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Um destruidor de democracias e um pilhador de nações
Valter Xéu*
A midiotização pelo mundo afora, leva o povo a acreditar que governos não simpáticos aos EUA, são governos ditatoriais, mesmo que tenham sido eleitos pelo voto dos seus concidadãos, como o caso de Assad na Síria e Maduro na Venezuela.
Na época do George Bush, a mídia e os serviços de inteligências do ocidente propagaram para o mundo de que países como o Irã, Iraque e Coreia do Norte formavam o Eixo do Mal que colocava o mundo em perigo e a propaganda dizia: ‘Ou você está conosco, outra contra nós’.
Todos os países que não são simpáticos ou que contrarie os interesses dos Estados Unidos, a forte propaganda de manipulação trata de disseminar pelo mundo de que aquele governante é um ditador.
E assim é feito com a Síria, onde apesar de Assad ter vencido duas ou três eleições presidenciais, recebeu o carimbo de ditador pelo simples fato de contrariar os interesses dos Estados Unidos e ter sido eleito, a propaganda dissemina pelo mundo de que foi uma eleição fraudulenta e isso o ocidental não aceita como aceitou o resultado da eleição em que Bush venceu Al Gore.
Os Estados Unidos destruíram o Iraque com a propaganda de que o país possuía armas de destruição em massa o que não era verdadeiro e isso foi atestado pelas próprias forças de ocupação.
Como a mentira já não colava nos quatro cantos do mundo e inventaram de que estavam levando a democracia a um pais governado pelo ditador Saddam Hussein e que até? então, tinha sido aliado dos americanos. Hoje os iraquianos vivem em situação muito pior, com conflitos de toda natureza onde os grupos diversos recebem armas do ocidente para guerrearem entre si enquanto as Hal?l?iburton da vida segue tranquila roubando o seu petróleo. ? Halliburton foi administrada pelo ex-vice-presidente americano Dick Cheney: Tutti cosa nostra…
Quem é a bolha? Quem é a crise?
Pedro Augusto Pinho*
Nelson Rodrigues, com o sarcasmo que comentava a sociedade de sua época, escreve que a granfina, chegando ao Estádio do Maracanã, pergunta “quem é a bola?”.
Os pretensos analistas financeiros e econômicos que ocupam as páginas de jornais e revistas do Rio de Janeiro e São Paulo, assim como os comentaristas das redes de televisão, me sugeriram o título deste artigo, modesta homenagem à granfina das narinas de cadáver.
Desde os anos 1980, com crescente quantidade e densidade, o mundo tem conhecido “crises” fabricadas pelo sistema financeiro internacional – a banca. Elas foram importantes para o crescimento, fortalecimento e empoderamento da banca.
A partir de 2008 a condução da economia, em quase todos os países e com maior ou menos ortodoxia, tem sido realizada pela banca. Isto vem destruindo instituições, construções de cidadania e mesmo o modelo democrático, apesar das aparências formais.
Hesitaria em qualificar os governos militares brasileiros como ditaduras pois também tivemos eleições para os poderes executivo e legislativo naqueles anos? Se os eleitos não agradavam havia o recurso da cassação. Hoje este se dá previamente. Ao candidato inconveniente faltarão recursos financeiros e a comunicação de massa totalitária o desconstruirá, sendo cassado mesmo antes mesmo de ser eleito.
A eleição para prefeito do Município de São Paulo foi uma clara e insofismável prova da ditadura midiática e financeira, o que vimos também em outros municípios nesta eleição de 2016. E as instituições, já corroídas pelas anteriores ações da banca, onde destaco apenas a espionagem com recursos norteamericanos, nem se moviam, mesmo em sua paquidérmica velocidade, como da tradição e feitio.
Quem é a bolha? Quem é a crise?
O presidente do Conselho de Desenvolvimento Global (foto), nomeado por Barack Obama, economista, doutor por Oxford, novaiorquino Mohamed El-Erian, que por quinze anos serviu ao Fundo Monetário Internacional (FMI), no livro recém editado “A Única Solução”, nos traz as seguintes apreciações:
1 – o mundo pós 2008 tem sido governado pelos Bancos Centrais;
2 – as tensões e contradições desta gestão são crescentes e se estendem para além da economia e chegam ao terreno da política; e
3 – dentro de três anos haverá a ruptura deste “sistema” e a saída dependerá das decisões políticas que sejam adotadas ainda em 2016.
Pelo pouco que me é dado conhecer das situações internas de outros países, apenas a Bolívia, na América do Sul, está se aparelhando para sobreviver a esta crise. Não quero afirmar, pois desconheço, estarem outros países nas Américas e outros continentes sem capacidade de adotar e manter decisões que os fariam superar as nefastas consequências desta crise, que avalio se dará mais cedo. Talvez a Federação Russa, mas nenhum outro europeu.
O Brasil poderia, pelos recursos efetivos já disponíveis e pelos potenciais, ter condição saudável para enfrentar este caos anunciado. Infelizmente, a sujeição dos governantes à geopolítica norteamericana e o domínio das instituições da República pelo poder dos financistas, ruralistas e corruptos e corrompidos de diversas ordens, além da desinformação do povo pela ditadura da mídia não nos deixam esperançosos.
Esta eleição de outubro sepultou o pouco que restava. Assim como as decisões judiciárias, em todos os níveis, subordinando o direito social ao individual, casuisticamente.
*Pedro Augusto Pinho, avô, administrador aposentado
O pré-sal é dos gringos. Afinal, o Golpe era pra isso…

Em uma sessão longa e tumultuada, em que deputados da oposição vestiram jalecos de petroleiros para defender o pré-sal, e foram chamados de “ladrões” por parlamentares governistas, foi aprovado o projeto de lei que retira da Petrobras a obrigatoriedade de participar da exploração do pré-sal e abre o negócio a empresas estrangeiras.
“Hoje é um dia histórico, dia em que Congresso traiu povo brasileiro e entregou Pré-Sal, nosso passaporte p/ futuro, p/ os estrangeiros. Todos os países que optaram por entregar petróleo aos estrangeiros amargam pobreza, desigualdade e subdesenvolvimento. Uma lástima!”, lamentou a deputada Erika Kokay (PT-DF).
“Com 292 votos favoráveis, golpistas acabam de entregar o pré-sal ao capital estrangeiro. Um retrocesso para a Petrobras. Uma lástima para o Brasil”, comentou a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Para Ivan Valente (PSOL-SP), o projeto é uma “dilapidação do patrimônio público”. (Brasil 247)
Mídia dos EUA denuncia censura de Temer

A punição do governo interino de Michel Temer contra manifestantes que pedem a saída do peemedebista durante os Jogos Olímpicos já chamou a atenção da mídia internacional. Os jornais americanos The New York Times e The Washington Post noticiaram relatos de torcedores expulsos como “repressão” e “censura”.
A reportagem do NYT, jornal mais influente do mundo, destaca que protestos durante a Rio 2016 pedindo a saída de Temer marcam a impopularidade do presidente interino atualmente no País, confirmando pesquisas recentes. O texto também cita a denúncia de que o peemedebista pediu R$ 10 milhões para o PMDB, entregue em dinheiro vivo, conforme delação do empresário Marcelo Odebrecht.
Já o texto do Washington Post usou a palavra “censura” – “uma palavra que tem conotações amargas em um país que vivia sob uma ditadura militar 1964-1985”, afirma o jornal – para contar relatos de manifestantes que foram expulsos de seus assentos e de estádios pela polícia e pela Força Nacional porque protestavam contra Temer. (Brasil247)
Pesquisadores estrangeiros visitam a UESC

A Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), através da Assessoria de Relações Internacionais (Arint), recebeu a visita de três pesquisadores estrangeiros. O pesquisadores Prof./Dr. Vladimir Gokhman, do Botanical Garden, de Moscow State University, Russia; Prof./Dr. Bertrand Lefloch, da Universidade Grenoble-Alpes(UGA), França; e Profª./Drª Carla Martin, da Universidade de Harvard, fundadora e diretora do Fine Cacao and Chocolate Institute (FCCI), Estados Unidos, que vieram com o objetivo de prospectar oportunidades de intercâmbio de alunos e colaboração científica nas diferentes áreas.
Especialista de Harvard realiza curso sobre chocolate e cacau na Bahia

A antropóloga norte-americana doutora Carla Martin, professora da Universidade de Harvard, virá ao Brasil no próximo mês para ministrar, junto com o chocolatier Colin Gasko, um curso intensivo de avaliação de cacau e chocolate fino. Realizado entre os dias 21 e 23 de julho, o curso integra a programação da oitava edição do Festival Internacional do Chocolate e Cacau da Bahia, em Ilhéus, Sul do estado.

Carla é também fundadora e diretora do Fine Cacao and Chocolate Institute, uma organização sem fins lucrativos dedicada a identificar, desenvolver e promover o cacau fino e o chocolate. Colin é proprietário da fábrica de chocolate artesanal Rogue Chocolatier, no estado de Massachusetts, e seu produto já recebeu diversos prêmios nos Estados Unidos, como o Good Food Awards. As inscrições para o curso serão feitas até o dia 21 de julho, através do email caioalves@chocolat.com.br. O valor do investimento é R$ 2.750 e as vagas são limitadas.
Amarelinha desbotada
Daniel Thame
Quem gosta de futebol ou já cruzou a barreira dos 40 (ou as duas coisas) não precisa fazer muito esforço para lembrar a escalação da Seleção Brasileira de 1970, tricampeã mundial no México.
Felix, Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo: Clodoaldo, Gerson e Rivelino: Jairzinho, Pelé e Tostão.
Ou então a seleção de 82, que não foi campeão mas permaneceu no imaginário como um time mágico.
Valdir Peres, Leandro, Oscar, Luizinho e Junior, Cerezo, Sócrates, Falcão e Zico; Serginho e Eder.
Bons tempos em que a Seleção estava no boca do povo e se sabia a escalação de cor, em que a amarelinha impunha respeito em grandes seleções e pavor em seleções marca bufa.
Tempos distantes e isso não tem nada a ver com saudosismo, mas com futebol mesmo.
É preciso muito esforço (e um socorro ao inevitável Google) pra lembrar as seleções campeãs de 1994 e 2002.
E mais esforço ainda, mesmo com o tempo conspirando a favor, para escalar de cabeça seleções mais recentes, que vivem uma crônica aridez de craques de primeira linha e uma terrível crise de identidade entre time e torcedor.
Tome-se como exemplo a tal Copa América Centenária, que começa a ser disputada nos EUA. Ganha um prêmio quem acertar a lista dos convocados, tantos foram os cortes e tão poucos são os jogadores que o torcedor realmente conheça.
Verdade que sem Neymar (o único fora de série da geração atual), Dunga ainda tem que dividir as atenções da Copa América com as Olimpíadas e o sonho do ouro inédito.
Poderia até usar a Copa América para fazer testes, visando as Olimpíadas e, o que efetivamente interessa, as Eliminatórias para a Copa do Mundo 2018.
Mas com a corda no pescoço, Dunga nem pode se dar a esse luxo. Tem que disputar pra ganhar. E encarar de igual para igual seleções em melhor momento como Argentina, Uruguai, Equador, México e Chile.
Sim, estamos falando de Equador, México e Chile, diante do que não se precisa falar mais nada.
É pênalti- O Bahia começou a Série B com jeito de que o sonho de voltar à Série A não vai passar disso: um sonho.
É gol- Grafite, 36 anos, do Santa Cruz, é um dos artilheiros do Brasileirão. Não é nada, não é nada, não é nada mesmo.
Na crise, uma decisão tranquila de voltar ao Brasil
Alexander Birbrair
Decidi voltar ao Brasil. Alguns colegas me perguntaram: por que voltar para o Brasil numa época de “crise”, em vez de ficar aqui em Nova York, num dos institutos de pesquisa mais prestigiosos do mundo?
Tive um crescimento significativo na minha carreira e alcancei varios objetivos aqui, por isso tenho, sim, um carinho especial e sentimento de gratidão pelos Estados Unidos, mas nenhum lugar se compara ao Brasil. Por mais estranho que pareça, voltar foi uma decisão bastante fácil e lógica pra mim.
Vou tomar o exemplo de um jogador de futebol brasileiro jogando pela seleção de um outro país para tentar explicar o meu pensamento. Este jogador pode até se sentir realizado profissionalmente, mas na hora das vitórias, não ocorre aquela alegria no coração que decorre simplesmente da paixão pelo seu país. E vem o pensamento: seria muito melhor se essas vitórias fossem pelo meu país!
O Brasil é e sempre foi minha primeira opção. Se não desse certo eu montar o meu laboratório e continuar minhas pesquisas no Brasil, aí sim, analisaria a possibilidade de ficar nos Estados Unidos e abrir o meu laboratório aqui. Com o programa Ciência sem fronteiras, muitas pessoas saíram e têm a obrigacao de retornar ao Brasil, pois firmaram um acordo/vínculo. Este não é o meu caso. O meu salário aqui sempre foi pago inteiramente por instituições americanas e, como minha esposa tem cidadania americana, eu tenho greencard, o que me possibilitaria ficar aqui o tempo que eu quisesse. Assim, muitas pessoas com as quais conversei prefeririam ficar nos EUA e não concordam com a minha decisao.
No entanto, esta não é a primeira vez que eu faço uma escolha não muito convencional. Algo similar ocorreu quando escolhi o curso de graduação. Eu tive sorte; encontrei minha vocação cedo. Apesar de ter passado em medicina na primeira fase na Universidade Federal do Ceará (UFC), sem participar da segunda fase, eu decidi ir a uma universidade menor no interior da Bahia, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) para fazer biomedicina devido á minha paixão pela ciência.
E acho que eu acertei na minha escolha, pois estou feliz com minha carreira. Eu amo o que faço. Da mesma forma que você precisa escolher um bom colchão já que passa um terço da sua vida nele, escolher bem a nossa profissão é até mais importante, pois os outros dois terços (às vezes até um pouco mais) passamos ocupados com ela.
Desde pequeno aprendi com os meus pais a acreditar e confiar fortemente em mim e nas minhas escolhas. Isto traz confiança em seguir o nosso coração e a nossa intuição, mesmo que isto nos leve às vezes a caminhos longe daqueles esperados; e isto é o que pode fazer toda a diferença. Eu acredito no meu taco e me responsabilizo por todas as minhas escolhas. Da mesma forma que escolhi a biomedicina em vez da medicina, e a pesquisa em vez de clinicar, escolher agora vir fazer ciência no Brasil em lugar de continuar fazendo ciência nos Estados Unidos pode não parecer uma opção muito atrativa para alguns, mas eu espero poder mostrar o contrário.
A ciência do Brasil, em minha opinião esta em um nível muito bom e crescendo cada vez mais: é um privilégio tentar participar desse crescimento. Conseguir seguir os passos de grandes cientistas brasileiros que já fazem ciência de altíssima qualidade no Brasil e se destacam mundialmente é o objetivo a ser alcançado.
Sempre sonhei poder conciliar ser cientista e professor universitário como meus pais fazem. Nos Estados Unidos, na maior parte dos grandes centros de pesquisa, os pesquisadores são somente cientistas. Isso poderia ser visto como uma vantagem, mas eu vejo vantagens em ser professor universitário e pesquisador. O meu pai sempre conta uma piada sobre dois professores que estão conversando e um diz pro outro: Você sabe, os meus alunos são tão fracos, mas tão fracos que até eu já entendi tudo e eles nada.
Bom, o que isso nos mostra, é que ensinar não é um ato somente de doação, pelo contrário nós recebemos muito em troca, às vezes até mais do que doamos. A cada palestra que eu dou, acabo aprendendo algo novo. Perguntas vindas dos ouvintes, e diferentes maneiras de preparar as palestras para diferentes tipos de ouvintes acabam me forçando a pensar mais naquilo que fazemos. Isso às vezes pode levar a novas descobertas. Assim, quanto mais o professor ensina, mais ele aprende e mais se aprofunda em seu próprio conhecimento. Por isso, vejo como uma vantagem o fato de no Brasil os pesquisadores também serem professores universitários. Além disso, a minha paixão pela ciência vem em parte desse contato com pesquisadores de verdade já muito cedo na época da graduação.
Nos Estados Unidos a vida profissional é bem intensa. Isto é muito bom, mas também traz desvantagens. Por exemplo, as reuniões de familia aqui ocorrem somente uma vez por ano no Thanksgiving; já no Brasil, a maior parte das famílias tem reuniões semanais ou pelo menos mensais. Isso pode fortalecer um profissional emocionalmente, o que o levará a render mais. Claro que há vantagens nos Estados Unidos, mas vejo muitas vantagens no Brasil também. Há muitos cientistas brasileiros renomados que admiro que têm publicado artigos nas melhores revistas científicas do mundo.
A principal diferença que vejo entre os Estados Unidos e o Brasil é no investimento que se faz em ciência. Acredito que se esse investimento fosse equivalente, o Brasil facilmente estaria na frente. Como as vantagens dos Estados Unidos são principalmente econômicas, isso pode ser mudado no Brasil investindo-se mais na ciência e nos cientistas que já estão no país fazendo trabalhos maravilhosos e publicando em revistas internacionais muito importantes em diversos campos da ciência.
Eu sempre sonhei em ser cientista e espero conseguir cada vez mais apoio para o progresso da ciência no Brasil, que já está em altíssimo nível. Pretendo trazer as coisas que aprendi nos Estados Unidos para o Brasil.
Infelizmente a maior parte dos meus contatos e colaboradores até agora eram dos Estados Unidos e da Europa, mas espero fazer vários contatos e formar colaborações firmes e frutíferas com pesquisadores brasileiros.
A melhor estratégia seria tentar manter os contatos que temos fora para ter apoio de qualquer coisa que necessitamos, como reagentes ou tecnologias que não haja ainda no Brasil. Além disso, descobrir maneiras de tentar trazer da forma mais eficiente reagentes/equipamentos para o Brasil é uma das prioridades. E também tentar implementar este intercâmbio que já ocorre em vários laboratórios brasileiros, de mandar pesquisadores do nosso laboratório pra fora, como também receber pesquisadores de fora no Brasil, para ter essa troca ativa de conhecimento. Acredito que os alunos brasileiros são de altíssima qualidade. E pelo menos o que eu tenho visto aqui fora, é que a maioria dos grandes cientistas trabalhando nos Estados Unidos sao estrangeiros, e grande parte destes são latinos, incluindo muitos brasileiros que brilham aonde chegam. Então, temos que valorizar isso. Ou seja, a formação no Brasil é boa sim, e isso tem que ser aproveitado.
Nos Estados Unidos há muitas parcerias entre empresas e universidades; eu fico muito contente de que isto esteja sendo implementado no Brasil também. Em todos os laboratórios pelos quais passei ou que conheci nos Estados Unidos, parte da verba do laboratório vinha de parcerias desse tipo.
Resumindo, espero em breve poder transferir todas as minhas pesquisas para a UFMG, que parece um lugar ideal para fazer este tipo de pesquisa. Estou super empolgado e cheio de energia para me doar a esse projeto.
No momento, estou planejando montar um grupo forte e buscar pessoas com alta motivação e potencial que queiram realmente avançar dentro da nossa área de pesquisa.
Os principais temas que vamos estudar são os seguintes:
– Estudo do microambiente celular do tumor, principalmente em tumores de próstata e mama.
– Estudo das funções do sistema nervoso periférico (autonômico e sensorial) afetando o funcionamento de células tronco como também de outros tipos celulares.
– Estudo da função dos pericitos e de células tronco em diversos processos patológicos nas doenças tropicais, como doença de Chagas, leishmaniose, etc.
– Estudo da biologia das células tronco de diversos tecidos incluindo SNC.
– Transplantes de células, tecidos e orgãos.
Os candidatos devem:
– ter experiência com biologia celular ou áreas afins.
– ser capazes de fazer parte de uma equipe multidisciplinar, pensar criticamente e de forma independente.
– dominar o inglês.
Os candidatos interessados podem enviar o currículo e uma pequena declaração descrevendo suas metas profissionais para birbrairlab@gmail.com.
Alexander Birbrair é formado em Biomedicina na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), com doutorado em Neurociencia pela Wake Forest University e pós-doutorado
em Biologia Celular no Albert Einsten School of Medicine de Nova York, (EUA)
Obama chega a Havana e quer ´conhecer os cubanos`

O presidente norte-americano, Barack Obama, desembarcou no fim da tarde de ontem (20) em Havana. Com a chegada à ilha, ele torna-se o primeiro líder dos Estados Unidos a visitar Cuba nos últimos 88 anos.
O Air Force One, avião presidencial norte-americano, aterrissou cerca de 16h15, horário local (17h15, em Brasília) no aeroporto Jose Martí, nome do pai da independência da antiga colônia espanhola. Ao pousar, ele mostrou-se ansioso para conhecer o povo cubano.
Numa curta mensagem em seu perfil no Twitter, divulgada pouco depois de aterrissar, Obama escreveu em espanhol, usando uma expressão popular para perguntar como estão os cubanos (“Que bolá Cuba?”), e disse estar “ansioso para conhecer e ouvir diretamente o povo cubano”.
Barack Obama tornou-se hoje o primeiro presidente norte-americano, depois de Calvin Coolidge em 1928, a visitar Cuba, procurando acabar com décadas de animosidade relacionada à Guerra Fria. Com informações das agências Brasil e Lusa.














