:: 9/maio/2026 . 9:00
Tristes notícias
Mazé Torquato Chotil
De retorno ao lar, longe do país e já com saudades da família e dos amigos, procuro manter-me em sintonia com as informações brasileiras. Vejo e leio, todas as manhãs, o que está acontecendo pelas terras brasilis.
É sempre um misto de tristeza, emoção e indignação. Outro dia, vi na televisão uma reportagem sobre a inteligência dos chineses em importantes inovações na robótica, com imagens impressionantes de máquinas que dançam como humanos — e com os humanos —, resultado de um enorme investimento para alcançar esse nível de excelência. E o Brasil, o que está fazendo para chegar a patamares importantes da tecnologia?
Para acabar com qualquer entusiasmo, a notícia seguinte tratava de novos casos de corrupção no porto do Rio de Janeiro, envolvendo importações e tráfico de drogas.
A droga, como sabemos, está no mundo inteiro, levando dinheiro para poucos, minando economias, Estados e instituições. As balas perdidas matam inocentes; outras, os concorrentes das facções. O Estado perde espaço, enquanto o povo paga o preço da estrutura necessária para combater esse problema. A mim parece que não estamos caminhando pelo caminho ideal. Até agora, as drogas e o número de consumidores só aumentam, na mesma proporção que a corrupção.
Agenor Gasparetto: um gaúcho que escolheu o Sul da Bahia para eternizar histórias

Cléber Isaac Filho
“A verdadeira Bahia é o Rio Grande do Sul”
A frase frequentemente associada ao universo tropicalista de Caetano Veloso talvez nunca tenha feito tanto sentido quanto quando pensamos na trajetória de Agenor Gasparetto.
Gaúcho de origem, mas profundamente ligado à identidade cultural baiana, Agenor construiu no Sul da Bahia uma história marcada pela literatura, pela memória regional e pela valorização da cultura do interior.
Em tempos em que grande parte da produção cultural brasileira gira em torno do eixo Rio–São Paulo, Gasparetto escolheu outro caminho: ajudar a construir uma literatura enraizada na vida real das pessoas, das cidades do interior, da cultura do cacau e das histórias humanas da região grapiúna.
Mais do que escritor, tornou-se um articulador cultural.

Professor universitário, sociólogo, cronista e editor, Agenor encontrou no Sul da Bahia não apenas um lugar para viver, mas um território afetivo e intelectual. Com sensibilidade rara, compreendeu rapidamente que a região não produzia apenas riqueza agrícola através do cacau — produzia também identidade, linguagem, personagens, memória e narrativas profundamente brasileiras.
E talvez justamente por enxergar isso com o olhar de quem veio de fora, conseguiu valorizar aspectos que muitas vezes os próprios baianos deixam passar despercebidos.
À frente da Via Litterarum Editora??, Gasparetto ajudou a abrir espaço para dezenas de escritores independentes do Sul da Bahia. Em um país onde publicar livros fora dos grandes centros editoriais ainda é um enorme desafio, sua atuação se tornou quase uma missão cultural.
Coração Musical dos Oceanos Edição 4 — Especial Primavera

Leny Ferreira
Amado meu, O som musical das liras
Do luar que emana…
No coração dos oceanos,
O cenário mais esplêndido:
Qual o sol e a lua No encontro de amor, Encanta o mundo!
A lua beijando o sol surfando,
Ambos na mesma prancha
Da Baleia Azul…
Ecoa o pulsar do mar,
A música; O sol e a lua se amando…
Ao som da canção do vento
Das flores de cacau da primavera.
A poeta dos oceanos
Compõe as mais belas melodias
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