:: abr/2026
Teatro Popular de Ilhéus leva “Borépete?. Uno” em mini turnê em unidades do SESC Bahia
O Teatro Popular de Ilhéus (TPI) inicia, no dia 17 deste mês, uma mini turnê do espetáculo Borépete?. Uno pelas cidades de Jacobina e Santo Antônio de Jesus. O projeto criado pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), unidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), tem como objetivo fortalecer a cadeia produtiva do teatro e ampliar o acesso do público às artes cênicas. O Circula Cena conta com a parceria do Serviço Social do Comércio (Sesc-Bahia). A Secretaria de Educação do Estado da Bahia (SEC) fortalece a parceria, mediando ações de formação com o público estudantil.
Com linguagem contemporânea e forte experimentação estética, Borépete?. Uno convida o público a uma imersão sensorial e reflexiva, abordando temas como identidade, coletividade e os atravessamentos culturais que moldam o Brasil profundo.

Em Jacobina, as apresentações acontecem nos dias 17 e 18 de abril, e em Santo Antônio de Jesus, nos dias 21 e 22 de abril, sempre às 19h. A obra combina elementos físicos, sonoros e visuais, criando uma experiência cênica que rompe com narrativas tradicionais e propõe um diálogo direto com o espectador.
Eu, André Rosa, Jorge Amado e o Cú do Mundo

Daniel Thame
André Rosa foi um dos grandes escritores desse chão grapiuna, tão pródigo na literatura. Um grande ser humano, que hoje dá nome a um espaço público em que livros podem ser apreciados gratuitamente, num belo projeto de incentivo à leitura..
Minha convivência com ele foi esparsa, um ou dois encontros ocasionais em Ilhéus e Itabuna, sempre em eventos literários em que eu, mero jornalista que se atreve a escrever livros, quase nunca participo, por timidez e porque esse não é meu mundo.
Mas, vivemos juntos, ainda que de forma involuntária, um momento marcante, pelo inesperado e inusitado.
Em 2018 participamos juntos de uma mesa na Festa Literária de Itabuna, a Felita, para falar sobre a obra de Jorge Amado.
Ele por seu vasto conhecimento acadêmico.
Eu, ex-jornalista em atividade e escritor extemporâneo, por ter me atrevido a escrever um livro, Jorge100anosAmado-Tributo a um eterno Menino Grapiuna, homenagem ao centenário do escritor.
Cerca de 100 pessoas na platéia, boa parte delas composta de estudantes, levados quase à força por professores, para evitar que os escritores não falassem para ninguém.
André esbanjando conhecimento.
Eu, cultura que não enche um pires, usando o empirismo que me permite estar beirando os 50 anos de jornalismo e já r com cinco livros publicados.
André falava com a bagagem de um estudioso sobre a obra de Jorge e eu indo pelo lado sarcástico do escritor, com seus personagens que são a cara do povo. Tipo ´toca a bola e se livra logo dela´.
Tudo ia bem, até que alguém na platéia pergunta porque o povo de Ferradas rejeitava Jorge.
André Rosa, do alto de sua sabedoria, craque que era, mata a bola no peito e responde:
-Um dos motivos é que em algumas de suas obras Jorge Amado se refere a Ferradas como o cú do mundo.
E eu, sutileza de zagueiro de time de roça, vou na canela:
-E cá pra nós, ele tinha razão. Ferradas é o cú do mundo mesmo.
O que eu não sabia e nem tinha como saber é que a maior parte daquele grupo de estudantes no Centro de Cultura veio de uma escola de… adivinhem, Ferradas!
Se tivesse algum jagunço na platéia, e felizmente não tinha, era tocaia, e das grandes.
Avisado pelo organizador da Felita, Gustavo Felicíssimo, tentei consertar, mas não havia o que consertar.
Lesse eu pensamentos e certamente captaria nada amadianas homenagens a senhora minha mãe.
Fecha o livro.
Como seria nosso Museu do Amanhã?

Kiko de Assis
O traço de Oscar Niemeyer ajudou a consolidar uma ideia de arquitetura brasileira associada ao gesto grandioso, ao concreto moldado como escultura e à paisagem monumental. Obras como a Catedral de Brasília não são apenas edifícios, são afirmações de poder técnico, estético e político. Mas, à luz das urgências ambientais do nosso tempo, é inevitável revisitar esse legado sob uma nova lente: a do impacto ecológico e da responsabilidade climática.
O monumentalismo, por sua própria natureza, tende ao excesso. Grandes vãos, volumetrias generosas, superfícies extensas de concreto e vidro. Tudo isso cobra um preço ambiental alto, desde a extração de matéria-prima até o consumo energético para manter essas estruturas funcionando. O concreto armado, material-símbolo dessa arquitetura, é também um dos maiores emissores de CO? do planeta.
Enquanto isso, a maior parte das cidades brasileiras, de Itabuna/Ilhéus a tantas outras fora do eixo monumental, enfrentam desafios muito mais urgentes: ilhas de calor, drenagem precária, ocupações em áreas de risco, moradias sem ventilação adequada. Nessas realidades, repetir a lógica do espetáculo arquitetônico não é apenas inviável, é ambientalmente irresponsável.
Surge então uma pergunta incômoda: que arquitetura faz sentido em um planeta em crise climática?
E Santinho bagunçou o Flamengo de Itabuna

Walmir Rosário
Bons tempos aqueles em que o futebol amador de Itabuna encantava os torcedores. Para o bem da verdade, nossos jogadores, depois de investidos no “hall da fama”, passavam a outra condição, a de craques remunerados, presenteados, soa melhor. Sempre que assinavam um contrato levavam um regalo que poderia ser uma bicicleta ou até mesmo um carro.
E um desses bem acolhidos pela sorte era Santinho, batizado e registrado Gilberto Silva Moura, liderança consagrada em todos os times em que jogou, inclusive na famosa Seleção de Itabuna, a Hexacampeã Baiana. Nas quatro linhas um craque daqueles que intimidava o adversário pelo futebol que apresentava. Era ele e mais 10.

Na concentração, recebiam todas as instruções dos técnicos até o adversário engrossar o jogo, quando ele e mais uns dois ou três decidiam como o time iria jogar daí pra frente. Fora de campo – na concentração ou fora dela –, tomava conta dos jogadores mais novos e sempre era o chefão na hora de uma boa farra, evocando os resultados para si.
Santinho sentou praça e ficou famoso no Fluminense de Itabuna, ao qual indicava jogadores daqui e região. No início do ano de 1958 o craque aceitou uma rica proposta do Flamengo de Itabuna e resolve deixar o Tricolor. No time Rubro-negro não se deu bem como acreditaria, apesar do rico contrato, com luvas e salários de fazer inveja aos colegas amadores.
Ao revelar para os dirigentes do Flamengo que não se sentia à vontade no clube, foi um reboliço sem tamanho no novo time, que fez grande festa na sua contratação e esperava a retumbante estreia no Campeonato de 1958. A notícia provocou o estrondo de uma bomba na cidade! Os dirigentes do Flamengo que tinham sido contra sua contração soltavam fogo pelo nariz.
Entre rimas e histórias: Oficina de Literatura de Cordel encanta crianças em Ilhéus

A Casa da Cultura Popular de Ilhéus realizou uma oficina de Literatura de Cordel voltada para os alunos da Educação Infantil das 10 turmas do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental da Escola Innova, no bairro Teotônio Vilela. A atividade aconteceu das 10h às 11h30 e integrou as ações do projeto “Cultura Viva em Movimento: Formação, Tradição e Oportunidade na Casa da Cultura Popular”, que busca promover a formação cultural da juventude e fortalecer os vínculos entre educação e tradição.

A oficina foi conduzida por Janete Lainha, fundadora da Casa da Cultura Popular e uma das principais referências na preservação e difusão da cultura popular no sul da Bahia. Conhecida como “Mestra Lainha, a Colecionadora de Palavras”, é psicopedagoga com especialização em Cultura Afro-Brasileira e Cultura Popular, além de detentora do título de Doutora Honoris Causa por sua relevante contribuição à cultura nacional. Com mais de mil obras publicadas na literatura de cordel — muitas delas premiadas —, Mestra Lainha também se destaca na xilogravura, na confecção de estandartes, no teatro e em diversas outras linguagens artísticas.
Seu trabalho articula palavra, imagem e ancestralidade, mantendo vivas as tradições dos griôs e fortalecendo a literatura afrocêntrica, com ênfase em temas como protagonismo negro, mulheres, terreiros e a luta por justiça social. Para José Guilherme Santos, presidente da instituição e idealizador do projeto, o cordel é uma ferramenta potente no processo de aprendizagem infantil. “O cordel dialoga diretamente com o universo das crianças, estimulando a imaginação, a escuta e a criatividade.
Bahia consolida liderança nacional em energias renováveis com avanços em eólica e solar

Energias renováveis na Bahia (Foto Mário Marques)
Deputados bolsonaristas ligados a ACM Neto prejudicam produtores de cacau da Bahia e ANPC reage: “traíram a gente”

Em entrevista contundente à uma emissora de rádio de Ituberá, a presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cacau (ANPC), Vanuza Barroso, citou a sabotagem promovida por dois deputados federais alinhados ao bolsonarismo e ao clã de ACM Neto. Capitão Alden (PL) e Dal Barreto (União Brasil) votaram deliberadamente contra os interesses dos cacauicultores baianos, ajudando a enterrar pautas essenciais para o setor. “Isso é nojento!”, disparou a líder da categoria, ao relatar a atuação dos parlamentares em Brasília.
Os dois deputados integraram o bloco que tentou retirar de pauta o Projeto de Lei 1769/2019, que aumenta o teor de cacau nos chocolates — medida crucial para valorizar a produção local e gerar renda para milhares de famílias no Baixo Sul da Bahia. Enquanto os produtores suaram do amanhecer à meia-noite dentro do Congresso Nacional, Alden e Dal Barreto votaram a favor da retirada do projeto. “A gente suando, entramos no Congresso às nove da manhã e saímos por volta de meia-noite… e adivinha quem votou a favor da retirada? Capitão Alden do PL e Dal Barreto do União Brasil”, denunciou Vanuza, com a voz carregada de indignação.
A traição não parou por aí. No requerimento de urgência para sustar a importação de cacau (PDL 330/2022), Capitão Alden simplesmente se absteve — um gesto covarde que mostra exatamente de que lado o parlamentar se coloca quando o assunto é defender o agronegócio baiano. “Se absteve! Não votou nem sim, nem contra”, afirmou Vanusa. Mas a hipocrisia tem nome e endereço: no dia seguinte à votação, Alden gravou vídeo posando de defensor da cacauicultura. “Anotem esses nomes: Capitão Alden e Dal Barreto! Esses aí traíram a gente lá em Brasília, viu? E cobram voto na região!”, cravou a presidente da ANPC.
Escola Profissionalizante de Itabuna transforma a vida de alunos e ex-alunos

Amanda aproveitou a experiência como manicure e fez o curso de podóloga: mais renda para a família
Ao assumir seu primeiro mandato como prefeito de Itabuna em janeiro de 2021, em plena pandemia da Covid 19, Augusto Castro (PSD), encontrou a Escola Profissionalizante Maria de Lurdes Veloso, com suas atividades reduzidas.
Ao final de dezembro do mesmo ano, as chuvas e cheia do Rio Cachoeira destruíram equipamentos e móveis, levando a suspensão de todas as atividades e atendimentos.
A então secretária de Promoção Social e Combate à Pobreza (SEMPS), Andrea Castro, coordenou o processo de completa reforma e requalificação da unidade escolar de formação profissional, que foi devolvida à comunidade com novos equipamentos e novos cursos, em agosto de 2022.
“Para a Escola Profissionalizante, vale o ditado popular: ‘depois da tempestade vem a bonança’. Entregamos uma nova escola completamente requalificada e com novos cursos, pela qual passaram, depois da reinauguração até dezembro do ano passado, 3,3 mil alunos diplomados”, relembra a primeira-dama Andrea Castro, que comandou a SEMPS entre 2021 e 2023.
Amanda Florence, 37 anos, trabalha como manicure e resolveu cursar Podologia na Escola Profissionalizante Maria de Lurdes Veloso, para agregar mais uma especialidade ao seu currículo e assegurar mais uma fonte de renda.

Aos 66 anos, dona Maria Neldes garante que para aprender computaçao não tem idade
Atualmente, trabalhando no Torres Centro de Estética, no centro de Itabuna, ela também atende em domicílio clientes com comorbidades, acamados ou com dificuldade de locomoção.
Estudantes da rede estatual podem acessar quase oito mil obras literárias nos tablets disponibilizados pelo Governo da Bahia
Os estudantes do Ensino Médio da rede estadual de ensino passam a contar com uma nova ferramenta de aprendizagem voltada para a prática de leitura nos tablets disponibilizados pelo Governo do Estado. Trata-se do aplicativo MEC Livros, lançado pelo Ministério da Educação, que, além de ampliar o acesso à leitura, visa democratizar o contato com grandes títulos. O app possui oito mil obras literárias de autores nacionais e internacionais, a exemplo de Clarice Lispector e Gabriel García Márquez.
Para visualizar o aplicativo já instalado, o estudante precisa reiniciar o tablet para que o conteúdo seja atualizado. O acervo também inclui coleções de literatura nordestina e russa, bem como sucessos editoriais como Harry Potter, Jogos Vorazes, O Hobbit e Eu Sou Malala.



















