:: ‘ceplac’
ELEIÇÃO NÃO É CONCURSO DE MISS
Entra eleição, sai eleição e em Itabuna repete-se como mantra: “vou votar no candidato tal porque ele é simpático”. O quesito competência passa longe na hora em que o dedo, acionado pelo cérebro (seria?) aperta a tecla sim e confirma o voto.
Vota-se muito mais com a emoção do que com a razão e o resultado se vê nos quatro anos seguintes. O sujeito se elege, continua bonachão, mas administrar que é bom, deixa isso pro cara do cafezinho ou a moça da limpeza.
O problema que eleição não é concurso de miss e muito menos escolha de missa simpatia.
Exemplo real: Dilma Rousseff está longe de ser um primor de simpatia, apesar no trato no visual. É sim uma gerente, que encarou o desafio de substituir o mito Lula e está se saindo melhor do que a encomenda.
Portanto, menos atenção no sorriso colgate e mais na capacidade administrativa, que isso aqui não é província de fim de mundo e sim uma cidade metrópole.
PORTO, QUE PORTO?
O vice-prefeito Antonio Vieira, homem sério a ponto de ter deixado o comando da Secretaria de Saúde por, segundo ele, não compactuar com ´pecadões´, cometeu um pecadilho ao justificar a ausência do prefeito Capitão Azevedo na audiência pública do Porto Sul em Itabuna.
Vieira alardeou que Azevedo, naquele momento, estava viajando para trazer obras para Itabuna.
A menos que o fechamento da composição com o PMDB para as eleições municipais seja uma grande obra para Itabuna, verdadeiro motivo da ausência do capitão-prefeito, Vieira ancorou no porto errado. Ou jogou pra torcida.
E olha que Itabuna, maior pólo comercial e prestador de serviços do Sul da Bahia, será um dos municípios mais beneficiados com o empreendimento.
Se o cara do cafezinho ou a moça da limpeza apareceram na AABB, não se manifestaram.
CEPLAC, RIO+20 E A VELHA MENTALIDADE OBTUSA
A presença da Ceplac/Sul da Bahia na Rio+20, com a apresentação do projeto de Conservação Produtiva de Cacau, deveria ser motivo de orgulho.
Mas há quem, escancaradamente, torça contra e reze com as mãos contritas para que tudo não passe de balela, propaganda enganosa, espuma.
Repete-se, no caso da Ceplac na Rio+20 e velha mania grapiuna de gastar dois reais para que outra pessoa não ganhe um real, tese espetacularmente cunhada por Helenilson Chaves, ele mesmo tantas vezes vítima de desse (mau) hábito.
BAIÃO DE TRÊS
Como era previsível, aquela profusão de pré-candidatos a prefeito de Itabuna na virada de 2011 para 2012 vai trombando com a realidade.
Passado o barulho dos fogos e o som do forró junino, quando a oncinha se apresentar para beber água na fonte, sobrarão apenas quatro ou cinco candidatos no páreo, dois deles com chances reais e um na cota do imprevisível, o que aliás ocorreu em 2008.
Enfim, quando o jogo é jogado, o seu Zé da Padaria volta pra padaria, o seu João da Farmácia volta pra farmácia e o seu Mané do Açougue volta pro açougue.
QUEM PASSA PELA PENEIRA?
Diante da sucessão de escândalos na Câmara de Itabuna, numa das mais vergonhosas legislaturas daquela nem tão gloriosa casa de leis, a pergunta é: quem passará pela peneira das urnas e renova o mandato?
Serão 19 e não mais 13 as vagas em disputa.
A resposta está menos com os caros edis e mais com os caros (às vezes no sentido literal) eleitores.
NEYMAR AINDA É ZAROLHO EM TERRA DE CEGO
Neymar é sim um fora de série, mas ainda não atingiu o estágio de Lionel Messi, apesar do ufanismo dos galvãosbuenos da mídia.
Nas vezes em que foi efetivamente testado na seleção brasileira, como na Copa América e nos recentes amistosos contra México e Argentina, sumiu em campo.
Neymar deita e rola no futebol brasileiro, essa terra de cegos da bola. Inquestionável.
Mas, embora tenha potencial pra isso e provavelmente chegará lá, ainda não é um craque planetário.
Messi já é.
CHARGE DA SEMANA
FRASE DA SEMANA
“Vocês ficam aí preocupados com uns caranguejinhos, umas tartaruguinhas, uma plantinhas e o povo sem emprego, passando fome. Vamos deixar de viadagem, que nós precisamos mesmo é que comecem as obras é do Porto Sul”.
Do produtor rural Marcelo Abrantes, durante a audiência pública do Porto Sul em Uruçuca, sutil como um tubarão em praia de lambaris, arrancandorisos da platéia.
PROJETO DA CEPLAC DE CONSERVAÇÃO PRODUTIVA DO CACAU SERÁ APRESENTADO NA RIO+20
Sustentabilidade. A palavra que deve ser uma das mais pronunciadas durante a Conferência Mundial das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) remete à preocupação da sociedade com as próximas gerações. E um dos modelos que pode servir de exemplo para o mundo está sendo implantado em uma região que já pratica a sustentabilidade há mais de dois séculos. Trata-se do Projeto Barro Preto, trabalho junto a agricultores que utilizam o sistema cacau-cabruca e desenvolvido de forma experimental desde agosto de 2010 pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) da Bahia.
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Seagri discute com bancos e produtores crédito para novos investimentos
O governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura (Seagri), em parceira com o governo federal e agentes financeiros, tem avançado nas ações para viabilizar a renegociação das dívidas dos agropecuaristas, mas os produtores da região do cacau não estão tendo acesso a créditos para novos investimentos. Encontrar soluções para destravar o crédito, criando condições para a expansão da cacauicultura e o aumento da produtividade, é o objetivo das reuniões de trabalho que acontecem nesta quinta-feira (24) nos municípios de Ilhéus e Gandu, escolhidos por estarem entre os maiores produtores de cacau. “Queremos traçar um diagnóstico da região, identificar as dificuldades e destravar o crédito”, resumiu o secretário da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles.
Além do secretário, participam das reuniões o diretor geral da Ceplac, Jay Wallace; o superintendente da instituição na Bahia, Juvenal Mayard; os presidentes da Faeb, João Martins, da EBDA, Elionaldo Teles, e da Adab, Paulo Emílio Torres; os superintendentes de Desenvolvimento Agropecuário da Seagri, Raimundo Sampaio, do Banco do Nordeste do Brasil, Nilo Meira, do Banco do Brasil, João Batista, e o presidente da Desenbahia, José Ricardo Santos: dirigentes de sindicatos rurais, associações e cooperativas de Ilhéus e Gandu, além de gerentes das agências dos bancos e secretários de agricultura dos municípios. Participam também representantes da Associação de Produtores de Cacau (APC), Fetag e Fetraf.
A primeira reunião, em Ilhéus, começa às 7h30, no auditório da Faculdade Madre Thais. Pela tarde, às 14h30, os trabalhos serão realizados na sede do Sindicato Rural de Gandu. Como parte da programação, a Ceplac fará palestra de mostrando as tecnologias disponíveis para o aumento da produtividade na região, indicando as necessidades de recursos para custeio.
Representante da Associação das Indústrias Produtoras de Chocolate (AIPC) também fará apresentação, demonstrando aos bancos a necessidade de cacau para as indústrias baianas, que tem interesse de comprar a matéria prima produzida na região, com preços estáveis.
Esse interesse da indústria, além de fazer com que o Estado reduza e até possa suspender a importação de cacau, dará segurança aos bancos, demonstrando que o cenário é favorável e que os produtores terão mercado garantido, aumentando a renda e tendo condições de honrar os compromissos assumidos com as instituições financeiras.
CACAU PARA SEMPRE VAI ATENDER 20 MIL FAMÍLIAS DE PEQUENOS PRODUTORES DA BAHIA
Com o objetivo de apoiar e incluir socioprodutivamente 20 mil famílias de agricultores familiares produtoras de cacau, a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR) lança a ação Cacau para Sempre nesta sexta-feira (25), às 14h, no Teatro Municipal de Ilhéus. A ação vai atender comunidades rurais, remanescentes de quilombos, indígenas e assentados de reforma agrária dos territórios de identidade Extremo Sul, Litoral Sul, Baixo Sul, Vale do Jiquiriçá e Médio Rio de Contas, por meio de recursos oriundos do Fundo Estadual de Combate à Pobreza Rural (Funcep).
Com foco no fortalecimento estrutural, logístico e produtivo para produção de cacau de qualidade e da conservação produtiva do sistema cabruca, o Cacau para Sempre está sendo desenvolvido no âmbito do Programa de Inclusão Socioprodutiva (Vida Melhor), do governo estadual, que tem como meta a inclusão dos baianos que se encontram dentro da faixa da pobreza, tanto na zona rural quanto na zona urbana.
Para a execução da ação serão usadas estratégias como recuperação e construção das estruturas produtivas do processo de beneficiamento da amêndoa do cacau (barcaças, cochos de fermentação, secadores e fornos), recomposição do estande com mudas de procedência garantida (plantio, replantio e clonagem), enriquecimento da cabruca com essências florestais nativas e com espécies de valor econômico, a exemplo de flores tropicais, frutíferas e palmito, além da valorização e do fortalecimento das associações e cooperativas, viabilizando os processos de certificação e adequação socioambiental das propriedades rurais atendidas.
De dezembro de 2011 até agora, foram conveniados seis projetos, no valor de R$ 10 mil, com entidades que já fazem trabalhos consolidados com agricultores familiares que se encontram em situação de pobreza, sendo atendidas 3.100 famílias de agricultores familiares.
O Cacau para Sempre é resultado de uma parceria entre a CAR, a Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf) da Secretaria da Agricultura, EBDA, Ministério de Desenvolvimento Agrário, Ceplac e Uesc. O evento contará com a presença de todas as comunidades que já estão sendo atendidas diretamente com os convênios e representantes de órgãos estaduais e municipais e de associações ligadas à agricultura familiar.
JUVENAL MOVIMENTA A CARAVANA DA CEPLAC
Numa estrutura arcaica, estratificada e repleta de feudos como a Ceplac, onde pessoas se julgam donas do conhecimento e o guardam exclusivamente para si próprias, a presença de alguém como Juvenal Maynart só pode causar desconforto.
Bem articulado, hiperativo, preparado e sem medo de inovar, ao assumir a superintendência regional da Ceplac, Juvenal deu um novo dinamismo a uma instituição que nos últimos anos se caracterizou pela letargia.
Óbvio que teria que pagar um preço por querer fazer com que pessoas que são muito bem remuneradas para trabalhar, trabalhem.
Se estiver disposto a pagar a conta, como parece que está, Juvenal terá dado uma importante contribuição para que a Ceplac volte a atender as demandas regionais, que afinal de contas são a razão dela ainda existir. Que ladrem os cães, porque a caravana tem que seguir em frente.
MP PODE ABRIR CAMINHO PARA REALIZAÇÃO DE CONCURSO PUBLICO NA CEPLAC
Foi publicada no Diário Oficial da União hoje, 14, uma norma que cria uma Gratificação de Apoio à Execução de Atividades da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira – GECEPLAC para integrantes do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo – PGPE, lotados em efetivo exercício na CEPLAC.
A medida garante aos servidores que fizerem jus à GECEPLAC que cumprirem jornada de trabalho inferior a quarenta horas semanais perceberão a gratificação proporcional à sua jornada de trabalho. De acordo com o Diário Oficial, A GECEPLAC será paga em conjunto com a Gratificação de Desempenho do Plano Geral de Cargos do Poder Executivo – GDPGPE e não servirá de base de cálculo para quaisquer outros benefícios ou vantagens, a exemplo, de aposentadorias e pensões.
Produtores acreditam que com esta nova medida a Ceplac poderá realizar novos concursos e renovar o quadro de funcionários da instituição, uma vez que, a medida garante planos de carreira aos servidores, que terão o plano de Ciência e Tecnologia. O órgão continua integrado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e com a Medida Provisória a instituição terá os mecanismos legais para fazer concurso. (com informações do Mercado do Cacau)
Projeto na Região Cacaueira propõe tombamento de jequitibás
O jequitibá é uma das espécies mais tradicionais da região cacaueira, considerado um verdadeiro tesouro entre os produtores. Tradicionalmente a árvore é encontra em meio ao cultivo do cacau, que na região sul da Bahia é plantado no sistema cabruca, em meio a Mata Atlântica, que visa produzir e preservar o ambiente.
Em virtude disto o Instituto Cabruca em parceria com a Ceplac deu inicio a um trabalho de identificação de Jequitibás centenários, preservados nas fazendas no sul do estado, com o intuito de encontrar os maiores Jequitibás da região e sugerir aos órgãos responsáveis, o tombamento destas árvores como patrimônio histórico, cultural e paisagístico de seus municípios, ao mesmo tempo ampliar as visitas ao local, estimulando o turismo rural.
O projeto teve inicio pelos municípios de Ipiaú e Ubatã, e quando encontradas, as árvores são cadastradas, coletadas as sementes e recebem uma pequena placa de identificação. Um bom exemplo está na Fazenda Segredo, localizada na região da água Branca, zona rural de Ipiaú, que guarda um exemplar com 45 metros e 33 centímetros de altura, 9 metros e 20 centímetros de diâmetro e com aproximadamente 400 anos.
Na Fazenda Boa Lembrança, localizada em Ubatã, que também recebeu a visita do projeto, por lá o Jequitibá é considerado uma árvore de estimação e foi até batizado com o nome de Sandó, em homenagem ao patriarca da propriedade. Sandó, até o momento, está sendo considerado o maior Jequitibá do município com 56 metros de altura e 7 metros e 60 centímetros de diâmetro.
Além da beleza exuberante de um jequitibá, estudos recentes associam a presença desta árvore somente em solos que são ricos em nutrientes, ou seja, que são bons para a cacauicultura. Para valorizar a preservação das árvores nas propriedades, o Instituto Cabruca, anunciou um concurso que premiará a fazenda que preservar o maior Jequitibá do sul da Bahia. (fonte: site Mercado do Cacau)
Tá bom, mas tá ruim. Produção de cacau aumenta, preço cai
Enquanto o semi-árido baiano sofre com a maior seca já registrada na história do Estado, a região sul comemora os bons resultados da produção de cacau. De acordo com a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), a safra baiana deverá superar 130 mil toneladas do produto, um incremento de 8% em relação ao ano passado.
No entanto, apesar da boa colheita, o preço do commodity tem caído no mercado internacional. Enquanto a arroba custava R$ 77em 2011, ela custa agora R$ 66. Informações do Globo Rural.
DOMINGOS MATTOS NA COMUNICAÇÃO DA CEPLAC
O jornalista Domingos Mattos, com passagens pelos principais veículos de comunicação de Itabuna, foi nomeado como Assessor de Comunicação da Ceplac na Bahia. A nomeação está publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.
Domingos Mattos encara o desafio de dar visibilidade aos novos projetos do superintendente Juvenal Maynart, de inserir a Ceplac como agente de desenvolvimento regional e de sustentabilidade.
Seagri discute liberação de créditos para a lavoura cacaueira
Ações do governo estadual, através da Secretaria da Agricultura, em parceira com os agentes financeiros e o governo federal avançaram ao longo dos últimos anos no sentido de viabilizar a renegociação das dívidas dos agropecuaristas. No entanto, isso não tem sido suficiente para alavancar o desenvolvimento agropecuário da forma desejada pela Seagri e pelos produtores, porque eles não estão tendo acesso a créditos para custeio e novos investimentos.
Para buscar soluções para esta questão, a Seagri, em parceria com o Banco do Brasil, vai promover encontros nos municípios de Camacan e Gandu, com a participação dos sindicatos ligados à Federação da Agricultura da Bahia (Faeb), da Associação de Produtores de Cacau (APC), Fetag, Fetraf, Ceplac, Instituto Pensar Cacau (IPC), câmaras setoriais do cacau estadual e nacional, e chefes locais dos escritórios da Adab, EBDA, CDA e Bahia Pesca. De acordo com o secretário Eduardo Salles, o objetivo é traçar um diagnóstico da região, identificar as dificuldades e destravar o crédito.
A decisão de realizar este projeto piloto foi tomada durante reunião entre o secretário Salles, superintendente estadual do Banco do Brasil, João Batista Trindade Filho, e suas equipes. As datas das reuniões ainda serão agendadas, e ficou definido que os demais agentes financeiros, como Banco do Nordeste do Brasil e Desenbahia, serão convidados para participar.
Destacando a importância de créditos para novos investimentos e custeio, Eduardo Salles disse que “estamos começando esse processo com a cacauicultura, mas devemos expandir para as demais cadeias prioritárias (leite, fruticultura, ovinocaprinocultura, oleaginosas, aquicultura e pesca, apicultura e mandioca, entre outras”.
De acordo com o superintendente do BB, João Batista, a intenção é que o agente financeiro tenha participação crescente na agropecuária, contribuindo para a estruturação das cadeias produtivas. “A produção agrícola é geradora de emprego e renda. Existe sustentabilidade onde tem agricultura bem estabelecida. Os desafios são grandes, mas existem possibilidades de ampliar o crédito e a assistência técnica”, declarou o superintendente.















