:: jun/2009
SEGUUUUUUUUUURA O TCHAN!
Vocês se lembram dos áureos tempos do axé-music?
Era um tal de “segura o tchan”, “amarra o tchan”, “balança o tchan” e aquele bolodório todo sem sentido, tocado num volume ensurdecedor.
Como tudo o que é ruim dura muito, mas felizmente acaba (ou pelo menos reflui) o tal axé-music perdeu espaço para outros gêneros, que também não são lá essa “Anísio Santiago” toda. (Anísio Santiago, pra quem não sabe, é a antiga Havana, uma cachaça pra se beber de joelhos).
Mas, com o ocaso do axé-music, por onde andarão aqueles “talentos abundantes”, que rebolavam enquanto os vocalistas perpetravam canções com a profundidade de um pires?
Esse vídeo pode ser uma boa resposta…
O tchan já não abunda mais. Ou abunda?
SEGUUUUUUUUUURA O TCHAN!
Vocês se lembram dos áureos tempos do axé-music?
Era um tal de “segura o tchan”, “amarra o tchan”, “balança o tchan” e aquele bolodório todo sem sentido, tocado num volume ensurdecedor.
Como tudo o que é ruim dura muito, mas felizmente acaba (ou pelo menos reflui) o tal axé-music perdeu espaço para outros gêneros, que também não são lá essa “Anísio Santiago” toda. (Anísio Santiago, pra quem não sabe, é a antiga Havana, uma cachaça pra se beber de joelhos).
Mas, com o ocaso do axé-music, por onde andarão aqueles “talentos abundantes”, que rebolavam enquanto os vocalistas perpetravam canções com a profundidade de um pires?
Esse vídeo pode ser uma boa resposta…
O tchan já não abunda mais. Ou abunda?
O SENHOR DAS MATAS
Pode ser coincidência, mas não deve ser obra do acaso, que o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho) seja comemorado em data tão próxima ao Dia Internacional do Cacau (7 de junho).
Se o Sul da Bahia preserva uma das poucas áreas remanescentes de Mata Atlântica no Brasil, espetacular paraíso da biodiversidade, isso se deve ao cacau.
O cacaueiro necessita de sombra para produzir o fruto que tantas riquezas gerou para a Região e as árvores da Mata Atlântica permitiram, ao longo de décadas, esse casamento que resultou na produção de cacau e na conservação do meio-ambiente. Um modelo de produção que é conhecido como cacau cabruca.
A chegada da vassoura-de-bruxa provocou uma espécie de crise nesse casamento, já que, descapitalizados, muitos produtores deixaram o cacau de lado e derrubaram a mata, seja para vender a madeira, seja para transformá-la em pasto, substituindo a lavoura pela pecuária.
Em função disso, nos últimos vinte anos, acentuou-se a devastação da Mata Atlântica, mas ainda assim, o que se conseguiu preservar compõe um patrimônio ambiental importante.
Daí a necessidade de conter o desmatamento.
Algumas iniciativas contribuíram para despertar no produtor de cacau, a despeito de todas as dificuldades enfrentadas por causa da falta de recursos, a importância de manter o modelo preservacionista. Um bom é exemplo é o Instituto Cabruca, com seu trabalho incansável, que começa a gerar resultados.
O instituto foi criado para desenvolver projetos que agreguem valor ao cacau e incentivem a utilização sustentável de espécies nativas.
Conscientizar é importante, mas não resolve, já que muitas vezes a necessidade sobrepõe-se à vontade.
É preciso que os produtores recebam algum tipo de incentivo, financeiro principalmente, para produzir cacau e ao mesmo tempo preservar a Mata Atlântica.
Nesse sentido, é mais do que oportuno o Projeto de Lei 4995 de 2009, de autoria do deputado federal Geraldo Simões (PT/BA), que aponta o sistema Cabruca como alternativa rentável à preservação do bioma da Mata Atlântica, através do desenvolvimento sustentável, em que a atividade econômica está atrelada à conservação ambiental. O projeto oferece vantagens para quem cultiva cacau em áreas de Mata Atlântica.
A esse projeto, some-se a decisão do Banco do Nordeste, após gestões feitas pelo governador Jaques Wagner e pelo secretário de Agricultura Roberto Muniz, com o aval dos segmentos da lavoura, de incluir o cacau no FNE Verde.
Além de melhorar as condições para a renegociação das dívidas dos produtores, o FNE Verde tem como foco justamente a produção através da sustentabilidade. No caso do cacau, vai premiar quem conserva a Mata Atlântica.
Com ações concretas, poderemos retornar a força desse “casamento” Cacau-Mata Atlântica, legando para as gerações futuras uma região que se orgulhe não apenas de conservar o meio-ambiente, mas também se oferecer qualidade de vida para a sua população.
Talvez esteja aí o verdadeiro significado da expressão “fruto de ouro”.
Não no sentido de riqueza desmedida, desperdício perdulário e desigualdade social entre os poucos muito ricos e os muitos muito pobres.
Mas no sentido de prosperidade compartilhada, conservação ambiental e atividade econômica diversificada e calcada em bases sólidas.
Pode parecer sonho.
Mas nada que seja impossível numa região que, com trabalho e espírito empreendedor, fez brotar uma civilização capaz de suportar todas as crises e sempre dar a volta por cima.
REGIÃO CACAUEIRA. DO PARÁ?

De acordo com relatório publicado pela CACAUTH (TH Consultoria), enquanto a produção de cacau permanece estagnada na Bahia, aumenta em outros estados, como Pará e Espírito Santo.
Os números da CACAUTH apontam que a produção baiana oscila entre 100-143 mil toneladas/ano, o que representa apenas 30% de sua produção anterior à incidência da vassoura-de-bruxa. Enquanto isso, no Espírito Santo a produção cresceu 15% e no Pará expressivos 78% nos últimos 10 anos.
Ainda vão acabar nos tirando o título de Região Cacaueira.
A VOZ NADA ROUCA DAS RUAS

O deputado federal Geraldo Simões (PT) foi um dos baianos que assinaram a PEC do 3º. Mandato, reapresentada pelo deputado Jackson Barreto, agora com mais de 180 assinaturas. A proposta, se aprovada, permitirá a Lula disputar a re-reeleição.
Aos que apontam a PEC como uma canelada na Constituição, Simões responde que o Legislativo é em essência a Casa do Povo. E o povo já sinalizou que deseja um novo mandato para Lula.
Daí que,,,
FANTASMINHA CAMARADA

Está nos blogs e jornais da Bahia e deve ganhar o Brasil: descobriu-se que quase metade do financiamento eleitoral da prefeita de Candeias, Maria Maia (PMDB), veio de uma pessoa morta há cinco anos. Almerinda Monteiro dos Santos tem registro de ambulante na Secretaria da Fazenda do Estado e aparece como doadora de R$ 266 mil, ou 44% dos R$ 604 mil oficialmente arrecadados. Uma certidão de óbito emitida pelo Estado da Geórgia (EUA), onde mora a filha de Almerinda, confirma sua morte em 6 de junho de 2004.
Cá para nosotros, qual o motivo do espanto?
Nessas coisas de prestação de contas de campanha eleitoral acontecem coisas do outro mundo.
Com o devido respeito à memória de dona Almerinda, eis o que se pode chamar de fantasminha camarada.
BATALHA CAMPAL
Um morto, dezenas de feridos, um ônibus incendiado e varias armas apreendidas.
Ao contrário do que pode parecer, não se trata do saldo de mais uma batalha nos confins do Oriente Médio, em que ódios tribais e disputas religiosas explodem em atos de violência cotidiana.
Nem é resultado de mais uma guerra envolvendo disputa pelos pontos de drogas, nas favelas das grandes metrópoles brasileiras, onde os traficantes ditam a lei e impõe o terror.
A morte de uma pessoa, os feridos e o incêndio do ônibus, em São Paulo são frutos de uma briga entre torcidas do Corinthians e do Vasco da Gama, após o jogo que classificou o time paulista para a decisão da Copa do Brasil.
A briga foi uma sequencia do que já havia acontecido no primeiro jogo entre as duas equipes, no Rio de Janeiro, quando um menino de 12 anos morreu de tanto levar pancadas.
Era, portanto, o troco e ele veio com mais ferocidade ainda.
Torcedores do Corinthians e do Vasco do Gama (seriam mesmo torcedores, ou marginais?) reproduziram uma prática que se tornou comum não apenas no Brasil, mas também dos campos da Europa dita civilizada. Lá, ingleses, espanhóis e italianos especialmente, transformaram o futebol num triste espetáculo de sangue, que se estende das arquibancadas para as ruas.
O que se vê e se ouve nos estádios brasileiros são gritos que, em vez de incentivar o time do coração, se tornam uma apologia da violência.
Das palavras à ação, é um tapa, um soco, um tiro. Literalmente.
As chamadas torcidas organizadas mais parecem gangues, para quem o adversário de clube é o inimigo a ser dizimado. Isso quando eles não brigam entre si, já que qualquer coisa é pretexto para a violência.
Há muito tempo que o futebol, essa paixão nacional, deixou de ser um programa familiar.Quem é louco de levar a esposa, os filhos ou a namorada a um jogo entre Flamengo x Vasco, Corinthians x Santos, São Paulo x Palmeiras, Cruzeiro x Atlético ou Bahia x Vitória?
Os estádios se tornaram válvula de escape para descarregar todo tipo de frustração e/ou ressentimento. Sempre em grupo, o que os torna ainda mais ferozes e difíceis de serem identificados, esses marginais estão fazendo com que os verdadeiros torcedores só possam acompanhar o futebol de longe, pela televisão.
Até sair na rua ostentando orgulhosamente a camisa do time do coração se tornou arriscado. Um torcedor foi morto em São Paulo num dia em que nem havia jogo de futebol. Morreu porque estava com a camisa de seu time e deu o azar de cruzar com adversários de time.
A explosão de violência entre corintianos e vascaínos levou à promotoria pública a exigir que a partir de agora os jogos em São Paulo sejam com torcida única. A medida que pode ser estendida a outros estados.
Isso mesmo: São Paulo x Corinthians, no Morumbi, só com torcedores tricolores. No Pacaembu, só corintianos. E por aí vai.
Pode ser um paliativo, mas ao menos se faz alguma coisa para conter essa brutalidade.
Mata um pouco a graça do futebol, mas é melhor matar a graça, do que morrer tanta gente por causa do futebol.
Mas, o que resolve mesmo é punir com rigor esses bandidos, no mínimo impedindo que cheguem perto de um estádio.
Para quem agride e mata, a solução é cadeia mesmo, porque esse é o lugar de marginal. E não no estádio, que deveria ser, mas não é mais, lugar de torcedor,
CEM ANOS DE QUE???
Deu no blog Alerta Geral:
“Três assaltantes foram presos em flagrante quando roubavam um banco no centro de Ilhéus na tarde de terça-feira (2). Segundo a polícia, os bandidos se dividiram dentro da agência bancária no momento do assalto.
Enquanto Ricardo Prates dos Santos fazia clientes reféns com uma pistola sem munição, os comparsas Leandro dos Reis Nascimento, 18 anos, e Rodrigo Ferreira Silva, 19 anos, retiravam dinheiro dos caixas.
Ricardo dos Santos acabou atingido por dois tiros ao reagir à abordagem feita por um policial civil que estava na agência. Ele foi levado para o Hospital Regional de Ilhéus, onde está internado em estado grave.
Já Leandro e Rodrigo tentaram se esconder no banheiro do banco, mas foram descobertos pelo mesmo policial. Eles foram presos e encaminhados para a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Ilhéus”
———–
Vai ver que foi a fila que inviabilizou o assalto,,,
PASSA O CELULAR, PORRA!
Em Itabuna, 19 horas. Esquina da avenida Juracy Magalhães com a rua Marechal Floriano Peixoto, centro da cidade.
Uma estudante universitária está quase chegando em casa, quando decide fazer uma ligação pelo telefone celular.
A ligação não dura nem um minuto. Mal ela acaba de colocar o aparelho na bolsa, é abordada por um sujeito armado, com o capacete na cabeça providencialmente escondendo o rosto, que decreta, rispidamente:
-Passa o celular, porra!
A jovem se assusta, tenta pegar o celular, mas o assaltante está impaciente. Ainda com a arma apontada para a cabeça dela, arranca a bolsa e sai, mandando que ela não se mexa.
Poucos metros depois, um motoqueiro, que igualmente protegido pelo capacete, aguarda o colega de crime, liga a moto e sai tranquilamente pela avenida, no sentido centro-bairro.
Estava consumado mais um assalto cometido pela horda de motobandidos que nos últimos anos assola e assusta os itabunenses.
A cena é tão banal que nem deveria mais chamar a atenção.
Ao contrário: justamente por ser tão banal é que deve chamar a atenção.
Não é possível que esses marginais a bordo de motos e protegidos por capacetes continuem agindo com tanta freqüência sem que a polícia tome providências para, ao menos, reduzir o número de assaltos.
Esses motobandidos assaltam transeuntes, lojas, lotéricas e outros estabelecimentos comerciais e prestadores de serviços com uma facilidade que espanta.
Agem na mais completa impunidade e criam uma sensação de pânico tal que, de carro ou à pé, quando cruzamos com duas pessoas a bordo de uma moto, já ficamos com medo de sermos assaltados.
A minoria que usa as motos para cometer assaltos acaba nos levando a achar que todos os motociclistas são bandidos em potencial. E, obviamente, não são.
A Assembléia Legislativa da Bahia aprovou e o governador Jaques Wagner sancionou uma lei que regulamenta o transporte complementar no Estado. A medida inclui vans, kombis, ônibus e micro-ônibus, mas não contempla as motos.
Não seria o caso, já que não é possível por enquanto regulamentar, a menos disciplinar a atividade através de associações e com a devida identificação dos trabalhadores?
Sim, trabalhadores que lutam para sustentar suas famílias e que não podem nem devem ser confundidos com esses bandidos, que usam as motos como ferramentas para o crime.
À identificação dos motoboys, deve seguir uma fiscalização rigorosa e não apenas as blitzen esporádicas, que invariavelmente fazem apenas a alegria dos donos de empresas de guinchos.
O que não se pode é ficar de braços cruzados.
Ou, com cada vez mais freqüência, de mãos ao alto.
















