meu nome é como o de milhões. Não tenho sobrenomes conhecidos nem cargos importantes. Sou uma cubana do povo. Uma filha, uma irmã, uma patriota. E escrevo isto com a alma dilacerada e as mãos tremendo, porque o que meu povo vive hoje não é uma crise. É um assassinato lento, calculado, friamente executado desde Washington.
E o mundo olha para o outro lado.
DENUNCIO POR MEUS AVÓS:
Denuncio que em Cuba há idosos que morrem antes do tempo porque o bloqueio impede que cheguem medicamentos para o coração, a pressão, a diabetes. Não é falta de recursos. É proibição deliberada. Empresas que querem vender para Cuba são multadas, perseguidas, ameaçadas. Seus governos calam. E enquanto isso, um avô cubano aperta o peito e espera. A morte não avisa. O bloqueio, sim.
DENUNCIO POR MINHAS CRIANÇAS:
Denuncio que houve incubadoras em Cuba que tiveram que ser desligadas por falta de combustível. Que há recém-nascidos lutando pela vida enquanto o governo dos Estados Unidos decide quais países podem nos vender petróleo e quais não. Que há mães cubanas que viram a vida de seus filhos perigar porque uma ordem assinada num escritório em Washington vale mais que o choro de um bebê a 90 milhas de sua costa.
Onde está a comunidade internacional? Onde estão as organizações que tanto defendem a infância? Ou será que as crianças cubanas não merecem viver?
Crônica de domingo, Carnaval da Brigitte Bardot

Paloma Amado
Acordei cedo neste sábado com uma escola de samba paulistana desfilando na televisão. Me dei conta de que adormecera sem desligar o aparelho, e quando me vi no espelho do banheiro, constatei que nem a fantasia eu tinha tirado! A fantasia é de gato e composta de duas orelhinhas presas a grampos, que se coloca no cabelo.
(Um breve parêntesis para explicar que fui à farmácia comprar remédio para pressão e a atendente, muito gentil, me perguntou se eu não tinha interesse em adereços carnavalescos. Me apresentou vários e eu me encantei pelas orelhas de gato, que acrescentei à minha compra. Em casa, uma certa decepção, pois meus gatos não ligaram a mínima…)
Eu me olhei no espelho, toda desgrenhada — com as orelhinhas — e comecei a cantar: “Brigitte Bardot, Bardot. Brigitte beijou, beijou. La dentro do cinema todo mundo se afobou”… Que maluquice… só que não! Cantar a antiga música de carnaval sobre a musa francesa recém-falecida, me olhando descabelada no espelho, para mim fez todo o sentido e eu queria contar essa histórinha.
Tinha uns 6 anos quando o filme de Roger Vadim, E Deus criou a mulher, chegou ao Brasil. Os comentários na minha casa eram muitos, meu tio James bastante entusiasmado com a nova atriz francesa, já vira o filme duas vezes. “Você já viu esse filme, Jorge? A atriz aparece pelada, deitada de lado, uma coisa louca”. Meu avô João, um entusiasmado pelo sexo feminino, animava-se todo, perguntando detalhes. Papai não tinha tempo para ir ao cinema, mas também queria saber mais.
Eu, que brincava ali perto, ouvia Brigitte Bardot pra cá, Brigitte Bardot pra lá, não estava entendendo nada e fiquei muito curiosa. Perguntei à mamãe, que também ouvia e, eu não sei por que, amarrara a cara. Você sabe, mãe, o que é uma brigittebardot? Mamãe relaxou, riu e me respondeu: “É uma mulher de cabelo desgrenhado. ” Fiquei de alguma forma na mesma, não fazia muito sentido, pois era difícil entender o entusiasmo dos homens da minha família por uma mulher desgrenhada. Enfim, achava os adultos bem complicados e deixei prá lá. Mas o termo brigittebardot ficou para sempre como sinônimo de descabelada.
Assim, que hoje, ao som do samba enredo “Ora mi maio Oxum@, da Escola de Samba Barrocas Zona Sul, eu me olhei no espelho e constatei: Pura brigittebardot fantasiada de gato. Imediatamente entoei a música do grande Miguel Gustavo, que o Jorge Veiga cantava. Declarei para mim mesma, me olhando no espelho: Começou meu carnaval! Tirei uma foto para vocês verem e eu guardar de lembrança.
Bom domingo a todos, e bom carnaval para quem gosta da festa! Ora iê iê ô!
Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, governador Jerônimo Rodrigues acompanha atrações do Carnaval no Campo Grande
Neste sábado (14), terceiro dia do Carnaval de Salvador, o governador Jerônimo Rodrigues acompanhou a programação de blocos e trios elétricos apoiados pelo Governo da Bahia, no Campo Grande, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A agenda foi acompanhada do Camarote do Governo, instalado no circuito.

O governador destacou a importância da presença do presidente no evento.
“Recebemos o presidente Lula para acompanhar de perto o Carnaval da Bahia, que projeta a cultura do estado nacional e internacionalmente. A presença dele reforça a integração das secretarias estaduais na realização de uma festa segura, organizada e culturalmente diversa”, afirmou.

Do trio da banda BaianaSystem, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o cantor Russo saudaram o presidente, que acompanhou a apresentação do grupo, responsável por arrastar uma multidão na pipoca da Avenida.

Carnaval da inclusão
Iniciativa solidária do DJ Breno leva alegria a crianças em bailinho de pré-carnaval
O pré-carnaval ganhou um momento especial, em Ilhéus, graças à iniciativa solidária do DJ Breno, que realizou, na última quinta-feira (12), um bailinho cheio de música e alegria para as crianças atendidas pelo CEHAS – Centro de Humanização e Ação Social, na Vila Nazaré. Ao lado de familiares, elas tiveram uma tarde festiva e de brincadeiras, com leveza e fortalecimento de vínculos. Gestos como o de Breno lembram que a comunidade também se constrói com participação e sensibilidade.

Há 40 anos, o CEHAS acolhe crianças, adolescentes e suas famílias, oferecendo atividades nas áreas de educação e saúde. Em média, cerca de 50 crianças são atendidas pela entidade, que segue construindo caminhos com cuidado, escuta e presença. A diretoria da entidade atuou para tornar o momento possível, com a organização de toda a estrutura para receber a festa.
Governador visita central e reforça apoio a catadores e outras categorias que trabalham no Carnaval da Bahia
O Carnaval de Salvador já começou em clima de festa, mas também com cuidado com quem trabalha duro nos bastidores. Nesta sexta-feira (13), o governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado pela primeira-dama e presidente das Voluntárias Sociais, Tatiana Velloso, visitou a Central de Apoio aos Catadores instalada em Ondina e acompanhou de perto as ações montadas para garantir mais dignidade, renda e segurança para esses trabalhadores durante a folia. Durante a visita, Jerônimo reforçou a importância da ação.
Torre de Babel
Daniel Thame
Durante os tempos dadivosos, cada um se bastava, e o individualismo era a regra. Quem é que precisava de união, de organização, quando as terras, conquistadas por seus antepassados a ferro e fogo e deixadas esbanjando prosperidade e riqueza, geravam também a disputa para ver quem era o maior?
O título de maior produtor individual de cacau do mundo, coroa pousada em pouquíssimas cabeças, era uma espécie de troféu que, quando conquistado, equivalia à posse de um reino.
E pareciam mesmo reis os senhores que tudo podiam e de ninguém dependiam, a não ser do fruto dourado, da árvore mágica.
Não precisavam de governo nenhum e transformavam gerentes de banco em office boys subservientes e bajuladores. Nas crises cíclicas, pequenos hiatos na rotina de bonança, era o próprio dinheiro gerado pelo fruto quem garantia a recuperação, quem trazia de volta a prosperidade, num ciclo que não terminaria nunca.
Como não terminaria nunca, nunca se preocuparam com representação política, com entidades que fossem além dos almoços, jantares e viagens de puro deleite.
A força de cada um dispensava a força coletiva, coisa de uns pobres coitados, de uns agitadores que vez por outra tentavam fazer com que os trabalhadores, que sempre ficaram com as migalhas do bolo doce e farto, se organizassem e reivindicassem seus direitos.
“Esses comunistas filhos da puta”, diziam com escárnio nas rodas de uísque escocês, correndo pelos copos como a água corre na cachoeira caudalosa.
Quando vieram os tempos difíceis, e esses tempos se revelaram mais longos do que a mais longa das crises enfrentadas até então, já não havia o dinheiro gerado pelo fruto, que a bruxa tratava de abortar ainda no ventre das árvores, igualmente agonizantes.
Cada um já não se bastava mais, a coroa de Rei do Cacau enferrujou tal qual um latão de péssima qualidade.
“Precisamos nos unir, cobrar das autoridades tudo aquilo que demos para o Estado, para a Nação”, bradava-se para auditórios suntuosos, mas vazios de gente e de alma.
Nas articulações, que nem esse nome justificavam, tão desarticuladas eram, ninguém se entendia, visto que como cada um sempre se fizera sozinho, sozinho falava a sua própria língua.
Instalou-se, então, uma confusa babel grapiúna, até que o templo em que eles se reuniam para celebrar as dádivas do deus cacau, em vez de ruir como era de se imaginar em tempos de ira divina, foi alugado, subalugado, emprestado, tomado.
E, finalmente, abandonado, como um monstrengo encalhado no coração da cidade.
Há quem jure ouvir, nas noites abafadas, vozes fantasmagóricas, mas que ninguém entende, posto que nessa Torre de Babel nem os fantasmas falam a mesma língua.
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Conto extraído do livro “Vassoura, do Apocalipse ao Gênesis da Região Cacaueira da Bahia”. Atualíssimo.
Maus tratos em animais
Hannah Thame
Pessoal, vamos falar um pouquinho de maus tratos com os animais? Geralmente associamos os maus tratos apenas com cenas mais graves como espancar os animais, trabalho excessivo nos animais de carga, cães acorrentados, abandono, entre outras barbaridades que infelizmente assistimos. Mas vocês tem noção que existe os maus tratos “velados” daqueles que se dizem ” amar os animais” , “ele é meu filho” ou ” faz parte da família”?
Canso de ouvir isso diariamente na minha rotina clínica e principalmente de pessoas que “aparentemente” pregam o bem estar e amor aos animais, mas que quando olhamos mais internamente não oferecem o mínimo para o seu cão ou gato terem uma vida digna.
Fico muito chateada quando veja nas redes sociais as pessoas com fotos com seus Pets lindos, todos penteados e cheirosos, e legendas do tipo: “meu filho ” “minha vida” ” faço tudo” , mas se formos parar pra ver o animal vive jogando num canil, muitas vezes sem nenhuma higiene, privado de cuidados veterinários e quando precisam recorrem ao Google, a grupos de whatsapp, as redes sociais, ao balconista da casa agropecuária e quando não resolve busca o veterinário (animal já quase morto ou intoxicado com tantos remédios) e o profissional ganha títulos de “mercenário”, “só pensa em dinheiro”, “não tem amor aos animais”, e tantos outros adjetivos que nos intitulam.
Canso de ver animais com vacinas vencidas, alimentação de péssima qualidade, muitos abandonados dentro de casa, amontoados com pulgas e carrapatos, sem o mínimo de higiene, sem água limpa, todo embolado, desprovido de carinho, atenção, brincadeiras, trocas de afeto com seu tutor. Pessoal, Atenção, isso também é maus tratos e ninguém ver ou finge não ver.
Amontoar animais em um ambiente pequeno é maus tratos,
Quando decidimos adotar ou comprar um Pet, assumimos ali legalmente todas as responsabilidades com aquele ser vivo, que vai além de oferecer ração e água.
Seguem aqui as cinco leis de bem estar animal :
1. Livre de fome e sede
2. Livre de desconforto
3. Livre de dor, doenças e injúrias
4. Ter liberdade para expressar seus comportamentos naturais da espécie
5. Livre de medo e de estresse
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A Dra. Hannah Thame é Médica Veterinária e Mestre em Ciência Animal com ênfase em Sanidade Animal pela Universidade Estadual de Santa Cruz e diretora da HERA- Hannah Espaço de Reabilização Animal em Vitória da Conquista.
Fone (77) 99944-5460
Você sabe o que realmente é a felicidade?

“…A felicidade é uma coisa boa
E tão delicada também
Tem flores e amores
De todas as cores
Tem ninhos de passarinhos
Tudo de bom ela tem
E é por ela ser assim tão delicada
Que eu trato dela sempre muito bem…”
Parte da letra da música “A FELICIDADE”, composta Vinicius de Moraes e Antônio Carlos Jobim.
Gilza Pacheco
Para uns a felicidade vem de escolhermos o nosso próprio conteúdo mental e que o segredo da felicidade está na convicção de que somos Filhos de Deus.
E assim, tudo é determinado pela grandeza da sua própria convicção e esta determina a felicidade. E sentencia: não ceda em sua convicção um milímetro que seja, pois na medida que você ceder, virão os fracassos. E completa: é uma questão de mantermos a natureza da alma e esta vida é um constante treinamento para expressar, mais especificamente a transmitir um pensamento, sentimento ou ideia, e manifestar, através de palavras, gestos e atitudes, em nós a capacidade inerente à nossa natureza Divina.
Outros compreendem que a felicidade verdadeira reside em fazermos os outros felizes. Logo o segredo da felicidade é encontrar a nossa alegria na alegria dos outros, no entanto, a princípio, as pessoas tendem a buscar apenas a sua própria felicidade, mas com o decorrer do tempo percebem que não poderão ser felizes enquanto pensarem somente em si próprias. A felicidade do outro deleita-nos! Enriquece-nos! Não nos tira nada!












