:: ‘ilheus’
Itabuna e Ilhéus recebem novos recursos para o combate à dengue
O Ministério da Saúde aprovou 75 projetos municipais contra dengue, que garantirão a Bahia um adicional de R$ 5,8 milhões contra a doença. No país, 1.159 cidades foram selecionadas. A medida permitirá que os municípios recebam 20% a mais do que os repasses regulares do Teto de Vigilância e Promoção à Saúde. Ao todo, serão R$ 92,8 milhões adicionais. Os planos incluem a qualificação das ações de prevenção e controle da doença. Mais de 100 milhões de pessoas serão beneficiadas.
Dados do Ministério da Saúde revelam que Ilhéus e Itabuna estão entre os municípios beneficiados. Ilhéus receberá R$ 146.469,69 e Itabuna R$ 142.722,21. O número de municípios selecionados é 17% maior do que os 989 previstos em outubro, quando foi lançando o conjunto de ações estratégicas para enfrentamento da dengue neste verão. “Os municípios selecionados assinam um termo de adesão. É um comprometimento, junto com o ministério da Saúde, de ampliar as ações de combate ao mosquito transmissor, a vigilância dos casos e notificações. e organização da assistência aos pacientes”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Até o final de novembro, foram notificados 742.364 casos suspeitos de dengue em todo o país.
CIVILIZAÇÃO CACAUEIRA?
Onibus da Rota, linha Itabuna-Olivença, dia 4 de janeiro, 9 horas e 20 minutos. Muita gente em pé, como é de praxe. Nas proximidades do Banco da Vitória (Ilhéus), um passageiro se levanta e deixa um assento vago.
Uma senhora de presumíveis 60 anos prepara-se para ocupar o assento quando, num gesto rápido, um garoto de uns 15 anos se antecipa e, pimba, senta na cadeira, deixando a mulher em pé.
Trata-se de um gesto banal, corriqueiro, mas que denota um misto de falta de educação e de respeito com as pessoas mais idosas.
Em matéria de civilização, situações como essa mostram que ainda estamos na idade da pedra lascada.
CIDADE TURISTIKA KA KA KA…
Por volta das 15 horas do primeiro dia de 2012, numa das mais movimentadas barracas da praia do litoral sul de Ilhéus, os garçons anunciaram:
-Acabou a cerveja!
Cerveja, ao que parece, é aquele produto que se consome muito durante o verão e, também ao que parece, vende bastante numa barraca de praia, num domingão ensolarado.
E nem se vai falar aqui dos preços, que por desnecessário dispensam expressão “extorsivos”.
É a velha confusão entre explorar o turista e não o turismo, que em Ilhéus se soma ao clássico medo de perder que impede de ganhar.
Trecho Ilhéus-Caitité da Fiol fica pronto até 2014
As obras da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) no trecho entre Ilhéus e Caetité, que começaram neste ano, ficarão prontas em 2014. Essa é a expectativa de Neville Barbosa, superintendente de Construção da Ferrovia Oeste-Leste da Valec, empresa do governo federal responsável pela obra. A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), que ligará o município de Ilhéus na Bahia, à cidade de Figueirópolis, no estado de Tocantins, formará um corredor de transporte que vai abrir uma nova alternativa logística para os portos no Nordeste e otimizará a operação do Porto Sul em Ilhéus.
A Fiol permitirá o escoamento da produção do estado da Bahia e servirá de ligação dessa região com outros polos do país, por intermédio de conexão com a Ferrovia Norte-Sul.
PORTO SUL: MUDANÇA EVITA REASSENTAMENTO DE AGRICULTORES FAMILIARES
O Governo da Bahia vai oficializar uma nova mudança no formato da poligonal do projeto do Porto Sul, que será construído em Ilhéus. O assentamento Bom Gosto, um dos maiores entraves sociais do projeto, ficará fora da nova poligonal. Com isso, cerca de 70 famílias que vivem no assentamento doIncra não terão que ser reassentadas.
A decisão do governo baiano já foi comunicada ao Incra e o decreto com a nova poligonal será publicado nos primeiros dias de 2012.
Governo da Bahia lança edital para construção da nova ponte em Ilhéus
O edital para a contratação da empresa especializada em consultoria na elaboração dos projetos finais de engenharia para a Ponte do Pontal em Ilhéus e o sistema viário da acesso foi publicado no Diário Oficial do Estado. Com isso, o Governo da Bahia dá um passo importante na implantação da obra, considerada vital para o desenvolvimento do município e para a interligação do Sul e Extremo Sul da Bahia via litoral, já que a ponte atual encontra-se defasada. “A nova ponte alem de melhorar o trânsito para os moradores, também agilizará o fluxo dos turistas que visitam a cidade e complementará projetos como o Porto Sul e a Ferrovia Oeste Leste”, afirma o presidente da Associação Comercial de Ilhéus, Nilton Cruz.
O prefeito de Ilhéus, Newton Lima, disse que esse é o resultado de uma parceria entre os governos federal, estadual e municipal, que será responsável pelo pleno desenvolvimento da cidade. “Estamos em permanente contato com o governador que sempre se empenhou na vinda de investimentos importantes, a exemplo do Complexo Intermodal Porto Sul, ZPE, duplicação da BR-415, dentre outros projetos importantes”, declarou. “É mais uma demonstração de que a ponte, uma das maiores reivindicações dos ilheenses, não seria apenas uma promessa de campanha. O que era apenas um sonho, agora passa a ser uma realidade”, ressalta o prefeito.
Saulo Pontes, diretor geral do Derba, explica que a ponte, orçada em R$ 200 milhões, com parte dos recursos incluída na emenda da bancada baiana no Orçamento da União, terá cerca de 700 metros de extensão por 20 de largura, ligando a praia do Cristo ao Morro de Pernambuco, além de 1.500 metros de vias de acesso. Será uma ponte do tipo estaiada, com cabos de aço que seguram a estrutura da ponte, nos moldes da Ponte Juscelino Kubitschek em Brasília e da Ponte Octávio Frias Oliveira, em São Paulo, com uma altura de 25 metros em relação ao nível do mar no vão central, para permitir o tráfego de embarcações na Baia do Pontal. O vice-governador e secretário de Infra-Estrutura da Bahia, Otto Alencar, destaca que “a ponte vai resolver os problemas de tráfego existentes na região, com previsão de atender as demandas futuras, devido a implantação de novos projetos, que resultaram num novo ciclo de desenvolvimento para o Sul da Bahia”. De acordo com Otto Alencar, “a previsão do início das obras é para o segundo semestre de 2012”.
Encontro discute plano educacional do território Yby Yara
A 5ª Reunião Executiva do Território Etnoeducacional (TEE) Yby Yara/Bahia, que está sendo realizado em Ilhéus, entre os dias 19 e 21 (segunda a quarta-feira), no Hotel Barravento, atraiu para o município centenas de lideranças indígenas e educacionais, para a discussão do Plano de Educação do Território. Yby Yara significa dono da terra, em Tupi, e é a expressão que identifica o estado da Bahia no programa de territórios etnoeducacionais do Ministério da Educação.
O encontro reune representantes do MEC, da Secretaria Estadual da Educação e da Funai, entre outros parceiros. De acordo com a coordenadora estadual de Educação Indígena, Rosilene Tuxá, esse encontro é resultado de uma construção anterior, desde o Decreto Federal nº 6.861, de 27 de maio de 2009, que estabelece a divisão do Brasil em territórios etnoeducacionais.
“Depois de superada a fase de implantação nos diversos estados do país, o momento é de realização das ações afirmativas, como é a definição do plano de educação. Vamos buscar propostas de encaminhamentos para as demandas educacionais para o período 2012/2013, que deverão ser apresentadas pelos representantes dos 15 povos indígenas que compõem o Território Yby Yara”, reforça Rosilene Tuxá.
Já a coordenadora de Educação da Funai em Ilhéus, Márcia Senger, chama a atenção para dois outros pontos do encontro: a elaboração do Regimento Interno do Território Etnoeducacional e a instauração da Comissão Executiva do TEE. A cacique Tupinambá, Maria Valdelice, coordenadora regional do Movimento Unido dos Povos Indígenas da Bahia (Mupoiba), diz que esse é um momento único para a educação indígena na Bahia. “O território Yby Yara é a garantia de uma educação escolar de qualidade aos povos indígenas da Bahia”, afirma.
OBRAS DA FERROVIA OESTE-LESTE MUDAM A ECONOMIA EM 20 MUNICÍPIOS
O vai e vem dos caminhões e dos mais de dois mil trabalhadores fazem parte da construção do primeiro trecho da Ferrovia de Integração Oeste- Leste (FIOL). Desde o início deste ano, estão sendo feitas obras entre Caetité, no sudoeste, e Ilhéus, no sul do estado, distantes aproximadamente 537 km. Os quatro eixos de trabalho cortam 20 municípios.
De acordo com o vice-governador e secretário de Infraestrutura da Bahia, Otto Alencar, com a expectativa da chegada da ferrovia muitas mineradoras estão se instalando em Brumado. “Os investidores estão adquirindo áreas e fazendo prospecções de minérios de ferro no oeste. E claro, se vem economia, vem desenvolvimento social, capacitação, treinamento de mão de obra e emprego”, comemora.
Para o coordenador de Infraestrutura da Casa Civil do Governo do Estado, Eracy Lafuente, a FIOL é um vetor de transporte de cargas, que promove a oportunidade de desenvolver parques ligados aos grãos, minérios e etanol, três grandes cadeias que favorecem a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) e a descentralização da economia.
Aproximadamente 70 milhões de toneladas devem ser transportadas por ano pela FIOL – pelo menos 50 milhões corresponderão a minérios. “Hoje, o escoamento se faz por rodovias e cria um custo operacional em termos de transporte muito elevado. À medida que o custo diminui, a exportação é favorecida e é possível potencializar a produção”, conclui Eracy Lafuente.
Com investimentos estimados em R$ 6 bilhões, quando estiver em pleno funcionamento a estrada de ferro, com 1.500 quilômetros de extensão, vai interligar o Porto Sul, em Ilhéus, à ferrovia Norte-Sul, em Figueirópolis, no Tocantins.
Geração de emprego e renda
Atualmente, a atividade nas frentes de trabalho envolve a compactação de pedras, detonação dos espaços rochosos e nivelamento da área. Em diversos galpões, montados ao longo do trecho Caetité-Ilhéus, são fabricadas as aduelas – bueiros para escoamento de água – e os dormentes, suporte transversal do trilho.
Carpinteiro há onze anos, Noel Joaquim dos Santos Filho, 34, agora tem emprego fixo. “Desde que entrei na obra, há oito meses, já consegui reformar e ampliar minha casa. Aqui temos muitas oportunidades, inclusive com a possibilidade de trabalhar nas novas empresas que estão chegando”, afirma.
Edilson Ramos da Silva, de 30 anos, colocava o último concreto de uma das muitas galerias, que vão servir de base para o escoamento de água, instalada abaixo dos trilhos. O ajudante de pedreiro deixou para trás os trabalhos temporários de servente para ser um profissional da construção, com carteira assinada. “A ferrovia mudou minha vida e a dos meus colegas também, é aqui que estou construindo meu futuro” acredita.
As empresas de minério movimentam a economia em Brumado. Maria Dantas Porto, 45, recepcionista da Pousada Renascer, percebeu a mudança quando as vagas nos estabelecimentos da cidade ficaram escassas. “Não temos mais vaga até o mês de abril. Uma mineradora fechou um pacote com a gente para instalar seus funcionários. Em mais dois outros hotéis de médio porte, o mesmo aconteceu. Se continuar assim, ano que vem vai precisar de mais pousadas pra dar conta da demanda”, disse.
As obras são acompanhadas de perto pelos moradores. Genir Batista dos Santos, 69 anos, há mais de 50 mora em Barra do Rocha. Ele afirma que seu conhecimento da região ajudou na elaboração do projeto. “Eu falei para os engenheiros que o nível da água ia subir dois metros no trecho onde o trem iria passar, eles reavaliaram o projeto e mudaram”, garante.
A MULHER DO LOBISOMEM NA MESA DE BAR
Registro com alegria o lançamento do Livro A Mulher do Lobisomem em Ilhéus. O lançamento aconteceu na Barrakitika, espaço cedido por Bruno Susmaga e, a exemplo de Itabuna, pude ver o quanto significa dispor de uma legião de amigos.
Uma mesa de bar, uma cervejinha gelada, uma cachaça honesta, um papo agradável.
Valeu!






























