:: ‘cacau orgânico’
Reserva Serra Bonita comercializa 12 toneladas de cacau orgânico
Produto tem certificado de origem da IG Sul da Bahia
A IG Cacau Sul da Bahia os produtores da Reserva Serra Bonita, em Camacan, Sul da Bahia, fecharam uma venda de cacau orgânico com certificação de origem. Foram comercializadas 12 toneladas de cacau para o mercado nacional. O cacau orgânico sustentável preserva a Mata Atlântica e permite o sequestro de carbono. O cacau produzido na Reserva também tem certificação do IBD- Instituto de Biodinâmica, reconhecido no mercado internacional.
Transformada em Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), a Serra Bonita em Camacan, é formada por um conjunto de propriedades em área total de, aproximadamente, 2,5 mil hectares, sob a gestão do Instituto Uiraçu, e é associada ao IG e vem conquistando novos mercados, através da produção de amêndoas de qualidade, respeito ao meio ambiente e às questões trabalhistas.
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SDR conhece experiência de produção de cacau orgânico em assentamento de Ibirapitanga

Uma equipe formada por dirigentes e técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), realizaramuma visita ao Assentamento Dois Riachões, localizado no município de Ibirapitanga, no Baixo Sul da Bahia.
O objetivo principal foi conhecer a experiência de produção orgânica de cacau no assentamento, que é um dos empreendimentos selecionados pelo edital do Bahia Produtiva, projeto executado pela SDR/CAR, a partir de acordo de empréstimo com o Banco Mundial.
“O Assentamento Dois Riachões provou que é necessária uma intervenção muito mais objetiva no que diz respeito à agroecologia. É um assentamento com 39 famílias, dirigido por jovens, com um trabalho de agroecologia. Com certeza, a Bahia está obtendo bons frutos” destacou o secretário estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), Josias Gomes.
Gomes salientou ainda que atualmente 50% da produção de cacau produzido por agricultores familiares, correspondem a commodity: “No Assentamento eles estão enveredando por um caminho de produção de cacau fino, cujo valor é o dobro ou até às vezes o triplo do que alcança o cacau de commodity. Eles são jovens dinâmicos, conhecedores, com assistência técnica e extensão rural (Ater) dirigida, e eu não tenho dúvida que o papel da secretaria, como indutora do desenvolvimento rural baiano e da agricultura familiar, terá que participar mais e atentamente ao projeto desenvolvido hoje pelo Assentamento Dois Riachões”.
Gonschä Chocolat é produzido em Itacaré com cacau 100% orgânico

Daniel Thame
Foi amor à primeira vista. O casal Romain Gonçalves, francês filho de portugueses, e Helen Schaly, brasileira descendente de alemães, foi apresentado a um fruto de cacau durante uma feira de alimentos em São Paulo. Em 2014, em busca de mais qualidade de vida, já estavam residindo em Itacaré, no Sul da Bahia. No ano seguinte, adquiriram a Fazenda Pancadinha, no mesmo município, com uma área 27 hectares, sendo 20 hectares de cacau.
Era o primeiro passo para a realização do sonho que nasceu naquele primeiro contato com o cacau: a produção de chocolate. “Sempre fomos consumidores de produtos orgânicos, dentro de uma filosofia de vida saudável e respeito à natureza e decidimos que a nossa produção de cacau seria orgânica”, conta Helen.

Romain (esquerda) e os cuidados na seleção das amendoas
Com a colheita 100% orgânica, a fábrica de chocolate foi instalada em meio à plantações de cacau. Nascia, em 2019, o Gonschä Chocolat, um autêntico produto tree to bar (da árvore à barra), lançado oficialmente no Chocolat Festival, realizado em abril na Bienal do Ibirapuera, em São Paulo.

Fábrica de chocolate na plantação de cacau
“Decidimos investir na produção de chocolates, já que a gente cuida desde a plantação até a colheita e manejo das amêndoas. Processamos esse cacau, que é de ótima qualidade, e fazemos um chocolate premium, que tem alto valor agregado”, explica Romain. A unidade tem capacidade de produção de 16 quilos por dia, com potencial de ampliação.

Hellen e o preparo do chocolate
O Gonschä Chocolat é produzindo nas versões com 90%, 70% e 40% de cacau; 70% com laranja, 40% com castanha de caju, 35% chocolate branco, e 35% chocolate branco com nibs.
O VERDADEIRO CHOCOLATE

O chocolate do Sul da Bahia em busca de novos mercados
A meta é atingir inicialmente o mercado baiano, mas já existem projeções para comercialização em São Paulo, onde o Gonschä foi bem recebido no festival, Rio de Janeiro e demais estados do Sul/Sudeste, onde está o principal mercado consumidor, posteriormente o exterior. “Existe uma demanda por produtos de origem, com foco na sustentabilidade. O Sul da Bahia, com a imagem mundial de Jorge Amado, a história, a biodiversidade e os investimentos na qualidade do cacau, tem pelas condições de se consolidar como polo de chocolate”, destaca Romain. “As pessoas vão se acostumar a consumir o verdadeiro chocolate e valorizar a produção ´tree to bar´ (da árvore à barra) e ´bean to bar´ (da amêndoa à barra), com elevados teores de cacau”, diz.
Helen ressalta ainda que “o nosso cacau vai pra Europa e volta como chocolate, um produto muito mais caro. É preciso um trabalho permanente de valorização e divulgação da produção sul baiana, que tem um chocolate com características únicas no mundo”. “Toda a cadeia produtiva do Sul da Bahia se beneficia com a produção de cacau e chocolate de qualidade”, finaliza.
As novidades da Gonschä podem ser acessadas no Instagram @gonschachocolat e em breve será lançado o site www.gonschachocolat.com.br
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