WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  


:: ‘Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)’

Da EJA à universidade federal: aos 65 anos, estudante da rede estadual é aprovado no SISU

A mais nova universitária da Bahia tem 65 anos de idade e passou 43 anos longe de uma sala de aula. Josélia Santos da Silva, moradora da Fazenda Grande 4, em Salvador, foi aprovada no curso de Bacharelado Interdisciplinar (BI) em Cultura, Linguagens e Tecnologias Aplicadas, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A conquista veio este ano, logo após concluir o Ensino Médio no Colégio Estadual Luiz José de Oliveira, no bairro da Fazenda Grande I, em Salvador.

Impedida de estudar pelo marido, dona Josélia teve que abandonar a escola quando cursava a 7ª série do Ensino Fundamental, só retornando à sala de aula há três anos, graças ao incentivo da filha e dos netos. Em 2022, ela se matriculou na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e não parou mais. O próximo desafio: os três anos da graduação. Suas expectativas são tão grandes quanto à felicidade pela conquista. “Quando minha filha viu minha aprovação, foi uma alegria imensa”, comemorou.

O apoio da família foi fundamental na formação educacional da costureira. Ao observar a dedicação da mãe nos estudos, a filha Jovelina Santos da Silva Uzêda decidiu ajudá-la a se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (SISU). “Minha mãe sempre gostou de estudar e não queria parar. Quando ela soube das oportunidades do SISU, me pediu para fazer a inscrição e eu acompanhei todo o processo”, contornou.

A neta Emília Santos da Conceição Silva, aluna do 8º ano do Ensino Fundamental, declarou a admiração que sente pela avó. “Fiquei muito feliz com a aprovação. Ela é a minha grande inspiração para seguir meus estudos e alcançar a faculdade daqui a alguns anos”.

Preparação para o ENEM

:: LEIA MAIS »

Professora baiana desenvolve novo método de estudo

No mundo no qual temos acesso a diversas informações, estudar, absorver e compreender os assuntos pode se tornar uma missão difícil. Ainda mais quando os conteúdos têm complexidade. Ao observar a dificuldade de alguns alunos, a professora Luciana Boeira, do Centro de Ciência e Tecnologia em Energia e Sustentabilidade (Cetens), da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (Ufrb), Campus de Feira de Santana, desenvolveu uma técnica chamada grafismo. O intuito é ajudar a melhorar a assimilação do conhecimento por meio da visualização das ideias.

A professora identificou que alguns estudantes tinham dificuldade para absorver os assuntos e decidiu elaborar essa técnica para ensinar como estudar. “Para criar a técnica, eu coloquei um arcabouço teórico de reconhecimento científico, que é dialética do conhecimento. No grafismo, por exemplo, se estuda a partir de desenho, fluxogramas, mapas mentais, mapas conceituais, textos ligados por setas nos quais se fazem associações de conteúdo, entre outras formas”, afirma.

 

De acordo com Luciana, ao estudar um novo conteúdo, uma grande parcela das pessoas não consegue fazer de imediato as associações. “Aquele conteúdo fica um tanto embaralhado no nosso pensamento e na nossa imaginação. Por isso, elas não conseguem visualizar aquilo que está passando na mente. Quando a pessoa começa a visualizar e fazer as associações, ela organiza e percebe o conhecimento. Esse perceber é naturalmente e ela identifica o sabor do saber. Esse sabor do saber leva-o a querer saber mais”, diz.

:: LEIA MAIS »

ADTs promovem Encontro de Mulheres da Bahia

adts“Relevante e esclarecedor”, definiram as falas das participantes do Encontro Estadual de Mulheres, ocorrido no canal do youtube Cultura Web Tv. Evento coordenado pelos Agentes de Desenvolvimento Territorial (ADT) da Secretaria do Planejamento do Estado da Bahia (SEPLAN), em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Coordenação Estadual dos Territórios de Identidade da Bahia (CET), promoveu um momento essencial de troca de experiências e reflexões acerca da participação das mulheres nos espaços de poder, sororidade e políticas públicas para mulheres.

Para a ADT Bárbara Lourena integrante da comissão organizadora, o encontro foi um momento ímpar, pensado com muito amor e carinho e motivado pela necessidade de mobilizar, incentivar, inspirar e empoderar as mulheres. “Precisamos nos unir, para nos fortalecer e compreender que juntas somos mais fortes e podemos ir mais longe”, destacou.

A advogada, especialista em Direito Público, Dra. Gine Kinjyo, que abordou o tema “Sororidade como ferramenta na construção de uma rede colaborativa para o empoderamento feminino”, parabenizou a iniciativa e enfatizou a necessidade da continuidade da mobilização das mulheres nos territórios, para que elas tenham cada vez mais, ferramentas que as possibilitem continuar lutando por igualdade de gênero.

:: LEIA MAIS »

Universidades e televisões públicas nordestinas lançam programa de TV

univercienciaO ‘Univerciência’ é o primeiro programa brasileiro de TV aberta e Internet, produzido em parceria entre universidades públicas e TVs públicas nordestinas, com foco na promoção, na popularização e na difusão da ciência. Na Bahia, o programa vai ao ar pela TVE aos sábados, às 14h30, com horários alternativos às segundas-feiras, às 20h, e quartas-feiras, às 7h30. A cerimônia virtual de lançamento acontece neste sábado (22), às 10h, com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube da emissora e exibição do episódio de estreia na mesma plataforma.

Criado em 2020 pela TV UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), o ‘Univerciência’ transformou-se, a partir da parceria entre a TVE Bahia e universidades públicas espalhadas pelo Nordeste, em um conteúdo colaborativo com alcance e repercussão nacional, através da veiculação em TV’s públicas, educativas, culturais e universitárias, e nos canais das emissoras e das universidades na Internet.

Na primeira temporada serão exibidos 15 programas de 26 minutos, que trazem resultados do conhecimento e saberes nas Universidades na relação com o cotidiano da população nordestina. A produção, articulação, exibição e distribuição do ‘Univerciência’ será feita pela TVE Bahia e os conteúdos produzidos pelas próprias universidades nordestinas terão apresentação, produção e edição final da TV UESB.

:: LEIA MAIS »

Professor baiano desenvolve nova tecnologia assistiva para deficientes visuais

acess“Ainda que de maneira lenta, a sociedade tem se sensibilizado para a necessidade de tornar os ambientes mais acessíveis”. É desta forma que o professor João Neto, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), enxerga o atual cenário social para pessoas com deficiência visual (PcDV). Ele é responsável por liderar a criação de um projeto que tem muito a contribuir com a qualidade de vida dessas pessoas. “Trata-se de uma tecnologia assistiva, composta por etiqueta de radiofrequência (RDFI) espalhadas pelo piso tátil e um dispositivo acoplado no sapato do usuário, conectado a um aplicativo, através do smartphone”. Essas etiquetas armazenam informações sobre o ambiente ao redor, como a localização em que o usuário se encontra, dados sobre objetos que estão presentes no entorno, alertas de perigo, informações mais precisas e detalhadas sobre prédios, dentre outras.

O professor João, que realiza diversas pesquisas na área de interação homem-computador, explica como funciona o serviço tecnicamente. “Na busca por tornar os sistemas e dispositivos interativos mais fáceis de usar e operar, o protótipo funciona da seguinte forma: enquanto o usuário se desloca sobre o piso tátil e aproxima o pé das etiquetas RDFI, o dispositivo que está no sapato, que é dotado de sensores, é capaz de ler as informações gravadas nas etiquetas espalhadas pelo chão e retransmite estas informações ao aplicativo do smartphone, que transforma os dados em áudio e as repassa ao usuário”, explicou, ressaltando que grande parte de produtos e serviços considerados banais para pessoas sem deficiência ainda permanecem inacessíveis para PcDs, como objetos inteligentes, redes sociais, Inteligência Artificial, Computação em Nuvem, aplicativos para smartphones, Cidades Inteligentes, entre outros.

:: LEIA MAIS »

Fungo é utilizado para tratar doenças de plantas em projeto criado na Bahia

foto (1)Em busca de suprir a demanda real e necessária para um manejo eficiente e sustentável da pior doença da bananeira, o analisa Leandro Rocha, da Embrapa Mandioca e Fruticultura, selecionou um agente de controle biológico, o Trichoderma asperellum, para controlar o fungo Fusarium oxysporum f. sp. cubense (Foc), causador da doença murcha de Fusarium em bananeira, antes conhecida como mal-do-Panamá. De acordo com o analista, os resultados obtidos nos últimos cinco anos de experimentação demonstraram a capacidade do isolado de T. asperellum em melhorar o sistema radicular das plantas de bananeira, o que ajuda na absorção de nutrientes e combate ao patógeno, além de agir diretamente sobre os causadores da doença. “Os resultados são animadores para o estabelecimento de um manejo sustentável direcionado a pior doença da bananeira atualmente”, disse Leandro.

Segundo ele, a questão ambiental trouxe à tona o conceito de sustentabilidade e de desenvolvimento sustentável. “Tendo em vista a missão da Embrapa Mandioca e Fruticultura, que apoiou o projeto em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), em viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura, este trabalho surgiu de uma necessidade para combater esta doença que afeta inúmeros agricultores. A ideia de desenvolver esta solução tecnológica teve início com meu trabalho de tese de doutorado, que foi desenvolvido no CNPMF sob a orientação do pesquisador Fernando Haddad da Embrapa, e da professora Ana Cristina Fermino Soares, da UFRB”, declarou.

:: LEIA MAIS »

“Nada sobre nós, sem nós!”: Povos indígenas buscam alternativas às mídias tradicionais

"Televisão" da artista Mavi Morais - @moraismavi

“Televisão” da artista Mavi Morais – @moraismavi

Por I’sis Almeida*

Era 25 de agosto, a assessoria da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), em sistema de home office em função da pandemia do coronavírus, recebeu um pedido de socorro através de um aplicativo de mensagens. A remetente Thyara Pataxó, graduanda em Agroecologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), jovem liderança da Aldeia Novos Guerreiros, localizada no extremo sul da Bahia, Ponta Grande, em Porto Seguro, desejava repercutir a ameaça de despejo que sua Aldeia sofria com uma ação da Justiça Federal de Eunápolis.

A notícia sobre a possibilidade de despejo de 40 famílias da Aldeia Novos Guerreiros mobilizou as comunidades indígenas da Bahia e do Brasil. A ação judicial em questão beneficiava a reintegração de posse de um Clube de Aviação, em meio à crise sanitária na estância de Porto Seguro. (Entenda aqui).

A atitude tomada pelo juiz foi considerada contraditória à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Quaisquer reintegrações de posse, enquanto durar a pandemia em âmbito nacional, foram suspensas pelo Ministro Edson Fachin. A decisão foi tomada no dia 6 de maio, por meio do Recurso Extraordinário (RE) de número 1.017.365/SC. Após intensa mobilização da comunidade, imprensa nacional, e até mesmo internacional, a ação foi revertida, mas Thyara conta que seu povo não tem dormido tranquilo. “Ainda haverá um novo processo, votado pelo mesmo juiz. Ele terá tempo de analisar e  decidir se continuará persistindo na reintegração ou não. Por conta disso, a gente ainda não tem sossego”, relata.

“Nosso povo não dorme tranquilo desde cedo. Nossas crianças já nascem na luta por conta disso. Hoje eu tô aqui com meus filhos em casa, mas amanhã pode haver uma reintegração e eu tenha que sair com eles correndo”, lamenta a liderança Pataxó. Embora o caso da Aldeia Novos Guerreiros tenha recebido decisão favorável da Desembargadora Federal Daniele Maranhão Costa, que suspendeu a liminar do juiz de Eunápolis, a comunidade segue apreensiva. “A gente vê muita coisa acontecendo com as minorias, nas comunidades indígenas, quilombolas, nos assentamentos e sendo pouco divulgado, principalmente nas grandes mídias, sofremos muito com essa invisibilidade”, alerta Thyara.

É em função da notória invisibilidade da população indígena nas mídias tradicionais, seja na televisão, rádio ou em veículos impressos, que hoje surgem veículos produzidos por e, principalmente, para populações indígenas. Quando se forma uma mídia indígena, as comunidades ribeirinhas e quilombolas aproximadas geograficamente dessa população também se beneficiam.

:: LEIA MAIS »

Pesquisador baiano faz mapeamento sobre estrutura urbana para pessoas com deficiência

ufrb“Ao melhorarmos a estrutura urbana para pessoas com mobilidade reduzida, não estamos beneficiando somente este público, mas sim toda a população”. É assim que o pesquisador baiano Macello Medeiros, da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), caracteriza a importância de um trabalho que desenvolve nos últimos anos através de uma parceria entre o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia (CREA) e a Universidade onde atua. O pesquisador se dedicou a criar uma base de dados que reúne informações sobre acessibilidade em diversos equipamentos urbanos da capital baiana, o que pode auxiliar na tomada de decisões de empresas e na criação de políticas públicas.

Macello defende que ao dar visibilidade aos problemas enfrentados por pessoas com necessidades especiais e ao apontar as melhorias que podem ser feitas para promover a qualidade de vida, toda a população é beneficiada. “A requalificação de uma calçada, melhores sinalizações, passarelas adaptadas para cadeirantes, tudo isso favorece a população inteira, pois dentro da parcela de pessoas com mobilidade reduzida existem gestantes, obesos, idosos, mães com filhos pequenos, e todos eles são contemplados com a melhoria”, ressaltou.

Além disso, ele destaca que a acessibilidade ainda é um assunto que precisa ser defendido. “Pouco se fala sobre esse assunto por se tratar de uma parcela da população que é menor e transita de forma invisível, mas quando você permite a livre circulação, é gerada uma melhoria na relação da população com a cidade, que passa a ocupar cada vez mais praças, praias, parques, etc.”.

:: LEIA MAIS »

Pesquisador do Recôncavo Baiano desenvolve alimentos funcionais para combater a desnutrição

leiteA Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) divulgou no ano passado que mais de 5 milhões de pessoas estão desnutridas e passam fome no Brasil. Na luta contra a fome, o pesquisador da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Ferlando Santos, junto ao seu grupo de pesquisa, desenvolve diversos tipos de alimentos nutricionais, entre eles, o kefir, grão nutritivo pouco conhecido no país, que é fornecido gratuitamente a quem tiver interesse, juntamente com uma cartilha que demonstra como preparar receitas com a matéria-prima e seus benefícios.

Além de Ferlando, o pesquisador Edílson Pires e os estudantes Fernanda Mota, Iago Rios, Luma Fernanda Alves e Vanderleia Bomfim já possuem 12 produtos com pedido de patente em tramitação no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). As pesquisas do kefir visam também popularizar o alimento na região, que é rico em probióticos e favorece o equilíbrio da flora intestinal. Os grãos dão origem a um leite fermentado que, na antiguidade, ficou conhecido como a “bebida do profeta”. Sua origem teve início nas montanhas do Cáucaso, localizadas na parte oriental da Ásia Central. Apesar de já ser popular na Europa, o alimento vem conquistando espaço no país aos poucos, devido ao valor nutritivo com substâncias que atuam principalmente no sistema digestivo.

:: LEIA MAIS »

Poste autônomo pode ser a solução para iluminação pública no Recôncavo Baiano

poste e (2)

Para quem vive nos centros urbanos não há muita preocupação sobre a vida sem iluminação pública, fator responsável pela segurança, ambientação e facilitador de diversas atividades do cotidiano. Entretanto, algumas localidades ainda sofrem com a falta deste recurso, como é o caso de algumas comunidades do Recôncavo Baiano. Pensando em reverter esta realidade, o professor Marcus Florentino da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), desenvolve junto a um grupo de estudantes, um projeto chamado EEEcolluz, que busca fornecer iluminação para áreas que ainda não são contempladas, através de um recurso científico e inovador: o poste autônomo.

poste e (1)O professor explica que o projeto foi inspirado pelo Litro de Luz, uma iniciativa que leva iluminação de baixo custo para regiões com pouca oferta de iluminação pública. “Dentre as energias renováveis disponíveis na natureza, a mais abundante é a energia solar. O aproveitamento dela como fonte de energia elétrica é baseado na tecnologia fotovoltaica, do qual a luz do sol é convertida diretamente em energia elétrica. Ou seja, enquanto o sol faz o seu trabalho, uma placa converte a energia solar em energia elétrica, que alimenta a bateria, deixando-a responsável por acender as lâmpadas durante a noite”, afirmou lembrando que a energia solar do Nordeste é bem aproveitada, pois a região possui índices solarimétricos que permitem usar as tecnologias solares fotovoltaicas com segurança energética.

:: LEIA MAIS »





WebtivaHOSTING // webtiva.com.br . Webdesign da Bahia