O importante são as pessoas

Gilza Pacheco
Certo dia alguém falou: “você tem o dom das letras, elas lhe procuram e as palavras saem e chegam e mexem.”
Ao abordar assuntos diferentes, mas com um olhar atento a detalhes de gentileza, prezo por um ponto em comum: a importância das pessoas, seus vínculos, sejam eles de qualquer natureza, desde que funcionem cooperativamente para um objetivo em comum.
Também, por aqui, conjugamos diferenças que enriquecem nossos olhares e guiam o trabalho de nunca esquecermos: retratar “gente”. Nossa gente, seu entorno, suas lutas, conquistas, metas e revezes, porque ao escrever posso garantir que há sentimento e é profundamente humano.
E as pessoas são o que importam em qualquer configuração de mundo.
Também, como quem busca compreender os silêncios e excessos de um tempo marcado por situações que parecem contraditórias ou ilógicas.
“Vivemos tempos saturados de certezas.
Escrever virou também um exercício de flexibilidade como os músculos do corpo, o pensamento precisa se mover para não atrofiar.”













Não tenho dúvida. Gilza possui uma Luminosidade forte e robusta. Consegue enxergar coisas, detalhes, formas, onde o comum dos mortais não percebe. Mesmo aqueles que têm uma visão mais abrangente, mais objetiva, ou mais focada, muitas vezes não percebe aquilo que Gilza enxerga, vê. Não estou gerando um elogio; estou transmitindo fato concreto e objetivo. Eu sei bem. Eu percebo claramente. Me desculpa minha franqueza e ser tão incisivo. Os fatos devem ser ditos e mostrados; não sou aquele menino do “politicamente correto”. Tento sempre dizer ou escrever aquilo que eu percebo e enxergo: crú, direto, curto. Gilza, uma Alma Luminosa.