:: ‘Porto Sul’
NEGÓCIO DE FERRO
A cúpula da controladora da Bahia Mineração, a ENRC, vem a Salvador na próxima segunda, para um encontro com o governador Jaques Wagner. Grande investidora mundial, a empresa explora uma mina de minério de ferro em Caetité e construirá o terminal privado do Porto Sul, em Ilhéus, que custará um bilhão de reais. Na comitiva, o principal acionista da corporação, o cazaque Alexandr Machkevitch, Felix Vulis, o presidente mundial do grupo, além de José Francisco Viveiros, presidente da Bahia mineração no Brasil.
Governo da Bahia publica decreto com redução da poligonal do Porto Sul
A edição deste sábado (26) do Diário Oficial do Estado da Bahia publica o decreto de redução da poligonal do Porto Sul, de 4.833 para2.268 hectares, na área denominada ‘Aritaguá’. Isto significa a retirada integral das comunidades de Lavapés, Valão e Itariri das áreas afetadas pelo empreendimento que será construído em Ilhéus, na região Sul da Bahia.
O decreto reduzirá também a área reservada para ativo ambiental de1.860 hectarespara1.703,91 hectaresem Ponta da Tulha. Esta redução será sobre a área mais antropizada, ficando mantidos pontos de maior riqueza do ponto de vista biótico. Serão beneficiados os condomínios Verdes Mares, Barra Mares e Paraíso do Atlântico, onde está concentrada a maior densidade populacional.
Segundo Eracy Lafuente, coordenador de Políticas Públicas de Infra-estrutura da Casa Civil do Governo da Bahia, dessa forma o Governo cumpre o compromisso firmado com as comunidades. Durante a Audiência Pública realizada pelo IBAMA, em 29 de outubro último, para licenciamento ambiental do empreendimento, foi protocolado documento onde o governo baiano assumia esse compromisso de publicação do decreto de redução da poligonal do Porto Sul. “Estamos efetivando o que ficou pactuado em todo o processo de interação social com as comunidades”, disse Lafuente. “A nova poligonal representa a redução dos impactos sociais e ambientais do projeto”.
Obras da Ferrovia Oeste-Leste ganham novo impulso na Bahia
As obras de construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), no trecho compreendido entre Caetité e Ilhéus, na Bahia, com extensão de537 quilômetros, vão ganhar um novo impulso e possibilitar a retomada de novos postos de trabalho com a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que revogou a medida cautelar determinando a suspensão da medição e pagamento dos dormentes e acessórios fornecidos pelas empresas contratadas em razão de preços fixados acima do valor de mercado.
A decisão revista pelo TCU recomenda à Valec – Engenharia, Construções e Ferrovias, estatal que administra as obras da Fiol, a renegociação dos preços dos dormentes contratados com base nos novos valores definidos pelo órgão. A Valec tem, agora, 90 dias para informar ao Tribunal o resultado das negociações com as empresas contratadas.
A Valec, que já está negociando com as empresas, estima concluir o primeiro trecho da Fiol, entre Caetité e Ilhéus (lotes de1 a4), no primeiro semestre de 2014.
No litoral sul baiano, no município de Ilhéus, na localidade de Aritaguá, a linha férrea se interligará ao Porto Sul, para onde será escoada toda a produção agrícola do oeste baiano (soja, farelo de soja e milho), além de fertilizantes, combustíveis e minério de ferro.
Impacto positivo – A construção da ferrovia e a sua interligação com o Porto Sul trarão um grande impacto logístico à região oeste da Bahia e aos estados do Norte e Nordeste do País.
Além do escoamento da produção do oeste baiano – a nova fronteira agrícola do País –, da redução dos custos dos insumos e do aumento da competitividade do agronegócio, a linha férrea promoverá a integração do polo mais desenvolvido e habitado do Estado, ao longo do litoral da Bahia, reduzindo a pressão e o impacto sobre o meio ambiente na área. “Serão criados novos polos agroindustriais no interior do Estado”, avalia o coordenador da Casa Civil, Álvaro Lemos Britto.
Otto Alencar diz que Ferrovia e Porto Sul serão a redenção para a economia baiana
O Complexo Intermodal Ferrovia Oeste-Leste (Fiol) e o Porto Sul são estruturas para o desenvolvimento de todo o estado da Bahia. Essa é a avaliação do secretário de infra-estrutura da Bahia, Otto Alencar, que falou sobre os investimentos que o governo está fazendo para promover a descentralizar do desenvolvimento no estado. “A ferrovia e o Porto Sul vão significar o crescimento de cidades de Barreiras até Ilhéus”, disse. “Para Ilhéus, o novo porto será a redenção para a economia local, que desde a chegada da vassoura-de-bruxa, que afetou a lavoura do cacau, enfrenta uma profunda crise”.
Somente na ferrovia, que tem extensão de mil quilômetros em território baiano, serão R$ 100 milhões e no porto público R$ 2,4 bilhões”, destacou. “Tenho certeza que são propostas que significarão a redenção para os problemas econômicos de Ilhéus e região. O Porto vai receber muita carga, e muitas empresas estão procurando o governo para discutir a possibilidade de se fixarem na Bahia, atraídas pela estrutura que o porto trará”.
Câmara de Ilhéus faz Moção de Apoio ao Porto Sul
O vereador Valmir Freitas (PT) apresentou na Câmara Municipal de Ilhéus uma Moção de Apoio à implantação do Porto Sul e condenou a campanha contrária ao empreendimento. O parlamentar considera o projeto como é um dos mais importantes empreendimentos na área de logística e infra-estrutura da Bahia, com investimentos que chegam a R$ 2,4 bilhões. “O Porto Sul, aliado à Ferrovia Oeste-Leste, já em obras, permitirá que o Sul da Bahia se consolide como um dos grandes pólos de desenvolvimento do estado, capaz de fazer com que a região supere uma crise que já dura duas décadas”, afirma.
De acordo com o vereador, o projeto possibilitará a criação de novas oportunidades, gerando emprego e renda, com benefícios para a população de Ilhéus e cidades vizinhas. “Projeto do Governo da Bahia, com o apoio do Governo Federal, com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) o Porto Sul conta com o apoio de todos os segmentos da sociedade organizada, que vêem no empreendimento a alternativa mais viável para um novo ciclo de desenvolvimento, evitando a dependência da monocultura do cacau ou de atividades sazonais”, destaca.
Em sua Moção, o vereador ressalta que, para viabilizar a implantação do Porto Sul, o Governo da Bahia, atendendo às determinações do IBAMA, está atendendo todos os requisitos necessários à redução dos impactos ambientais, com a adoção das necessárias compensações e a realização de obras de infra-estrutura e projetos de capacitação nas comunidades abrangidas pelo projeto.
“Em função disso, queremos reafirmar o apoio do Poder Legislativo a esse importante empreendimento, ao mesmo tempo em que repudiamos as tentativas de inviabilizar o projeto, que partem de um pequeno grupo, que não representa o desejo da maioria da população e que não demonstra qualquer compromisso com a região”, assinalou Valmir Freitas m sua Moção.
O vereador afirma que “é preciso saber quais os reais interesses que estão por trás dessa campanha contrária, já que é notório que a implantação de um projeto desse porte no Sul da Bahia não interessa a grandes grupos empresariais do Sul/Sudeste do País.Ilhéus diz sim ao Porto Sul, ao desenvolvimento e às novas oportunidades para sua gente”.
JORNAL A REGIÃO, CARTA AO LEITOR
A gente já sabia
Marcel Leal
Até o jornal Valor Econômico suspeita do que a gente tem certeza.
As ações contra o Porto Sul são financiadas pelos altos capitalistas de interesse próprio como Natura e Globo, empresas que tem enormes áreas para especulação no sul da Bahia.
Segundo o jornal, o ativista Rui Rocha tem R$ 10 milhões para combater o projeto na imprensa.
Já contratou assessoria de imprensa de São Paulo, que inclusive enviou material para A Região. Não custa barato.
Pelo jeito, o incentivo do grupo em lutar contra progresso para Ilhéus envolve o próprio bolso e não apenas filosofia de vida. Aliás, esse grupo nunca combateu os outro inúmeros crimes ambientais da região.
De sua parte, a Rede Globo continua fazendo matérias mentirosas, abrindo mais espaço para os contra e quase nada para a maioria a favor do Porto Sul.
Quer passar a ideia que a maioria é contra, que não quer o Complexo Sul. A realidade é justamente o oposto.
No domingo, disse que “apenas parte da população apoia o projeto”. Esqueceu de explicar que esta “parte” é mais de 80%, é quase todo mundo.
No dia da audiência, o repórter enviado pela Globo, José Raymundo, almoçava com o “contra financiado” Rui Rocha antes de fazer a matéria, que já saiu do Rio de Janeiro pronta, com o viés contrário.
Não veio fazer uma reportagem. Veio fazer uma matéria confirmando o que a emissora quer transmitir.
O que a Bahia enfrenta,em especial Ilhéus, são os interesses do sul, que sabe o que vai acontecer quando o Porto Sul estiverem funcionamento. Vaitirar muita carga dos portos de Santos (SP), Vitória (ES), Paranaguá (PR) e do de Suape, em Pernambuco.
A carga de todo o centro-oeste e da própria Bahia, que hoje sai por estes portos, serão exportadas por Ilhéus.
Estou falando de bilhões de dólares que estes portos, estados e empresas ligadas a eles vão perder. Outro medo é da importação de máquinas e equipamentos.
Se tudo isso entrar pelo Porto Sul, indústrias terão uma alternativa para se instalar em Ilhéus, importando o que precisar por ele.
É uma possibilidade de migração de fábricas para o sul da Bahia, onde a mão-de-obra e os serviços são mais baratos.
Some a isso as terras da Natura e da Globo, o lobby das indústrias sulistas na emissora, massa de manobra barulhenta, muito bem paga para ser contra o porto. E egoísmo.
No meio, uma região que está no buraco e precisa, desesperadamente, do Porto Sul e das indústrias que virão com ele para recuperar auto-estima, empregos, renda.
O Complexo Sul é uma realidade, demore o que for, e vai mudar não só o sul da Bahia como o resto do Brasil, girando o eixo do desenvolvimento para cima, para o Nordeste.
Nada no nosso mundo globalizado pode funcionar sem logística, transporte mundial, e o Porto Sul nos dá uma saída para o exterior.
Vale mais que fábricas, plantações, capital. Pois sem ele nada disso circula.
nosso futuro.
QUEM PAGA A CONTA?
Na última quarta-feira, 2 de novembro, o jornalista Levi Vasconcelos levantou na coluna Tempo Presente, publicada diariamente há décadas pelo jornal A Tarde, um questionamento que precisa ser esclarecido: quem paga o pesado esquema de comunicação que dá retaguarda aos opositores do Porto Sul? É sabido que a empresa GWA, uma das mais conceituadas de São Paulo, presta serviços de assessoria de imprensa e marketing ao grupo encabeçado pelo professor Ruy Rocha. Foi a GWA, por exemplo, que agendou a ida dele ao Programa do Jô, meses atrás. Uma jornalista sócia dessa empresa é vista durante a entrevista sentada ao lado da esposa de Ruy. É a mesma jornalista que foi flagrada na audiência pública de 29 de outubro assessorando o time do professor.
O fato é que uma empresa conceituada como a GWA não cobra por seus serviços menos de cinqüenta mil reais por mês. A fatura é alta! Afinal, já são três anos de trabalho da GWA. É só fazer as contas. Certamente o dinheiro não sai das ONGs sob o comando de Ruy Rocha, que vivem a reclamar de carência de recursos. E mesmo se saísse, seria um desvio irregular de suas atividades.
O experiente Levi Vasconcelos dá a pista: um dos clientes da GWA (e isso pode ser comprovado no site da empresa: www.gwacom.com.br) é o Instituto Arapyaú, fundado por ninguém menos que Guilherme Leal, dono da gigante dos cosméticos Natura, e proprietário de imensidões de terra na região de Serra Grande, em Uruçuca. É só ligar os pontos para imaginar, sem muita dificuldade, quem é que está pagando a GWA.
Wagner discute em Brasília a implantação do Porto Sul
O diretor da Agencia Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Pedro Brito, recebeu em Brasília, o governador da Bahia, Jaques Wagner, e o consultor do governo Carlos Alberto Nóbrega. O objetivo da reunião foi discutir diferentes alternativas institucionais legais para a implantação do Porto Sul, que será construídoem Ilhéus. Participoutambém das discussões o gerente de Regulação Portuária, Fernando Fonseca. A previsão é de que, numa primeira etapa, o projeto do porto público atenda às necessidades de escoamento da produção de minério de ferro e de soja, que chegará até o porto por meio da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol). A construção da Fiol está prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal.
O projeto do Porto Sul integrará um complexo portuário, do qual fará parte também o terminal de uso privativo da Bamin, por onde será embarcada a produção de minério de ferro da região de Catité. Já a produção mineral do Vale do São Francisco será escoada pelas instalações do futuro porto público. A soja e outros insumos provenientes do oeste baiano, região que é atualmente o grande celeiro agrícola do Estado, serão embarcados exclusivamente pelo porto público. “O Porto Sul é um empreendimento de infra-estrutura e de logística que, com a Ferrovia Oeste-Leste, dotará a Bahia de condições de competitividade com outros portos brasileiros, além de criar novos pólos de desenvolvimento no Oeste, Sudoeste e Sul do Estado”, afirma o governador Jaques Wagner.
















