:: ‘Nordeste’
Bahia lidera expansão de rede de inovação tecnológica para Economia Azul no Nordeste
Com o objetivo de debater a conservação, preservação e sustentabilidade dos ambientes costeiro e marinho, e a recuperação econômica pós-pandemia, os Governos da Bahia e de Portugal se uniram para realização da segunda edição do Fórum Internacional de Meio Ambiente e Economia Azul, que este ano, por conta da pandemia do Covid-19, acontece totalmente on-line. O encontro iniciou hoje (23) e segue até sexta-feira (25), em www.forumeconomiaazulbahia.com.br.
Em sua mesa de abertura virtual, o evento contou com a participação do ministro de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Dr. Manoel Heitor; do secretário do Meio Ambiente da Bahia, João Carlos Oliveira, representando o governador Rui Costa; da diretora-geral do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), Márcia Telles; do CEO do Air Centre Portugal, Miguel Belló; da presidente da Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente (Abrampa), Cristina Seixas; do vice-reitor da Universidade Federal da Bahia (Ufba), prof. Paulo Miguez; e do superintendente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), Vladson Bahia Menezes.
Em sua fala, o ministro de Portugal destacou o protagonismo da Bahia na formação de uma rede de colaboração científica e tecnológica para o desenvolvimento de políticas, programas e projetos de investigação do Oceano Atlântico. “Nossas atividades são orientadas para fomentar a criação de novos e melhores empregos aliados com o desenvolvimento sustentável. O que está em jogo são as novas gerações, portanto o Air Centre é o futuro. E a Bahia lidera a expansão dessa rede colaborativa e distribuída internacionalmente”, disse o ministro, que elencou ainda as três áreas prioritárias de ação apresentadas no último relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Rui Costa: “Bolsonaro usa o aparelho do estado para perseguir adversários”

(Entrevista à Revista Istoé)-Eleito governador da Bahia em 2014, o economista Rui Costa se destaca na esquerda entre os que defendem uma aliança ampla para derrotar Jair Bolsonaro em 2022, mesmo que seu partido, o PT, não ocupe a cabeça de chapa. Com isso, contrariou algumas das principais lideranças petistas, como o ex-presidente Lula. No governo, destacou-se por reformas modernizantes e pela austeridade, o que criou atritos com os servidores. O investimento em parcerias público-privadas também confrontou bandeiras da esquerda, mas colocou a Bahia em segundo lugar entre os estados que mais investiram nos últimos três anos. Sua gestão garantiu a reeleição em 2018 com aprovação de 75,71%. Costa mantém boa relação com adversários, incluindo o prefeito de Salvador, ACM Neto, presidente do DEM. Nas eleições municipais, aposta em uma oficial da PM, mas nega que a escolha tenha a intenção de enfrentar a onda de nomes da área de segurança que surgiram com Bolsonaro.
O sr. defende uma frente ampla para derrotar o presidente Bolsonaro em 2022, inclusive com partidos que não são aliados do PT. Como seria essa união?
Como a eleição nacional é em dois turnos, cada conjunto de partidos poderá apresentar seu projeto. Não devemos esperar o segundo turno para conversar. Um programa que busque retomar a credibilidade do Brasil, com valores democráticos, compromisso com a imprensa livre, o Estado de Direito, garantindo justiça fiscal e aumento de renda e emprego. Não teríamos dificuldades de atrair muitos partidos, incluindo os de centro, para essas teses. Isso já é um grande salto em relação ao que temos hoje.

“Rezo para que Bolsonaro venha mais ao Nordeste. Mas, das próximas vezes, espero
que traga investimentos novos, e não venha inaugurar obras que já tinham sido inauguradas”
Isso inclui PSDB e PDT? O PT sempre mostrou muita resistência aos tucanos, e o candidato Ciro Gomes diz que não confia mais no PT.
Minha mãe dizia: Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Serei persistente nessa tese. Tenho absoluta certeza de que não estou sozinho. Outros governadores do PT, outras lideranças do partido concordam comigo. Inclusive do PDT. Não é com rancor e mágoa que vamos construir uma nação respeitada. Falta uma coalizão, um conjunto de forças políticas que coloquem o Brasil em primeiro lugar antes de suas vaidades pessoais. Em 2022 precisamos derrotar o ódio.
O PT tem esse desprendimento?
Logo após as eleições deste ano, precisamos intensificar o diálogo. Não precisamos afunilar para um nome somente em acordos de bastidores. Podemos ter quatro nomes, mas com um projeto mínimo. Um compromisso prévio de que, seja quem for legitimado nas urnas, possa receber o apoio dos outros para um governo de coalizão. Recebi várias ligações de governadores, prefeitos e deputados concordando com esse raciocínio.
“Bolsonaro é desumano, segregador e vingativo”, diz Robinson, sobre Nordeste ter recebido apenas 3% de concessão do Bolsa Família
O deputado estadual Robinson Almeida (PT/BA) criticou decisão do governo Bolsonaro de conceder apenas 3% das novas concessões do programa Bolsa Família para o Nordeste, enquanto o Sul e Sudeste ficaram com 75% dos novos benefícios. Das 100 mil novas contemplações, o nordeste recebeu 3.035 novos benefícios, enquanto o Sudeste recebeu 45,7 mil, o Sul 29,3 mil, o Centro-Oeste 15 mil e o Norte 6,6 mil. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pelo jornal Estadão. Para o parlamentar baiano, Bolsonaro age com desumanidade e vingança por ter sido derrotado nas últimas eleições na região. Os 9 governadores nordestinos são de oposição ao governo federal. O Nordeste concentra 36,8% das famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza, uma população, nessa faixa, estimada em mais de 3.758,4 milhões de pessoas.

“Bolsonaro é desumano, segregador e vingativo. Age com perversidade e revela, mais uma vez, não ter compostura para ocupar o principal cargo da República do nosso país. Em mais de um ano de desgoverno só fez perseguir o nordeste porque foi derrotado em nossa região. É importante que o Congresso Nacional cobre uma explicação para esse fato inadmissível, que agrava a desigualdade e os problemas sociais em nossa região”, afirmou Robinson.
Bahia foi responsável por quase 50% das exportações do Nordeste em 2019

O desempenho do Comércio Exterior baiano, em 2019, foi puxado pelo crescimento de 27,2% do saldo comercial e pelo aumento para 48,5% do total das exportações do Estado na região Nordeste. Já a participação das exportações para China caiu para 27,4%, apesar do país asiático continuar sendo o principal destino de saída de mercadorias baianas. A diminuição dessa dependência no total exportado pelo estado é positiva, pois significou a elevação na participação das exportações para outros países como Cingapura e Suíça, que mais que dobraram, saltando de 3,8% para 8% e de 1,3% para 2,9%, respectivamente. Os dados constam do Informe de Conjuntura Econômica, divulgado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), nesta segunda-feira (03).
Os números positivos não são somente do Comércio Exterior. O volume de investimentos privados, implantados em 2019, com incentivos do Estado, foi de R$ 4,5 bilhões com a geração de 4,6 mil empregos. De acordo com o vice-governador João Leão, titular da SDE, a tendência é o avanço continuar. Dados do informe mostram que a estimativa para o Brasil assinalou elevação de 1,1% em 2019 e projeta crescimento acima de 2% em 2020.
Construção Civil liderou geração de empregos na Bahia em 2019
A Construção Civil foi o setor da economia que mais gerou emprego na Bahia em 2019, com 11.551 postos novos postos de trabalho com carteira assinada. Os dados são da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, sistematizados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia da Secretaria do Planejamento (Seplan). Em 2019, o estoque de empregos formais da Construção Civil cresceu 10,2% em relação ao ano imediatamente anterior.
Além da construção civil, outros setores que registraram saldos positivos: Serviços (+10.046 postos), Comércio (+5.297 postos), Indústria de Transformação (+2.353 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (+829 postos), Extrativa Mineral (+614 postos) e Agropecuária (+198 postos).
“As obras tocadas pelo Governo do Estado têm destaque no desempenho positivo do setor e no aumento de contratação de mão de obra, como no hospital Metropolitano, nas policlínicas, sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, habitações populares, escolas, na ponte Ilhéus-Pontal, dentre tantas outras obras. As perspectivas de crescimento para 2020 são ainda mais favoráveis, com as obras previstas para iniciarem neste ano, como a nova Rodoviária, o Veículo Leve de Transporte (VLT), a ampliação do metrô, novas estradas e a retomada do mercado imobiliário, com um número de empreendimentos bem superior ao registrado em 2019”, afirmou o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro.
Bahia lidera geração de empregos no Nordeste com 30.858 novos postos em 2019
Com 30.858 novos postos de trabalho com carteira assinada, a Bahia foi o estado do Nordeste que mais gerou empregos em 2019. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (24), a partir do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), sistematizadas pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI). Este resultado foi o melhor dos últimos seis anos e mantém o ritmo da geração de empregos registrada em 2018, quando totalizou 30.746 novos postos, levando em consideração as declarações recebidas fora do prazo.
Para o secretário estadual do Planejamento, Walter Pinheiro, “o resultado fez com que o estado ocupasse a quinta posição no país, além da primeira na região nordestina quanto à geração de empregos em 2019. Para se ter uma dimensão mais precisa, geramos praticamente o triplo de postos com carteira assinada do que o segundo colocado no ranking do Nordeste, que foi Maranhão, com 10.707 empregos no mesmo período”.
Além de Bahia e Maranhão, os demais estados do Nordeste totalizaram acumulados positivos em 2019: Ceará (+10.319 postos), Pernambuco (+9.696 postos), Paraíba (+6.154 postos), Rio Grande do Norte (+3.741 postos), Sergipe (+2.374 postos), Piauí (+1.981 postos) e Alagoas (+731 postos).
Óleo no Nordeste é pauta da COP-25 na Espanha

Aproveitando a presença de importantes instituições internacionais na COP-25, que ocorre durante toda essa semana em Madri, o secretário estadual do Meio Ambiente, João Carlos Oliveira denunciou o crime ambiental causado pelo derramamento de óleo no litoral nordestino e o descaso do Governo Federal na resolução desse grave problema, que deixou prejuízos para o ambiente marinho e para a vida econômica dos trabalhadores que vivem da pesca e do marisco.
Após deixar um rastro tóxico por milhares de quilômetros, o óleo chegou às praias da costa baiana no dia 3 de outubro. “Os estuários e manguezais são motivos de grande preocupação ambiental e socioeconômica. Para se ter uma ideia, na Bahia, cerca de 60 mil pessoas tira o sustento direto ou indiretamente dos manguezais. É uma situação muito critica e não dá para entender como a Petrobras, que é referência no mundo em exploração e transporte de petróleo no mar, não tenha expertise e tecnologia para defender os manguezais. Era preciso no mínimo um diálogo para encontrar uma solução que pudesse proteger o meio ambiente”, destacou o secretário.
Até o momento, o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e a Defesa Civil encaminharam para os municípios mais de 18 mil equipamentos de proteção individual (EPIs). Pás, carros de mão, peneiras, baldes e sacos plásticos estão entre os itens que foram distribuídos para os 31 municípios atingidos pelas manchas de óleo. As toneladas de óleo das praias também foram recolhidas pelo Estado, que dará uma destinação final aos resíduos coletados.
“Para além dos esforços conjuntos, estado, municípios e sociedade, para a limpeza das praias afetadas e mitigação dos danos, a angústia que acometeu a todos nós se deu pela ausência de informações seguras sobre a origem e quantidade do óleo derramado no litoral do Nordeste. Até hoje, três meses depois, ainda desconhecemos a causa do problema e os responsáveis pelo vazamento de óleo”, lembrou o secretário, que também destacou a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara dos Deputados para investigar atos e omissões e apurar responsabilidades.
A Conferência do Clima (COP-25) começou no último dia 2 e segue até a próxima sexta-feira (13). A diretora-geral do Inema, Márcia Telles; o diretor de Recursos Hídricos e Monitoramento do Inema, Eduardo Topázio; e o assessor de Internacionalização da Sema, Pedro Tojo também integram a comitiva baiana.
Governadores discutem na França criação de rota de gás natural no Nordeste

O uso de energias limpas foi destaque na missão internacional do Consórcio Nordeste, que continua em Paris, nesta segunda-feira (18). Com interesse na criação de ‘blue corridors’, uma rota de transporte de gás natural entre os nove estados nordestinos, os governadores estiveram com representantes da Golar Power, joint venture entre a norueguesa Golar e o fundo norte-americano Stonepeak.
Denominado ‘Rota Azul’, o projeto de integração no Nordeste inclui a instalação de postos de combustíveis capazes de fornecer gás natural liquefeito (GNL) para veículos de carga. Em outros países, a exemplo da China, Espanha e Alemanha, os caminhões e ônibus movidos a gás natural já são realidade.
Segundo o vice-presidente da Golar no Brasil, Marcelo Sacramento, o plano de trabalho da empresa prevê inúmeras oportunidades de investimentos. “A disponibilidade do gás para carros e caminhões nas rodovias do Nordeste irá gerar uma nova dinâmica no transporte da região. Novas empresas irão se instalar e as já existentes vão ganhar competitividade”, afirmou.
O gás natural é considerado combustível de transição da economia de carbono, em razão das vantagens econômicas, geopolíticas e ambientais. Quando condensado, ele pode ser transportado em carretas ou navios gaseiros, permitindo atender localidades que não possuem gasodutos. Um dos benefícios do uso de GNL é a redução da emissão de poluentes.
“Muito importante esse conjunto de investimentos estruturadores na região Nordeste, sobretudo por se tratar de um combustível menos poluente”, comentou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara. O Nordeste possui uma extensa malha de gasodutos cobrindo o litoral e a maior malha de rodovias do Brasil, além de complexos portuários com infraestrutura para atender a demanda interna e externa.
Lama Negra nas nossas praias
Luciano Veiga
Nos últimos anos o Brasil vem sofrendo fortes ATAQUES ao seu maior patrimônio, o Meio Ambiente. Como não bastasse Mariana! vieram Brumadinho, as queimadas na Amazônia, cerrado e agora as praias e arquipélagos da costa marítima do Nordeste, como diria Seu Zé – “agora lascou, fomos atingidos do Oiapoque ao Chuí”.
Das extrações minerais, madeiras e a costa litorânea, o que temos em comum?
A princípio, o descaso com o meio ambiente, com a exploração inadequada dos nossos patrimônios naturais e a forma de lidar com estes ATAQUES ao meio ambiente, é difícil aceitar, tais acontecimentos como desastre ambiental, que conceitualmente trata-se de um evento não previsível, capaz de, direta ou indiretamente, causar danos ao meio ambiente ou a saúde humana. Ora, todos os eventos citados foram e são previsíveis, e o pior, tem como alvo certo o meio ambiente (flora, fauna e o ser humano).
Além da exploração desmedida do ponto de vista econômico, temos um Governo inapto na lida de prevenção, controle, ação mitigadora e corretiva diante dos acontecimentos expostos.
Em Mariana e Brumadinho, foi a população primeira vítima e também a primeira a colocar a mão na lama para salvar os seus. Nas queimadas as mãos e os pulmões atingidos pelo fogo e a fumaça, e agora nas manchas pretas das praias, suas mãos são mais uma vez usadas para limpar a sujeira das areias, corais e pedras do nosso litoral.
Estão nos atingindo em nossos corações e almas, podemos limpar as praias as areias brancas marcadas pela lama preta, mas não podemos salvar os nossos peixes e mariscos (flora e fauna marinhas). Tivemos as nossas vidas atingidas da cor do luto, na cor da morte, podemos ressuscitar se aprender com os nossos erros ou podemos continuar morrendo na nossa ignorância e ganância, é uma questão de escolha.













