:: jan/2026
Governador Jerônimo Rodrigues discute impactos da queda no preço do cacau com produtores e prefeitos em Gandu
O governador Jerônimo Rodrigues se reuniu, nesta sexta-feira (30), em Gandu, com prefeitos, lideranças políticas e representantes de produtores rurais para discutir os impactos da queda no preço do cacau. Na ocasião, o grupo ainda articulou encaminhamentos voltados ao fortalecimento da cadeia produtiva e ao desenvolvimento regional.

O encontro contou com a presença do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e de representantes do Governo Federal, que receberam um documento elaborado por produtores e gestores locais, com reivindicações relacionadas ao apoio à cadeia produtiva do cacau, além de investimentos em infraestrutura.

“Vivemos um momento de queda no preço do cacau que afeta diretamente a renda do produtor. Ouvimos as demandas, recebemos um documento com pontos importantes e já definimos encaminhamentos. Vamos nos reunir novamente até o fim da próxima semana, no meu gabinete, para aprofundar essas decisões com o governo federal, o Estado e os municípios”, afirmou o governador.

Durante a reunião, Jerônimo Rodrigues também autorizou ações na área de infraestrutura viária, incluindo a pavimentação de uma estrada pelo consórcio regional, voltada ao escoamento da produção e ao transporte de insumos. O governador destacou ainda a importância do diálogo institucional entre gestores públicos e representantes dos produtores para a construção de soluções conjuntas.
Fotos Amanda Ercilia GovBA
SEC institui procedimentos do Projeto Voltaê! com foco na prevenção da evasão escolar
A Secretaria da Educação do Estado (SEC) publicou, nesta sexta-feira (30), no Diário Oficial do Estado (DOE), a Portaria nº 178/2026 que institui o Projeto Voltaê! Busca Ativa Escolar na Bahia. A iniciativa tem como foco o combate ao abandono e à evasão escolar de crianças e adolescentes da rede estadual, reintegrando os estudantes nas escolas.
Dentre as ações que serão desenvolvidas pela SEC estão a identificação das causas dos afastamentos dos alunos e das unidades escolares com maiores índices de abandono, além da taxa de distorção idade-série e de reprovação por faltas.
A edição de 2026 do Projeto Voltaê! contará, ainda, com campanhas de incentivo à realização da rematrícula escolar, ações estratégicas para sensibilizar os estudantes quanto à importância da permanência na escola, acompanhamento dos beneficiários dos programas Bolsa Família e Pé de Meia e mobilização da comunidade escolar, de lideranças e familiares.
Histórico
Um paulista grapiúna na Ilha de Fidel

Daniel Thame
Cuba, do mítico Che Guevara e do eterno comandante en jefe Fidel Castro, era um sonho de juventude em Osasco, cidade operária da Grande São Paulo. Sonho impossível, naqueles tempos duros, em que pão com mortadela era filé com fritas e a calça velha azul e desbotada não era apenas um slogan da moda. Era a única que eu tinha mesmo.
Tempos duros, mas também inesquecíveis, do trabalho em pequenos jornais e rádios, de viagens sem rumo pelo Brasil, e incursões pela Bolívia, Paraguai e Peru, na Machu Pichu que era a Meca dos mochileiros e ´fumaceiros´ de todo o planeta.
Cuba só virou realidade em 1995, por obra e graça de Manuel Leal, o meu velho capo do jornal A Região, eu já labutando em Itabuna, na Bahia. Quando soube que um daqueles vôos de solidariedade, tão comuns na época, faria escala em Salvador, não tive dúvidas. Propus a Leal realizar uma reportagem especial sobre Cuba. Não existia lógica para um jornal regional fazer esse tipo de pauta, mais para a Folha, Globo, Veja, Estadão e quetais, mas o fato é que Leal topou na hora.
O jornal bancou a viagem (800 dólares incluindo passagem aérea, hotel e meia pensão, uma barbada numa época em que com 85 centavos de real se comprava um 1 dólar) e fiquei com as despesas extras.
E lá fui eu desbravar Cuba e fazer a primeira cobertura internacional da gloriosa história de A Região, onde produzi uma série de matérias, republicadas pelo Diário de Osasco (afinal meus conterrâneos paulistas tinham que saber que vim, vi e venci).
Cuba vivia o ápice do chamado ´período especial`, com a perda dos recursos injetados pela recém desintegrada União Soviética. Comida racionada, roupa racionada, energia racionada. Mesmo assim, descobri um país fascinante, um povo fascinante. E descobri a paixão pelos charutos que se mantém viva até hoje, apesar dos meus cada vez mais freqüentes e exasperantes ataques de asma.
Na ilha caribenha, produzi algumas de minhas melhores reportagens nestes 50 anos de jornalismo, que brevemente darão motivo para um livro, já em fase de edição pela Via Litterarum.
Preparem os bolsos, que com o dolar na casa dos R$ 5,50, meus Cohibas viraram artigo de luxo…
Cultura é trabalho, cultura é direito, cultura é futuro

Pascoal Maynard
Falo a partir de mais de cinquenta anos de vivência, luta e compromisso com a cultura sergipana. Falo como alguém que construiu sua trajetória entre artistas, mestres da cultura popular, técnicos, produtores, gestores, pesquisadores e comunidades inteiras que fizeram — e fazem — da cultura um modo de existir, resistir e transformar a sociedade.
A cultura sempre foi trabalho. Antes mesmo de ser reconhecida como política pública, ela já sustentava identidades, economias locais, memórias e futuros possíveis. No entanto, por décadas, os trabalhadores e trabalhadoras da cultura permaneceram à margem do pleno reconhecimento de seus direitos, submetidos à informalidade, à precarização e à invisibilidade jurídica.
O Decreto nº 82.385, de 1978, cumpriu um papel histórico importante. Mas o Brasil de hoje não é mais o Brasil de quatro décadas atrás. O mundo do trabalho cultural se transformou profundamente. Surgiram novas linguagens, novas tecnologias, novas ocupações, novas formas de criação, circulação e contratação. As plataformas digitais, os vínculos intermitentes, o trabalho autônomo, as relações internacionais e a economia criativa redefiniram o campo cultural. Persistir com marcos legais ultrapassados é negar a realidade concreta de quem vive da cultura.
Aroma Flor do Cacau

Leny Ferreira
Amado meu, no Iate Aroma Flor do Cacau,
Onde o meu olhar te encontra e a luz flutua,
delírios sonhos de amor
Eu danço contigo em um ritmo celestial,
Enquanto o som dos violinos sob as estrelas acentua.
Tudo é poesia Amor da minha vida, que me fascina,
Meu coração tece o brilho da aurora em teu olhar,
Uma paixão que em meu peito troveja amor sublime em ti
Um eco sonoro que me atrai e faz sonhar.
A Melodia da Terra transcende e em ti se perpetua,
Pois em teus braços em pleno mar,
Nesse Iate do Cacau que sob as noites de luar flutua,
Nos jardins aromáticos onde o néctar é o amar.
É o vento que sopra poesias de amor na região cacaueira,
Quando a solitude ensina o valor da paz
Cleide Léria Rodrigues
A solitude vira lar quando você entende que não precisa de ninguém para se completar
Que paz vale mais do que presença torta. Que carinho sem verdade cansa, e companhia sem alma pesa.
Quando você aprende a gostar do próprio silêncio, ninguém te convence a voltar pro barulho emocional de antes.
A vida fica mais leve, mais clara, mais sua. E aí acontece o mais bonito: não é qualquer pessoa que te tira desse lugar só alguém raro, alguém gigante, alguém que reconhece o teu valor de longe.
Alguém que não chega pra preencher um vazio, mas pra somar num espaço que você já construiu inteiro.
Porque quando você se basta, só o extraordinário te merece.
E o futuro não nasce do acaso, ele é construído nas pequenas decisões que você toma quando ninguém está olhando.
Que Deus cuide com carinho de cada detalhe da sua vida
—
Cleide Léria Rodrigues é Psicóloga CRP 03/18383
O conhecimento, sua difusão na sociedade e a Uesc

Alessandro Fernandes, reitor da Uesc
Walmir Rosário
Agora em Itabuna, estou mais perto da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), respirando os ares da sabedoria emanados daquele centro de conhecimento, que vem acumulando troféus e títulos de excelência. Felizmente a Uesc tomou um caminho bem diferente de outras instituições de ensino superior, que descem ladeira abaixo neste Brasil contemporâneo.
De pronto, dou pleno conhecimento público que não estou alisando os bancos de nenhum curso superior, o que me faria bem, mas tão somente bisbilhotando o Centro de Documentação (Cedoc). Quase todos os dias, munido de máscara contra a poeira e ácaros, e luvas para me livrar das velhas tintas gráficas, estou espreitando, conferindo as páginas dos jornais antigos de Ilhéus e Itabuna.
São edições incompletas em determinados anos, mas permite pesquisar o que acontecia em épocas passadas. As minhas visitas seriam apenas (não são mais) para rever as glórias do futebol de Itabuna, por meio dos seus times e da eterna vencedora Seleção de Itabuna, assuntos para futuros livros, com a missão de informar aos que não tiveram a felicidade de viver àquela época.
Com a mão nas páginas, relembro fatos tantos vividos pela sociedade pretérita em Itabuna, Ilhéus e região sobre a economia, as agruras sofridas pela cacauicultura, bem como os bons tempos em que a tonelada de cacau era vendida nas bolsas de Nova Iorque e Londres a preços compensadores, coisa de US$ 4,5 mil até US$ 5 mil, tudo contado em dólares.
A sociedade mantinha um padrão de vida bem confortável e Itabuna se dava ao luxo de tocar os discos em LPs e compactos (poucos sabem o que é isso) em lançamentos simultâneos com o Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Mas como nem tudo são flores, os protestos e reclamações apareciam estampados nas páginas de nossos jornais sem a menor cerimônia.
Jacobina Mineração Pan American Silver premia empresas e profissionais por excelência em gestão e sustentabilidade

Cerimônia de premiação na ACIJA / Foto divulgação
A Jacobina Mineração Pan American Silver promoveu, na noite da última quarta-feira (28), na sede da ACJA – Associação Comercial e Industrial de Jacobina, a cerimônia de Reconhecimento de Melhor Desempenho de Contratadas. A iniciativa premiou 18 empresas e três profissionais contratados que se destacaram ao longo de 2025 pelo desempenho em ações voltadas à saúde e segurança do trabalho, preservação ambiental e responsabilidade social.
Na ocasião, foram entregues troféus de primeiro, segundo e terceiro lugar em três categorias: Ações Sociais, Categoria SESMT e Desempenho em Segurança, Saúde e Meio Ambiente, sendo esta última dividida em cinco grupos. Ao todo, 28 empresas participaram do processo de avaliação nesta edição, o que reforça o crescente engajamento das contratadas com elevados padrões de gestão e desempenho operacional.
Realizado anualmente desde 2018, o prêmio tem como propósito estimular a evolução contínua das empresas parceiras, incentivando a prevenção de acidentes, a proteção da saúde dos trabalhadores, o respeito ao meio ambiente e a adoção de boas práticas sociais. As avaliações são conduzidas por meio do Programa de Gestão de Contratadas, com base em critérios como conformidade legal, gestão de riscos, aderência aos padrões internos de gerenciamento, desenvolvimento de campanhas temáticas e práticas de organização e gestão integrada.
Novo PAC: Jequié recebe ordens de serviço para construção de campus da UFSB e Arena Brasil
A construção do novo campus da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), em Jequié, avança com a assinatura da ordem de serviço realizada nesta sexta-feira (30), pelo governador Jerônimo Rodrigues e pelo ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Rui Costa. A solenidade contou com a presença do prefeito Zé Cocá e do senador Jaques Wagner. Na mesma ocasião, também foi autorizada a construção do centro comunitário esportivo – Arena Brasil, no município.

Segundo o governador Jerônimo Rodrigues, os investimentos integram ações estratégicas para o desenvolvimento social da região. “São duas ordens de serviço: uma para a construção da Universidade Federal do Sul da Bahia e outra para um complexo esportivo. Educação e esporte juntos para ampliar oportunidades, fortalecer a cidadania e construir um futuro melhor para Jequié e para o sul da Bahia”, afirmou.

A implantação do campus da UFSB em Jequié amplia o acesso ao ensino superior público, fortalece a formação de jovens do interior e contribui para o desenvolvimento socioeducacional do Médio Rio de Contas. Estão previstos seis cursos de graduação. O investimento total é de R$ 34,3 milhões, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).
Para o ministro Rui Costa, a chegada da universidade federal consolida o papel de Jequié como polo regional. “A educação transforma vidas. Jequié, além de polo de saúde, fortalece-se como polo educacional, somando a UNEB, a UESB e agora a Universidade Federal, ampliando oportunidades para toda a região”, destacou.
Chegada de equipamentos marca avanço na reativação do Moinho de Ilhéus
O Moinho de Ilhéus começa a escrever um novo capítulo na história do desenvolvimento econômico da cidade. Após 17 anos sem operar, a chegada dos equipamentos da moageira ao Porto de Ilhéus marca um avanço concreto no processo de reativação de um empreendimento estratégico para o sul da Bahia.
Os equipamentos, que integram sistemas essenciais do processo de moagem de trigo, estão sendo desembarcados em contêineres e fazem parte do primeiro lote de insumos industriais adquiridos para a retomada do Moinho. A movimentação confirma que o investimento de aproximadamente R$ 120 milhões já está em andamento e avançando para a fase operacional. Após a reativação, a gestão do Moinho de Ilhéus ficará sob responsabilidade do Grupo Maratá, responsável por conduzir a operação nesta nova fase.

“A retomada do Moinho de Ilhéus vai além da recuperação de um equipamento industrial. Ela representa geração de emprego e renda, fortalecimento da cadeia logística e um novo impulso para as operações portuárias. Com a entrada em funcionamento, o Porto de Ilhéus deverá registrar aumento na movimentação de navios, especialmente com a chegada de embarcações transportando trigo”, destaca o presidente da Autoridade Portuária Federal – CODEBA, Antonio Gobbo.

A reativação do Moinho também reforça o papel estratégico do Porto de Ilhéus no desenvolvimento econômico da região, ampliando oportunidades e atraindo novos negócios para o sul da Bahia. “Este é um investimento que vai gerar 80 empregos diretos e 100 indiretos e a nossa expectativa é de que Moinho comece a operar já no mês de julho, com uma produção dedicada à moagem de trigo e produção de derivados”, detalha o gerente do Porto de Ilhéus, Gilberto Rodrigues.
(Foto Ascom CODEBA)












