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Força Tarefa da SSP, índios, produtores rurais e órgãos federais se reúnem em Eunápolis
Impedir novos conflitos foi o principal objetivo da reunião entre a Força Tarefa da Secretaria da Segurança Pública, índios, produtores rurais e órgãos federais realizada, na tarde desta quarta-feira (21). O encontro ocorreu no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na Subseção de Eunápolis.
As representantes indígenas relataram casos de ameaças, agressões físicas, falta de alimento, entre outros problemas enfrentados nas aldeias. Os ruralistas, por sua vez, listaram as fazendas que foram invadidas e denunciaram a utilização de armas de fogo.
“Existe um grande problema, no que diz respeito à propriedade de terras, que não é da competência policial resolver. Os órgãos responsáveis precisam dar uma resposta. A polícia não tem lado. Queremos evitar novos conflitos”, ressaltou o secretário da Segurança Pública, Ricardo Mandarino.
O chefe da pasta estadual acrescentou também que a Força Tarefa continuará na região por tempo indeterminado. “Estamos aqui para dar segurança aos indígenas e aos fazendeiros”, completou Mandarino.
FOTOS: ALBERTO MARAUX
Indígenas invadem fazenda de Geddel em Potiraguá
Na madrugada desta segunda-feira, índigenas pataxós hã hã hãe invadiram a fazenda Esmeralda, que pertence a família do ex-ministro Geddel Vieira Lima, localizada na margem do Rio Pardo, na divisa entre Potiraguá e Itapetinga. Geddel está preso em Brasília, acusado de corrupção.

Os índios da Aldeia Alto da Abobreira, das etnias Kamakãns e Imborés assumiram a invasão e distribuíram uma carta aberta, informando que só vai aceitar no local a presença da Funai e Polícia Federal. Na carta eles relatam que são 50 famílias que invadiam a fazenda e é assinada pela Cacica Tanara. Essa fazenda foi invadida em 2017, causando um clima de tensão na região, mas logo depois a polícia conseguiu retirar os índios. (Políticos do Sul da Bahia)
UFSB abre vagas para indigenas, quilombolas e alunos da rede pública
A Universidade Federal do Sul da Bahia lançou o edital nº 12/2017, que garante o processo seletivo de acesso de indígenas, quilombolas e concluintes do Ensino Médio dos Colégios Universitários da Rede Anísio Teixeira (CUNIs) e dos Complexos Integrados de Educação (CIEs) na Área Básica de Ingresso das Licenciaturas Interdisciplinares (ABI-LI). As inscrições estão abertas de 25 a 30 de maio, pelo formulário eletrônico disponível no link http://bit.ly/2rxow1p.
As vagas são exclusivas para candidatos que tenham cursado integralmente o Ensino Médio em escolas públicas. O ingresso se dará com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) dos processos seletivos realizados em 2015 e 2016. A oferta neste edital é de 42 vagas, todas para aulas no período noturno.
No momento de inscrição, é preciso optar por um único local de oferta e preencher o número do CPF, indispensável para que a UFSB solicite ao INEP as notas obtidas nas edições de 2015 e 2016 do Enem. A lista de candidatos classificados será divulgada no portal da UFSB (ufsb.edu.br) a partir de 7 de junho. A matrícula deverá ser feita presencialmente pelo/a candidato/a no próprio local de oferta onde foi classificado/a, nos dias 08, 09 e 12 de junho de 2017, das 14h às 21h.
O edital e demais documentos relacionados estão publicados no Portal UFSB: http://www.ufsb.edu.br/editais-2017-2/
Índios de Porto Seguro participam de curso de pesca e navegação
Cerca de 20 indígenas da Aldeia Bujingão, de Porto Seguro, serão capacitados, a partir do dia 3 de maio (terça-feira), em pesca e navegação em águas abrigadas e profundas. O curso será realizado pela Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura, no Centro Vocacional Tecnológico do Pescado (CVTT), mantido pela empresa em Santo Amaro da Purificação.
“Serão 32 horas de aulas teóricas e práticas que irão capacitar os índios a aumentarem sua produtividade, obtendo mais alimento e renda para suas famílias”, explica o professor do curso e técnico da Bahia Pesca, Roberto Pantaleão. Durante a capacitação os alunos aprenderão a traçar rumos em carta náutica, coordenadas geográficas, uso de GPS, novas tecnologias de pesca (espinhel e jump jig), tipos de cabos, nós, voltas e trabalhos do marinheiro. As aulas desta primeira turma terminam no dia 6 de maio.
“Outros 50 indígenas da aldeia, que não puderam participar desta turma, terão uma segunda oportunidade em data a ser divulgada em breve. A aldeia Bujingão foi escolhida para esta capacitação por já utilizar, na atividade pesqueira, embarcações em fibra de vidro motorizadas”, complementa o presidente da Bahia Pesca, Dernival Oliveira Júnior. Além de disponibilizar a estrutura do CVTT para os cursos, a Bahia Pesca também disponibilizará um ônibus para o transporte dos alunos, alojamento, alimentação e material didático gratuito.
Índios fazem protesto e tentam invadir Palácio do Planalto
Índios que fazem um protesto contra portaria sobre demarcação de terras tentaram invadir o Palácio do Planalto, em Brasilia, na manhã desta quarta-feira (4). Policiais militares realizaram bloqueio para impedir a entrada dos manifestantes e seguranças da Presidência usaram spray de pimenta contra indígenas. Segundo a Polícia Militar, 500 indígenas participam do protesto.
A PM informou, incialmente, não ter havido confronto com os manifestantes, porém, imagens da TV Globo mostram que, quando índios tentaram subir a rampa do Palácio do Planalto, a segurança da Presidência fez um bloqueio para impedir a passagem e utilizou spray de pimenta para afastá-los. Após tentativa de entrada no palácio, o grupo segiu para o Ministério da Justiça.
Os manifestantes participam da Conferência Nacional de Saúde Indígena, que ocorre em Brasília até o final desta semana, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB).
A mobilização ocorreu depois de o movimento indígena ter acessado a minuta de uma portaria do Ministério da Justiça que estabelece instruções ao procedimento de demarcação de terras indígenas, nos termos do Decreto 1775/9. (do G!)
Produtores rurais bloqueiam BR 101 e incendeiam carro do Incra no Sul da Bahia
Após os protestos de produtores rurais contra as invasões de fazendas por supostos índios tupinambás na semana passada, em Buerarema, nova manifestação acontece hoje em São José da Vitória.
Produtores bloquearam a rodovia BR 101 e incendiaram um veiculo do INCRA. Eles reclamam que mesmo com o anuncio da presença da Força Nacional de Segurança no Sul da Bahia, as invasões e agressões a agricultores familiares, além de saques a propriedades, continuam.
Um efetivo da Força Nacional de Segurança se dirige a São José da Vitória para evitar tumultos.
“Nossa paciência acabou. Se houver diálogo vamos dialogar, mas se as invasões continuarem, vamos responder com a mesma violência desses bandidos que se dizem índios”, disse agora a pouco um produtor rural, que teve sua fazenda invadida e saqueada, ao Blog do Thame.
Força Nacional de Segurança começa a atuar em Buerarema
Tropas da Força Nacional de Segurança começam, hoje (19), a agir em áreas de conflito entre fazendeiros e índios tupinambás no sul da Bahia.
Aproximadamente 40 homens chegaram à região. Eles se apresentam no 15º Batalhão da PM, em Itabuna, de onde se deslocam para o centro do conflito, entre Buerarema e Una. Mais homens da Força Nacional devem chegar, a depender da situação nos próximos dias.
De acordo com avaliação preliminar dos órgãos de segurança, os conflitos tiveram a participação de “não índios”, o que reforçaria a necessidade de monitorar os grupos que promoveram arruaças e confrontos nas últimas semanas.
Pela manhã, o comando da tropa da Força Nacional se reuniu na Polícia Federal para definir o plano de ação. Desde o início do ano, são contabilizadas 63 invasões por parte de índios tupinambás. (do Pimenta)
Força Nacional de Segurança e reforço da PM para conter conflitos em Buerarema
O governador Jaques Wagner solicitou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o apoio da Força Nacional de Segurança para a região de Buerarema, no Sul da Bahia. O ministro garantiu o envio das tropas, que devem começar a chegar a partir deste domingo (18), e determinou também o reforço de pessoal da Polícia Federal lá. Além disso, a Polícia Militar também terá seu efetivo reforçado na região.
Durante a semana, produtores rurais protestaram, reivindicando a devolução de terras que teriam sido invadidas por indígenas. Nas manifestações, carros foram incendiados e equipamentos públicos depredados. Cerca de 300 índios Tupinambás participam da ocupação de fazendas na região.
Dilma vai receber índios, MST, evangélicos e movimento negro
(da Agência Brasil)-Brasília – A presidenta Dilma Rousseff continuará a receber movimentos sociais e organizações da sociedade civil para discutir as demandas apresentadas durante as manifestações que ocorreram no país. No entanto, segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, nos encontros, a presidenta não deverá discutir pautas tradicionais dos movimentos, mas tratar da atual situação do país.
Na sexta-feira (5), Dilma vai se reunir com organizações ligadas ao campo, representadas por entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de quilombolas e pequenos agricultores.
Na próxima semana, será a vez dos povos indígenas, que têm reunião marcada com Dilma na quarta-feira (10). Segundo Carvalho, as principais entidades do setor deverão ser ouvidas. Ativistas da cultura digital, entidades e igrejas evangélicas e organizações que discutem a reforma política também serão recebidos no Palácio do Planalto na semana que vem.
Entrarão ainda na agenda presidencial encontros com representantes de organizações de mulheres e do movimento negro. “Será um ciclo novo [de reuniões] que a gente está abrindo, além das que já fizemos, sempre nessa perspectiva da importância de ouvir a sociedade, as demandas, aquilo que as ruas manifestaram e, a partir daí, tomar atitudes que o governo entender que são possíveis e que atendam às demandas sociais”.
Polícia Federal vai apurar “inflação indígena”
Após indiciar um líder indígena por suspeita de falsificação do Rani (Registro Administrativo de Nascimento de Índio), a Polícia Federal no Amazonas irá promover uma devassa nesses documentos emitidos no Estado. A informação é da Folha de São Paulo.
A PF quer entender as causas de um boom na emissão de “RGs indígenas” no Amazonas: de uma média anual de 159 Ranis/ano de 2000 a 2007, o número passou para 1.143/ano no período 2008 a 2011 – salto de 619%.
Apuração preliminar da PF detectou que o aumento anormal na expedição dos documentos se deu a partir de 2007, ano da emissão do registro de Paulo Ribeiro da Silva, o Paulo Apurinã (foto), indiciado sob suspeita de falsificação de documento público. Veja matéria completaAQUI.
No Sul da Bahia, a inflação de índios supostamente tupinambás, que tem promovido uma série de invasões de fazendas em Ilhéus, Buerarema e Una também já começa a chamar a atenção da atenção da Funai. Existem denuncias de “cadastramento” em série de candidatos a índios, com a inevitável complacência da Funai.
Nos bastidores, corre uma apimentada (e por ora impublicável) história de como se chegou a conclusão da existência de tupinambás em Olivença e áreas vizinhas.














