:: ‘Bolsonaro’
Deputado Robinson culpa Trump e Bolsonaro por alta nos combustíveis ao lembrar da privatização da RLAM no governo passado
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) responsabilizou as vendas de ativos estratégicos da Petrobras, como a antiga BR Distribuidora e a Refinaria de Mataripe, na Bahia, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pela alta recorrente no preço dos combustíveis no Brasil, especialmente em momentos de crises externas, como a guerra no Oriente Médio envolvendo Irã, Israel e os Estados Unidos. Na Bahia, em regiões como Porto Seguro, por exemplo, o litro da gasolina já ultrapassa R$ 7. Segundo o parlamentar, as decisões adotadas no governo passado enfraqueceram a capacidade do país de intervir no mercado e deixaram a economia brasileira mais exposta às oscilações internacionais, como na guerra provocada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Irã.
“O governo Bolsonaro desmontou instrumentos estratégicos do país que garantiam estabilidade nos preços dos combustíveis. Vendeu a BR Distribuidora, abriu mão da refinaria de Mataripe e, com isso, enfraqueceu a capacidade da Petrobras de atuar na cadeia de abastecimento. O resultado é que hoje o Brasil está mais vulnerável às crises externas e às variações do mercado internacional”, afirmou o deputado. “O preço na bomba dos combustíveis é mais uma herança maldita de Bolsonaro e do liberalismo para o povo brasileiro”, acrescentou.
“Bancada de ACM Neto aprovou PEC da Impunidade e urgência da anistia para Bolsonaro”, dispara deputado Robinson
O deputado estadual Robinson Almeida (PT) criticou, nesta quinta-feira (18), o posicionamento da bancada federal do União Brasil e de partidos aliados ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), em relação à chamada PEC da Impunidade. A proposta, aprovada pela Câmara dos Deputados por 353 votos, prevê que parlamentares federais e presidentes de partidos só possam ser presos mediante autorização do Congresso Nacional. O texto também dificulta a abertura de ações penais contra parlamentares que tenham cometido crimes.
O União Brasil votou em peso a favor da medida, com 53 votos pela aprovação. Já o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, entregou 83 votos favoráveis à proposta, apelidada de PEC da Impunidade ou PEC da Blindagem.
Segundo Robinson, além de avalizar a PEC, os aliados de ACM Neto também votaram pela urgência de apreciação do projeto que trata da anistia a envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, explicitando a convergência e aliança política entre o ex-prefeito e os bolsonaristas.
Ministro Rui Costa rebate Tarcísio e critica apoio à tarifa dos EUA contra produtos brasileiros

Rui Costa
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, rebateu nesta quarta-feira (10) declarações do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que demonstrou apoio à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. A medida, que entra em vigor no dia 1º de agosto, atinge diretamente setores da indústria e da agroindústria, com forte impacto sobre a economia paulista.
Em nota divulgada nas redes sociais, Rui Costa lamentou que o chefe do Executivo paulista “defenda uma tarifa que penalizará a indústria e a agroindústria do seu próprio estado, em vez de defender a população de São Paulo e do Brasil como nação”.
Segundo o ministro, “é curioso: liderar a maior economia do país e, ao mesmo tempo, apoiar medidas que encarecem produtos e prejudicam a economia nacional”. Costa também destacou que a decisão do ex-presidente Donald Trump “mina a competitividade dos produtos que sustentam milhares de empregos em São Paulo”.
De forma enfática, concluiu: “Liderança, governador, se exerce com coragem. É compreensível que queira agradar ao ex-presidente a quem serviu como ministro, mas quem valoriza São Paulo não apoia medidas absurdas, ilegais e imorais impostas por estrangeiros.”
(Foto: Fabio?Rodrigues Pozzebom / Agência?Brasil)
O dia seguinte ao Golpe de Estado

Braga Neto e Bolsonaro seriam artífices de golpe, segundo PF || Foto Valter Campanato/AB
Julio Cezar de Oliveira Gomes
Imaginemos que o golpe deu certo e que Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes foram mortos. Imediatamente depois, um gabinete de gestão de crise foi instalado com funções de junta de governo e, obviamente, sob o pretexto de que o país precisa “voltar à normalidade”, instala-se o estado de exceção com a suspensão de todas as garantias constitucionais individuais e coletivas.
De fato, teria sido algo absolutamente sem precedentes na história do Brasil, pois em nenhum dos diversos golpes contra a ordem legal que já vivemos antes houve o assassinato dos dirigentes do país. Vejamos.
Em 1889, com o golpe que pôs fim à Monarquia e instalou o regime republicano, Dom Pedro II e a família Real foram depostos e exilados, mas sem violência física alguma.
Já ao fim da República Velha, quando o presidente Washington Luís foi deposto em 1930, houve a breve prisão no Forte de Copacabana seguida do exílio, mas sem violências; e quando Getúlio Vargas foi deposto em 1945 não houve nem mesmo prisão ou exílio, ele apenas retornou para sua cidade natal, São Borja, no Rio Grande do Sul.
De forma radicalmente oposta, o golpe delineado que agora vem à tona começaria com o assassinato do presidente Lula, do vice-presidente Alckmin e do ministro mais emblemático do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
“Tem medo das investigações que podem levá-lo à prisão”, diz Éden sobre ato de Bolsonaro
O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares, criticou nesta segunda-feira (22) o ato promovido no Rio de Janeiro pelo ex-presidente, Jair Bolsonaro, para defender a anistia aos responsáveis pela tentativa de golpe no dia 8 de janeiro de 2023. No ato, Bolsonaro enalteceu Elon Musk, dono do X (ex Twitter), que atacou o ministro do STF, Alexandre de Moraes, nas redes sociais e culpou o magistrado por interferir nas eleições de 2022, quando Bolsonaro perdeu para Lula.
“O ex-presidente não aceita o resultado democrático das eleições 2022 porque foi derrotado nas urnas pelo povo, que elegeu o presidente Lula. Como rejeita a decisão dos brasileiros, incita seus seguidores a desacreditar os três poderes e pede a anistia aos responsáveis pelos atos terroristas de 8 de janeiro. Não há nenhuma ameaça à liberdade de expressão no Brasil. A única liberdade que está ameaçada é a de quem cometeu crime, de quem elaborou, apoiou ou participou da tentativa de golpe. Depois de tantas provas envolvendo-o e a seus apoiadores, apesar das suas frágeis negativas, Bolsonaro tem um encontro marcado com a Justiça e é isso que o assusta”, criticou Éden.
“Vitória da democracia”, diz Éden sobre inelegibilidade de Bolsonaro
O presidente do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Éden Valadares, comentou nesta sexta-feira, 30, sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível por oito anos pela prática de abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação nas eleições majoritárias do ano passado. Com o voto da ministra Carmen Lúcia, a corte já formou maioria pela inelegibilidade, por 4 a 1.
“Vitória da democracia. Democracia é o império da Lei e ninguém está acima dela. Hoje a Justiça brasileira deu um forte exemplo para aqueles que tentam ofender ou atacar o Estado Democrático de Direito: não ficarão impunes”, afirmou Éden.
Em 2022, Jair Bolsonaro Bolsonaro se reuniu com embaixadores de diversos países no Palácio da Alvorada, em Brasília, para desacreditar o sistema eleitoral brasileiro sem nenhuma prova. O encontro com autoridades estrangeiras foi transmitido pela TV oficial do Governo Federal.
Suíca rebate deputado bolsonarista do RS: “Engula o veneno e respeite os baianos e nordestinos, seu cretino”
“Engula o veneno que sai da sua boca e respeite os baianos e nordestinos, seu cretino. Precisa de mais conhecimento para vir falar da nossa história de luta, nossos escritores, artistas e a imensa contribuição para que hoje você tenha direito a se pronunciar”. A fala é do vereador de Salvador Luiz Carlos Suíca (PT) ao rebater o deputado federal bolsonarista Mauricio Marcon (Podemos-RS), que durante uma live comparou a Bahia com o Haiti, afirmando que o estado nordestino é “sujo e pichado”.
O infeliz comentário aconteceu de forma crítica, após fazer análise da votação expressiva que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teve durante as eleições presidenciais de 2022 ao ganhar para Jair Bolsonaro (PL) nos dois turnos com votação expressiva no Nordeste. Para Suíca, o bolsonarista precisa de “mais educação e conhecimento histórico sobre o estado baiano”. A fala tomou sites da região nordestina e deixou o deputado federal isolado. “É muito difícil perceber que na política existem cretinos de todos os tipos e cor. Esse branco moralista é xenofóbico e descompreendido”, sintetiza o edil petista.
Jerônimo Rodrigues condena novo ataque de Bolsonaro à Educação: “representação do desprezo”
O candidato a governador Jerônimo Rodrigues (PT) condenou o mais novo ataque do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao Ensino Superior brasileiro e ao sistema educacional em geral, com o corte de R$ 2,4 bilhões do orçamento do Ministério da Educação (MEC). O petista avaliou que o mais novo ataque reforça a urgência e necessidade de eleger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.
“O mais novo corte no orçamento do MEC, afetando diretamente o Ensino Superior Federal, é a representação clara do desprezo do atual presidente ao Brasil ao sistema de educação, as universidades brasileiras, alunos, professores e todos os brasileiros. Não houve durante todo o seu mandato o mínimo compromisso com a educação, pelo contrário, apenas descaso, suspeitas de corrupção e ataques. A educação brasileira está sendo atacada para manutenção do orçamento secreto do Bolsonaro. Cada nova atitude do presidente reforça a necessidade e a urgência de trazermos Lula de volta neste segundo turno. O Brasil precisa da volta da esperança, do compromisso com a Educação, com os professores, os alunos e todos os brasileiros”, afirmou Jerônimo.
O postulante petista ao Palácio de Ondina afirmou que irá atuar para garantir que o ex-presidente Lula conquiste ainda mais votos na Bahia na disputa do segundo turno. O candidato avaliou também que os ataques de Bolsonaro ao Ensino Superior brasileiro ocorrem em um momento de desespero por conta da derrota que sofrerá no dia 30 de outubro.
Ainda não foi a tragédia, foi só mais um anuncio
Posterguei a escrita de um texto com a previsão do óbvio: mais dia, menos dia, teríamos vítimas da intolerância para enterrar. É devastador ser obrigado a admitir que palavras reunidas no texto mais contundente e profundo que se possa escrever sobre o pino da granada puxada em Foz do Iguaçu, são, a esta altura, completamente insuficientes.
Não apenas porque não trarão Marcelo Arruda de volta para a família e para a cidade que o tinha como bom filho. Família…
O mais devastador é saber da possibilidade, quase certeza, de lágrimas em torrentes. Futuras e bem próximas. Basta dar uma espiadinha básica no que se diz nas bolhas da intolerância armada, onde moderados patridiotas, relativizam o absurdo. Os moderados relativizam. Outros, não se sabe se maioria ou minoria, festejam e glorificam a barbárie.
Mas não é necessário visitar as tais bolhas, basta ver as declarações do “mito”. Dispensar o apoio de quem pratica violência contra opositores seria até um avanço, considerando que o inominável já recomendou metralhar petistas. Nas palavras do presidente da República, nenhum respeito a quem morreu.
Pior: o “mito” autoproclamado defensor dos profissionais da segurança mostrou mais uma vez que antes de gostar de armados, ele gosta dos “seus” armados. Depois de assassinado por um insano açulado pelo discurso do ódio, o guarda civil Marcelo Arruda é moralmente morto pela maior autoridade do país, ao ser nivelado ao celerado que o matou diante da filha recém-nascida.
Mas o “mito” vai mais longe. Mente, escarra na história e contamina o sangue derramado com seus perdigotos.
Metade do cinismo asqueroso dissimula o discurso da violência numa condenação tíbia. A outra metade da dose cavalar de cinismo é investida para açular a tribo a subir ainda mais o tom na disposição para o ódio.
Ingenuidade esperar ou pedir que o outro lado, em luto, não lute e simplesmente ofereça a outra face, oferecendo também outros corpos como alvos da disposição permanente para a violência. Nunca foi assim e, sejamos francos, nunca será.
“Não posso concordar em tirar dinheiro da saúde, segurança e educação para garantir altos lucros de companhias de petróleo”, diz Rui Costa, ao avaliar como irresponsáveis as medidas do governo Bolsonaro sobre combustíveis
A declaração do governador da Bahia foi dada em audiência com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, nesta quarta-feira (8/6), em Brasília. Rui avalia que a proposta do presidente da República, Jair Bolsonaro, para diminuir o preço dos combustíveis “quebrará” os estados, se aprovada pelo Congresso Nacional, e que se trata de uma artimanha com fins eleitoreiros.
No início desta semana (6/6), o presidente Bolsonaro anunciou que espera a aprovação da proposta de emenda constitucional (PEC) que autoriza os estados a zerarem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre o óleo diesel e o gás de cozinha (GLP) e aguarda ainda a aprovação do projeto de lei que limita a alíquota do ICMS sobre combustíveis, energia, gás natural, comunicações e transportes coletivos. Esse projeto (PLP18), já aprovado pela Câmara e recém-chegado ao Senado, prevê que a alíquota do ICMS para os setores mencionados, como combustíveis, seja fixada em um patamar máximo de 17%.
Rui Costa explica que essa equação não fecha e causará uma tragédia na prestação de serviços públicos e no pagamento de servidores em todos os estados brasileiros. “A Bahia teria de abrir mão de R$ 5 bilhões. Como posso concordar com isso? Eu tenho que pagar salário de policial, de professor, comprar remédios para os hospitais todo mês. Sem essa receita, a conta não fecha. E o governo federal sabe bem disso”.














