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Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
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:: ‘Adonias Filho’

A Festa Literária de Ilhéus e o FLIOS- uma simbiose necessária

Efson Lima

 

efson limaO ano foi pandêmico, talvez, os termos “pandemia” e “COVID” sejam as palavras predominantes de 2020, cujo ano cuidou de oferecer contornos e traçado para a civilização humana. Apesar da triste circunstância deste ano, as instituições e/ou pessoas se mobilizaram em diferentes perspectivas para manterem as chamas acesas da esperança. As experiências ao longo deste ano foram as mais diversas e estiveram pautadas na solidariedade, na criatividade e no cuidado. Essas práticas foram se proliferando ao redor do planeta, consolidando um outro vocábulo entre nós: “ superação”.

 

No sul da Bahia e no campo da literatura,  quando parecia não mais ocorrer a Festa Literária e o Festival Literário de Ilhéus (FLIOS), forças da oportunidade se levantaram e concretizaram um evento espetacular pelas redes sociais da Editora da UESC (Editus) e da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), organizadoras centrais dos eventos.  A Festa que estava ocorrendo tradicionalmente em maio, dessa vez,  foi realizado neste mês de dezembro, de 07 a 12/12/20, permitindo que as distâncias fossem reduzidas mesmo na pandemia. O poético cuida de explicar.

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A Festa Literária de Ilhéus é a junção de dois eventos literários: a  Feira do Livro da Uesc e o FLIOS – Festival Literário de Ilhéus, respectivamente, na 8ª e 5ª edições,  cujo objetivo foi possibilitar uma programação diversificada e promover uma maior participação e envolvimento da comunidade regional. De fato, a contar pela quantidade de mesas, de tema e de participantes, tivemos uma vasta programação, que mesclaram o literário, às questões sociais, o contexto do ensino superior, a produção de livros e a crítica.

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A realização desses eventos no sul da Bahia consolida a região como um celeiro literário. Essas ações ajudam aproximar o leitor do escritor e colaboram para a externalização da produção literária originária desta região e que ganha o mundo seja pelas escritas de Jorge Amado, Adonias Filho, Hélio Pólvora, Cyro de Mattos e de tantos outros jovens que estão a compor o panteão literário. Ao longo do evento, algumas provocações sugiram entre as quais: literatura do cacau, literatura regional, literatura brasileira? Outras discussões necessárias foram colocadas à baila, tais como: direitos humanos, o acesso das pessoas com deficiência… a própria Festa Literária e o Flios são atos de resistência em face do contexto sanitário e político em face das circunstâncias dadas no Brasil atual e de ontem.

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Festival Literário do Sul da Bahia celebra Jorge Amado, Adonias Filho, Clarisse Lispector, João Cabral de Melo Neto e valoriza novos autores

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Será realizado entre os dias 24 a 26 de setembro de 2020, com programação totalmente online, o  Festival Literário Sul-Bahia (FLISBA), com o tema Primavera Literária. O evento, que tem o objetivo de ser um espaço de intercâmbio para a promoção da literatura e dos processos criativos dos escritores regionais do Sul da Bahia, inclusive, os novos escritores é uma ação cultural que busca a difusão das artes literárias a partir de uma homenagem a Clarisse Lispector e João Cabral de Melo Neto pelos Centenários de nascimento, num resgate à Jorge Amado e Adonias Filho,  pilares da literatura cacaueira.

“O FLISBA busca vistas a estimular a leitura, difundir os escritores regionais, desenvolver a aproximação dos agentes culturais do campo da literatura e promover atividades que exercitem reflexões sobre a cultura, questões ambientais, questões ligadas à à diversidade de gênero, uso das redes sociais e tecnologias”, afirma Efson Lima, um dos organizadores do festival.

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As mesas literárias vão ocorrer pelas tardes e noites. A transmissão das mesas do evento será pelo Youtube, que será retransmitida para o Facebook.  Já as  Oficinas Literárias vão ocorrer no turno da manhã pela plataforma Zoom e terão suas inscrições realizadas de forma antecipada pelo Sympla com datas a serem divulgadas nas redes sociais do evento.

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As pessoas que vão acompanhar as mesas online e possuem interesse em receber certificação poderão fazer a inscrição pela plataforma Sympla pelo seguinte link: https://www.sympla.com.br/festival-literario-sul-bahia—-flisba__969831

O Festival Literário Sul-Bahia terá um Slam, Slam  Sul Bahia, que também vai receber inscrições. O Edital e o link para as inscrições estão na seguinte página: https://www.sympla.com.br/slam-sul-bahia—flisba__969859 Os vencedores vão receber brindes. As inscrições são gratuitas. Os participantes serão certificados pela participação no Slam.

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Silmara Oliveira lança livro sobre Adonias Filho em Itajuípe

ado“Uma interpretação cultural para o Turismo a partir da obra de Adonias Filho” é o nome do livro que será r lançado no próximo dia 18, às 19h, na Fundação Lourdes Lucas, em Itajuípe. A obra é da mestra em Cultura e Turismo, professora Silmara Santos Oliveira, numa homenagem à passagem do centenário de nascimento do escritor, ocorrido recentemente. “Esse trabalho é o resultado da minha pesquisa de mestrado, numa análise da obra do autor sob o ponto de visto do patrimônio cultural. Adonias, guarda na sua literatura, importantes marcas da identidade local, com significativa impressão dos momentos fundantes desta sociedade a qual chamamos grapiúna”.

Segundo Maria de Lourdes Netto Simões, professora doutora da Universidade Estadual de Santa Cruz – Uesc, “a autora desenvolveu uma reflexão sobre cultura, patrimônio e pertencimento. A interpretação do patrimônio, além da reflexão teórica, subsidia e oferece caminhos para ações e políticas públicas, visando à valorização do bem patrimonial e do desenvolvimento local”.

Silmara Santos Oliveira, tendo a escrita adoniana como narrativa de fundação das terras do cacau, através de investigações conceituais, buscou discutir as bases da tradição sobre a quais se fundamentam as nações, elevadas à categoria de comunidades imaginadas. E remetendo aos contornos desta região, sob a perspectiva das narrativas, analisa a alteridade e diferença na formação da “civilização do cacau”, segundo denominação do próprio autor, para então dimensionar como bem cultural e vetor turístico, a sua diversidade; além disso, à luz da memória, a pesquisadora procurou valorizar o patrimônio adoniano com vistas a preservá-lo para que possa ser vivenciado pela comunidade local e regional.

Flica celebra centenário de Adonias Filho

adonias Flica 2A dualidade e complementaridade entre amor e ódio, vida e morte. A obra do autor baiano Adonias Filho, nascido na cidade de Ilhéus, em 27 de novembro de 1915, foi tema da segunda mesa da Festa Literária Internacional  de Cachoeira (Flica), nesta sexta-feira (16). Com mediação do escritor João Aguiar Neto, o jornalista e também escritor Carlos Ribeiro e a professora de literatura Silmara Oliveira relembraram a trajetória pessoal e literária do crítico, ensaísta, romancista e jornalista baiano Adonias Filho.

“Era uma figura de grande importância da história da literatura do Brasil. Homem público, mas, sobretudo, um grande ficcionista. O centenário é muito importante para lembrarmos isso. Vivemos essa lacuna, de pouca memória de Adonias”, reflete Carlos Ribeiro. “A condição humana e a universalidade permeiam a obra de Adonias. Tratar do amor, do ódio, da traição. Ser universal é se reconhecer naquela literatura em qualquer parte do mundo. Quem lê o texto de Adonias Filho não volta o mesmo”, destaca Silmara Oliveira, que também é coordenadora do memorial em homenagem ao escritor, que fica na cidade de Itajuípe. Com familiares do escritor na plateia, ele foi relembrado como um autor preocupado com relações humanas e com viés trágico da vida.

adonias flica 1Entre leituras de textos do autor baiano que completaria 100 anos em novembro de 2015, os debatedores divagaram a respeito de outras linguagens para a obra de Adonias Filho, como por exemplo, o cinema. Esse foi um dos questionamentos de Carlos Ribeiro, que destacou a dificuldade em transformar a obra do autor baiano em uma linguagem cinematográfica, ao contrário do que ocorreu com o escritor Jorge Amado, que tem diversas obras traduzidas para o cinema. Silmara discordou desse ponto de vista e destacou a semelhança entre a obra de Adonias com o teatro e a tragédia grega.

Regionalismo e Universalidade
Silmara Oliveira destacou o regionalismo de Adonias Filho, tendo como foco o indivíduo. “Adonias é regionalista, é do sul da Bahia, tem o diferencial territorial. A maior preocupação não era o regionalismo. Ele está na terceira fase do modernismo, mas ele parte para algo singular, da personalidade do indivíduo. O aspecto regional está inserido no indivíduo, não no aspecto físico”, conta.

“Ele tem o microcosmo, o sul da Bahia, mas ele é um universo de paixões, de sentimentos, de relações profundas. Se observamos a construção da linguagem, o tratamento que ele dá para a linguagem não é o coloquial, e isso é muito surpreendente, pois a fase da obra de Adonias é aquela fase anterior a de Jorge Amado, quando os centros urbanos não estavam prontos. Adonias vai tratar do desbravamento, por onde os colonizadores chegaram, no sul da Bahia. Os falares típicos, pitorescos. Mas Adonias dá um passo além porque ali é um recurso que se usa para esse ser humano”, completou Carlos Ribeiro.

Segundo destacou Silmara Oliveira, Adonias Filho tinha cuidado especial sobre o que escrever e como escrever de forma precisa, sincopada, objetiva e expressa de forma intensa e rápida, o que difere de muitos autores da época. “Ele não se preocupa com o detalhamento da história. Ele diz o que aconteceu e pronto. É sua preocupação desenvolver esse detalhamento”, conta Silmara.

Leitor da tragédia grega, toda escrita de Adonias Filho era pesquisada, nada era gratuito na obra dele, como definiu a pesquisadora. “Há muito que estudar sobre a obra dele. Adonias era um crítico literário dele mesmo”,  destaca Silmara. Ela ainda disse que o escritor é muito delicado para falar do sexo e do amor e também possui a marca regional do cacau, dos objetos da vida e do índio.

Contemporâneo de Jorge Amado, que o recebeu na Academia Brasileira de Letras em 1965, Adonias Filho apoiou a ditadura militar de 1964 e, segundo Silmara Oliveira, esse é um dos motivos para a obra do autor baiano não ser tão conhecida e valorizada como a de Jorge.

“A falta de espaços para ele também é política. Há retaliações. É um problema na vida do escritor. Ele era tímido, retraído. Jorge soube aproveitar a condição política de esquerda. Adonias, além da retração, tinha a retaliação. É preciso que a gente faça o reconhecimento da pessoa que ele foi. Homem simples, avô espetacular, metódico. Ele não era a pessoa que se divulgou”, defende Silmara. (do G1)

Flica 2015 celebra a literatura universal em debates com autores do Brasil e do mundo

Cachoeira, 17.10.2012 Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). Foto: João Alvarez/Sistema FIEB

Em sua 5ª edição, a Flica- Festa Literária Internacional de Cachoeira, na Bahia, já está consolidada na agenda cultural do País. São cinco dias de imersão literária em mesas de debates com temas que perpassam política, economia, história, biografias e dramas humanos a partir dos olhos e das palavras de importantes autores do Brasil e do mundo.

A abertura das mesas acontece na quarta-feira, 14 de outubro, às 19 horas, com o autor homenageado dessa edição, Antônio Torres. O baiano de Junco, imortal da Academia Brasileira de Letras, estará ao lado do jornalista especializado em cobertura de conflitos e autor do romance Ariana, Igor Gielow. A mediação dessa conversa será feita pelo letrista e poeta Jorge Portugal, sobre a temática Gentes Brasileiras.

flica 1Os historiadores Tâmis Parron e Luiz Claudio Dias Nascimento compõem a primeira mesa literária do dia 15 de outubro, às 10 horas, falando sobre Etnias, resistências e mitos. A conversa será mediada pelo curador geral da Flica, Aurélio Schommer.

Às 15 horas, o escritor e cronista João Paulo Cuenca encontra-se com o autor brasiliense Lima Trindade para falar sobre a temática O superficial da profundidade. No mesmo dia, às 19 horas, Martha Medeiros e Verônica Stigger comandam a conversa intitulada Paisagem Múltipla. As duas mesas serão mediadas pelo pernambucano Cristiano Ramos.

Versos, diversos é o encontro que abre a sexta-feira, dia 16 de outubro. Às 10 horas, as autoras baianas Clarissa Macedo e Rita Santana conduzem a discussão sobre o lirismo dos sentimentos sob a mediação do poeta e ficcionista Roberval Pereyr.

Do interior da Bahia, o jornalista, crítico literário, ensaísta e romancista Adonias Filho é o autor homenageado da mesa composta pelos especialistas Carlos Ribeiro e Silmara Oliveira. Adonias Filho, 100 anos acontece no dia 16 de outubro, às 15 horas, com mediação de João Adonias Neto.

Flica 3Guerra de civilizações traz a paquistanesa Kamila Shamsie e o crítico literário Rodrigo Gurgel, dois prosadores que não fogem da arena do argumento reto quando o tema é a guerra entre Islã e Ocidente. Essa conversa será mediada por Aurélio Schommer, às 19 horas do dia 16 de outubro.

O sábado, dia 17 de outubro, traz cinco mesas literárias e começa com o tema Hansen Bahia, xilogravuras literaturas, às 9 horas. Tendo como mediador Aurélio Schommer, a conversa será entre Rubem Grillo e Antonio S. Costella. Às 11 horas, a portuguesa Mariana Trigo Pereira e Bruno Garschagen falam sobre Os desafios e os limites do Estado. O diálogo entre autores com opiniões opostas sobre o tema será conduzido por Evandro Sybine.

Diálogos é a temática a ser desenvolvida, às 14 horas, pelo encontro entre o nigeriano Helon Habila e o baiano José Carlos Limeira. A poesia negra estará em pauta com esses dois autores em mediação de Maria Anória de Jesus Oliveira. Às 17 horas, Sapphire, autora norte-americana do premiado best-seller Preciosa, e a doutora em Literatura, Lívia Natália, conversarão mediadas por Celmar Batista na mesa Em trânsito. O encontro inédito da revelação Ana Beatriz Brandão com o experiente André Vianco acontece no sábado, às 20 horas.

Fechando a programação da Flica 2015, a premiada escritora norteamericana Meg Cabot e Paula Pimenta conversarão Sobre palavras e princesas, mediadas por Cristiano Ramos.

A Flica 2015 tem o apoio do Governo da Bahia, Coelba e Oi.

Homenagens marcaram a abertura do Centenário de Adonias Filho em Itajuípe

adonias 1A vida e a obra do escritor itajuipense, Adonias Aguiar Filho foi apresentada na noite desta quarta-feira, 20, em Itajuípe, e marcou oficialmente o início das comemorações do centenário do filho mais ilustre da cidade. Até o dia 27 de novembro, data do nascimento do escritor, diversas atividades literárias serão realizadas no município e na região, com o objetivo de incentivar a disseminação da obra.

Uma Mesa de Debate, composta por escritores e professores da Academia de Letras de Itabuna – Alita foi coordenada pela professora e gestora do Memorial do escritor, Silmara Oliveira, que também é acadêmica da Alita, e exibiu alguns trechos de algumas obras do escritor, que relatam o modo de vida da sociedade em uma época marcada por lutas de terra no auge do cacau. Os personagens são de ascendência africana e indígena, refletindo o ambiente multicultural da região, palco de suas ficções.

De acordo com Silmara, o contexto cultural apresentado no evento marca a importância de ampliação do nome Adonias Filho para a sociedade regional, fomentando o interesse das pessoas para o aprofundamento da vida e obra de Adonias Filho. “Ao fazer 100 anos, o evento traz a carga da memória da fundação das Terras de Cacau, e o Memorial faz parte desse propósito de preservação e disseminação da obra”, avaliou.

A importância do evento foi também evidenciada pela prefeita de Itajuípe e vice-presidente da Amurc, Gilka Badaró, que segundo ela, desde o ano passado o município tem se envolvido no projeto de valorização e disseminação da vida e da obra do escritor. “A partir dessa iniciativa, as crianças de Itajuípe já sabem e sentem o interesse nessa discussão. Por isso, é importante motivar os estudantes a terem atração e motivação para ler as obras do filho mais ilustre da cidade”, destacou.

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ACADEMIA DE LETRAS DE ITABUNA E AS HISTÓRIAS DE ADONIAS FILHO

 

A Academia de Letras de Itabuna (Alita) realiza no próximo dia 4 de maio o lançamento do livro “Histórias Diversas de Adonias Filho”, de autoria de João Adonias Aguiar Neto. A obra,  editada pela Editus/Uesc, que resgata a história de um dos maiores escritores brasileiros, nascido em Itajuipe, no Sul da Bahia, tem prefácio de Cyro de Mattos.

O lançamento acontece às 19 horas, no auditório da FTC Itabuna.

 

ONDE ELES ARRANJAM TANTOS IMORTAIS?

a cama do imortal alambiquista

Passeando pelas páginas do Diário do Sul e do Agora, este blogueiro se surpreende com a quantidade de imortais arregimentados pela Academia Grapiuna de Letras e a Academia de Letras de Itabuna.

A Agral imortaliza uma semana, a Alita importaliza na outra, sempre em proporções generosas de acadêmicos, brotadas com uma profusão de fazer inveja a Jorge Amado, Adonias Filho, Euclides Neto, etc.

Nem a Academia de Letras, Artes, Música, Birita, Inutilidades, Quimeras, Utpias, Etc (Alambique) da qual o blogueiro é presidente vitalício, imortalicio e nem tão ditatorialício, já que o vice Walmir Rosário tem tomado decisões à revelia, consegue amealhar tantos imortais.

E olha que o único requisito para ser imortalizado pela Alambique é apreciar uma cachacinha honesta…

Santa Itabuna, tem mais literato do que bebum!





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