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livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Walmir Rosário’

Walmir Rosário lança livros no Beco do Fuxico e recebe Comenda Dedé do Amendoim

Radicado na bucólica Canavieiras, de onde nos brinda semanalmente com suas deliciosas crônicas, o jornalista, escritor e causídico Walmir Rosário aportou em Itabuna para lançar seus dois novos livros “Crônicas de Boteco”  e “Como sobrevivi à Pandemia”.Crônicas de Boteco tem o prefácio do saudoso jornalista Tyrone Perrucho, enquanto Como Sobreviver à Pandemia é prefaciado pelo advogado José Augusto Ferreira Filho.

 

O lançamento aconteceu no Beco do Fuxico e depois de pedir a indispensável benção do Caboco Alencar e degustar uma divina batida de tamarindo, Walmir recebeu dezenas de amigos, que desafiaram as chuvas para adquirir seus exemplares, devidamente autografados.

Na ocasião, Walmir Rosário, que também é vice-presidente da a Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utopias, Etc., a  ALAMBIQUE, foi agraciado com a Comenda Dedé do Amendoim, entregue pelo presidente vitalício, imortalício e ditatorialício da distinta academia, Daniel Thame, ex-jornalista em atividade e escritor em quase inatividade.

“Crônicas de Boteco”  e “Como sobrevivi à Pandemia”  são leituras obrigatórias para quem não abre mão de uma boa leitura.

Contatos (73) 99138-2490.

 

Cambão , o Rei do Beco do Fuxico

 

Walmir Rosário

Quem foi rei nunca perde a majestade! E esse ditado popular é por demais verídico, tanto na imaginação quanto na vida real. Exemplos nos saltam aos olhos a todos os momentos que vislumbramos uma figura portadora de “sangue azul”, mesmo na imaginação. Mesmo os que já perderam o reino e a coroa continuam ostentando a condição anterior, haja vista Dom Pedro II, exilado em Paris, que até na sua morte recebeu todas as homenagens.

Mas aqui não bisbilhotarei – garanto – a vida dos nossos monarcas vivos e mortos, e sim contar como foi instituído título nobiliárquico de tamanha magnitude no Beco do Fuxico, local em que transita a alta flor da mais fina boemia de Itabuna. E digo mais, não tivemos um só rei, mas dois. E isso porque um deles, o inicialmente escolhido não aceitou o encargo de ostentar a coroa real e abdicou do trono. Quer dizer, não foi bem abdicar.

Numa daquelas tardes conhecidas por sexta-feira, em que todos caminham em direção aos bares para aliviarem as tensões do dia ou dias da semana, eis que os frequentadores do Beco do Fuxico recebem uma notícia bombástica. E foi um momento de grande emoção, pois um grupo de frequentadores se reúnem para criar a Lavagem do Beco do Fuxico. E pra já, a uma semana antes do Carnaval.

E eles eram liderados pelo engenheiro Roberto Carlos Godygrover Bezerra (Malaca), de Salvador, que conseguiu convencer seu amigo Bel Moreira, que dava expediente no Beco do Fuxico. Malaca não se conformava de que um Beco como o Maria da Paz, era alvo de uma promoção de alto nível, sendo lavado para o Carnaval, como era que o de Itabuna, sede de tanto botecos deixava uma data momesca passar em brancas nuvens? Inconcebível!

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Walmir Rosário lança livros no Beco do Fuxico

“Crônicas de Boteco – um guia sem ordem” e “Como Sobreviver à Pandemia” são os dois livros que serão lançados neste sábado (27), a partir das 10 horas, no Beco do Fuxico, em Itabuna, pelo jornalista Walmir Rosário. Crônicas de Boteco tem o prefácio do saudoso jornalista Tyrone Perrucho, enquanto Como Sobreviver à Pandemia é prefaciado pelo advogado José Augusto Ferreira Filho.

“Crônicas de Boteco, um guia sem ordem” é um livro para quem pretende se tornar um frequentador de botequins, os que porventura tenham alguma curiosidade sobre o clima reinante neles ou aqueles clientes costumeiros da extensão do lar. São crônicas bem-humoradas contadas sobre os botecos localizados numa única via pública de Itabuna, na o Beco do Fuxico, foi divido em três zonas, o baixo beco, o médio beco e o alto beco.

Frequentador de botequins neste imenso Brasil e alguns outros países, há várias décadas, Walmir Rosário conta histórias, costumes, o espírito de corpo, o humor dos proprietários e o que fazer para se tornar mais um dessas tribos. Não se incomode se o dono do boteco não lhe trata com a deferência esperada, pois pode estar fazendo charme para lhe conhecer melhor.

Já o livro Como Sobreviver à Pandemia não é destinado ao estudo da doença ou do aparecimento do vírus no Brasil, mas tão somente um retrato colorido dos aspectos sociais e econômicos tratado pelo autor com fina ironia das decisões das autoridades técnico-científicas e governamentais. As dezenas de crônicas que formam o livro representam o sentimento da sociedade, atônita com os sucessivos acontecimentos nacionais e refletidos em suas paróquias.

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Associação, um time reverenciado até pelos adversários

Walmir Rosário

A cada dia o futebol contagiava os itabunenses e crescia em bons jogadores e torcida. No final da década de 1930, surge a equipe Associação Athletica Itabunense (AAI), considerado o “bicho-papão” do futebol. A proposta era apresentar um futebol amador de forma organizada, com técnica suficiente para ganhar partidas e campeonatos seguidos, com um elenco de fazer inveja aos adversários.

E a Associação, como carinhosamente era chamada, aterrorizava os adversários, principalmente pelo nível dos jogadores, em que titulares e reservas possuíam o mesmo potencial. Saía um entrava o outro e o time não caia de produção. Para isso, escolhiam uma zaga vigorosa, um meio de campo técnico e um ataque arisco, composto por jogadores que se movimentavam muito, sempre em direção do gol adversário.

A contratação de um jogador se baseava não apenas no talento com a bola. Eles tinham que primar pelo coletivo, fazer se respeitar dentro e fora de campo e cumprir as determinações técnicas para manter a tática imposta pelo técnico, entre eles, Costa e Silva. No período compreendido entre 1939 e 1946 a Associação Athletica se impôs no futebol de Itabuna e região se tornando pentacampeão.

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Pix interliga Banco Central aos botecos

Walmir Rosário

Se tem uns serviços prestados aos brasileiros que temos que tirar o chapéu são os bancários, mas somente em termos de avanço tecnológicos, que fiquem bem claro, para que eu não tenha problemas no futuro com bate-bocas inexplicáveis. Longe de mim perder tempo e gastar meus nervos com altercações que não levam a nada a não ser no desgaste físico e emocional com bobagens.

Dadas as devidas explicações, leio sempre que o Brasil – ou melhor, os bancos brasileiros – estão na vanguarda internacional quando o assunto é informática e segurança bancária na prestação de serviços aos clientes. Não poderia deixar de esclarecer, de pronto, que custam os olhos da cara – do cliente, é claro – para o gáudio dos riquíssimos banqueiros, sempre ávidos pelo nosso escasso dinheiro.

E aí, de forma desavisada, vem o Banco Central e cria o PIX, meio de transferência rápida, imediata, na mudança de titularidade dos nossos reais, desde que se encontrem dormitando nas contas bancárias. Melhor de tudo, de graça, sem as pesadas taxas e prazos decretados pelos bancos, sob a complacência do Banco Central, um aliado de todas as horas do sistema bancário, antes de sua autonomia.

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Futebol de Itabuna ganha o Campo da Desportiva

 

Walmir Rosário

Em 19 de agosto de 1930, com a fundação da Liga de Desportos de Itabuna (Lida), o futebol de Itabuna ganha novo fôlego com a organização de torneios e campeonatos. Com isso, surge um movimento incentivando a construção de num novo campo de futebol, abandonando o velho campinho em frente a igreja matriz. E os jogos passaram a ser realizados numa área de pastagens na fazenda de Berilo Guimarães (junto ao atual Jardim do Ó, início da avenida do Cinquentenário, onde funciona o Centro de Cultura).

E o improviso foi se tornando oficial. A primeira mudança foi cercar o campo com cordas e, posteriormente, fixadas as placas de zinco, nada condizente para a pujante Itabuna. Não tardou a vingar uma ideia do cacauicultor e comerciante Nicodemos Barreto, de erguer um muro. E ele mesmo deu o pontapé inicial, doando os tijolos à direção da Lida. Com isso, viabilizou a construção de um campo de futebol. Em seguida, várias campanhas foram feitas pelos dirigentes da Lida, para concluir o campo da Desportiva.

Para a primeira inauguração, em 1937, foi convidado um grande clube de Salvador: o Galícia, tricampeão baiano, conhecido como “O Demolidor de Campeões”, que participou de três jogos em Itabuna. O Galícia deu um passeio, como se diz na gíria: ganhou o primeiro jogo de 6×0, e o segundo de 5×0. Para o terceiro, Itabuna se encheu de brios, reuniu a melhor seleção que pôde e, ainda assim, perdeu de 3 x 2.

 

E a Desportiva, apesar de ser uma área de esportes precária, era palco de grandes embates futebolísticos. Assistiam-se os jogos em pé, e alguns expectadores traziam de casa bancos e cadeiras para melhor se acomodaram. A arquibancada e a geral somente começaram a ser construídas em 1954, após uma campanha encetada pela Frente Itabunense de Ação Renovadora (Fiar), liderada por José Dantas de Andrade.

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Beco do Fuxico, uma “bomba” prestes a explodir

 Walmir Rosário

Como prevíamos, a frequência do Beco do Fuxico vem aumentando assustadoramente. A cada sábado, novos frequentadores chegam aos magotes, deixando perplexos os participantes dos grupos assíduos do ABC da Noite e Fuxicaria. Desses, pelos que deixam a transparecer, muitos neófitos e que jamais chegarão a noviços, uns poucos alunos repetentes do Caboclo Alencar em busca de renovar suas matrículas.

Pelas fotos que recebo no grupo de Whatsapp da Confraria do Alto Beco do Fuxico, muitas das caras que me são conhecidas são totalmente alheias às obrigações de sábado num beco que aloja, há dezenas de anos, o que existe na mais fina-flor da boemia itabunense. Deixo aqui o necessário reparo que até protestantes, que detestam as bebidas alcoólicas, aparecem nas fotos, todos eles se comportando como peixe fora d’água.

Nunca conversa rápida com o oftalmologista Wandick Rosa, nossas dúvidas foram decifradas com o olhar atento de médico especializado em enxergar bem. Olho de Lince, diria o saudoso amigo Iram Marques, o famoso Cacifão, este expert nas artes do Beco do Fuxico e da política. Pois, bem, ao revermos os arquivos de fotos, algumas figurinhas carimbadas foram detectadas.

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A guerra química na rivalidade entre Ilhéus e Itabuna

Walmir Rosário

Dois fatos relevantes sobre a rivalidade no futebol entre Ilhéus e Itabuna ficaram marcados na memória do diretor do Banco Econômico da Bahia, Carlos Botelho: O primeiro foi o acidente sofrido por Clóvis Nunes de Aquino, centroavante da seleção de Itabuna, que apesar de reserva de Juca Alfaiate, que era mais impetuoso, e em determinadas partidas era escolhido em lugar do titular, considerado mais técnico.

E num desses jogos, no primeiro tempo, a seleção de Ilhéus ganhava, em casa, por 2X0, quando no segundo tempo o técnico Costa e Silva (à época gerente das Casas Pernambucanas, em Itabuna) tirou o trio atacante de Itabuna – Lubião, Juca Alfaiate e Macaquinho – e substituiu-o pelo trio atacante reserva – Mil e Quinhentos, Clóvis Aquino e Lameu – com o intuito de virar o placar.

Com apenas 15 minutos do jogo reiniciado, o Itabuna já empatava em dois a dois, com dois gols de Clóvis. Foi aí que o violento beque da seleção de Ilhéus, Pedro Fateiro, do Fluminense do Pontal, enlouquecido com o “baile” que tomavam, numa jogada eminentemente criminosa, desferiu um pontapé no rosto de Clóvis Aquino, causando fratura no nariz e no maxilar.

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A rivalidade entre Itabuna e Ilhéus no futebol

 

Walmir Rosário

As relações de amizade entre a população e autoridades de Itabuna e Ilhéus nunca foram das melhores e remontam desde o tempo em que Itabuna era Tabocas, distrito de Ilhéus. A inimizade foi ampliada com a autonomia político-administrativa e se tornou mais acirrada com as disputas futebolísticas entre as equipes das duas cidades, o que perdura até os dias de hoje, sem qualquer prazo para acabar.

No livro “Bahia, Terra, Suor e Sangue; lembrança do passado/História da Região Cacaueira, o autor José Pereira da Costa narra, com pormenores, a guerra travada entre as duas torcidas. Em 1920, jogaram em Ilhéus o Rio Branco Esporte Clube, de Itabuna, contra o Ypiranga Esporte Clube, de Ilhéus, partida que quase se transformara numa tragédia entre as populações das duas cidades.

Toda essa confusão remonta de 10 de maio de 1897, quando Itabuna solicita ao Conselho Administrativo de Ilhéus, através de um memorando, a sua emancipação de Ilhéus. O memorando foi esquecido numa gaveta qualquer e, novamente, em 1906, foi enviado, desta vez ao governador da Província da Bahia, José Marcelino, azedando ainda mais a frágil relação.

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A corrida entre o cacau da Bahia e a Amazônia

 

Walmir Rosário

Por muitos e longos anos o cacau produzido na Amazônia era visto como de qualidade inferior. E realmente foi. Mas essa realidade faz parte do passado e a cada dia a lavoura cacaueira amazonense nos surpreende, principalmente nos estados do Pará e Rondônia. E o chocolate produzido lá pelas bandas do norte brasileiro vem ganhando prêmios e mais prêmios nos eventos internacionais.

E essa mudança não surpreende os que veem a cacauicultura brasileira com um olho no padre e outro na missa, como se diz. É verdade que ainda existe aquele cacau nativo e de qualidade inferior, cercado de vassoura de bruxa por todos os lados, mas estamos falando das novas plantações, incentivadas pela Ceplac e tão combatida pelos cacauicultores do Sul da Bahia.

Pra começo de conversa, o pé de cacau plantado na ponta do facão hoje só pode ser visto nos livros do conterrâneo Jorge Amado e essa nova cultura é cercada de conhecimento científico. A genética foi revirada pelo avesso, a clonagem é o assunto do momento, a produtividade é a marca a ser batida. Porém, a qualidade do produto final, o chocolate, é a galinha dos ovos de ouro dos bons produtores.

Quem é do negócio chocolate não se surpreendeu quando a revista Forbes estampou que Rondônia produz o melhor e mais espetacular cacau especial do Brasil. E o anúncio foi feito justamente em Ilhéus, por ocasião do Concurso Nacional de Cacau Especial do Brasil – Sustentabilidade e Qualidade, nesta sexta-feira (24). Na terra do maior concorrente.

Um dos prêmios foi concedido ao produtor Robson Tomaz de Castro Calandrelli, do sítio Três Irmãos, no município de Nova União, em Rondônia, vencedor na categoria mistura. Já na categoria varietal (única variedade genética de cacau), o vencedor foi Deoclides Pires da Silva, da Chácara Tiengo, em Jaru, em Rondônia, cuja lavoura foi implantada pelos seus pais em 1970.

Outros produtores de Rondônia e do Pará também foram premiados. Da Bahia, especificamente, Ilhéus, subiu ao pódio, como disse a Forbes, a produtora Marina Paraíso. Ao que parece, na cacauicultura, o sol já nasce para todos, desde que o produtor busque o seu lugar com os conhecimentos científicos disponíveis e os que ainda estão por vir.

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