:: ‘livro’
Carmen Camuso lança seu primeiro livro em Itabuna com celebração da escrita feminina
No mês de março, entre palavras que transbordam e narrativas que atravessam a experiência feminina, a autora Carmen Camuso apresenta ao público seu primeiro livro, Manto Mulher, com lançamento que acontecerá no dia 27 (sexta-feira), às 19h, no Espaço Colaborativo de Artes – ECOAR, em Itabuna (BA).
Carmen Camuso é mãe, avó, feminista, psicóloga e mestre em Ciências da Saúde. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com a escuta, o cuidado e a expressão sensível das experiências humanas. Integrante do Movimento Cultural Alvorecer, a autora também já organizou algumas produções coletivas, como a Antologia Pétalas e Lâminas, com 66 autoras regionais e de outros estados. Segundo ela, as antologias reafirmam a potência da escrita compartilhada.
Em Manto Mulher, Carmen convida leitoras e leitores a percorrerem paisagens íntimas e coletivas do ser mulher, tecidas por memórias, afetos, dores e resistências. A obra se constrói como um manto simbólico: protege e, ao mesmo tempo, revela as múltiplas camadas da existência feminina, em sua força e vulnerabilidade.
O evento de lançamento será um momento de encontro, celebração e partilha, reunindo literatura, sensibilidade e diálogo com o público. A entrada é gratuita e aberta a todas as pessoas interessadas.
Memória e Teatro: Pawlo Cidade prepara lançamento de livro sobre o teatro grapiúna nas décadas de 80 e 90
O cenário cultural do sul da Bahia se prepara para um resgate histórico de peso neste primeiro semestre. O escritor e pesquisador Pawlo Cidade finaliza os preparativos para o lançamento de sua mais nova obra, intitulada “Greta Garbo, quem diria, esteve em Ilhéus”. O livro promete ser um mergulho profundo na memória social e artística da região, com lançamento previsto para ocorrer ainda este semestre na “Terra do Cacau”.
A obra não se limita apenas ao título instigante, mas serve como um inventário afetivo do teatro grapiúna, revisitando figuras que moldaram a estética e a dramaturgia local. Entre os destaques da narrativa, Pawlo Cidade dedica páginas valiosas à trajetória de artistas que começaram no improviso e se tornaram pilares da cultura regional.

Pawlo Cidade, que já possui uma sólida carreira literária focada na identidade baiana, traz em “Greta Garbo, quem diria, esteve em Ilhéus” uma escrita que transita entre o rigor da pesquisa histórica e a leveza da crônica.
Nos escrutínios de memória, mais uma obra de Durval

Walmir Rosário
Um Raio X de corpo inteiro, ou uma tomografia computadorizada, para ser mais contemporâneo, foi o que achei do mais novo livro de Durval Pereira da França Filho, “Nos Escrínios da Memória”. Li e reli com bastante atenção. A primeira vez para elaborar a apresentação de mais uma consiste obra do amigo, bancário, poeta, historiador, professor e escritor canavieirense. A segunda, para estas linhas.
Falar sobre a capacidade intelectual do professor Durval é “chover no molhado”, haja vista sua farta obra deste graduado e pós-graduado em História, mestre em Cultura e Turismo pela Universidade Estadual de Santa Cruz/Universidade Federal da Bahia. Também membro cofundador da Academia de Letras e Artes de Canavieiras (Alac).
De pronto, antes de tecer qualquer comentário sobre a obra ora em questão, me dou à permissão de ressaltar a coragem do homem e escritor Durval em autobiografar a si mesmo. Produziu um trabalho literário de alta qualidade, mais que isso: isento, perfeito, sem puxar a sardinha para sua brasa, dado o equilíbrio, desambição, sem qualquer apego ao estrelismo. Já era o esperado.
Lançamento do livro destaca saberes ancestrais e práticas de cura do Centro de Caboclo Sultão das Matas
Será lançado no próximo dia 24 de fevereiro, às 16h, na Escola de Nutrição da UFBA (Campus Canela), em Salvador, o livro Centro de Caboclo Sultão das Matas – Ensinamentos e Curas dos Caboclos. A obra é resultado da pesquisa “Enfrentamento das iniquidades em saúde, no contexto da pandemia de covid-19, a partir das vivências e dos saberes produzidos pelas comunidades tradicionais em Salvador e Região Metropolitana”, financiada pelo CNPq (Chamada nº 18/2021).
O livro reúne saberes ancestrais, práticas de cuidado, relatos de fé e experiências vividas no Centro de Caboclo Sultão das Matas, localizado no bairro de São Gonçalo, em Salvador. A publicação evidencia o papel das comunidades tradicionais no enfrentamento às desigualdades em saúde, especialmente durante o período da pandemia, quando práticas espirituais e conhecimentos tradicionais se tornaram instrumentos fundamentais de acolhimento e proteção coletiva.

Mãe Conceição
“Estou muito feliz e encantada com o resultado desta pesquisa, pois esse livro é uma prova viva de que há um diálogo entre os dois mundos: o espiritual e o terreno. A sabedoria dos nossos ancestrais, a favor da cura, informada por meio dos nossos guias, merece esse registro”, destaca Mãe Conceição, matriarca do Centro.
Emiliano José lança “Os comunistas estão chegando”
Um documento obscuro produzido por um agente medíocre da ditadura militar, infiltrado nas redações baianas nos anos 1970, tornou-se a faísca para o novo livro do jornalista e escritor Emiliano José. O relatório, repleto de equívocos e paranoias, classificava como “perigosos comunistas” profissionais que atuavam no extinto Jornal da Bahia e na resistente Tribuna da Bahia. Décadas depois, com a abertura dos arquivos da repressão, esse material virou base para “Os comunistas estão chegando”, 17º título da carreira de Emiliano, que será lançado no dia 26 de novembro, às 17h30, no auditório do Museu de Arte da Bahia (MAB), no Corredor da Vitória.
Já disponível em e-book, a obra reúne histórias de 18 jornalistas, contemporâneos do autor, contadas a partir do olhar atrapalhado do informante, que misturava fatos, ampliava suspeitas e via comunismo até onde não existia. Integrante da Academia de Letras da Bahia, ocupando a cadeira nº 1, Emiliano transforma o absurdo da vigilância clandestina em narrativa histórica, revelando tanto as fragilidades do regime quanto a força das redações que resistiram à censura.
“O Céu de Carol e Outras Histórias de Coragem” celebra literatura negra infantojuvenil nas escolas baianas
A menina Carol está de volta — e desta vez, acompanhada de novos amigos e novas descobertas. Depois de encantar leitores com O Céu de Carol (2021), a escritora Kali Oliveira e a ilustradora Stela Maria apresentam O Céu de Carol e Outras Histórias de Coragem, uma obra que amplia o universo da protagonista e reafirma o poder da literatura negra infantojuvenil como espaço de afeto, identidade e liberdade.
O projeto de circulação do livro chega às escolas públicas do Sul e Extremo Sul da Bahia, entre outubro e novembro de 2025, com uma programação que une literatura, arte e diálogo sobre representatividade, ancestralidade e coragem. A agenda inclui rodas de conversa, contações de histórias e distribuição gratuita de exemplares, aproximando estudantes, educadores e comunidades do universo de Carol e seus amigos.

Em O Céu de Carol e Outras Histórias de Coragem, a menina sonhadora embarca com Bia, João e Chiquinho em uma aventura interplanetária, onde conhecem o Dragão do Mar e desvendam a história de Chico da Matilde, herói negro que lutou pela liberdade do povo afro-brasileiro. É uma narrativa que atravessa tempos e espaços, misturando imaginação, ciência e ancestralidade — e convidando as crianças a olharem o mundo com coragem e curiosidade.
Valéria Macedo e “A falta que ela faz”

Em Paris, Mazé Torquato conversa com Valéria Macedo sobre seu livro de estreia, “A falta que ela faz”.

Finalista dos Prêmios Literário Voz e AILB 2025, o romance envolvente, poético e de muita emoção, conta com Quatro personagens mulheres: a avô, a mãe (Gloria), ela, a narradora, e a filha (Alma). Conta a relação complicada entre mãe e filha, de ausências, de dores e vontade de se encontrar.

Assista:
Renata Ettinger lança ]não cabe nas mãos[
Em uma obra que se ergue do silêncio e da falta, dos gestos-versos que escapam e dos vazios que insistem, a poeta e dizedora de versos Renata Ettinger lança ]não cabe nas mãos[, seu quinto livro de poemas, no dia 4 de setembro. Após apresentar o título inédito na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty) e na Flipelô, a autora se encontra com o público para o lançamento oficial, que vai acontecer às 18h30, no Lar Café Bistrô, na Rua das Margaridas, Pituba. O evento contará com sessão de autógrafos, leitura de poemas e apresentação musical de Nalini Vasconcelos e Pedro Gomes.
“O silêncio sempre foi matéria da minha poesia. E este livro é feito de silêncios e pulsares que não tem nome. Talvez seja isso que a poesia me pede — escrever o que não cabe, o que insiste em permanecer em desalinho, e nos devolve alguma forma de abrigo”, conta Renata.
Publicado pela Mormaço Editorial – editora baiana independente dedicada à literatura brasileira contemporânea – ]não cabe nas mãos[ traz uma narrativa sustentada pelo não dizer. Ao “acolher a ação que não” e “exercer o não verbo”, Renata conduz o leitor por uma escrita onde o silêncio, o silenciar e o silenciamento se estabelecem. A poeta percorre recônditos, nãoditos, subterfúgios; e costura seus versos com os de
outros poetas que iluminam e atravessam sua voz.
Fotógrafo baiano lança livro-documentário sobre o povo em situação de rua
O fotodocumentarista Heitor Rodrigues, lança na próxima quarta-feira, dia 13, no Centro de Cultura João Gilberto, às 19 horas, em Juazeiro, norte da Bahia, seu terceiro livro documentário.
Com o título [às] Margens do Olhar, a obra traz imagens da realidade das pessoas em situação de rua dos municípios de Juazeiro (Bahia), Petrolina (Pernambuco) e São Paulo (capital).
O prefácio do livro é de autoria do agente social, o padre Júlio Lancelotti, pároco episcopal da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo. O trabalho teve concepção e captação de imagens há mais de dois anos.

“Venho acompanhando essas pessoas desde 2022; pessoas que estão à margem da sociedade e todos com grandes histórias. Vivenciar isso, foi muito impactante. Toda parte textual do livro são as histórias dessas pessoas”, revela o fotógrafo Heitor Rodrigues.
Em um trecho do prefácio, o religioso destaca a relação da fotografia com o afeto, o amor e a dor. “Que a foto seja o afeto, que o afeto seja fotografado, que a vida seja perpetuada no momento do amor, no momento da dedicação, no momento em que eles estão documentando a dor e o amor”, cita o padre Lancelotti em seu texto.
Escritor de Itacaré tem novo livro selecionado em edital da Editus/UESC

Rogério Medrado
O poeta e escritor itacareense Rogério Medrado teve seu mais novo livro, A Floresta dos Diferentes, contemplado no edital nº 016/2025 de Seleção de Originais para Publicação de Livros da Editus – Editora da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). A obra, voltada ao público infantojuvenil, será publicada pela editora universitária, referência na produção literária regional e nacional.
Este será o sétimo livro publicado por Rogério Medrado, sendo o quinto voltado à literatura infantojuvenil. Com uma trajetória consolidada na escrita poética e na literatura para crianças e adolescentes, o autor se destaca pelo engajamento com temáticas educativas, sociais e de valorização das diferenças — como sugere o título de sua nova obra.
Além dos títulos já lançados, Rogério possui cinco novos livros prontos para publicação, que abrangem gêneros como poemas, literatura infantojuvenil e autoajuda. Atualmente, está trabalhando na produção do seu quinto livro de poemas e planeja, em breve, ingressar também no universo da narrativa romanesca, com projetos voltados à publicação de romances.













