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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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:: ‘ceplac’

A nova Ceplac esperada, após 30 anos de crise

 

Juvenal Maynart

juvenalQuando a Ceplac foi criada, a revolução verde se baseava em agrotóxicos, as bibliotecas usavam somente papel, a genômica ainda não existia, computadores só eram vistos no seriado O túnel do tempo, e as redes eram apenas instrumentos de pescadores ou de balanço para um bom descanso. A Bahia tinha uma única universidade e apenas dois doutores em ciências agrárias.

O mundo mudou; a Ceplac, idem. Se o mundo e a nossa instituição mudaram, o que estaria errado para que se justifique uma nova Ceplac? A resposta está no tempo do verbo. Sim, o mundo não mudou – o mundo muda a cada instante, todos os dias. A Ceplac, não. Ela mudou, mas parou de mudar. E isso é um atraso imensurável, na era da Tecnologia da Informação e Comunicação,  mesmo que a última mudança tenha ocorrido há dez dias ou há dez anos.

cacau-13A Ceplac que estamos buscando, em parcerias com o mundo da ciência, inovações e academia hodiernas, terá na Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e na e-agricultura as ferramentas da instantaneidade. Estão aí a GigaSul e a Rede Nacional de Educação e Pesquisa – RNP, do MCTI, para proverem o fazer científico em altíssima velocidade.

Sim, queremos uma ciência viabilizada por meio de redes digitais, a transparência e soluções instantâneas dos editais pautando suas demandas, e extensão por aplicativos. Queremos respostas imediatas, visto que o produtor não tem porquê esperar uma visita “in loco”. O custo tempo nas presenças físicas serão exceções.

A Ceplac tem inserção produtiva nos dois principais biomas de mata e floresta do país – a Mata Atlântica e a Floresta Amazônica. Tanto numa região como noutra, o espaço produtivo será o definidor das necessidades. A roça de cacau cederá lugar a um espaço produtivo, complexo, que tanto produzirá amêndoa quanto chocolate, madeira certificada em casos específicos, ou turismo rural. Com tecnologia e informação em tempo real, surgirá um novo produtor, consciente das potencialidades de seu espaço. Um produtor que perseguirá a sustentabilidade de seu negócio e terá na Ceplac o agente fomentador e o suporte tecnológico de que necessita para gerar riquezas.

O Brasil possui uma vasta legislação que busca zero trabalho escravo e uma legislação trabalhista (CLT) que garante ao trabalhador o respeito aos seus direitos. Tem uma indústria consolidada. Uma rede de educação ampliada e inclusiva – hoje, um índio concluindo o curso de Medicina não choca, estimula.

Não podemos pensar em criar e incentivar apenas produtores de commodity cacau. Podemos, devemos e seremos dominadores de toda cadeia produtiva. Em rede, com informação, inovação e tecnologia. Teremos chocolateiros e muito mais. O PCTSul (Parque Científico e Tecnológico do Sul-baiano) será estímulo ao empreendedorismo local. Afinal, segundo Schumpeter, “o capitalismo – para vingar – só precisa de crédito e empreendedorismo”.

Para encerrar, fragmento de Tabacaria, do mestre Fernando Pessoa:

Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.

Juvenal Maynart é diretor-geral da Ceplac.

Juvenal Maynart é nomeado diretor da Ceplac

juve

O Diário Oficial de hoje publicou a nomeação de Juvenal Maynart como o novo diretor da Ceplac, que agora é um departamento do Ministério da Agricultura.

juv-2Indicado pelo ministro Geddel Vieira Lima, Juvenal retorna à Ceplac após ter ocupado o cargo de superintendente regional para a Bahia e Sergipe, quando foi um dos responsáveis diretos pela cessão de uma área para a implantação do campus Itabuna da Universidade Federal da Bahia.

Ele substitui Sergio Murilo Correia Menezes, funcionário de carreira da instituição, que chegou a declarar num encontro com produtores que deixaria o cargo caso a Ceplac fosse rebaixada, mas só saiu com a exoneração.

Definido em pleno processo das eleições municipais, o rebaixamento da Ceplac foi recebido sem nenhuma contestação no Sul da Bahia e sequer entrou na pauta dos candidatos a prefeito em Itabuna e Ilhéus.

Ceplac discutiu avanço na cadeia produtiva do cacau do cacau

ceplacO Setaf/Bahiater/SDR-Litoral Sul Bahia, representado pelo engenheiro agrônomo Sândalo Barreto participou nesta terça (18.10), do segundo seminário sobre tecnologias para a cacauicultura. O evento aconteceu no auditório do Cepec/Ceplac e contou com a participação de produtores rurais, técnicos extensionistas e pesquisadores.

Foram abordados temas como os novos caminhos tecnológicos para a cacauicultura, a fertilidade do solo e adubação, os novos clones para maiores produtividades, a mecanização da cacauicultura, o controle de pragas e doenças é o novo modelo de gestão na propriedade cacaueira.

Na oportunidade o profissional que representava a Bahiater, Sândalo Barreto, foi convidado a realizar uma atividade de campo, na comunidade quilombola do Ronco, região limite entre o litoral sul e baixo sul, envolvendo os municípios de Maraú e Camamú. Nesta ação agendada para a próxima semana em parceria com o sindicato rural de Camamu, será aplicada a metodologia de compostagem para horticultura orgânica e o uso de  defensivos naturais.

 

Governo Federal rebaixa a Ceplac

ceplac

O governo federal selou, nesta quarta, o rebaixamento da Ceplac com a publicação de decreto que transforma o órgão em mero departamento do Ministério da Agricultura. O documento já foi publicado no Diário Oficial da União.

O Decreto 8.852, que rebaixa a Ceplac, também acaba com mais de 480 cargos de confiança e funções gratificadas do Ministério da Agricultura. A Ceplac possui cerca de 1.800 funcionários, metade deles em idade de se aposentar.

Definida a programação do Dia Internacional do Cacau

chocpalcPalestras e as tradicionais premiações de Cacauicultor do Ano e Produtor Familiar, além de Produtor de Chocolate e Jovem Empreendedor Rural, são os destaques da programação do Dia Internacional do Cacau, que será realizado no dia 04 de setembro próximo pela CEPLAC/Mapa – Superintendência da BA e ES.

O evento que este ano será comemorado excepcionalmente no 1º domingo de setembro, em decorrência da seca que assolou o Sul da Bahia, terá como tema: “CEPLAC: Do Cacau ao Chocolate”.

Essa data comemorativa foi criada em Turrialba, Costa Rica, em 1958, por sugestão do cientista americano Robert Fowler, durante uma Conferência Internacional do Cacau, que reuniu especialistas de todo o mundo.

UFSB inaugura Centro de Formação em Ciências e Tecnologias Agroflorestais

ufsb 1A inauguração do Centro de Formação em Ciências e Tecnologias Agroflorestais (CFCTAf) da UFSB mostrou o resultado da união de esforços, em mais de um sentido. O evento,  na sede da CEPLAC, em Itabuna, reuniu autoridades, representantes de instituições ligadas ao setor cacauicultor e servidores das duas instituições. O Centro de Formação vai preparar profissionais para a atuação no cenário regional de produção agrícola e agroflorestal e desenvolver projetos de pesquisa e de extensão.

A união de forças foi evocada na série de discursos nas menções ao trabalho para a concessão das áreas para as futuras instalações definitivas da UFSB nos territórios de Ilhéus e Itabuna, ao conjunto de especialidades dos pesquisadores e docentes que passam a trabalhar no CFCTAf. O desejo de cooperação também esteve presente nas falas dos produtores rurais e pesquisadores da Ceplac presentes ao evento, e foi evidenciado na exposição dos planos de contribuição da universidade para o desenvolvimento regional.

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UFSB inaugura Centro de Formação em Ciências e Tecnologias Agroflorestais

A Universidade Federal do Sul da Bahia começa a estreitar ainda mais a sua parceria com a CEPLAC a partir do dia 03 de agosto, com a inauguração do  Centro de Formação em Ciências e Tecnologias Agroflorestais, implantado na sede regional da instituição, na rodovia Ilhéus-Itabuna.

A criação do Centro de Formação tem o objetivo de fortalecer o contato entre a academia e os produtores rurais. Estão previstos programas de residência em propriedades rurais da região para estudantes da UFSB, bem como parcerias com instituições públicas, da sociedade civil e privadas para transferência de tecnologias e conhecimento gerados.

O decano do Centro de Formação, Daniel Piotto, acrescenta: “Através da construção de parceria com o Centro de Pesquisas do Cacau (CEPEC-CEPLAC), espera-se uma rápida expansão de atividades de pesquisa na região, abrindo a possibilidade de colocar o Centro de Formação em Ciências e Tecnologias Agroflorestais como um centro de excelência nacional e internacional”.

A solenidade ocorrerá às 14:30 no Centro de Formação em Ciências e Tecnologias Agroflorestais, localizado na CEPLAC.

Agricultores familiares conhecem produção de chocolate

cac 1Agricultores familiares do Sul da Bahia participaram de um curso ministrado pela coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto Cabruca, Adriana Reis, que abordou   os aspectos do cacau fino e de commodities , a qualidade, mercado, o processo da colheita e o armazenamento. A agricultura familiar vem se consolidando como modelo de produção no cacau cabruca, a alternativa viável para alcançar nichos de mercado que exigem respeito pelo meio ambiente, responsabilidade social  e qualidade do cacau para produção de chocolate,

cac 2O curso, realizado na fábrica modelo de chocolate da Ceplac,  abrangeu o processamento do cacau até a produção e comercialização do chocolate.  De acordo com Sândalo Barreto, engenheiro agrônomo da Bahiater, que participou do curso, “a Bahiater tem papel fundamental nesse processo de desenvolvimento territorial, e o curso permitiu socializar o aprendizado e multiplicar as técnicas de produção de chocolate com os agricultores familiares”.

Quebra na safra da Bahia faz disparar a importação de cacau

cacau estioagenm 1(do Valor Econômico) – A falta de chuvas que se prolonga há nove meses no Nordeste já compromete mais uma safra de cacau na Bahia e tem levado a indústria processadora a aumentar as aquisições da matéria-prima no mercado internacional. Desde o início de 2016 até maio, as indústrias compraram no exterior – sobretudo de Gana, na África – mais de três vezes a quantidade de cacau importada em todo o ano passado, depois da quebra da safra principal de 2015/16 e do atraso na colheita do cacau temporão (do ciclo 2016/17) no Estado.

As processadoras receberam, até maio, 37 mil toneladas de cacau de fora do país, 3,5 vezes mais que todo o volume importado em 2015, de 11 mil toneladas, conforme levantamento feito pelo Valor no Agrostat, sistema de estatísticas do Ministério da Agricultura. Essas importações custaram US$ 116,9 milhões, 3,3 vezes mais que no mesmo período de 2015. No ano passado, as importações ocorreram apenas entre janeiro e maio, já que a safra abasteceu a demanda industrial no restante do ano.

O mesmo não deve se repetir neste ano. O estresse hídrico provocado pela seca na Bahia não apenas tem comprometido a produtividade das plantações como já matou uma parcela das árvores no Estado. Nos cálculos de Thomas Hartmann, diretor da TH Consultoria, de Salvador, os produtores baianos devem colher 42 mil toneladas de cacau temporão. Isso representa uma queda de 56% ante a última safra temporã no Estado, que somou 96 mil toneladas.

E essa produção escassa, cuja colheita já deveria ter começado em maio, só deve começar a chegar às portas das indústrias entre julho e agosto. Desde o início oficial da safra 2016/17, em maio, até 12 de junho, o volume de cacau da Bahia entregue às indústrias foi de 12,3 mil toneladas, 60% a menos que em igual período da safra passada.

Como se não bastasse a quantidade menor, a qualidade do cacau baiano também está pior. “O tamanho das amêndoas diminui na seca porque os frutos não se desenvolvem sem a umidade suficiente”, afirma Hartmann.

Vice-líder na produção nacional de cacau, o Pará não deve sofrer uma quebra de safra na mesma proporção, já que a região produtora do Estado começou a receber chuvas mais cedo que na Bahia. Porém, a TH Consultoria levantou que os “outros Estados” – categoria que exclui a Bahia e inclui o Pará — entregaram 78% menos cacau às indústrias desde o início nas seis primeiras semanas desta safra, totalizando 2,9 mil toneladas.

Para agravar o aperto entre oferta e demanda, a indústria estima que vai consumir um volume maior de cacau neste ano, mais uma vez apostando na demanda do mercado externo.

Eduardo Bastos, diretor executivo da Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), acredita que serão moídas neste ano 230 mil toneladas da amêndoa no país, 4,8% mais do que no ano passado, quando foram processadas 219,332 mil toneladas de cacau. Com uma capacidade instalada de 250 mil toneladas, as indústrias operaram no ano passado com uma utilização de 88%.

Segundo Bastos, o aumento só será possível por causa da demanda internacional, que no ano passado absorveu cerca de 20% dos cerca de US$ 1 bilhão que a indústria gerou de derivados, como manteiga de cacau, além de líquor, pó e torta de cacau. “Este ano tende a crescer a fatia do mercado externo pela demanda em volume e pelo preço [dos derivados de cacau] em dólar, que está muito bom”, afirmou o diretor da AIPC.

De fato, as exportações de derivados de cacau já têm crescido neste ano. De janeiro a maio, os embarques de cacau em pó, manteiga e pasta de cacau já renderam US$ 150,4 milhões. Esse faturamento já supera o relativo aos embarques do mesmo período do ano passado e a receita necessária para as importações da matéria-prima, gerando um saldo de US$ 33 milhões da balança comercial do setor até o momento.

Para aumentar as importações de cacau, porém, a indústria está buscando outras origens além de Gana, que hoje é principal fornecedora da amêndoa do país. Segundo Bastos, a AIPC tem negociado com o governo a possibilidade de retirada do embargo criado há quatro anos que proibiu a importação do produto da Costa do Marfim. “Estamos trabalhando para reabrir este ano. Estamos conversando com o Ministério da Agricultura, a embaixada, o Itamaraty e os próprios produtores”, atestou.

 

Produção deve ser 21% menor, diz Ceplac

cacau estiagem 3A falta de chuvas deve fustigar mais severamente a produção de cacau da Bahia nesta safra 2016/17, iniciada em maio. Após fechar o ciclo passado com uma colheita 7% menor que na temporada anterior, os produtores baianos devem amargar uma quebra de safra ainda maior, de 21%, o que significará uma produção em torno de 115 mil toneladas, segundo Manfred Müller, coordenador técnico da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac).

Essa é a terceira estimativa da Ceplac para a colheita baiana desta safra. A comissão previa inicialmente uma produção de 158 mil toneladas de cacau no Estado, e depois revisou sua estimativa para 153 mil toneladas. O cálculo abrange a safra temporã, de maio a setembro, e a principal, de outubro a abril. Pelo cálculo da Ceplac, o Estado produziu no último ciclo 146 mil toneladas de cacau.

A maior parte da colheita é concentrada entre outubro e abril. Atualmente, os frutos que serão colhidos nessa época estão na fase chamada de bilração, em que a flor do cacaueiro se transforma no princípio do fruto.

Essa é uma etapa extremamente sensível aos níveis de umidade, que determinam a formação dos frutos. “Se não chover agora, vamos perder a safra inteira”, diz Pedro Spinola, dono de uma fazenda de cacau a 30 quilômetros de Ilhéus. Os frutos já começaram a amarelar em algumas regiões, afirma o produtor.

Segundo Müller, mesmo que essa etapa se desenvolva melhor do que a bilração anterior, “a produção não será igual à do ano passado”. Além da perda de produtividade, a estiagem matou 13% dos cacaueiros do Estado, conforme o último levantamento da Ceplac.

Com essa perspectiva mais pessimista, a safra da Bahia fica menos distante da safra do Pará, segundo maior produtor nacional da amêndoa. Para a Ceplac, o Estado colherá neste ciclo entre 105 mil toneladas e 120 mil toneladas. (Valor Econômico)





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