:: ‘Universidade Federal da Bahia (UFBA)’
Pesquisa sobre mel de cacau é premiada pela Sociedade Brasileira de Química

Pesquisa sobre meu de cacau é premiado ||Foto Ascom/Seagri
Uma pesquisa científica foi premiada como a melhor tese de doutorado na área de Ciências Agrárias da Universidade Federal da Bahia (UFBA). O estudo, de autoria da doutora Manuela Barreto, pesquisadora do Centro Tecnológico Agropecuário da Bahia (CETAB), investigou o potencial nutritivo do mel de cacau, desenvolvendo técnicas para aumentar seu tempo de prateleira e valor de mercado.
Foi analisada a caracterização físico-química de quatro variedades de cacau cultivadas na Bahia: CCN51, PS1319, SJ02 e Parazinho. As três primeiras, híbridas, apresentaram melhor rendimento e maior presença de compostos aromáticos frutados e adocicados, além de concentrações elevadas de minerais como zinco e magnésio.
Às vezes descartado durante o beneficiamento das amêndoas, o mel de cacau representa uma oportunidade econômica significativa para os produtores rurais. “Esse líquido extraído da polpa do fruto antes da fermentação pode se tornar uma importante fonte adicional de renda para o setor”, explicou a pesquisadora.
Centro de Desenvolvimento da Pecuária da Ufba completa 40 anos
Com vasta programação, entre os dias 18 e 22 de agosto, estão sendo comemorados os 40 anos do Centro de Desenvolvimento da Pecuária (CDP), da Escola de Medicina Veterinária e Zootecnia (Emevz) da Universidade Federal da Bahia (Ufba), fundado em 20 de agosto de 1985.
“Dentre os hospitais federais -são 42 integrantes do fórum de dirigentes de hospitais universitários federais- nós somos o segundo no país com maior casuística de grandes animais. Esse é um ponto muito importante. O segundo ponto, é que em nossa observação, estimamos que cerca de 70 a 80% dos nossos atendimentos são de pequenos produtores, criadores que às vezes têm um animal no fundo de casa, pessoas de baixa renda”, pontua o médico-veterinário Endrigo Adonis, vice-coordenador do CDP.
Ele explica que o CDP também presta serviços aos grandes proprietários que procuram o hospital, atendendo ruminantes como bois, cabras e ovelhas, além dos equídeos na Fazenda Experimental de Oliveira dos Campinhos, no município de Santo Amaro/BA, a 90 km de Salvador, em uma área de 31 hectares.
Saúde Pública
Ossadas identificadas por arqueólogos confirmam a localização do maior cemitério de escravizados da América Latina
Nesta segunda-feira (26), a arqueóloga Jeanne Dias divulgou a identificação das primeiras ossadas do Cemitério do Campo da Pólvora, no Centro de Salvador. O anúncio foi feito durante Coletiva de Imprensa, realizada na sede do Ministério Público da Bahia, no bairro de Nazaré, em Salvador. O achado, no estacionamento do Complexo da Pupileira, confirma o local exato do antigo cemitério de escravizados, o primeiro identificado na Bahia, e pode auxiliar no aprofundamento dos estudos e reconstrução da história da sociedade brasileira, ao dar visibilidade ao sítio de grande valor histórico, arqueológico, cultural e espiritual, após cento e oitenta anos de apagamento histórico.

Emocionada com a descoberta, a arqueóloga Jeanne Dias, que coordenou o projeto Levantamento Arqueológico na Área do Antigo Cemitério do Campo da Pólvora, conta que neste local foram sepultados os indivíduos marginalizados, entre eles, os mártires da Revolta dos Malês. Ela explica a importância da pesquisa. “Estamos muito felizes com a localização das ossadas dos remanescentes das comunidades negras, no antigo Cemitério do Campo da Pólvora. Com isso, a gente acredita que traz uma contribuição muito grande para a sociedade em geral, não só a baiana, mas a brasileira. Poder discutir, poder falar, poder debater um pouco sobre a trajetória e a vida dessas comunidades, que foram trazidas de maneira forçada da África para trabalhar no Brasil, sendo escravizadas aqui, e das outras populações marginalizadas”, destaca.

Estudantes de engenharia da UFBA visitam escritório da BAMIN

A BAMIN recebeu a visita de 44 estudantes do curso de engenharia da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no escritório da empresa em Jequié. Os alunos participaram de palestras e visitaram as obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), que passará pelo município.
Durante o encontro, os futuros engenheiros trocaram conhecimento com especialistas da BAMIN nas áreas de construção, segurança, meio ambiente e relacionamento com comunidades.
Rodolpho Neri, engenheiro da BAMIN, destaca a importância da ação promovida pela empresa que visa trazer conhecimento e estreitar os laços entre a BAMIN e as instituições de ensino.
“Estreitar a parceria com uma das mais conceituadas universidades do nosso estado, pode contribuir com o processo de formação dos futuros engenheiros, trazendo um tema que sabemos ser pouco explorado no meio acadêmico no Brasil e mostrando para eles as ótimas perspectivas do mercado ferroviário no país. Foi muito gratificante ver o brilho nos olhos e principalmente o interesse pelo tema de cada um deles”, esclarece o engenheiro.
Universidades e televisões públicas nordestinas lançam programa de TV
O ‘Univerciência’ é o primeiro programa brasileiro de TV aberta e Internet, produzido em parceria entre universidades públicas e TVs públicas nordestinas, com foco na promoção, na popularização e na difusão da ciência. Na Bahia, o programa vai ao ar pela TVE aos sábados, às 14h30, com horários alternativos às segundas-feiras, às 20h, e quartas-feiras, às 7h30. A cerimônia virtual de lançamento acontece neste sábado (22), às 10h, com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube da emissora e exibição do episódio de estreia na mesma plataforma.
Criado em 2020 pela TV UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), o ‘Univerciência’ transformou-se, a partir da parceria entre a TVE Bahia e universidades públicas espalhadas pelo Nordeste, em um conteúdo colaborativo com alcance e repercussão nacional, através da veiculação em TV’s públicas, educativas, culturais e universitárias, e nos canais das emissoras e das universidades na Internet.
Na primeira temporada serão exibidos 15 programas de 26 minutos, que trazem resultados do conhecimento e saberes nas Universidades na relação com o cotidiano da população nordestina. A produção, articulação, exibição e distribuição do ‘Univerciência’ será feita pela TVE Bahia e os conteúdos produzidos pelas próprias universidades nordestinas terão apresentação, produção e edição final da TV UESB.
Baianos criam app para flexibilizar cuidados com a saúde
Voltado para serviços de saúde dos mais diversos segmentos, o Agendei Saúde possibilita um maior acesso a consultas em uma plataforma na qual médicos, psicólogos, nutricionistas, entre outros, podem cadastrar suas funções, especialidades, custos, além de informações como agenda e horário. Através do sistema, os profissionais podem reduzir despesas com propaganda e serviços de marcação, o que pode baratear o preço final do atendimento. O acesso à plataforma será gratuito para os prestadores de serviços e estará disponível, no final de outubro, para os sistemas Android e iOS. Já os interessados em ter direito a um pacote personalizado de serviços em saúde, que pode custar a partir de R$ 19,90, passam por uma análise feita pela própria plataforma, na qual, baseado nas diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS) e por uma equipe de médicos, estabelece-se um conjunto de consultas que costumam ser necessárias de acordo com o perfil de cada paciente no período de um ano.
Segundo Murilo Souza, engenheiro mecânico formado pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e estudante de gestão de empresas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em poucas palavras, é possível definir o serviço como uma plataforma para facilitar e flexibilizar o cuidado com a saúde de forma preventiva. “Realizamos desde o agendamento, passando pela consulta e acompanhamento dos indicadores do estado do paciente. Tudo isso em um sistema acessível”, destacou, reiterando que o app surgiu da necessidade que as pessoas têm de cuidar da saúde. “Apesar da necessidade, muita gente não tem condições de pagar um plano de saúde. No Agendei, a pessoa conseguirá marcar e realizar uma consulta, em pacotes que podem custar menos de R$ 10 reais/mês, valor bem mais viável do que um contrato com uma empresa de plano de saúde. Dessa forma, o paciente terá acesso, ao longo de um ano, aos médicos das mais variadas especialidades, que foram recomendados no momento de fechar o tipo de pacote mais adequado para ele”.
Pesquisadores estudam as causas dos terremotos na Bahia
Os terremotos que aconteceram no final de agosto deste ano, na Bahia, trouxeram à tona a contestação da famosa frase “no Brasil não tem terremoto”, falada e cantada pelos quatro cantos do país. De acordo com a professora Simone Cruz da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e presidenta da Sociedade Brasileira de Geologia (SBG), não só há terremoto no território nacional, como também costuma ocorrer com frequência. Foi pensando em estudar esses fenômenos e gerar informações para a sociedade, que Simone e outros colegas acadêmicos da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), da SBG e do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) se juntaram para criar um grupo de trabalho com foco em minimizar os impactos de possíveis acidentes naturais.
Simone afirma que além do diagnóstico das áreas afetadas e a verificação das causas dos terremotos, o projeto visa estabelecer um diálogo com a sociedade, com o objetivo de muni-la de informações científicas, em linguagem acessível, que permitam uma melhor compreensão do ambiente geológico em que vivem e suas características sismológicas. “A ideia surgiu através do reconhecimento da importância social que as geociências possuem, especialmente com relação à identificação e prevenção de riscos geológicos. Logo após os sucessivos terremotos que ocorreram na região de Amargosa e em diversas outras cidades do Recôncavo Baiano, houve uma rápida mobilização da equipe de pesquisa, bem como o estabelecimento das parcerias”, disse a professora ao ressaltar que a população bem informada pode reagir de maneira mais segura durante os tremores e estar mais preparada para a situação.
Cada membro do time possui experiência acumulada no que diz respeito às características geológicas da região afetada pelos terremotos e os movimentos que ocorreram na crosta terrestre nos últimos 150 anos. “Além disso, os integrantes do grupo se dispuseram a esclarecer para a sociedade, através da mídia, as causas do fenômeno, as possíveis consequências e, levando em consideração o histórico na Bahia, tranquilizar a todos, já que os terremotos que provocam grandes catástrofes, não condizem com o nosso histórico no Estado, nem com a dinâmica da geologia do território brasileiro”, declarou Calos Uchoa, professor da Uefs. Segundo ele, o grupo está finalizando a fase de diagnóstico dos dados geológicos e geofísicos da região e pretende elaborar um projeto de pesquisa multidisciplinar para avançar nos estudos. “Além disso, a Ufba está pleiteando a sua inserção na Rede Sismográfica Brasileira, o que seria um avanço de grande importância para o trabalho e para o avanço no processo de pesquisa na Bahia”.
Cientista desenvolve estudo sobre Covid-19 na Bahia com foco em aspectos imunológicos dos pacientes
Foi no Laboratório de Virologia do Instituto de Ciências da Saúde, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), que a PhD em virologia, Silvia Sardi, junto ao professor Gúbio Campos, esteve à frente de identificar vírus até então desconhecidos como Norovírus, Bocavírus e Zika vírus. Em busca de oferecer um diagnóstico mais preciso e auxiliar as autoridades sanitárias, ela lidera um projeto para criar um meio de detectar o Coronavírus, junto a outras doenças respiratórias simultaneamente. “Observamos que muitos casos não eram Covid-19 e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) precisa testar outros vírus respiratórios para definir um diagnóstico. No nosso trabalho, além de identificar se o paciente testa positivo ou não para Coronavírus, também diagnosticamos qual doença o atinge”, afirma Silvia.
Ela ressalta que os vírus respiratórios são os que mais afetam a população hoje em dia, mas é preciso saber o tipo de cepa viral, ou seja, a qual linhagem ele pertence – no caso do Coronavírus, o mesmo está enquadrado na SARS-CoV-2 – para saber qual vírus circula no estado. “Um outro objetivo do estudo é contribuir para definir uma possível vacina junto a outros pesquisadores do Brasil e até mesmo avaliar se a vacina proposta tem cobertura para a nossa região”, destaca ao reiterar que desconhece outros grupos de pesquisa na Bahia que estudem o tema de maneira similar. “A colaboração é fundamental na ciência, por isso estamos trabalhando com outros pesquisadores que estudam o assunto. Somos conhecidos no ambiente científico por sermos abertos a colaborações, pois ao fazer uso de recursos públicos, precisamos estar abertos em prol de colaborar com a saúde pública”.
Pesquisadores descrevem a detecção de genoma do SARS-CoV-2 com 100% de confiança
O professor e pesquisador Eric Aguiar, do Departamento de Ciência Biológica e do Centro de Biotecnologia e Genética, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) junto com pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) desenvolveu um pipeline de Bioinformática otimizado para análise de dados de sequenciamento de nova geração de RNAs derivados de amostras de pacientes, especificamente, infectados com o novo coronavírus.
Os pesquisadores descrevem a detecção de um genoma de SARS-CoV-2 através do sequenciamento de nova geração utilizando a estratégia de metatranscriptoma (ciência que estuda a expressão gênica de micróbios em ambientes naturais) diretamente do swab nasofaríngeo de um caso suspeito de transmissão local de COVID-19, no Brasil. A depleção do RNA ribossômico humano e o uso de uma estratégia de bioinformática desenvolvida otimizada internamente contribuíram para a detecção bem-sucedida do vírus.
“Através do sequenciamento direto do material genético extraído de amostras de swab nasal de paciente, nós pré-processamos e utilizamos de estratégias computacionais otimizadas para reconstrução de todas as sequências virais presentes na amostra. Adicionalmente, também conseguimos identificar sequências derivadas do material genético de qualquer outro organismo presente na amostra,” relata o professor Aguiar
Pesquisadores baianos atuam em projeto que revoluciona estudos sobre desmatamento
Por que algumas espécies de animais estão mais sujeitas à extinção, enquanto outras são capazes de se adaptar com mais eficácia? Esta foi a pergunta que norteou Deborah Faria, professora da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), que em parceria com Matthew Betts, da Universidade do Oregon, nos EUA, e outros 40 pesquisadores, desenvolveram um estudo para identificar como habitats fragmentados pela ação humana podem ter impacto na capacidade dos animais de sobreviverem às mudanças ambientais. Além de Deborah, outros cinco pesquisadores brasileiros fazem parte da equipe, vinculados a Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs), Universidade Federal da Bahia (Ufba), Universidade Federal de Lavras (Ufla) e Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
O artigo é fruto de uma cooperação internacional (BioFrag), que se trata de um banco de dados feito a partir de estudos no mundo todo, abordando questões ligadas a perda da floresta e sua fragmentação, lançado em 2012 por pesquisadores da Imperial College de Londres. A degradação de ambientes naturais prejudica a fauna local, entretanto a resposta para esta perda de espaço pode variar de espécie para espécie. “Existem espécies que lidam bem com esta nova situação, conseguindo encontrar alimento e abrigo em cidades e áreas de agricultura, já outras são bem vulneráveis, sendo negativamente afetadas quando a paisagem é fragmentada”, explicou Deborah.













