:: ‘Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb)’
Reitor da Uesc assume presidência do Fórum de Reitores das Universidades Estaduais da Bahia
Alessandro Fernandes ressalta o fortalecimento da articulação
entre as universidades estaduais e o Governo do Estado

O reitor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), professor doutor Alessandro Fernandes, tomou posse, nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, na presidência do Fórum de Reitores das Universidades Estaduais Baianas, colegiado que reúnem, além da Uesc, a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uesf), a Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e a Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb).

O professor Alessandro Fernandes sucede o reitor Luiz Otávio de Magalhães, da Uesb. Durante o ato de posse, ocorrido em Salvador, o novo presidente destacou como prioridades o fortalecimento da articulação entre as universidades estaduais e o Governo do Estado, com foco na consolidação das atividades finalísticas das instituições e na contribuição direta para o desenvolvimento da Bahia. Também ressaltou a importância do diálogo permanente com as representações de classe das respectivas universidades.
Ao comentar a transição, o reitor da Uesc elogiou o trabalho desenvolvido pelo antecessor, professor Luiz Otávio, e enfatizou que a força do Fórum reside na união das quatro universidades estaduais, que, segundo afirmou, constituem, em conjunto, “um patrimônio da sociedade baiana”. Esta é a segunda vez que o professor Alessandro Fernandes assume a função de presidente do Fórum de Reitores das Universidades Estaduais Baianas.
Estudo premiado integra pesquisa e extensão no estudo de poluentes em colônias de abelha sem ferrão
Um projeto investiga os efeitos da poluição nas populações de espécies polinizadoras no Sul da Bahia. O resultado mais recente foi a premiação do trabalho apresentado pela acadêmica Geanne de Jesus Silva, com orientação da professora Leila Oliveira Santos e colaboração da professora Tácia Costa Veloso e do professor Caio Silva Assis Felix (UFBA) no Simpósio de Meliponicultura dos Biomas: Caatinga, Cerrado e Mata, ocorrido em setembro deste ano em Vitória da Conquista, na Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB).

O projeto Impactos da poluição atmosférica sobre as abelhas Melipona mondury Smith 1863 (Hymenoptera: Apidae) é realizado pela coordenadora, professora Leila Oliveira Santos, pela coorientadora, professora Tácia Costa Veloso e pela bolsista e discente do Bacharelado Interdisciplinar em Ciências, Geanne de Jesus Silva. O objetivo é despertar o interesse pela cultura e sustentabilidade, promovendo a conscientização do público-alvo sobre questões ambientais, focalizando o incentivo à reflexão sobre a redução do impacto ambiental das atividades humanas nas populações de abelhas. Para esse fim, as pesquisadoras e extensionistas desenvolveram atividades de coleta e análise de dados e ações extensionistas junto a escolas da região. No âmbito da pesquisa, o interesse esteve em realizar a análise de contaminação do mel por metais.

No âmbito da extensão, as ações tiveram a intenção de sensibilizar a comunidade sobre a importância das abelhas sem ferrão; demonstrar os impactos dos poluentes atmosféricos sobre as abelhas e o meio ambiente, bem como disseminar a informação dos resultados através de oficinas em escolas públicas e demais comunidades externas. As responsáveis pelo projeto também atuaram para promover atividades práticas e teóricas sobre meliponicultura e estimular a troca de conhecimentos entre pesquisadores, estudantes e profissionais. O público de interesse incluiu discentes, docentes, técnicos administrativos e terceirizados da UFSB, estudantes de escolas públicas, pesquisadores e professores e comunidade externa interessada em sustentabilidade e meliponicultura, com certificação nos minicursos e ações abertas à participação em geral.
Governo garante promoção da carreira para professores das quatro universidades estaduais

A política de valorização dos servidores estaduais é resultado de um trabalho de gestão comandado pelo governador Jerônimo Rodrigues focado no diálogo com as diferentes categorias para discussão e atendimento de demandas. Na área da Educação, os resultados positivos já aparecem. Ao todo, serão contemplados com a promoção na carreira 530 professores das quatro universidades estaduais: Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) e Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs).
A medida está no conjunto de Projetos de Lei (PL) elaborados pelo Governo do Estado e aprovados pela Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Isso significa a mudança de classe dos professores e, consequentemente, benefícios financeiros. Os docentes universitários poderão, ainda, fazer a conversão da licença-prêmio em vantagem financeira (pecúnia). Além disso, como todas as carreiras da administração direta e indireta, terão o reajuste linear de 4%, retroativo a fevereiro de 2023.
A carreira do magistério superior está estruturada em cinco classes de professores: auxiliar, assistente, adjunto, professor titular e professor pleno. Eles serão contemplados imediatamente com as suas promoções, considerando os processos já tramitados e prontos para publicação. Com isso, outros professores também poderão ser atendidos com as vagas liberadas a partir dessas promoções, de acordo com o fluxo normal em cada universidade.
Uesc sedia 5º Encontro Territorial Baiano de Educação do Campo

O 5º Encontro Territorial Baiano de Educação do Campo marca o início das atividades do Programa de Formação de Educadores do Campo (Formacampo) para o ano de 2023. O evento coordenado pela professora Arlete Ramos dos Santos será realizado na Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) nos dias 10, 11 e 12 de maio.

O Formacampo é um programa de extensão da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), como ação do Grupo de Estudos e Pesquisas Movimentos Sociais, Diversidade e Educação do Campo e Cidade (Gepemdecc/PPGEd/Uesb), em parceria com a Uesc, Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e Universidade Estadual da Bahia (Uneb/Lapa).

O objetivo do Formacampo é realizar estudos sobre políticas educacionais para a Educação do Campo em interlocução com a agroecologia e propiciar socialização de pesquisas e experiências dos profissionais que atuam na educação do campo e da agricultura familiar.
Pesquisadores baianos criam sistema que ensina programação através de narrativas interativas
Hoje o mercado de programação é uma das áreas mais aquecidas no país. Segundo a startup GeekHunter, as vagas no setor de tecnologia da informação (TI) tiveram um aumento de 310% só no ano de 2020. Apesar disso, aprender linguagem de programação não é uma tarefa simples. Por isso, os alunos Natália Pinheiro e Euler Lima, orientados pela professora Maísa Lopes, desenvolveram a Biblioteca de Programação NineJs, um sistema para ensinar a programar de maneira leve e didática.
O projeto, que tem o apoio da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), une a programação com narrativas interativas. O intuito é fazer com que o estudante aprenda de uma forma diferente. “O objetivo é desenvolver uma história e depois programar para que o usuário possa interagir com ela, decidir o rumo da história. O legal é que saímos um pouco das atividades tradicionais de programar que envolvem apenas problemas matemáticos e mostramos a necessidade do pensamento lógico em todas as áreas da nossa vida”, explica Maísa Lopes.
A Biblioteca de Programação NineJs, que tem o Certificado de Registro de Programa de Computador, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), é focada no público iniciante. “Pegamos o JavaScript, que é uma linguagem muito popular e ensinamos programação. Então, o aluno não aprende uma linguagem só para fazer narrativas interativas, ele aprende o JavaScript. A pessoa pode usar o conhecimento para resolver outros problemas”, diz Natália Pinheiro.
Professora desenvolve inseticida e fitoterápicos à base de produtos naturais

“O uso das plantas medicinais na cura de doenças é uma prática antiga e encontra-se em expansão por todo o mundo”. É o que afirma Simone Gualberto, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), que estuda a criação de inseticidas e fitoquímicos à base de plantas do Semiárido Baiano. Segundo a pesquisadora, essa vegetação, apesar de ser pouco estudada com esta finalidade, é muito utilizada no tratamento de enfermidades das comunidades carentes da região e também para o controle de vetores de doenças. Agora, junto ao seu grupo do Núcleo de Pesquisa em Química Aplicada, a professora busca obter informações sobre o perfil químico e farmacológico dessas plantas, com o objetivo de gerar desenvolvimento da economia regional e sustentável, através do manejo adequado das espécies, além de promover a criação de novos fitoterápicos e inseticidas naturais, que podem gerar novas patentes para o país.
De acordo com Simone, o estudo das plantas do Semiárido trará informações úteis para ampliar o conhecimento acerca das características biológicas das espécies, possibilitando o uso sustentável para a promoção da saúde. “Nossa intenção é investigar espécies da Caatinga ainda pouco estudadas, gerando um banco de dados com informações úteis sobre elas, com acesso livre para a comunidade científica e não-científica. O maior acesso a essas informações contribuirá para o uso sustentável dessas espécies e, consequentemente, para a conservação da biodiversidade”, declarou.
A pesquisadora ressalta que a busca por produtos eficientes, seguros e menos tóxicos caracteriza o grande interesse dos pesquisadores, pois doenças como a Dengue, Zika e Chikungunya, que são transmitidas por vetores, podem ser diminuídas com a eliminação desses insetos. Ela lembra também que produtos de origem vegetal são ótimas alternativas para o controle desse tipo de infestação, pois oferecem uma maior segurança no uso e, ao mesmo tempo, são mais seletivos, biodegradáveis, economicamente viáveis e de baixo impacto ambiental. Entre as plantas utilizadas atualmente, a professora ressalta que algumas aromáticas como hortelã, manjericão, alecrim, orégano, poejo, entre outras, são utilizadas para a criação de inseticidas, constituídos por moléculas voláteis, que podem promover, de forma natural, a adaptação das espécies ao ambiente onde se encontram.
Universidades e televisões públicas nordestinas lançam programa de TV
O ‘Univerciência’ é o primeiro programa brasileiro de TV aberta e Internet, produzido em parceria entre universidades públicas e TVs públicas nordestinas, com foco na promoção, na popularização e na difusão da ciência. Na Bahia, o programa vai ao ar pela TVE aos sábados, às 14h30, com horários alternativos às segundas-feiras, às 20h, e quartas-feiras, às 7h30. A cerimônia virtual de lançamento acontece neste sábado (22), às 10h, com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube da emissora e exibição do episódio de estreia na mesma plataforma.
Criado em 2020 pela TV UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), o ‘Univerciência’ transformou-se, a partir da parceria entre a TVE Bahia e universidades públicas espalhadas pelo Nordeste, em um conteúdo colaborativo com alcance e repercussão nacional, através da veiculação em TV’s públicas, educativas, culturais e universitárias, e nos canais das emissoras e das universidades na Internet.
Na primeira temporada serão exibidos 15 programas de 26 minutos, que trazem resultados do conhecimento e saberes nas Universidades na relação com o cotidiano da população nordestina. A produção, articulação, exibição e distribuição do ‘Univerciência’ será feita pela TVE Bahia e os conteúdos produzidos pelas próprias universidades nordestinas terão apresentação, produção e edição final da TV UESB.
Professora utiliza “erros” como ferramenta para ensinar língua espanhola
Um método incomum para ensinar língua estrangeira foi desenvolvido para ser uma forma mais efetiva de fazer diversos estudantes aprenderem a falar espanhol. A diferença é que desta vez a aprendizagem funciona através dos erros. A professora da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb), Íris de Souza, que acaba de lançar um livro sobre a língua espanhola, afirma que trabalhar em cima dos erros cometidos pelos estudantes pode ser a melhor forma de fazê-los aprender. “O que é certo ensinar? Aquilo que é o contrário de errado? E o erro, o que é mesmo?”. São com esses questionamentos que a professora traça um novo caminho para que docentes e alunos possam utilizar de uma nova metodologia de aprendizagem.
De acordo com Íris, o livro teve origem na dissertação de mestrado que buscava analisar formas de ensinar um idioma. “O material está destinado a professores de línguas, alunos e para pessoas apaixonadas pelo espanhol. Com isso, ressaltamos uma metodologia de ensino-aprendizagem que foca em temas do cotidiano dos discentes. O que as pessoas costumam chamar de ‘erro’, dentro desta metodologia, é um elemento fundamental para a construção da aprendizagem, pois não aponta as falhas produzidas pelos aprendizes e nem faz paralelos com a língua em sua norma culta e gramática correta. O foco aqui é efetivar a aprendizagem de forma contínua, o ato de errar torna-se fundamental, visto que só erra quem tenta, e ao estimularmos que os alunos tentem sem medo do erro, conseguimos avançar no conhecimento, que é o objetivo principal de qualquer pessoa que se dispõe a aprender outro idioma”, declarou.
A autora do livro “Nadar contra correnteza: navegar com o erro promovendo-o de antagonista a protagonista nas aulas de língua espanhola como língua estrangeira” afirma que a inspiração para criar o projeto veio ao longo da carreira como professora. “Durante minha trajetória em sala de aula, pude observar que a intimidação e o medo de errar, cotidianamente, influenciava nos processos de aprendizagem. Ignorando a possibilidade de errar, conquistamos a confiança e estimulamos os alunos a irem ainda mais longe, pois só comete erros aqueles que se esforçam, quem se lança no processo de aprender sem temor e, assim, essa pessoa consegue avançar no conhecimento”, destacou.
Estudantes criam aplicativo para gerenciar produção leiteira na Bahia
Um grupo de estudantes da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Uesb) desenvolveu um aplicativo, chamado Daily Milk, capaz de mensurar a produção leiteira dos fazendeiros e assim otimizar mão de obra e economizar diversas matérias-primas. De acordo com uma das idealizadoras do projeto, Maiara Santos, estudante de Agronomia, o app é equipado com um sistema de sensores de identificação e medição da produção de leite individual, que, diariamente, ordenha sem alterar a rotina do produtor para que ele tenha dados precisos sobre a sua produção diária, mensal e anual, além de indicativos de mastite e relatórios. “Queremos levar facilidade na operacionalização e assertividade na tomada de decisão para promover a eficiência, aumento de produção e qualidade de vida dos fazendeiros”, disse.
Segundo Maiara, a inspiração para desenvolver o trabalho começou em 2018, devido ao número baixo de produtores que fazem controle leiteiro diário e individual. “Começamos a conversar com produtores e agricultores familiares sobre essa problemática e percebemos que isso ocorria devido à ineficiência da atividade, por ser uma prática trabalhosa e ser necessário pesar o leite e anotar cada vez que a vaca produz diariamente, além da demanda de tempo e mão de obra. Então decidimos juntar os nossos conhecimentos de agronomia com computação e começar a pensar na solução para esse problema”, explicou Maiara, ao ressaltar que o grupo foi finalista do prêmio Arlindo Fragoso de inovação do CREA-BA, em 2018, e no início deste ano, o grupo responsável pela criação do Daily Milk foi para São Paulo participar da Campus Mobile, um concurso da USP em parceria com o Instituto Claro, do qual também foram premiados como um dos finalistas. “Em agosto desse ano, a gente participou do Acelera ESALQ/USP, onde conseguimos o segundo lugar da premiação”.
Centro Educacional em Firmino Alves doa frutas e hortaliças cultivadas em projeto agroecológico para a comunidade
O Projeto Agrofloresta, desenvolvido pelo Centro Educacional Monteiro Lobato, no município de Firmino Alves, está rendendo bons frutos para a comunidade escolar. A iniciativa, que tem o objetivo de promover o estudo da Biologia e de outros componentes curriculares por meio da lida com a terra, resultou em uma bela plantação de frutas e hortaliças que, neste período da pandemia e com a suspensão das aulas, chega à mesa de muitos estudantes e de suas famílias.
“Usamos a colheita de frutas e hortaliças na alimentação escolar. Mas agora, com a pandemia, os cinco membros da Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola se revezam para realizar a manutenção do local, devidamente equipados com máscaras. A colheita é higienizada e distribuída para as famílias dos estudantes mais carentes”, comentou a gestora da escola, Sandra Helena.
De acordo com a professora de Biologia, Bianca Viana, o projeto foi inspirado no projeto Sete Cascas, da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), relacionado à Agroecologia. “Fizemos uma visita técnica na universidade e este projeto despertou nos estudantes a ideia de elaborar um sistema agroecológico e de hidroponia na escola. Conseguimos, com a universidade e a comunidade local, algumas mudas e os jovens começaram a fazer estudos sobre o solo, sombreamento e espécies nativas, incluindo plantas medicinais”, afirmou.













