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Sinjorba discute protocolo de convênio com UFBA e ABI

A construção de um protocolo de convênio de cooperação técnica envolvendo o Sinjorba, a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi pauta de reunião na tarde desta segunda-feira (10), na sede da ABI. Nesse sentido, uma minuta com esse conteúdo deve ser apresentada pela UFBA, nos próximos dias.
O encontro deu continuidade às tratativas iniciadas em maio, com o reitor Paulo Miguez e o vice-diretor da Facom, Washington Souza Filho, visando discutir um plano de ação que envolva a UFBA e entidades representativas da área da comunicação na Bahia.
Entre as propostas sugeridas no encontro de hoje estão atividades de pesquisa e extensão universitária e até um mestrado profissional, algo que é anseio dos jornalistas baianos. Também foi assunto dessa conversa questões relacionadas ao mercado de trabalho e os desafios para nele ingressar ou permanecer.
O Sinjorba esteve representado pelo seu secretário de Relações Institucionais e Jurídicas, Ney Sá. Pela ABI participaram seu presidente, Ernesto Marques e o 1º vice-presidente, Luis Guilherme Pontes Tavares. A presença da UFBA foi através de Marco Antônio Oliveira de Queiroz, assessor de comunicação da Universidade.
Sinjorba e ABI convocam Audiência Pública para discutir violência contra a imprensa
Convocada pelo Sinjorba e pela ABI-BA, acontece na terça-feira (31), em Salvador, uma Audiência Pública que tem como pauta o aumento da violência contra profissionais da imprensa. A reunião está marcada para as 10h, na sede da Associação Bahiana de Imprensa, com a presença de representantes da área de segurança pública.
Na audiência, Sinjorba e ABI vão apresentar uma proposta de protocolo que proteja os trabalhadores da imprensa no exercício profissional . “Precisamos criar, urgentemente, mecanismos eficazes de proteção aos colegas jornalistas”, enfatiza o presidente do Sinjorba, Moacy Neves. “Para isso, é indispensável o apoio dos órgãos de segurança pública”.”
Em Salvador, somente neste mês de janeiro, já houve dois registros de violência contra profissionais da imprensa. No dia 11, uma equipe da TV Aratu sofreu intimidação quando cobria atos antidemocráticos na Barra. E, menos de uma semana depois, no dia 16, a repórter Tarsilla Alvarindo, da RecordTV Itapoan, foi agredida fisicamente durante reportagem na Avenida Orlando Gomes.
O dia em que a ABI foi pescar
por Larissa Costa
“No domingo 12 de abril de 1953, por volta das 10 horas da manhã, pescadores em compridas canoas jogaram a grande rede nas proximidades da Praia de Armação, logo mais a puxaram para conferir o montante de xaréus que a Mãe D’Água – que na ocasião recebeu um presente dos homens do mar – ofertara à ABI. Peixe para a entidade?”
Esse excerto, presente no livro comemorativo “A.B.I. – 90 anos”, narra um dos muitos esforços coletivos em prol da construção da sede da entidade, quando ainda nem se pensava que a Associação Bahiana de Imprensa iria se assentar no Edifício Ranulfo Oliveira, localizado no Centro Histórico de Salvador. Essa história foi redescoberta e contada na publicação pelo jornalista e pesquisador Nelson Varón Cadena, diretor de Cultura da instituição.
“Na época, a ABI estava arrecadando recursos para construir a ‘Casa do Jornalista’. Havia um costume antigo de fazer uma lista de adesão com várias pessoas, se mandava até para o interior, mandavam para amigos, assinavam e faziam as contribuições. Algumas empresas [ajudavam] também”, conta Cadena. A lista de doações era uma das ações feitas para angariar recursos para a construção da sede – na época, denominada pela imprensa de Casa do Jornalista.
O pesquisador recorda que, além disso, também houve eventos em prol da Associação, como apresentações artísticas, encenação teatral, o repasse de verbas por meio de emendas parlamentares e caravanas pelo estado com as listas de adesão. No entanto, a puxada de rede se destaca.
“Um associado da ABI chamado Mario Paraguassu, que era também um pintor, ilustrador, jornalista, comandou essa puxada de rede. A renda da venda do peixe foi revertida para a ABI. É um fato curioso porque a maioria dava outros tipos de contribuição: dinheiro, dava tijolos para a construção, caminhões para carregar areia, eram várias as formas de contribuir”, comenta Cadena. No livro, ele também escreve que a contribuição da venda do xaréu, o pescado, foi simbólica se comparada a tantas outras. Mas é um ato significativo da mobilização e do esforço empreendido pela sociedade na construção da Casa.
Entre os maiores doadores, há alguns nomes que são velhos conhecidos: Norberto Odebrecht, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, a Universidade Federal da Bahia, a Petrobras. Doadores particulares também figuraram, como Agenor Pitta Lima, Bernardo Martins Catharino, Carlos Costa Pinto, Ernesto Simões Filho, Misael Berbert Tavares e Regina Simões de Mello Leitão.
“Nada sobre nós, sem nós!”: Povos indígenas buscam alternativas às mídias tradicionais

“Televisão” da artista Mavi Morais – @moraismavi
Por I’sis Almeida*
Era 25 de agosto, a assessoria da Associação Bahiana de Imprensa (ABI), em sistema de home office em função da pandemia do coronavírus, recebeu um pedido de socorro através de um aplicativo de mensagens. A remetente Thyara Pataxó, graduanda em Agroecologia pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), jovem liderança da Aldeia Novos Guerreiros, localizada no extremo sul da Bahia, Ponta Grande, em Porto Seguro, desejava repercutir a ameaça de despejo que sua Aldeia sofria com uma ação da Justiça Federal de Eunápolis.

A notícia sobre a possibilidade de despejo de 40 famílias da Aldeia Novos Guerreiros mobilizou as comunidades indígenas da Bahia e do Brasil. A ação judicial em questão beneficiava a reintegração de posse de um Clube de Aviação, em meio à crise sanitária na estância de Porto Seguro. (Entenda aqui).
A atitude tomada pelo juiz foi considerada contraditória à determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Quaisquer reintegrações de posse, enquanto durar a pandemia em âmbito nacional, foram suspensas pelo Ministro Edson Fachin. A decisão foi tomada no dia 6 de maio, por meio do Recurso Extraordinário (RE) de número 1.017.365/SC. Após intensa mobilização da comunidade, imprensa nacional, e até mesmo internacional, a ação foi revertida, mas Thyara conta que seu povo não tem dormido tranquilo. “Ainda haverá um novo processo, votado pelo mesmo juiz. Ele terá tempo de analisar e decidir se continuará persistindo na reintegração ou não. Por conta disso, a gente ainda não tem sossego”, relata.
“Nosso povo não dorme tranquilo desde cedo. Nossas crianças já nascem na luta por conta disso. Hoje eu tô aqui com meus filhos em casa, mas amanhã pode haver uma reintegração e eu tenha que sair com eles correndo”, lamenta a liderança Pataxó. Embora o caso da Aldeia Novos Guerreiros tenha recebido decisão favorável da Desembargadora Federal Daniele Maranhão Costa, que suspendeu a liminar do juiz de Eunápolis, a comunidade segue apreensiva. “A gente vê muita coisa acontecendo com as minorias, nas comunidades indígenas, quilombolas, nos assentamentos e sendo pouco divulgado, principalmente nas grandes mídias, sofremos muito com essa invisibilidade”, alerta Thyara.
É em função da notória invisibilidade da população indígena nas mídias tradicionais, seja na televisão, rádio ou em veículos impressos, que hoje surgem veículos produzidos por e, principalmente, para populações indígenas. Quando se forma uma mídia indígena, as comunidades ribeirinhas e quilombolas aproximadas geograficamente dessa população também se beneficiam.
ABI reestrutura Museu de Imprensa
Em agosto deste ano, quando a Associação Bahiana de Imprensa (ABI) completa 90 anos, a instituição presenteará a sociedade com a reinauguração do Museu de Imprensa, um lugar para reviver e contar todos os dias a história da imprensa da Bahia. O equipamento cultural fundado pela ABI há 43 anos passou por reestruturação completa e conquistou um Laboratório de Conservação e Restauro. Após quase uma década sem área de exposição, uma mostra está sendo montada para marcar a reabertura do Museu, agora instalado no térreo do Edifício Ranulfo Oliveira, na Praça da Sé, Centro Histórico de Salvador. A reforma será finalizada neste mês e, em cerca de dois meses, o público poderá conferir o raro acervo da instituição.
A exposição de reabertura recebe a curadoria do jornalista e pesquisador Nelson Varón Cadena. Autor do livro “Cronologia da Associação Bahiana de Imprensa. 1930-1980”, ele assume agora o papel que em 1975 foi desempenhado pela museóloga Lygia Sampaio a convite da escritora, folclorista e jornalista Hildegardes Vianna. Coube a Hildegardes mobilizar e gerir as doações de acervo que possibilitaram a montagem do Museu inaugurado em 10 de setembro de 1976, durante a gestão de Afonso Maciel, 4º presidente da ABI (ver a galeria de ex-presidentes). A primeira exposição do Museu contou a história de jornalistas e dos fundadores da ABI.
Para a mostra que marca os 90 anos da entidade, Cadena realizou pesquisa histórica, de imagens e textos, fez o planejamento e segue agora para a etapa de seleção das imagens definitivas e elaboração dos textos informativos dos painéis. “Já fiz muitas pesquisas na biblioteca e no arquivo da ABI e ter a oportunidade de fazer essa curadoria é uma forma de retribuir o conhecimento adquirido e poder compartilhar”, afirma o colombiano, residente no Brasil desde 1973 e autor de 10 livros com temática de história da mídia e história da Bahia. “O Museu é um equipamento cultural que não apenas preserva e resgata a memória da imprensa baiana como incentiva pesquisas, e atende a demandas de informação de estudantes, além de ser mais um espaço da cidade para visitação turística”, avalia.
Dia do Jornalista é comemorado com homenagens e palestra

Jornalistas, comunicadores, empresários do setor e estudantes se reuniram no auditório da Associação Bahiana da Imprensa (ABI- Bahia), no Centro Histórico de Salvador, em comemoração ao Dia do Jornalista, celebrado nesta sexta-feira (7). A manhã foi voltada para homenagear os colegas e refletir sobre o papel da profissão. No evento, 50 cronistas foram premiados pela atuação no jornalismo esportivo baiano. Já o presidente da Associação Brasileira de Jornalismo (ABI), Domingo Meirelles, apresentou palestra sobre ‘as relações entre a mídia e o poder’ e ‘a censura sobre a imprensa e o poder judiciário’.
Para Meirelles, vir a Salvador falar com esse público é motivo de comemoração, mas também um convite à reflexão. “Muitas pessoas me perguntaram se há motivos para festejar esse dia, mas eu acredito que enquanto houver vida nas redações, há razões para celebração. Essa é uma das profissões mais fascinantes que existem, porque permite que o profissional trate de diferentes assuntos e conheça diferentes pessoas. Sem falar da função social do jornalista, sendo o elo de comunicação entre o conhecimento, a informação e a sociedade, o cidadão comum”, afirmou o jornalista.
Entre os cronistas homenageados, algumas mulheres fizeram história e foram pioneiras no jornalismo esportivo, como as jornalistas Isaura Maria e Heloísa Braga. “Quando comecei, era um grande desafio. Hoje reconheço o quanto isso foi importante para toda a minha trajetória como jornalista e radialista. Entrar nos vestiários, ter acesso aos campos, um universo que era muito masculino, sendo mulher, foi uma grande revolução naquela época. Ser homenageada por ter feito parte desse movimento de mulheres, abrindo o mercado de trabalho, é muito gratificante. Estou muito feliz por ser lembrada nesse dia tão especial”, contou Heloísa.
Para Jorge San Martin, que também foi homenageado, o momento representou uma consagração dos 51 anos de profissão, completados em março deste ano. “Vivi em jornal, rádio e televisão. Participar desse encontro de grandes amigos, jornalistas, nomes que fizeram a história do jornalismo baiano, me deixa muito feliz. Rever companheiros e ser premiado ao lado deles é a certeza de que escolhi a profissão certa”, comemorou.
Compromisso com a informação
Realizada pela Central da Comunicação Serviços Ltda e Laboratório da Notícia, a ação teve o apoio das secretarias estaduais de Comunicação Social (Secom) e de Turismo (Setur) e instituições como o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Bahia (Sinjorba), Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado da Bahia (Asforc), Sindicato dos Trabalhadores Radialistas e Publicitários (Sinterp), Associação de Cronistas Desportivos da Bahia (ABCD) e W4 Propaganda.

“Precisamos fazer uma reflexão sobre o jornalista no mundo contemporâneo, sobretudo o compromisso com a boa informação. Temos trabalhado nessa direção. Não apenas do estreitamento, mas também de aprimorar a relação dos profissionais da comunicação com o Estado e com a sociedade, dando ferramentas para que essa qualificação possa ser cada vez melhor”, comentou o coordenador de rádio da Secom, Edmundo Filho. (fotos Carol Garcia/SECOM-BA)
Amab, Sinjorba e ABI debatem “Justiça e Imprensa na Bahia”
A atuação e o papel social de magistrados e jornalistas vão ser debatidos no próximo dia 20 de maio, a partir das 9 horas, no Sheraton da Bahia Hotel, bairro Campo Grande, em Salvador, durante o “1º Encontro Justiça e Imprensa na Bahia”. O evento será realizado numa parceria entre a Associação dos Magistrados da Bahia (Amab), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba) e Associação Bahiana de Imprensa (ABI).
Representantes dos dois segmentos vão discutir os vários aspectos da relação por vezes espinhosa entre os magistrados, que enfrentam condições de trabalho adversa, dentro das condições oferecidas pelo sistema judiciário na Bahia, e os jornalistas, profissionais
pressionados pela necessidade de rapidez e correção na divulgação dos fatos que afetam a vida da sociedade.
O juiz Mário Albiani Filho profere palestra sobre o ponto de vista dos magistrados e o jornalista e professor Sérgio Mattos fala de questões como a judicialização da atividade profissional jornalística. Também participam dos debates as presidentes da Amab, juíza Marielza Brandão,
do Sinjorba, Marjorie Moura, o vice-presidente da ABI, Ernesto Marques e o advogado Daniel Jacobina.
O público presente poderá participar do debates ao final das apresentações.
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