WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia

livros do thame




Daniel Thame, jornalista no Sul da Bahia, com experiência em radio, tevê, jornal, assessoria de imprensa e marketing político danielthame@gmail.com

abril 2026
D S T Q Q S S
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  


:: ‘Cyro de Mattos’

Médico na Estrada

Cyro de Mattos

 

Sabemos que como guardião da saúde o médico é fundamental para a vida, oferecendo em suas atividades a cura ou o alívio, no tratamento das doenças. Apresenta-se no ambiente como a manhã vestida de branco, acenando para debelar as distorções e lesões no corpo humano. Sua experiência traduz-se na doação ao outro, sem nunca recuar no duelo entre o dia e a noite. Nessa função de enfrentar a indesejada, em qualquer parte dos confins, teve no antigamente ferramentas sem os avanços tecnológicos de hoje quando então tudo era mais difícil. Ressalve-se que será sempre difícil salvar uma vida quando tudo parece que chegou ao fim.

Não é dos médicos de hoje que pretendo tecer algum comentário nesse dia especial em que se comemora o ser-estar desses homens e mulheres de branco. Quero mostrar um pouco do que acontecia com algum deles isolado na vila quando esta servia como um burgo de penetração na conquista da terra. Tinha vida modesta, a maioria da clientela era constituída de gente com poucos recursos, donos de pequenas glebas de terra, com lavouras de milho, feijão e mandioca. Pagavam os honorários médicos com peru, galinha e porco.

:: LEIA MAIS »

O Mar na Rua Chile, de Cyro de Mattos, conquista Prêmio Sabiá de Crônica Junior da Revista da Crônica RUBEM

O livro O Mar na Rua Chile e Outras Crônicas, de Cyro de Mattos,  foi eleito vencedor do Prêmio Sabiá Junior de 1999, promovido pela Revista da Crônica RUBEM, criada em outubro de 1991 para homenagear o cronista Rubem Braga. O livro foi finalista do Jabuti no ano 2000, o único de crônicas concorrendo com livros de contos de escritores brasileiros importantes. O Mar na Rua Chile teve sua primeira edição pela EDITUS, editora da Universidade Estadual de Santa Cruz, esgotada há 25 anos. Uma segunda edição vai ser realizada breve pela Editora da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia – ALBA.

A notícia de que O Mar na Rua Chile foi o escolhido como vencedor do Prêmio Sabiá de Crônica Junior, o melhor do ano por autor estreante no gênero, em 1999, foi anunciada ao autor do livro no dia 14 deste mês pelos escritores e cronistas Henrique Fendrich e Anthony Almeida, editores da Revista da Crônica RUBEM. “é  com grande alegria que anunciamos que o seu livro O mar na Rua Chile foi eleito vencedor do Prêmio Sabiá de Crônica Júnior de 1999.”  O Prêmio Sabiá de Crônica Júnior é uma iniciativa simbólica da Revista Rubem, criada para destacar a cada ano o melhor livro de um cronista estreante. Sua primeira edição oficial acontece em 2025.

Cartas postas na mala

Cyro de Mattos

 

Cyro de Mattos (foto de Jaqueline Alencart)

Com cerca de 65 anos dedicados à literatura como forma de vida, através de atividades constantes e produção de livros pessoais, resolvo cuidar das cartas que me foram endereçadas durante décadas por escritores, poetas, professores doutores e especialistas, com vistas a produzir razoável volume cheio de observações e compreensões sobre a vida.  As cartas são os instrumentos de comunicação achados pelos humanos em certa época de sua evolução para se aproximar de parentes e amigos, usando seu espaço útil para revelar intimidades, levar notícias, informações de momentos alegres e tristes.

Com a expansão da telegrafia prestaram um serviço de muita utilidade à literatura e à cultura. Como gênero epistolar são conhecidas e apreciadas até hoje as cartas românticas de Vitor Hugo, entre Abelardo e Heloísa, as de Proust, Flaubert e de Soror Mariana.  As famosas cartas ao pai e a Milena, de Kafka, reveladoras de relações agudas em família. As Cartas de Inglaterra, de Rui Barbosa, escritas no exílio, mostram um ferino panfletário nas entrelinhas, que preferiu cotejar a monarquia inglesa com a república brasileira, ao invés de relatar a vida ideal londrina.  Para alguns, o epistolário de Machado de Assis mostra um Machado diferente, com destaque a missiva a José de Alencar sobre Castro Alves e à sua esposa Carolina.

Textos do gênero epistolar no Brasil revelam o espírito de seus autores, a singeleza de suas atitudes, o pensamento privilegiado sobre assuntos intricados da arte ou do contexto social e político.  Como uma troca de intimidades e reflexões sobre a vida revelam prazerosos momentos, da experiência e testemunho, afeto e cordialidade, sutilezas do pensamento arguto. Isso é visto com clareza entre as cartas de Fernando Sabino e Clarice Lispector, Godofredo Rangel e Monteiro Lobato, Mário de Andrade e Manuel Bandeira, Ribeiro Couto e Alceu Amoroso Lima’, Caio Porfírio Carneiro e João Antônio. Durante décadas esses autores revelaram nas cartas o nascimento e a evolução de uma relação marcada pela cordialidade, discussão coloquial dirigida, compreensão e franqueza respeitosa.

:: LEIA MAIS »

Jorge Amado, por Cyro de Mattos

Jorge Amado de Faria nasceu na fazenda Auricídia, imóvel rural pertencente a Ferradas, na época distrito do município de Itabuna. Foi em 10 de agosto de 1912. O pai era um fazendeiro do cacau, participou das lutas pelo desbravamento e conquista da terra.  Aos dois anos, a família passou a residir efetivamente em Ilhéus, cidade sul baiana que tem a ver com o Brasil nascendo como nação. Antes de se transferir para a cidade de praias belíssimas, assistiu o pai ser vítima de uma tocaia, escapando por sorte.

Cyro de Mattos (foto de Jaqueline Alencart)

Declarou mais tarde que era um menino de Itabuna e de Ilhéus, como o Adonias Filho, que é nascido em Itajuípe, antigo Pirangi, criado em Ilhéus. Considerava-se um grapiúna, homem de raízes enfincadas na civilização cacaueira baiana. Sua passagem em Ilhéus deu-lhe inspiração para escrever Terras do Sem Fim, São Jorge dos Ilhéus e Gabriela, Cravo e Canela, romances.  de sua segunda fase como ficcionista.

No terminal de suas criações romanescas escreveu o estupendo Tocaia Grande, que acontece no condado imaginário de Irisópolis, identificado como   Pirangi, antes de ser Itajuípe. Para o Capitão Natário da Fonseca, Tocaia Grande era o paraíso. Para o frei Zygmunt, um valhacouto de bandidos, reino da luxúria, danação de Satanás!

O pai enviou-lhe aos onze anos de idade para estudar em Salvador, no Colégio Antônio Vieira. Nesse educandário conheceu o padre Luís Gonzaga Cabral. Numa redação sobre o mar, o padre ficou impressionado com a narrativa   de um dos alunos. Quando retornou com as provas examinadas, disse para os alunos: “Tenho uma aqui que eu faço questão de ler, esse vai ser escritor.” Referia-se ao adolescente Jorge Amado, que cumprindo o vaticínio do padre Cabral iria se tornar décadas depois romancista de mais de vinte milhões de leitores.

Residiu no Rio, Paris e Praga. Tornou-se deputado federal pelo PCB, por São Paulo. Nos idos agitados de 1936 foi preso como vários intelectuais, que moravam em diversos pontos do País. Graciliano Ramos em Maceió. Ficou preso dois meses na Polícia Central do Rio. Foi expulso do Brasil, teve seus livros queimados em praça pública durante o regime do Estado Novo.

:: LEIA MAIS »

Crônica do meu chão

 

Cyro de Mattos

 

Cyro de Mattos (foto de Jaqueline Alencart)

No aniversário da cidade devemos lembrar sempre do sergipano Félix Severino do Amor Divino. O primeiro homem que pisou este solo de Itabuna e, no lugar denominado Marimbeta, hoje bairro da Conceição, ergueu uma casa de taipa, plantando ali uma roça de cereais e cacau. O primeiro homem que recuou a mata hostil e impenetrável. A mata que respirava no dia como se fosse à noite, de tão fechada. Severino do Amor Divino: o desbravador que primeiro conversou com os bichos e cultivou o solo úmido na solidão verde da mata.

Falar do início da cidade é tocar em seu parto épico, tempo de solidão feita suor, talhos, atalhos e lágrima. Buscar os vestígios do que a cidade ainda estava longe de ser. Dizer daquele homem e os outros que vieram depois carregados de paixão pela terra, latejando sentimentos na brasa verdejante de ventos gemedores, que acenavam com grandeza nas distâncias. . É lembrar a morte na febre. Na picada. Na cangalha. No salto. Na rede. Na capanga. No galope. De véu e grinalda nas léguas tiranas. Tempo de uma flor que deu um fruto com a cor de ouro quando amadurecia, brotando a esperança em qualquer parte das léguas promissoras. Falar do visgo desse fruto, que era forte, do homem que era ainda mais forte.

Desbravando a terra, penetrando, construindo arruados, implantando e consolidando a lavra do cacau, o sergipano teve amanhecer fundamental na formação de uma saga feita de cobiça e morte. Pouco mais de cem anos depois parece um sonho, a cidade pulsa num corpo incessante de quase duzentos e vinte mil habitantes. Pulsando e se impulsionando com o trabalho de sua gente, escalando o azul do céu com edifícios, repercute sua voz nesse mistério que é o homem engastado no pasto da memória dentro dessa coisa a que se chama vida.

:: LEIA MAIS »

Câmara de Itabuna promove Roda de Conversa com Cyro de Mattos

Manoel Porfírio e Cyro de Mattos

A Câmara de Vereadores de Itabuna, por meio da Escola do Legislativo, promoveu uma roda de conversa inesquecível com poeta e escritor itabunense Ciro de Mattos. O encontro, que reuniu alunos da Escola Flávio Simões, foi marcado por emoção, aprendizado e troca de experiências valiosas.

Ciro, que é uma das vozes mais importantes da literatura grapiúna, compartilhou histórias, poesias e reflexões sobre sua trajetória como escritor, encantando a todos com sua sensibilidade e sabedoria. Reconhecido internacionalmente, mas com raízes profundamente fincadas em nossa terra, Ciro reafirma, a cada palavra, a força da cultura local e o poder da literatura em transformar vidas.

“A ação reforça o compromisso da nossa gestão em promover conhecimento, cultura e diálogo entre gerações, aproximando os jovens da produção literária e artística da nossa cidade. Momentos como esse fortalecem a identidade cultural de Itabuna e inspiram novos sonhos”, afirma o presidente da Câmara, vereador Manoel Porfírio.

Obra de Cyro de Mattos inspira Exposição Fotográfica e Poética “O Poeta do Rio”

Tendo uma público alvo estudantes  da Escola Municipal Flávio Simões em Itabuna, a Exposição Fotográfica e Poética “O Poeta do Rio”, inspirada na obra do poeta e escritor Cyro de Mattos, é uma mostra permanente de poemas e fotografias. A mostra terá uma roda de conversa de Cyro com  uma turma de 100 estudantes  na semana do aniversário da cidade no espaço térreo da Câmara Municipal.

A proposta faz parte do Eixo Extensão da Escola do Legislativo que tem como objetivo desenvolver ações de extensão que promovam a aproximação entre o Poder Legislativo e a sociedade, por meio de atividades educativas, culturais e sociais.

 

O objetivo é sensibilizar o público estudantil para os aspectos históricos da cidade de Itabuna e promover o sentimento de pertencimento do público através das imagens sobre a construção da cidade.

A exposição acontece de 21 de julho a 7 de agosto no espaço térreo da Câmara Municipal e a  roda de conversa com o autor e estudantes no dia 22 de julho  às 10 horas. A realização Escola do Legislativo da Câmara Municipal de Itabuna, em parceria com a  Escola Municipal Flávio Simões e a Biblioteca Municipal Plínio de Almeida

Itacaré

Cyro de Mattos

Cyro de Mattos (foto de Jaqueline Alencart)

A Itacaré nada
pedi, mas um momento de
reconhecimento,

de amor e viver,
com prazer eu lá senti
pra nunca esquecer.

Na festa de livros
chamada de FLICARÉ,
radiante o sol

veio também ler
como se fosse um menino
querendo aprender.

No meio de todos se
metia, feliz, sorridente,
cheio de sentimentos.

Houve um sabiá
que veio cantar na manhã
bem perto de mim.

Rafael Gama, Naquela Mesa, com Cyro de Mattos

No programa Naquela Mesa, transmitido pela TVI Itabuna e Yotube, Rafael Gama entrevista Cyro de Mattos, um dos grandes nomes da literatura grapiúna e baiana.

Assista:

 

A Festa Literária de Ilhéus e o FLIOS- uma simbiose necessária

Efson Lima

 

efson limaO ano foi pandêmico, talvez, os termos “pandemia” e “COVID” sejam as palavras predominantes de 2020, cujo ano cuidou de oferecer contornos e traçado para a civilização humana. Apesar da triste circunstância deste ano, as instituições e/ou pessoas se mobilizaram em diferentes perspectivas para manterem as chamas acesas da esperança. As experiências ao longo deste ano foram as mais diversas e estiveram pautadas na solidariedade, na criatividade e no cuidado. Essas práticas foram se proliferando ao redor do planeta, consolidando um outro vocábulo entre nós: “ superação”.

 

No sul da Bahia e no campo da literatura,  quando parecia não mais ocorrer a Festa Literária e o Festival Literário de Ilhéus (FLIOS), forças da oportunidade se levantaram e concretizaram um evento espetacular pelas redes sociais da Editora da UESC (Editus) e da Academia de Letras de Ilhéus (ALI), organizadoras centrais dos eventos.  A Festa que estava ocorrendo tradicionalmente em maio, dessa vez,  foi realizado neste mês de dezembro, de 07 a 12/12/20, permitindo que as distâncias fossem reduzidas mesmo na pandemia. O poético cuida de explicar.

flios 1

A Festa Literária de Ilhéus é a junção de dois eventos literários: a  Feira do Livro da Uesc e o FLIOS – Festival Literário de Ilhéus, respectivamente, na 8ª e 5ª edições,  cujo objetivo foi possibilitar uma programação diversificada e promover uma maior participação e envolvimento da comunidade regional. De fato, a contar pela quantidade de mesas, de tema e de participantes, tivemos uma vasta programação, que mesclaram o literário, às questões sociais, o contexto do ensino superior, a produção de livros e a crítica.

flios 2

A realização desses eventos no sul da Bahia consolida a região como um celeiro literário. Essas ações ajudam aproximar o leitor do escritor e colaboram para a externalização da produção literária originária desta região e que ganha o mundo seja pelas escritas de Jorge Amado, Adonias Filho, Hélio Pólvora, Cyro de Mattos e de tantos outros jovens que estão a compor o panteão literário. Ao longo do evento, algumas provocações sugiram entre as quais: literatura do cacau, literatura regional, literatura brasileira? Outras discussões necessárias foram colocadas à baila, tais como: direitos humanos, o acesso das pessoas com deficiência… a própria Festa Literária e o Flios são atos de resistência em face do contexto sanitário e político em face das circunstâncias dadas no Brasil atual e de ontem.

:: LEIA MAIS »





WebtivaHOSTING // webtiva.com.br . Webdesign da Bahia