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Camarão é a mãe!

Depois de enfrentar a fúria conservacionista capitaneada pelo Ibama, com a implantação da Reserva Extrativista, criadores de camarão de Canavieiras agora sofrem com a mancha branca, que não é prejudicial a quem consome o crustáceo, mas está inviabilizando a produção.

Na tarde desta quarta-feira (22) dirigentes da Associação dos Criadores de Camarão em Cativeiro
(ACCC) se reuniram com o secretário de Agricultura Geraldo Simões e pediram apoio do Governo para evitar o fim da atividade, que gera cerca de dois mil empregos diretos e indiretos em Canavieiras.

Geraldo disse que a Seagri está disposta a colaborar, mas fez um pedido aos produtores: evitar demissões de trabalhadores das fazendas que criam camarão.

A doença coincide com o período em que os produtores iniciam a criação dos camarões, que atingem o ápice durante o verão.

CIRCO DE HORRORES

Tudo bem que a polícia paulista cometeu uma série de trapalhadas no caso do seqüestro que resultou na trágica morte da jovem Eloá.
Mas, cá pra nós, parte da culpa pelo trágico desfecho da barafunda armada por Lindenberg pode ser creditada à imprensa sensacionalista, que armou um verdadeiro circo durante os dias em que durou o seqüestro, com direito a entrevistas ao vivo com o seqüestrador nos programas popularescos.
Um sujeito desequilibrado exposto aos holofotes pode muito bem ter acreditado que era o “rei do gueto” ou um astro da novela das oito interpretando o papel de vilão.
Infelizmente, era vida real e Eloá acabou assassinada, sem direito a beijar o mocinho no capítulo final.
Seu sangue continuará sendo sorvido até a última gota pela mídia-vampira.
Até que surja o próximo caso, as próximas vítimas…
Vítimas de quem, cara-pálida?

AERO-RODAS


Do jeito que as coisas estão indo (voando é que não estão mesmo) é o caso de se dizer: o melhor do aeroporto de Ilhéus é a rodoviária.

Perde o turismo, perde a cidade com essa barafunda armada pela ANAC, com a omissão da Infraero.

Nem Jorge Amado imaginaria um roteiro tão absurdo a um aeroporto a quem empresta o nome, sem que consultado tenha sido, a bem da verdade verdadeira.

PORTAS ABERTAS, JANELAS FECHADAS

Nesta segunda reportagem da série que fizemos em Cuba em 1995, destacamos a abertura do país aos turistas, com suas inevitáveis contradições. A necessidade de atrair dólares abriu um regime fechado durante quase quatro décadas e fez surgir duas Cubas: a dos turistas que tinham acesso a todos os bens de consumo e a dos cubanos, que continuavam vivendo as agruras do ´período especial´. Mas era pegar ou largar. Fidel pegou…

VTNC Corporation

Acaba de ser lançada a VTNC Corporation, que tem entre suas subsidiárias a VTNC Enterteniment e a VTNC Pictures. A empresa busca atender ao mercado global, mas inicialmente terá como base Itabuna, onde o que não falta é demanda pelos produtos da VTNC.
Aguardem os primeiros lançamentos.

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Um jabazinho pro meu amigo Eduardo Fontes.

Um bom programa pro dia 31.

Chavez x Chapolin

Como dizem os boleiros, “jogo é jogo, treino é treino”.
Em sendo assim, Brasil x Venezuela foi o que?
Alguma coisa próxima a um “casados x solteiros”, disputado após a uma feijoada do Mazinho regada a cachaça Itagibá…

CUBA, A ILHA DE FIDEL E DOS CONTRASTES

Cadê a Biafra que deveria estar aqui? A julgar pelo que se lê e o que se ouve sobre essa ilha de 11 milhões de habitantes, apertada entre o Golfo do México e o extremo oriental da Flórida, o mínimo que se deveria encontrar ao desembarcar no aeroporto José Marti seria uma legião de esfomeados e um país caindo aos pedaços.

Cuba, a Meca do que restou do socialismo mundial e a pedra no sapato do “Gigante Americano”, certamente não é o melhor dos mundos, nem aquele lugar onde se gostaria de passar o resto da vida. Mas está longe de ser o inferno apregoado pela mídia.

“No es facil”, dizem os cubanos, com certa resignação. Não é fácil, certamente, suportar quase cinco anos de racionamento de alimentos, de roupas, de combustíveis, de energia elétrica. O tal ´período especial´. Como não é fácil entender como, a despeito de tantas dificuldades e de um bloqueio sufocante imposto pelos Estados Unidos, existe um povo que vai tocando a vida e driblando os problemas com criatividade e uma imensa capacidade de improvisação.

DOIS PESOS- A Biafra já foi deixada de lado. Ou quem sabe, abaixo do Trópico, num país de 130 milhões de habitantes que fala português. O que vamos encontrar em Cuba é um festival de contrastes, com situações que desafiam qualquer lógica. Havana, a capital da ilha, é a síntese de tudo. São cerca de dois milhões de habitantes na área metropolitana, vivendo dois mundos distintos e ao mesmo tempo interligados entre si.

Essa situação quase inverossímel, que se estende às outras cidades de Cuba, foi criada a partir da abertura para o turismo, na década de 80. O governo criou uma ilusória paridade entre o dólar americano e o peso cubano, na base do 1/1. É o que os cubanos chamam de peso virtual, que só vale para os turistas. No peso real, válido para os cubanos 1 dólar é cotado entre 40 e 60 pesos.

Tomando-se por base essa cotação, os salários dos cubanos variam entre 5 e 8 dólares por mês. A guia turística Miurca, que fala inglês, alemão, português, russo e castelhano (além disso, é licenciada em literatura russa), ganha o equivalente a seis dólares por mês. Imagine-se, portanto, a felicidade com que ela, ao final de uma excursão de uma semana, recebeu cerca de 300 dólares coletados entre os participantes do Vôo da Solidariedade, que saiu de São Paulo e passou por Salvador, levando um grupo de bancários, professores, estudantes, políticos e este jornalista.

A crise fez brotar, primeiro espontaneamente e depois incentivada pelo Governo, uma economia de mercado que parece incontrolável. Em Havana já existem mercados comercializando verduras, legumes, frutas, etc. Os preços estão no meio do caminho entre o peso real e o peso virtual e a própria lei da oferta e da procura tem se encarregado de ajustar as coisas.

TAXI-DRIVER- Outra saída é o que aqui chamamos de ´bico´. Durante o dia, Rafael, 56 anos, e seu filho Ricardo, 32, trabalham no restaurante de um dos mais charmosos hotéis de Havana, o Inglaterra. À noite, transformam o velho Chevrolet 1956 num táxi. O preço da corrida varia entre 3 e 5 dólares. Ninharia para nós, uma fortuna para eles. O trabalho no restaurante também facilita a obtenção de comida no mercado negro. Numa das viagens que fizemos entre Habana Vieja e Vedado (cerca de 20 quilômetros de distância, 5 dólares a corrida), Rafael, que usa uma boina a la Che Guevara e não tira o charuto da boca, perguntou se poderia passar em alguns lugares antes de chegar ao hotel. E passou em três casas, todas de familiares, deixando providenciais sacolas de comida. “Está difícil, mas o pior já passou”, diz Rafael, com a concordância do filho.

Quem não tem dinheiro para recorrer ao mercado negro, tem que se conformar com alimentos alternativos. Em Cuba, existe a Libreta de La Nutricion, uma espécie de caderneta que garante a alimentação básica. Os alimentos são fornecidos de acordo com o número de pessoas de cada família. As quantidades são mínimas e é preciso fazer mágica para ´esticar´ a duração dos produtos. Dona Rafaela Detresse, 63 anos, mora num antigo prédio em Habana Vieja. São 14 pessoas, entre filhos, netos e genros. Em 15 dias, os mantimentos acabam. Ai o jeito é recorrer ao ´chicaro´, uma pasta verde de altíssimo poder nutritivo, mas de sabor repugnante como a soja. Junto com o ´chicaro´, o feijão.

Fome, como a que milhões de brasileiros passam, os cubanos desconhecem. O problema é que comer não é apenas uma questão de consumir proteínas, mas de ´olhar´. E aí eles têm que aprender a comer de olhos fechados. “Mas vai melhorar”, aposta Rafaela, enrolada num velho lençol para suportar o surpreendente frio de 14 graus, uma raridade em Havana. Blusas? Cada cubano tem direito a um conjunto de roupas. Por ano!

CONQUISTAS- Fidel Castro (“El Comandante”, “El Jefe”) é tratado com respeito, mas sem idolatria. Mesmo em ´período especial´ e com todo o sacrifício a que o povo vem sendo submetido, há um sentimento quase generalizado de gratidão pelo que Fidel fez por Cuba. Para não parecer que a afirmação tem cunho ideológico, nos baseamos numa pesquisa feita pelo respeitável Instituto Gallup e publicada em jornais do México, Argentina e Colômbia.

Na pesquisa, a maioria da população aprova a atuação do Governo e aponta como principais destaques a saúde e a educação. A aprovação a Fidel pode parecer um contra-senso para quem passa o que os cubanos estão passando. Ou uma constatação de que poderia ser pior sem as chamadas conquistas do socialismo. O que se avançou, com todos os problemas visíveis e impossíveis de ignorar não é pouco num país que antes da Revolução era um misto de cassino e bordel dos Estados Unidos.

SONHO DE LIBERDADE- Reclamações contra o regime (o nome de Fidel raramente é mencionado) se ouvem em vários pontos de Havana. Os cubanos se aproximam, puxam conversa e se percebem que a pessoa está disposta a ouvi-los, falam. E como falam! As enfermeiras Norca, 20 anos, e Carmen, 22, estão sentadas num jardim em frente ao Palácio de Artesanato. Tem nas mãos um exemplar em espanhol do Miami Herald. É propaganda pura contra o regime, financiada pelos cubanos exilados na Flórida.

Norca reclama que “os turistas tem tudo e o povo fica com o resto”, lembrando que pela Libreta não vem sabão há seis meses, manteiga há três e carne bovina há um ano. Carmen fala da falta de liberdade. Tão logo nos afastamos das enfermeiras, dois policiais se aproximam delas para saber o que estavam conversando com um estrangeiro. Essa situação se repetiu várias vezes, sem locais diferentes. Ressalte-se que, pelo menos à nossa vista, ninguém foi detido. “É apenas para evitar que fiquem pedindo coisas para vocês”, esclareceu um dos guardas. Nada que lembrasse a terrível policia política, dos tempos em que o regime era mantido a ferro e fogo.

Não é à toa que a palavra mais em voga hoje em Cuba é concessão. Afinal, um país que precisa desesperadamente de dólares tem mesmo é que fazer concessões. E é através do turismo, com suas vantagens e desvantagens, que Cuba está se abrindo. No que isso vai dar, ninguém sabe. Talvez nem Fidel, El Viejo Comandante.

(nas próximas reportagens, os contrastes de Havana e a opção pelo turismo; a saúde e educação preservadas a qualquer preço; mercado negro e prostituição,os malucos geniais que batem recordes de produtividade e a onipresença de Che Guevara na terra onde ele virou lenda e se tornou eterno)

Horário pós-eleitoral gratuito

Diz a lenda do marketing político que campanha derrotada é coisa pra se esquecer. Mas, uma das peças da campanha de Juçara à prefeita de Itabuna (BA) não é pra ser esquecida. Por uma dessas coisas que só o dinamismo da campanha explica, esse rap foi veiculado apenas no último dia da propaganda na televisão e, com a temperatura da eleição atingindo níveis mercuriais, praticamente passou despercebido.

Política à parte, é um tributo à criatividade.

Horário pós-eleitoral gratuito

Diz a lenda do marketing político que campanha derrotada é coisa pra se esquecer. Mas, uma das peças da campanha de Juçara à prefeita de Itabuna (BA) não é pra ser esquecida. Por uma dessas coisas que só o dinamismo da campanha explica, esse rap foi veiculado apenas no último dia da propaganda na televisão e, com a temperatura da eleição atingindo níveis mercuriais, praticamente passou despercebido.

Política à parte, é um tributo à criatividade.

Lição de casa

Urubatão era um desses técnicos de futebol que perambulam pelos pequenos times de futebol do interior do país, um cigano do mundo da bola. Teve uma breve passagem pelo Santos, tão breve que só um fanático por futebol como esse blogueiro consegue lembrar. Seu ofício era treinar times tipo América de Rio Preto, Ferroviária de Araraquara, Noroeste de Bauru e afins, que se equivalem ao Itabuna, Colo Colo e Conquista.

Não era dado a essas veleidades de tática, escalações mirabolantes e outras “luxemburguices”. Suas preleções antes dos jogos eram um primor de síntese:

-Vamos ganhar esse jogo pra que depois a gente possa tomar nossa cervejinha em paz, sem que a torcida fique enchendo o nosso saco.

Mais do que nunca, é hora de colocar em prática a frase do velho Urubatão.

____________________________

PS em 6/10/2008: a lição fica pra próxima, porque próximas haverão…

Bate (ou apanha) coração


Como sempre acontece em Itabuna, as eleições para prefeito serão novamente um teste para cardíacos.
Os corações estarão a mil até o inicio da noite do próximo domingo, quando o povo dirá quem é o escolhido ou a escolhida para gerir os destinos da cidade prestes a se tornar centenária.
Os cardiologistas estão de plantão, com seus eletrocardiogramas a postos.

Daniel Thame
Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

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