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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘olivença’

Bloco Tupinambá confirma presença no Olifolia 2026

Pelo segundo ano consecutivo, o Bloco Tupinambá anuncia sua participação oficial no Carnaval de Olivença, integrando a programação do Olifolia. O desfile está marcado para o próximo domingo, dia 15 de fevereiro.

Fundado com o propósito de fortalecer a identidade cultural e reafirmar a presença da Nação Tupinambá em Olivença e Ilhéus, o bloco utiliza a festividade como um espaço de visibilidade e celebração das raízes indígenas.

Carnaval para todos

Mantendo a essência das festas tradicionais, o Bloco Tupinambá será embalado pelo ritmo das marchas e marchinhas antigas (estilo charanga). Com uma proposta inclusiva e democrática, a agremiação convida homens, mulheres, crianças, jovens e idosos de todas as classes e gêneros para participarem da folia.

Programação e Itinerário

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Projeto do filme baiano leva luta Tupinambá à cena internacional do cinema na Colômbia

O cinema baiano e indígena está representado no SAPCINE 2025 — Salón de Productores y Proyectos Cinematográficos, um dos laboratórios e encontros de mercado de audiovisual mais importantes da América Latina, realizado em Cali, na Colômbia, de 24 de outubro a 1o de novembro. O filme-ritual Ama mba’é Taba Ama, atualmente em pós-produção, foi um dos selecionados entre 155 projetos inscritos para o programa.

Dirigido por Nádia Akawã Tupinambá e Gal Solaris, o longa nasce da necessidade de dar visibilidade à luta dos Tupinambá de Olivença, no sul da Bahia. A equipe que participa do evento também inclui o produtor executivo Aléxis Góis e o Cacique Ramon Tupinambá, produtor local e liderança que reforça a presença indígena na construção e na defesa do projeto.

Nádia Akawã Tupinambá ressalta a importância de levar a memória e a espiritualidade de seu povo para além das aldeias:

“Esse filme traz uma memória ancestral que precisa estar sendo contada hoje — nas escolas, nos grupos, nas redes e também no cinema. Por que não no cinema? Levar esse ritual para as telas é a possibilidade de o mundo conhecer nossa beleza e nossa força. É também empoderar a comunidade, mostrar que não estamos mais no anonimato e que temos uma história verdadeira do Brasil para compartilhar — uma história que fala da vida e protege a vida.”

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Justiça suspende ação de fazendeiro contra tupinambás do Sul da Bahia

A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) decidiu, por unanimidade, extinguir ação de um fazendeiro para proteção de fazenda no interior da Terra Indígena Tupinambá da Serra do Padeiro, em Olivença, em Ilhéus, no sul da Bahia. O TRF1 atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), da União e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

O acórdão modificou a sentença de primeira instância que proibiu os indígenas de praticar atos de turbação (privação ilegal e total da posse do bem) ou o esbulho (privação ilegal parcial da posse do bem) na Fazenda Arapongas, em Ilhéus, em ação ajuizada pelo fazendeiro sob a alegação de ameaças à sua posse.

No recurso, o MPF afirmou que a área faz parte de território tradicionalmente ocupado pelos Tupinambás, protegido pela Constituição, e explicou que não é preciso esperar o fim da demarcação para garantir a posse indígena, pois a publicação do Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação (RCID) já confirma esse direito. Destacou, ainda, que títulos particulares sobre essas terras são nulos e que tais ações devem ser extintas sem julgamento de mérito.

“A partir do momento em que se tem definidos os limites demarcatórios, aguardar a homologação da demarcação pelo presidente da República para assegurar a posse indígena significa fazer letra morta, especialmente, do caput do artigo 231 e do seu parágrafo 1º [da Constituição], que reconhecem a natureza originária dos direitos das comunidades indígenas sobre suas terras, e dentre esses direitos, o da posse permanente”, diz um dos trechos do parecer.

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Embasa apoia preservação ambiental e cultural com doação de mudas em Olivença

A comunidade tupinambá de Olivença deu início no último domingo (5) à programação da tradicional Puxada do Mastro de São Sebastião, uma manifestação que une elementos da fé católica, cultura indígena e afro-brasileira. O evento, que simboliza a conexão da comunidade com sua herança cultural e religiosa, contou com um reforço especial da Embasa, que doou 100 mudas de espécies nativas do Viveiro Educador de Ilhéus para o plantio na Mata do Ipanema, área remanescente da Mata Atlântica ameaçada pela extração irregular de areia.


A atividade começou com uma caminhada das imediações da rodovia BA-001 até a Mata do Ipanema, com cânticos indígenas, orações e vivas a São Sebastião. No local, foi escolhido o mastro principal – uma árvore da espécie embiruçu, de cerca de 20 metros de altura – que será transportado durante a festividade. O embiruçu é uma espécie da Mata Atlântica do Nordeste e pode atingir até 25 metros.

Em seguida, as mudas produzidas no Viveiro Educador da Embasa foram plantadas, às margens de um córrego que tem nascente na Mata do Ipanema, em uma ação coletiva acompanhada pela colaboradora do Comitê de Gestão Ambiental da Embasa, Vanessa Paim.

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Prefeitura de Ilhéus prepara Olivença para a tradicional Puxada do Mastro

A Prefeitura de Ilhéus iniciou, nesta segunda-feira (06), ações de limpeza e manutenção urbana em Olivença, visando preparar o distrito para a Puxada do Mastro 2025, uma das mais tradicionais manifestações culturais da cidade. As atividades seguem até sexta-feira (10), quando começa a programação oficial do evento.

Os serviços incluem poda de árvores, reparos no calçamento, raspagem de terra, limpeza das praias, pintura de meio-fio, entre outras melhorias. As ações são conduzidas pelas equipes das Secretarias de Serviços Urbanos e de Infraestrutura e Defesa Civil, sob a coordenação dos secretários Cacá Colchões e Gabriel Cerqueira, respectivamente, além da participação do secretário de turismo, Maurício Tavares.

“Olivença merece atenção especial. Nosso objetivo é revitalizar o distrito, contribuindo não só para a realização de um evento marcante, mas também para reforçar o orgulho de moradores e todos envolvidos na festa”, destacou o secretário Cacá Colchões, que também informou que a Secretaria de Serviços Urbanos está atuando em outras frentes de trabalho, com equipes no bairro Conquista, nos arredores do Centro Administrativo Municipal, e no Pontal, na extensão da Sapetinga.

A programação da Puxada do Mastro começa na sexta-feira (10), incluindo atrações musicais, manifestações culturais e atos religiosos

Embasa leva água tratada para aldeia indígena em Olivença

A Embasa implantou uma importante melhoria para a qualidade de vida da comunidade da Aldeia Igalha, localizada em Olivença, Ilhéus. Com o objetivo de expandir o acesso à água potável, a empresa concluiu no mês passado a extensão da rede de distribuição, beneficiando cerca de 55 famílias da região. A obra incluiu também a instalação de uma estação de bombeamento para atender as áreas mais altas da localidade, proporcionando um serviço de água encanada e tratada diretamente nas casas dos moradores.

O gerente da Embasa em Ilhéus, Felipe Madureira, observa “que a obra também regularizou as ligações clandestinas na rede de distribuição de água”. O investimento, que totalizou quase R$ 163 mil, reflete o compromisso da Embasa com o bem-estar e a qualidade de vida dos indígenas da etnia Tupinambá, distribuídos em 23 aldeias na região de Olivença. O cacique José Magalhães destacou a melhoria significativa trazida pela obra: “Antes, a comunidade dependia de uma nascente para buscar água com muita dificuldade. Agora, a água chega diretamente nas torneiras de nossas casas, tratada e de melhor qualidade.”

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Ilhéus: 24ª Peregrinação Tupinambá reúne mais de 5 mil pessoas em caminhada e se torna cenário de longa-metragem baiano

Reverenciar a ancestralidade dos povos originários Tupinambá e homenagear os indígenas mortos há exatos 465 anos durante o massacre do Rio Cururupe, em Ilhéus. Com esses propósitos, a 24ª Peregrinação Tupinambá reuniu mais de 5 mil pessoas no último domingo (29) em caminhada por um trajeto de 7 km que sai da praça da Igreja Nossa Senhora da Escada de Olivença até a foz do Rio Cururupe, em Ilhéus, no Litoral Sul baiano. Reforçando as lutas que vêm sendo travadas desde a colonização, este é um momento de união para refletir sobre o presente e planejar o futuro dos povos indígenas de Olivença.

A 24ª Peregrinação Tupinambá também se transformou em set de filmagem no último final de semana e serviu de cenário para a gravação de imagens do longa-metragem baiano “Ama mba’é Taba Ama”. O filme mostrará a rotina de quatro indígenas tupinambás da Aldeia Tukum, em Ilhéus, que estão conectados com a força espiritual presente na vivência indígena, principalmente pela influência da cultura ancestral. O termo “O Ama mba’é Taba Ama” significa “Levanta, essa aldeia, Levanta” e dá o título ao canto de ritual em uma língua nativa tupi, que representa à luta do povo indígena local por conta da invasão do próprio território.

Durante a caminhada, que acontece desde o ano 2000, rituais relembram o massacre ordenado por Mem de Sá em 1559 onde nove quilômetros de corpos de indígenas mortos foram deixados entre a praia e a foz do Rio Cururupe. Nos dias atuais, há uma oportunidade valiosa de reunir diferentes gerações do povo Tupinambá, permitindo a transmissão de conhecimentos dos anciãos para os mais jovens. Além disso, há espaço para protestar em relação a temas de grande relevância para os povos originários, como regularização fundiária em territórios considerados “sagrados”, Marco Temporal e morte de indígenas devido à invasão de terras. Nesta edição, o retorno do Manto Tupinambá ao Brasil foi celebrado após permanecer na Dinamarca por mais de 300 anos.

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Festa da Puxada do Mastro de São Sebastião movimenta Olivença

“Ajuê Dão, Ajuê Dan Dão. Vamos puxar esse mastro que é de São Sebastião”. Estes versos serão entoados novamente no tradicional cortejo da Puxada do Mastro, que acontece nos dias 11, 12, 13 e 14 de janeiro, em Olivença. Realizada pela Prefeitura e pela Associação dos Machadeiros de Olivença (AMAO), a Puxada do Mastro une comunidade religiosa e indígena para celebrar o mártir e padroeiro da catedral diocesana. Geralmente, os festejos acontecem no segundo domingo do mês de janeiro ou juntamente com a Folia de Reis. O ritual de escolha das árvores, que serão transformadas em mastro e mastaréu, é feito na semana anterior ao evento.

O resgate da cultura é essencial, visto que a Bahia possui muitas tradições. A Puxada do Mastro é uma das mais importantes festas da cidade, parte do calendário turístico e cultural de Ilhéus, com rituais indígenas, replantio de árvores e confraternização dos machadeiros, que junto aos nativos e visitantes levam o tronco até a Praça Cláudio Magalhães, passando pelas praias do Sirihyba e Cai n’Água. Com os tupinambás, os ilheenses e todas as pessoas que depositam sua fé, o evento fica ainda mais belo e com mais vivacidade.

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Morre o Cacique Val, liderança do povo Tupinambá em Olivença

Cacique Val faleceu hoje || Foto José Nazal

 

Faleceu hoje (8), aos 44 anos, Valdonisio Pereira dos Santos, o Cacique Val Tupinambá, vítima de complicações de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), ocorrido no domingo (4). Desde então, ele estava internado no Hospital Regional Costa do Cacau, em Ilhéus, onde morreu na última madrugada.

Cacique Val era das principais lideranças da luta do Povo Tupinambá de Olivença pela demarcação do território de 47 mil hectares reivindicado pelos indígenas. A área se estende pelos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema. Val era o cacique das aldeias Cajueiro, Acuípe,  Acuípe de Baixo e Lagoa dos Mabaços, ao sul de Olivença. Na arena partidária, foi candidato a vereador pelo PT ilheense.

O Cacique Ramon Tupinambá, da Aldeia Tucum, despediu-se do parente. “Que meu grande irmão, guerreiro de luta, Cacique Val Tupinambá de Olivença, descanse em paz! Que o Grande Espírito o acolha em bom lugar e de onde estiver possa trazer sempre sua força e alegria para continuarmos firmes na luta pela temarcação do nosso território ancestral. Aisé Kwekatureté”, escreveu Ramon, usando uma expressão de agradecimento na língua Tupinambá, que está sendo recuperada pela etnia.

O corpo de Cacique Val é velado em sua aldeia, no Acuípe, e será sepultado em Olivença, na tarde de hoje.

Começam os festejos da Puxada do Mastro em Olivença

O final de semana promete ser movimentado em Ilhéus. Realizada anualmente pela Prefeitura e Associação dos Machadeiros de Olivença (AMAO), a festa da Puxada do Mastro de São Sebastião vai atrair turistas e visitantes para a Praça Cláudio Magalhães, em Olivença, nos dias 6, 7 e 8 de janeiro. Integrada ao calendário turístico da cidade, a programação  inclui desfile e apresentações culturais, missas, rituais e shows com bandas locais.

 

O prefeito destaca que o Município mantém viva a tradição, fomentando a cultura local. “Uma festa secular, que renova a memória própria da nossa cidade, faz parte da história de Ilhéus, une cultura, religião e fortalece o turismo. Convido todos para participarem desse momento tão importante”.

A Puxada do Mastro consiste na derrubada do tronco de uma árvore, tradição que une um misto de fé, devoção e sacralidade. Os indígenas de Olivença reafirmam seus troncos familiares, refletem sobre a comunidade e repassam a tradição para os mais novos através do mastaréu. O evento também desperta um importante olhar: o da sustentabilidade.

 

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