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Recém-nascidos, grávidas e mães: em Cuba, as vidas que não foram levadas pelo tornado

Um tornado raro atingiu a capital cubana, na noite de domingo (27), provocando imensos danos materiais em casas, carros e edifícios que desabaram. Até o momento, de acordo com o governo, quatro pessoas morreram e há mais de 170 feridos.
Grávidas e puepérias hospitalizadas na Maternidade Dez de Outubro, localizada no municipio do mesmo nome, em Havana, foram transportadas para outras instituições. Muitas perderam alguns pertences, mas todas têm seu maior presente.

Dairene Hernandez perdeu todos os seus pertences “mas o mais importante é Kevelyn, e está comigo”
“Um tornado em Luyanó!? Quem poderia crer Nisso?, e quando Angel Lavrada fala conosco se nota a incredulidade que, lamentavelmente, se converteu em certeza. “A cesárea da minha esposa saiu bem, ela foi para a sala de recuperação às 18h40 e me mandou fotos do Angelo , o bebé, e eu fiqueio tranquilo. Pouco depois, comecei a ficar preocupado porque ligava no seu celular e ela não me atendia, e, de repente, vejo na internet o que tinha passado… Não podia acreditar. Não pude esperar mais, fui ao aeroporto e às sete da manhã já estava aqui em Cuba. Foi um alívio encontrá-los vivos”.
Governo de Cuba diz que ´agressão contra a Venezuela deve parar
O Governo de Cuba condenou e rejeitou fortemente a tentativa de impor, através de um golpe, um governo fantoche que serve aos Estados Unidos na Venezuela, e manifestou sua solidariedade para com o Governo constitucional do presidente constitucional Nicolás Maduro. De acordo com o governo cubano, os objetivos reais de ações contra a Venezuela são controlar os vastos recursos dessa nação irmã e destruir o valor de seu exemplo, como um processo emancipatório e de defesa da dignidade e a independência da Nossa América.
O presidente Miguel Diaz-Canel disse que “a soberania de nossos povos é determinada hoje na atitude em relação à Venezuela. Apoiar o direito legítimo da nação irmã de definir seu destino é defender a dignidade de todos”.
Cuba: con los pobres de la tierra
Emiliano José
São 60 anos de uma revolução que permanece viva, apesar de suas dificuldades por ser a única experiência socialista, atualmente, a conviver num mundo sob a hegemonia do capitalismo neoliberal-financeirizado
…Cuba sempre foi para nosotros, os que embarcamos na perspectiva revolucionária, uma referência essencial. Havia estado lá no final de 2007, início de 2008. E agora, em novembro de 2018. Há tanto que dizer da primeira viagem, mas destaco apenas a leitura, no avião, na ida e na volta, do Cien Horas Con Fidel, de Ignacio Ramonet. Um trabalho jornalístico precioso.
No capítulo 2, Fidel afirma uma coisa absolutamente essencial: “el hombre no es totalmente dueño de su destino”, “también es hijo de las circunstancias, de las dificultades, de la lucha”, “el hombre no nasce revolucionário, me atrevo a decir”, ele próprio, Fidel, confessa, “yo me converti en revolucionário”. Era a terceira edição. Ganhei a quarta agora, presenteada por Abel Costa Damas, vice-ministro da Cultura, que me ha regalado ainda com um Havana Club e um Santiago de Cuba, preciosos runs cubanos, os dois com coisa de 40% de álcool.

Em Cuba a maioria da força de trabalho qualificada é feminina e o Parlamento tem 53% de mulheres. Foto: Pool New/Reuters
O segundo é difícil de se encontrar em Havana, é espécime raro. Ao lado dele, estavam Rosa Teresa Rodriguez Lauzurique, diretora de Relações Internacionais do Ministério, e Sadia Acosta Brooks, especialista principal da Área de América Latina e Caribe. Fez-me um honroso convite: convidou-me para ser um dos palestrantes da IV Conferência Internacional pelo Equilíbrio do Mundo, que ocorrerá em Havana de 28 a 31 de janeiro de 2019.
Por isso, e muito mais, tenho repetido que fui tratado em Cuba com um carinho, uma atenção muito maiores do que mereço. Tive uma agenda intensa, a me propiciar atualização sobre a revolução. Logo na chegada, fui recebido por dirigentes, homens e mulheres, na Casa de las Américas. Criada em abril de 1959, conseguiu atrair os melhores escritores e artistas latino-americanos e caribenhos para variadas iniciativas – encontros, prêmios, exposições, representações teatrais, conferências e concertos organizados por ela, cuja fundadora, Haydee Santamaría, é lembrada na Ilha com imenso respeito.
México deve fechar acordo com Cuba para contratar médicos que estavam no Brasil
do Estadão:
CIDADE DO MÉXICO – O novo presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, está prestes a fechar um acordo para receber pelo menos 3 mil médicos cubanos que vinham trabalhando no Brasil. A negociação entre o primeiro representante da esquerda a chegar à presidência mexicana e o regime cubano começou em setembro, segundo apurou o Estado. Cuba anunciou que retiraria seus médicos do Brasil no dia 14.
As tratativas foram mantidas em sigilo, até agora. Obrador tem um plano de austeridade que pretende reduzir o salário de servidores públicos, entre eles os médicos. Os cubanos que passaram pelo Brasil, portanto, ajudariam a cobrir cortes nos gastos públicos. “É austeridade, não vingança”, repetiu Obrador como um slogan durante sua campanha.
Lázaro Cárdenas Batel, o novo coordenador de assessores da presidência mexicana, tem sido o elo entre os representantes do regime cubano, presidido por Miguel Díaz-Canel, e colaboradores dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. O objetivo: uma adaptação mexicana do Mais Médicos, um programa que envolveu cerca de 15 mil especialistas cubanos designados para 1,6 mil municípios em algumas das áreas de mais difícil acesso do Brasil.
Médicos cubanos que atuavam na Bahia retornam à Havana
Cerca de 200 médicos cubanos embarcaram no inicio da noite de ontem em um avião da Cubana de Aviação com destino a Havana, capital de Cuba. Para hoje e amanha estão programados mais dois voos que levara cerca de 400 médicos que se encontram hospedados em um hotel de Salvador.
Segundo o jornalista Valter Xéu, editor de Pátria Latina e amigo de Cuba, os embarques eram para ter sido realizado desde segunda-feira 26, mas surgiu uma serie de problemas operacionais para o pouso das aeronaves que sairiam de Havana com destino ao aeroporto de Salvador, problemas que só foram resolvidos no dia de ontem.
Grupos ligados ao CEBRAPAZ e a Associação Cultural José Marti, entidades de solidariedade para com Cuba, fizeram varias homenagens aos médicos no hotel e aeroporto.
Cubanos devem deixar o Brasil até dezembro
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) informou que profissionais cubanos que integravam o Mais Médicos devem começar a deixar o País de forma gradual até 12 de dezembro. Os voos estão programados para sair de Brasília, Manaus, São Paulo e Salvador nos próximos dias. Detalhes sobre as transferências de profissionais, contudo, deverão ser definidos em reuniões entre OPAS, Cuba e Havana.
Os 8.300 profissionais que participam da cooperação estão distribuídos em 2,8 mil municípios e nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas. Em nota divulgada há pouco, a OPAS destaca que o Mais Médicos, criado em 2013, contribuiu para aumentar o acesso da população à atenção básica. A taxa de população assistida passou de 77,9% para 86,3% entre 2012 a 2015. Nesse mesmo período, houve uma queda de internações por motivos de saúde ligados à atenção primária, de 44,9% para 41,2%. Com informações da Agência Estado.
Médica cubana que atua no Sul da Bahia rebate Bolsonaro: “não somos escravos”
Durante todo o tempo em que atuaram no Brasil servindo ao Programa Mais Médicos do Governo Federal, os médicos cubanos evitavam tecer qualquer comentário de fundo político ou administativo. Com o fim da participação dos profissionais de Cuba no programa ( em reação do governo daquele país a comentários do presidente eleito Jair Bolsonaro), uma médica atuante em Ibirataia, no Sul da Bahia, Neibis Lopez Clabel, decidiu divulgar uma manifestação pública a respeito do caso.
Neibis tem recebido homenagens emocionadas por parte de pacientes que atendeu durante um ano e meio no município o qual, como a maior parte das cidades do país, tem graves deficiências na área de saúde.
Confira a nota:
Depois de 1 ano e 5 meses no município de ibirataia, Bahia, ficando fora dos comentários relacionados a temas políticos no Brasil, hoje decidi me projetar após ler publicações feitas sobre o governo cubano e o Programa Mais Médicos. “Se seu país não garante saúde, educação, justiça e cultura, então por que você sente que pode falar mal de Cuba?”
Só para esclarecer, achamos que nenhum dos brasileiros têm mais conhecimento do nosso país e de nosso governo que a gente. As condições de Jair Bolsonaro (apesar que ainda não é o presidente do país):
1. PROVA DE PROFICIÊNCIA
– Essa exigência não faz sentido. O convênio efetuado entre Brasil e Cuba, via OPAS, preconiza a prestação de serviços médicos. Os médicos não vieram voluntariamente “procurar emprego” aqui. Não há qualquer tipo de vínculo formal entre o governo brasileiro e os médicos cubanos. Nós viemos a trabalho, em missão, tendo sido escolhidos pelo governo cubano e estando sob responsabilidade deste. Não temos problema nenhum em fazer exame de revalida sempre que fosse um requisito no início do contrato. Achamos que depois de 5 anos de trabalho dentro do Brasil com resultados positivos nos indicadores de saúde do município é falta de respeito à nossa integridade solicitar esse exame.
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2. SALÁRIO INTEGRAL PARA OS MÉDICOS CUBANOS
– Quando a gente veio assinamos o contrato ciente da porcentagem de salário que íamos receber e sabendo que o dinheiro que vai para o país é utilizado para a saúde e a educação de nosso povo, porque antes de nós sermos médicos outros profissionais de saúde estavam trabalhando para garantir a nossa formação, agora é nossa vez de contribuir para as próximas gerações.
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3. LIBERDADE PARA TRAZER AS FAMÍLIAS
– Esse, como os outros dois pontos, é mais um mito que não se sustenta em pé. Não há impedimento para que as famílias de cubanos venham ao Brasil ou possam se dirigir a qualquer outro país. Só que os familiares, óbviamente, não virão junto com os médicos, que, como dito, vêm a serviço. Mas sim, há diversos médicos cubanos com famílias no Brasil, seja vivendo ou tendo visitado este país.
Nós não somos escravos nem consideramos que vivemos em uma ditadura, muito pelo contrário, somos trabalhadores, responsáveis, humanos, pessoas formadas no conceito que nossa melhor recompensa é o bem estar de nossos pacientes e não o lucro que poderíamos obter deles.
Quero agradecer a aquelas pessoas das quais recebi muito apoio e carinho durante minha estância. Vocês sempre estarão no meu coração.
Neibis Lopez Clabel
(do Ipiaú Online)
A destruição do Mais Médicos
Dilma Roussef
O fim do Convênio entre o governo de Cuba e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), sob o qual era garantida a participação dos médicos cubanos no “Programa Mais Médicos”, deve-se a declarações intempestivas do presidente eleito Jair Bolsonaro, que ignora a dimensão diplomática que cerca a relação entre países. Em especial, ofende a exigência de respeito aos convênios legalmente firmados, bem como à civilidade necessária aos acordos de cooperação entre nações.
O Convênio que está sendo extinto trata da cooperação tripartite – entre Brasil, OPAS e Cuba – na qual a OPAS garante ao Brasil, nos termos e nas condições previamente negociadas com Cuba, médicos com o objetivo de melhorar a cobertura da atenção básica de saúde à população brasileira. Para nossa gente mais humilde, a extinção do programa será uma perda irreparável a curto e médio prazos. Criado durante o meu governo, ofereceu até 2016 atendimento médico a 63 milhões de brasileiros e brasileiras, muitos dos quais jamais haviam tido acesso a um profissional de saúde. Na verdade, 700 munícipios do país não tinham um médico sequer para atender à população local.
As consequências do rompimento estabanado dos termos do convênio, em reiteradas manifestações pelo twitter do futuro presidente do País, são gravíssimas. Dezenas de milhões de brasileiros deverão ficar sem os cuidados básicos na área de saúde, em todo o território nacional.













