WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  


:: ‘Walmir Rosário’

Festejar 80 anos é pouco. Durval já planeja os 90

Walmir Rosário

Dizem que algumas frases são como flechas atiradas. Jamais voltam, e nunca serão esquecidas, apagadas do mapa ou da memória das pessoas, embora não façam mal ou bem correm o mundo. E foi justamente o que aconteceu com o coleguinha das redações (desculpem a audácia), Nélson Rodrigues, com algumas de suas mais conhecidas frases de efeito.

E essa – bastante repetida –, “toda a unanimidade é burra”, acredito que Nelson a criou por não ter tido a oportunidade de conhecer o canavieirense Durval Pereira da França Filho, ou simplesmente professor Durval. E não é que ele – Durval – completou 80 anos em 11 de agosto último, cercado de amigos forjados ao longo de sua vida.

Aproveitou o sábado (09-08) para comemorar a data nas formas religiosas e profana. Pela manhã, culto na Igreja Adventista, da qual é membro desde os 8 anos de idade, se não fui traído pela data. À noite, reuniu amigos de Canavieiras e de outras cidades, muitos presente para abraçar o mestre e o colega num clube da melhor idade, entre eles eu e Raimundo Tedesco.

:: LEIA MAIS »

Coitado, de uma só vez, sofre acidente e deboche

Walmir Rosário

Nisvaldo Damasceno era uma figura ímpar. Nascido em Anuri, distrito de Arataca, chegou ainda menino em Itabuna e logo se ambientou no bairro da Conceição. Bom aluno, sempre passava de ano com distinção e louvor nos cursos primário e ginasial. Era reconhecido pela sua intimidade com o a gramática portuguesa, matemática e outras disciplinas.

Com a mesma intensidade em que se debruçava nos livros se ambientava bem nos bares da vizinhança, que para ele não era apenas um local onde se praticava o esporte etílico, mas também a poesia. Enquanto apreciava as cervejas geladas declamava com intimidade os versos de Gregório de Matos, Castro Alves, Sosígenes Costa e outros que tais.

Exímio na datilografia e na língua portuguesa, desde cedo se especializou nos textos cartorários. Datilografava compromissos, escrituras de compra e venda e as certidões mais diversas, com o mais legítimo português adaptado aos termos jurídicos, sem erros e em tempo recorde, impressionando os serventuários dos cartórios extrajudiciais e clientes.

:: LEIA MAIS »

Fui obrigado a interromper minhas férias

Walmir Rosário

Em plena manhã desta sexta-feira, 8 de agosto, me senti abatido, diria até exausto, em meio a um estudo comparado de rituais com vistas à elaboração de uma peça. A cabeça, os miolos, ou sei lá como explicar, ferviam com o vai-e-vem da leitura, justamente num dia considerado o início do fim de semana nos bares e botequins da vida.

Resolvi dar um tempo e me entreter assistindo ao filme “Meu Vizinho Adolfo”, iniciado na noite passada. De repente, ouço alguém bater à porta se passando por um entregador de uma dessas empresas internacionais de vendas pela internet. Desconfiado, pois não esperava a chegada de encomenda, mesmo assim abro o portão e encontro o amigo e irmão Arenilson.

Após risadas e o costumeiro abraço, me entrega um presente trazido em seu passeio pelas bandas de Bom Jesus da Lapa e Correntina: um litro da preciosa aguardente, ou melhor, cachaça, com o nome de Brejeira. Eu esperava um tijolão de rapadura, conforme promessa feita, mas resolvi não reclamar, haja vista a superioridade do regalo.

Enquanto examino o “precioso líquido”, adjetivo proibido nas boas redações, recebo, via whatsapp, o estímulo do amigo Toncar, direto de Campo Formoso, dando conta que o relógio badalava 11 horas, horário de abrir os trabalhos com o toque de um pequeno sino. Transmiti uma foto da Brejeira pra ele, que fez questão de me garantir que era uma das cachaças de sua predileção.

:: LEIA MAIS »

Santinho, o craque que atuava nas 11 posições

 

 Walmir Rosário

Desde a segunda metade da década de 1950 que os torcedores de Itabuna e do Fluminense de nossa paróquia passaram a ter um xodó especial com um jogador, considerado a revelação e que atuou até no Itabuna Esporte Clube, nos fins da década de 1970. Bom driblador, embora sua marca maior fosse o poderoso petardo em direção ao gol. O terror dos goleiros.

Durante anos construiu sua história nos campos de Itabuna, Ilhéus, Itajuípe, Alagoinhas, Santo Amaro, São Félix, Belmonte, e onde mais a Seleção de Itabuna (amadora) jogasse. Não pense que ele não encantou a capital baiana, a Salvador dos grandes times profissionais. Em 1957 ele bagunçou as partidas nos campos da Graça e na Fonte Nova como se estivesse no quintal de casa.

Pois é, assim era Santinho, que na vida civil levava o nome de Gilberto Silva Moura, que não se intimidava em jogar na casa do adversário, seja lá qual fosse. No dia 4 de abril de 1957 jogou a partida final do Torneio Antônio Balbino contra a Seleção de Feira de Santana, por ocasião da inauguração dos refletores do Estádio da Fonte Nova.

Jogo empatado em 1X1 e a disputa final definida nos pênaltis, que seriam batidos por apenas um jogador de cada selecionado. Imediatamente o técnico da Seleção de Itabuna escolheu Santinho para bater as cobranças. Cinco penalidades batidas pela Seleção de Feira de Santana: cinco gols. O mesmo placar foi marcado por Santinho. Na segunda série, o mesmo resultado. O árbitro apita para a terceira série e Santinho marca os cinco gols, e para alegria dos itabunenses, o goleiro Carlito defende uma penalidade. Agora era a final.

:: LEIA MAIS »

Os paulistas que fizeram história no Fluminense

 Walmir Rosário

O escritor e torcedor do Fluminense das Laranjeiras, Tasso Castro, está finalizando um novo projeto para presentear os tricolores de Itabuna e todo o Sul da Bahia. E o novo livro tem como título – ainda provisório – “Paulistas no Flu: glórias e troféus”, em que mostrará a passagem dos jogadores e técnicos que nasceram em São Paulo e fizeram sucesso no tricolor carioca.

O trabalho, resultado de uma pesquisa de fôlego, demonstra que desde 1935 os paulistas são figurinhas carimbadas na trajetória do Fluminense, afastando qualquer rivalidade entre os jogadores dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Nesse ano, a diretoria tricolor, de uma só vez, motivou um feito inédito ao contratar a base da Seleção Paulista.

E não se tratava de um elenco qualquer, e sim dos jogadores paulistas que conquistaram o Bicampeonato Brasileiro de Seleções nos anos de 1933 e 1934, atitude ímpar no futebol brasileiro daquela época. E os resultados alcançados pelo tricolor carioca foram à altura das contratações, no mesmo nível de qualquer seleção da América do Sul.

E os impactos positivos começaram a aparecer a partir de 1936, quando iniciou a conquista do tricampeonato, completado nos anos de 1937 e 1938, com muito sucesso. Embora tenha deixado escapar o tetracampeonato em 1939, o Fluminense não se abateu e voltou com supremacia, vencendo os campeonatos de 1940 e 1941, se sagrando bicampeão.

E os cartolas do tricolor das Laranjeiras voltaram a esquentar as turbinas e nos anos 1950, passaram a recrutar novos jogadores no mercado paulista, contratando os craques Marinho, Clóvis e Maurinho. O esquema voltou a funcionar e o Fluminense colecionou títulos no mundial, no Campeonato Carioca e nos disputados torneios Rio-São Paulo.

Muitos ainda se lembram de jogadores famosos e produtivos contratados nos anos 1960, a exemplo de Samarone, Cláudio, Félix (goleiro tricampeão na copa de 1970), Galhardo e Marco Antônio. Já nos anos 1970, a “importação” dos paulistas para o Flu das Laranjeiras continuaram com Didi, Ivair, Manfrini e Rivelino, contratações que mexeram com o futebol brasileiro.

:: LEIA MAIS »

Quem é mesmo esse tal de Doutor?

Walmir Rosário

 

O título de doutor enobrece aos que são distinguidos por essa forma de tratamento, não resta a menor dúvida. Entretanto não há legislação pertinente no Brasil que destine essa honraria aos diplomados (existem dúvidas). Mas no Império, a forma de tratamento de doutor aos advogados, estava na forma da lei, melhor, do Decreto Imperial de 1º de agosto de 1825, de Dom Pedro I.

E para reforçar, dois anos depois, em 11 de agosto de 1827, uma nova Lei Imperial cria os cursos de Ciências Jurídicas e Sociais em São Paulo e Olinda e introduz regulamento, estatuto para o curso jurídico; dispõe sobre o título (grau) de doutor para o advogado. Vale dizer que até hoje a validade dessa legislação é questionada, embora não haja revogação explícita ou tácita, inclusive no novo Estatuto da OAB, criado por lei.

E durante todo esse tempo as discursões sobre o título de doutor ao advogado dá o que falar, muitas vezes por ser confundido com os títulos de Doutorados Acadêmicos regidos pela Lei nº 9.394/96 (lei de Diretrizes e Bases da Educação). Sem dúvida, além de diplomado em Ciências Jurídicas (Direito), o doutor precisa estar com o registro na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

:: LEIA MAIS »

Panela velha é quem faz comida boa

Walmir Rosário

Imortalizada na voz do cantor paulista Sérgio Reis, a música Panela Velha, composta pelo Celmar de Moraes, o Moraezinho, deu o que falar e ficou famosa como um mote para vários significados. Desde a simples vasilha para preparar a comida, ou a experiência da pessoa em determinada função, muitas das vezes ditas em forma de gracejo.

Não temos como negar que é uma meia verdade se a dissermos na forma figurada, conotativa, do jeito como o povão gosta e entende. E tomo a frase para lembrar os bons tempos da Ceplac, melhor dizendo, do restaurante que a instituição manteve por muitos anos na sede da Coordenaria Regional, na rodovia Ilhéus-Itabuna.

Não tenho qualquer informação fidedigna da quantidade de refeições (almoços) que servia aos seus servidores no dia a dia. Posso assegurar que esse número passava e dos dois mil, incluindo as marmitas para os operários de campo. Alimentação saudável, balanceada, conforme os estudos do pessoal da nutrição, apropriada para todas as idades e regimes de trabalho a preços subsidiados.

Filas enormes eram formadas diariamente e nos admiravam os tamanhos dos pratos servidos para uma turma já conhecida e que pegava pesado. Ali comiam desde os diretores ao mais simples operário, conforme o padrão burocrático. E garanto: a comida era de boa qualidade, com cardápio que não se repetia na mesma semana. Com o sucateamento da Ceplac, o restaurante pereceu.

:: LEIA MAIS »

O fim do futebol do jeito que o povo gosta

Walmir Rosário

Inacreditável! A desastrada Confederação Brasileira de Futebol, mais conhecida como CBF, tenta acabar de vez com o futebol brasileiro, mas não é deixando de realizar os jogos em todo o Brasil. Não, eles escolheram um jeitinho e pretendem tornar o futebol um jogo amorfo, sem espetáculo, sem jogadas bonitas, um jogo praticado por pernas de pau ou autômatos.

Se hoje os jogos de futebol não merecem mais serem chamados de espetáculos, com raríssimas exceções, as frequentes canetadas oficiais o tornarão uma espécie de filme mudo, mas sem a graças dos grandes artistas. E essas proibições vêm sendo implantadas há anos, sob qualquer pretexto, quem sabe até globalistas. Perdoa, Pai, pois eles não sabem o que fazem.

O buraco é mais em baixo e eles sabem, sim, o que querem, e isto está largamente comprovado. De início, foram proibidos os dribles, os olés, as embaixadinhas, eliminando em campo as habilidades individuais. Agora não podem pisar com os dois pés na bola. Isso não pega bem, pois parece histórias de antigamente, quando quem mandava no jogo era o dono da bola. Ou ele jogava ou levava a bola para casa.

:: LEIA MAIS »

A emblemática história da Cachaça Coqueiro

Walmir Rosário

Costumeiramente sou chamado de cachaceiro pelo hábito de apreciar esse fantástico néctar da cana. Não tergiverso e parto para o ataque contra o ingênuo: Alto lá, exijo tratamento correto e adequado! Sou apenas um apreciador da boa cachaça, e provo que conheço os bons e verdadeiros cachaceiros, aqueles que sabem destilar a cana, transformando-a em cachaça de primeira qualidade.

E, na ponta da língua, me recordo das boas cachaças que bebi. Não foram poucas, assim de contar na hora, sem fazer conta dos anos, meses e dias, além de tirar uma média, sem a precisão científica. O melhor cachaceiro que conheci até a presente dada foi Antônio Mello, de Paraty, o alquimista das cachaças Vamos Nessa, Quero Essa e Coqueiro.

Eduardo Mello, alquimista da Coqueiro

E Antônio Mello fez todas elas bem-feitas, com rigor na escolha das canas, plantadas por ele e adubadas com uma mistura que somente ele conhecia. Cortou a cana, tem que moer no mesmo dia, e não tirava o olho do alambique, controlando o fogo, desprezando a cabeça e o rabo. Como ele dizia, “a cachaça não basta ser boa, tem que ter alma, por isso feita com o coração”.

:: LEIA MAIS »

O catingueiro esnoba e fala francês com biquinho

Walmir Rosário

Não se assustem, mas é a mais pura verdade. Foi difícil acreditar até eu constatar que não estava a ver visões, quem sabe por culpa do forte sol da caatinga. Fiz questão de apurar tudo direitinho para não perder a credibilidade. Eu não esperava, mas podes crer, o caatingueiro, com sua vestimenta de couro, incluindo o chapéu, falando francês e fazendo biquinho, sem pedantismo.

E esse fato se deu em Campo Formoso, em meados deste março, onde fui visitar parentes e aproveitei para participar de um Dia de Campo promovido pelo Senar e a Prefeitura, por meio da Secretaria da Agricultura do Município. O tema era o “Manejo Sanitário na Caprinovinocultura”, apresentado pela zootecnista Angélica Sampaio, do Senar.

Até então, pensava eu que seria uma hora de conversa a respeito de como alimentar e tratar caprinos e ovinos, animais por demais conhecidos dos caatingueiros e que desde os anos 1500 fazem parte do cenário do semiárido. A minha surpresa foi o grau de sofisticação da criação desses animais, tratados a pão de ló, como se dizia antigamente.

Nada de soltar os animais em enormes áreas e deixá-los se virar em busca de comida e água. Nada disso, hoje eles são tratados com todos os mimos, desde a alimentação balanceada, água de qualidade, medicamentos dos melhores laboratórios. Comem a pasto e nos cochos, nestes, com suplementações balanceadas e nutrientes altamente escolhidas para suprir a falta de macros, micros e sais minerais. Um luxo!

E não é pra menos, estamos falando de caprinos das raças Saanen e Parda Alpina, e ovinos da raça Dorper, que terão a missão de produzir bastante leite para a população, especialmente os alunos da rede municipal da educação de Campo Formoso. Tudo pensado, planejado para oferecer aos alunos uma alimentação de qualidade, de baixa lactose em relação ao leite bovino.

:: LEIA MAIS »





WebtivaHOSTING // webtiva.com.br . Webdesign da Bahia